Rumo à Patagônia Argentina: Parte 2

Rumo à Patagônia Argentina – Parte 2: Buenos Aires

Estamos no final de 2009, entrando em 2010. Já estivemos em Porto Alegre e no Uruguai na parte 1. Agora vamos a Buenos Aires, capital da Argentina. De Montevidéu a Buenos Aires fomos de Buquebus, aquele barco enorme com cafeteria, loja duty free e muita gente. Chegamos ao terminal do Buquebus com antecedência, a fim de passar pela alfândega com calma. Já saímos com o visto pronto da Argentina, uma facilidade, pois entramos no país vizinho bem rápido e sem burocracia. Em três horas estávamos na capital portenha.

Ficamos no hotel Orly, que vale pela localização, bem próximo da fantástica Calle Florida (rua). O melhor lugar para as compras de couro, doces alfajores (típicos), dentre outras maravilhas. Na mesma rua se encontram as Galerías Pacífico, um shopping center encantador, com muitas opções de lojas, restaurantes, cafés etc. Falando em hotéis, tenho uma boa dica: o simples e bem localizado Hotel La Argentina, na Avenida Mayo, perto do fabuloso Café Tortoni. Aliás, lá assistimos a um show de tango, mais simples que os outros, mas também um evento e tanto.

Em Buenos Aires, os cafés são uma instituição. Sentar em um local desses, ler um jornal e tomar um café é agir como um autêntico portenho. Outros lugares bem práticos no país são os locutórios, mistura de lojinha onde se vendem chocolates, sanduíches, refrigerantes, por exemplo, e opera-se com telefonia. Diga-se de passagem: o preço dos telefonemas é muito barato, em comparação com os nossos.

Passamos o Reveillón na capital. O argentino aproveita diferentemente da gente. Quem se vê nos restaurantes lindamente decorados pela cidade ou em Puerto Madero (local turístico à beira do Rio da Prata) são os turistas. O povo considera a data tão importante e familiar quanto o Natal, logo não sai de casa e cai no badalo, comemora a ceia com a família. Já nós, por 120 pesos à época, jantamos na esquina do hotel no restaurante francês Ce Bleu. Valeu a pena, pois foi uma refeição farta e alegre. Depois com outros casais brasileiros, fomos ao Puerto Madero, onde houve shows de fogos e muitos turistas se divertindo, dançando e cantando nos restaurantes e no calçadão.

Um passeio válido é do rio Tigre. Vai-se à estação de trem Retiro, perto da Torre dos Ingleses e por 1,10 pesos (à época) se vai à Estação Mitre. De lá se pega o Trem de la Costa até o Tigre. No caminho, descemos na cidade bucólica e charmosa San Isidro. Vale a pena dar uma voltinha e sentir a sua tranquilidade. Existem lugares tão calmos e belos que sentimos vontade de morar em tal paragem. Pegamos o trem novamente e fomos à cidade de Tigre, a fim de fazer o passeio de barco ao longo do rio. Em uma hora e por 22 pesos (naquele ano), entramos em uma lancha e saímos a passear para ver casas lindas e testemunhar a vida de pessoas que lá residem. O museu Casa Domingo Sarmiento, protegida por um vidro enorme, chama a atenção. Como era feriado, a maioria dos restaurantes estava fechada, então nos contentamos com empanadas e cerveja Stella Artois.

Voltando à capital, mais dicas: passeios pelos bairros apaixonantes Recoleta e Palermo. E um restaurante bom e barato: Punta Cuore na Av. Corrientes, 4199. Por 16 pesos à época, comemos ravioles artesanais.

De Buenos Aires, continuamos na jornada rumo à Ushuaia, a capital da Terra do Fogo. Estamos quase na Patagônia. Aguardem…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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