Diários do Canadá: Ottawa 2
Hoje é dia 12 de outubro de 2017. Será nosso primeiro dia completo em Ottawa, a capital do Canadá. A cidade é linda! Bem menor que Toronto, ainda sem grandes problemas de tráfego, com muitos prédios baixos e casas. Ottawa aconchega e aí nos apaixonamos. 30 anos atrás, quando fui ao país pela primeira vez, já havia ficado encantada. E olha que naquela época ficava em albergue da juventude com outras condições financeiras, mas sempre me divertia e passeava muito.
Vamos à vida de turistas. Êta coisa boa! Bem, chegamos à parada 1 do ônibus vermelho de dois andares, o nosso conhecido double-decker: ruas Sparks & Elgin com Wellington & Elgin (a rua Wellington é continuação da Rideau). Ali está o quiosque principal e a bilheteria. Pedimos um combo, ou seja, um dia de passeio com o museu: National Gallery of Canada (Galeria Nacional do Canadá). Foram 50 CAD (dólares canadenses) com a taxa.
Entramos no ônibus da Grayline para um hop-on-hop-off City Tour, isto é, desce em qualquer parada turística e sobe em outro ônibus, mas onde desceu, isso das 10 h às 16 h, pois é outono. Penso ser este percurso obrigatório, é a melhor maneira de ter uma ideia geral da cidade. Depois se escolhe onde quer parar e ficar. Como pegamos o ônibus às 11 h da manhã, ficamos com uma hora extra para o dia seguinte.
Na primeira parada, já vemos a praça com estátuas dos soldados que lutaram na Primeira Grande Guerra. Lá há trocas de guardas a cada hora, uma solenidade oficial bonita com a marcha de três oficiais e na frente um escocês tocando a gaita de fole. Achei tocante o quanto o canadense homenageia os seus soldados de todas as guerras pelo país todo.
Falemos no double-decker. Somente duas línguas são pronunciadas: inglês e francês. Quem não sabe nenhuma, só olha a paisagem. Há um motorista e um guia que fala rápido demais e muito. Ufa! Ele dá muitas informações até sobre o sistema de saúde e política. Foi um esforço entender e percebi que não gostam de ser interrompidos, logo todos os turistas devem ficar calados entre si. Não é difícil isso?
Vou mencionar o aprendido. Passamos pelos prédios do Parlamento (Parliament Hill), de uma beleza notável (eu incluiria o de Budapeste na Hungria aí), só no verão se visita o gabinete do Primeiro – Ministro; o Banco do Canadá cujo museu foi aberto em julho deste ano; a Suprema Corte do Canadá (Supreme Court of Canada), quando a bandeira do país está hasteada, os ministros estão em sessão; a Biblioteca e o Arquivo Nacional (Library and Archives Canada), sendo a memória coletiva do país em termos de documentos escritos, fotografias, gravações de músicas etc; o Museu Canadense da Guerra (Canadian War Museum), no qual mostra o aparato militar de guerra e foi desenhado como se fosse um bunker e o novo monumento em homenagem aos que pereceram no Holocausto: o National Holocaust Monument.
Ottawa tem avenidas largas, é bem cuidada e suas pontes sobre o rio Ottawa mostram muito do seu charme. Continuando com as observações… Passamos pelo Museu Canadense de História (Canadian Museum of History), o mais visitado dos museus com um milhão de visitantes por ano, além de famoso pela sua arquitetura; o parque Jacques-Cartier, onde acontecem eventos importantes para milhares de pessoas, como o Dia do Canadá em julho, localizado em outro município no estado vizinho (Gatineau-Quebec); a Embaixada da Arábia Saudita, a segunda mais cara de Ottawa; o Conselho Nacional de Investigação (National Research Council); a Prefeitura de Ottawa; a Embaixada da França e da África do Sul; o parque Rideau Hall, com casas fofas de tijolos a vista perto; a casa do Primeiro – Ministro, que está sendo reformada, logo o Justin Trudeau está com a família em outro endereço atualmente; e a alameda Sir George-Étienne Cartier Parkway, onde estão situadas as casas dos embaixadores. Que lindeza de cidade com seus inúmeros parques!
Também vimos a sede do “FBI” canadense, isto é, os afamados policiais montados: the Royal Canadian Mounted Police, museu e estábulos (detalhe importante: os cavalos são belos e lustrosos. Não se deve tocar neles, pois são considerados oficiais da lei); e o Museu Canadense de Aviação (Canadian Aviation Museum) , onde oferecem passeios de helicóptero e biplano. Voltamos a ver a casa do Primeiro Ministro, construída em 1891 e até a do cozinheiro dele. Que tal? Além de visualizarmos o rio Ottawa com suas barragens. Aí chegamos à Galeria Nacional do Canadá (National Gallery of Canada), museu escolhido para ser a nossa primeira visita.
Falarei sobre este museu fenomenal no próximo artigo. Aguardem…

Mônica que maravilha!!! Fiquei com muita vontade de conhecer….. vc relata com tantos detalhes, que nos faz sentir até o cheiro do lugar kkkkkkk 👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼 Vou guardar todas essas dicas, serão preciosas. 😘
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Querida Raquel,
Que surpresa mais maravilhosa você estar aqui no blog e participar das jornadas canadenses. O Canadá será sempre fascinante e você, como boa viajante, não pode deixar de conhecer. Beijos.
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