Diários do Canadá: Montreal 2
Estamos em 16 de outubro de 2017. Hoje é dia de passeio de ônibus turístico double-decker. O valor é 55 CAD (dólares canadenses) com taxas incluídas. Compramos na Agência de Turismo da rua Peel, perto do Hotel Y. A gente vê muitos esquilos pelas praças, parques e terrenos no país. Faz muito frio hoje, por isso ficamos embaixo no ônibus, não dá pra aguentar lá em cima. Demos a volta completa em duas horas.
Comecemos a aventura do dia. O guia é bem falante, como todos os outros. Fala em inglês e francês, não há audioguias para outras línguas. Montreal tem quatro basílicas, uma delas é a Catedral Marie-Reine-du-Monde, réplica da Basílica de São Pedro em Roma. O sistema de saúde do Canadá é pago pelas taxas que pagamos em tudo, acho justo para eles. Não é que até sobre isso se fala em um double-decker? 90% dos habitantes de Montreal são católicos.
Vamos a mais aprendizados. Todo guia fala no pub (bar estilo inglês) Sir Winston Churchill na rua Crescent, 1459. Deve ser bem movimentado à noite, pois dá desconto para estudantes. Chinatown no centro é bom para comer. Chegamos à Montreal Antiga. Foram 25 anos usados para construir a parte interna da Basílica de Notre Dame, o qual foi por 50 anos a maior de Montreal. Ainda é a mais bonita. Vimos o Velho Porto; o guia fala até nas 65 mil pessoas/ano que estiveram na emergência do hospital por onde passamos; o lindo Hôtel de Ville, ou seja, a Prefeitura construída entre 1872 e 1878; o Museu Château Ramezay de 1705, a casa do primeiro governador de Montreal Claude Ramezay; a Praça Jacques Cartier, parecida com Montmartre em Paris, na qual pessoas vendem quadros, pinturas e desenhos, além de haver muitos restaurantes; no Canadá usam o Código Napoleônico; a boulevard St-Laurent divide Montreal entre o oeste (inglês) e o leste (francês).
Repetimos de certa forma o que já havíamos feito em “Montreal 1”, mas com outras dicas. A cidade tem 373 anos. Passamos pela atraente rua St. Paul e por um prédio de 1967, construído experimentalmente para a Exposição Universal à beira do rio St. Lawrence, com 374 módulos de concreto. Há 150 famílias morando lá. Vimos as costas do prédio, o que é bem estranho mesmo, mas de frente para o rio é espetacular (consultei na internet). Lugar procurado e caro. O arquiteto foi Moshe Safdie, israelense/canadense que chamou o prédio de Habitat 67. Faz parte da paisagem. No elegante hotel St. Paul se hospedam os Rolling Stones. No restaurante Brit & Chips, o fish & chips (comida inglesa de peixe a milanês com batatas fritas) sai em conta. O canadense gosta e muito. É o seu lado inglês. Por sinal, trata-se de um prato delicioso, mas não para ser comido sempre, pois o nosso colesterol vai para as alturas…
O prédio da Bolsa de Montreal é todo preto. O Palais de Congrés (Centro de Convenções) é internacional e muito bem utilizado diariamente, por cobrarem mais barato que em outros países e o prédio é colorido e vivo. 70% da população da cidade são bilíngues. Montreal é uma ilha, são 18 pontes fazendo a ligação. Existem 14 outras cidades na ilha. Em 1785 a família Molson criou a primeira cervejaria, já estão na oitava geração.
Em 2005 ocorreu na Prefeitura o primeiro casamento gay em Montreal. O guia sabe disso, porque estava casando pela segunda vez no mesmo dia. Quanto ao clima, não vale a pena ir lá em abril e maio: muita chuva; em setembro: o calor é grande; e em outubro: os dias são mais frios, mas há a troca de cores nas árvores. Só isso já é um espetáculo da natureza.
Continuarei em breve…

Ótimo texto! Montreal é isso mesmo! A escola onde fiz o Celta era ali pertinho, na esquina com a St Paul. Eu passava em frente à Notre Dame todo dia. Linda cidade! Bjs
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Querida Débora,
Obrigada por participar com seu comentário “vivo”, de quem esteve lá. Montreal é jovial, festiva, incrível a atmosfera da cidade. Beijos.
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