Diários do Canadá: Ottawa 1
Hoje é dia 11 de outubro e estamos partindo de Toronto de ônibus pela companhia Greyhound às 9 h. O terminal se chama Toronto Coach Terminal. Como já disse anteriormente, o hotel Royal Oak Inn na Dundas Street East, 376 é bem localizado, perto da estação rodoviária, da Dundas Square (praça), do shopping Toronto Eaton Centre etc, enfim um achado.
Tenho tanto a contar. Vamos aos poucos. Em país onde o turismo é levado a sério, encontram-se uma quantidade imensa de mapas e folders à vontade em rodoviárias, aeroportos, hotéis etc. Dão muitas informações e são grátis.
Estamos no terminal. Espera-se nas cadeiras vermelhas, aí o rapaz chama por números: de 1 a 10, 11 a 20, 21 a 30 e por aí vai. Bem organizado. Faz-se fila e escolhe-se qualquer lugar no ônibus. Aliás, como fazem fila. Está no DNA deles. O ônibus saiu pontualmente. Achei bem interessante o motorista dar informações antes e querer saber se a temperatura estava boa. O clima ainda estava relativamente quente. São 5 h de viagem. A parada foi às 11.30 h por 15 min. em uma loja de conveniência de uma cidade chamada Actinolite. Acrescente ao valor da passagem, duas taxas em cima. 65 dólares canadenses mais 8.79 de tax (taxa para o governo) e 2.65 de fee (taxa de embarque).
Chegamos a Ottawa às 14 h. na estação Central Station. Pegamos um táxi, deu 22 CAD (dólares canadenses) com tax. Tudo tem taxa em cima, até para o motorista de táxi, principalmente, se ele bota as malas no carro. Era paquistanês o taxista.
Descobrimos o hotel também pelo Booking.com. Gostei do EconoLodge Downtown Ottawa (rua Rideau, 475). O quarto era muito bom, grande, sistema motel americano. A atendente simpática pediu 200 CAD de segurança, iria devolver ao fim da estadia. Não entendi bem, mas sabia que descobriria no final. Como não deixei o número do cartão de crédito, preferi deixar o dinheiro. Sempre se paga os dias todos no hotel assim que se chega.
Já que pudemos deixar as malas no quarto antes do tempo, pois o quarto estava pronto, resolvemos fazer o reconhecimento de área. Só lembrando que em geral a entrada em hotéis é a partir das 15h e a saída a partir das 11 h. Fomos andando pela rua Rideau até o lindo Parlamento da capital do país. Ficará fechado para reforma por uns bons anos a partir do final do ano. Ottawa respira política e funcionários do governo. Chamo a atenção que o Primeiro – Ministro se chama Justin Trudeau, um grande seguidor dos passos do pai, Pierre Trudeau, político importante para o país e que já foi também Primeiro – Ministro.
No nosso passeio, chegamos ao mercado mais antigo do país, em funcionamento há 70 anos: o Byward Market. Trata-se de um centro de lojas transadas, únicas, além de restaurantes diversos e chocolateria das Rocky Mountains (Montanhas Rochosas). O fetuccine do restaurante italiano cuja dona é de El Salvador estava delicioso e em conta: 9 CAD. Gostamos tanto que voltamos outro dia. Mas uma simples trufa das Rocky Mountains por 9 CAD foi um atentado. Recomendo esse mercado, lugar bem atraente.
Em Ottawa, sentimos que teríamos mais opções de comidas saudáveis do que em Toronto. Muito enriquecedor perceber que se fala francês por lá também. Depois eu entendi o motivo. De um lado, Ottawa na Província de Ontário (fala-se inglês) e do outro, Gatineau na Província de Quebec (fala-se francês). Estava bem mais frio que Toronto. Diferença grande de temperatura…. porém estava gostoso.
Em breve, Ottawa 2…

É muito bom acompanhar suas viagens pelas palavras e pensar o quanto temos ainda que aprender com as boas práticas uns dos outros. Beijos!
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Querida Andreia,
Obrigada pela sua participação inspiradora. Concordo com você: aprender uns com os outros. Muita coisa boa lá e aqui também. Por isso, gosto de escrever e dividir meus conhecimentos. Beijos.
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