Diários do Canadá: último dia em Toronto
Hoje é dia 26 de outubro de 2017. Chegamos a Toronto de volta de Quebec à noite e ficamos no mesmo hotel: Royal Oak Inn na Dundas Street (rua). Lá estava na recepção o atencioso Viren, da Índia. Não dormimos, desmaiamos. Nosso último dia tinha que ser bem aproveitado, uma vez que os primos Rebeca e Sérgio vinham nos buscar para levar ao aeroporto às 19 h. Como a saída do hotel era às 11 h, falei com o Viren e pedi uma meia-pensão até às 19 h. Felizmente, aceitou e pagamos. Foi muito bom ter um quarto, mesmo que no subsolo, para descansar e tomar banho antes de uma viagem tão longa de volta. Só tenho elogios ao staff do hotel.
Decidimos pegar o ônibus turístico ou double-decker na praça Dundas (square). O valor foi 44 CAD (dólares canadenses) com taxa incluída e pro Carlos 40 CAD, desconto pela idade. Foram duas horas de passeio muito boas. Tem guia mais motorista. Como sempre, o guia fala muito e de assuntos diversos. Neste ônibus só se para se a pessoa levantar a mão e ninguém pode conversar se não fica difícil entender o guia.
Começamos o passeio pela rua mais longa do mundo: Yonge Street, em homenagem a George Yonge. A rua inicia-se no Lago Ontario e vai até a fronteira do estado americano de Minnesota, totalizando uma distância de quase dois mil km. A Yonge Street divide a cidade em leste e oeste.

Toronto é a quarta maior cidade da América do Norte depois da Cidade do México, Nova York e Los Angeles. A quinta é Chicago nos Estados Unidos. Tem 2.9 milhões de habitantes somente na cidade, a grande Toronto se chama GTA: Great Toronto Area. 330 arranha-céus estão sendo construídos. O motivo é a quantidade de imigrantes que chegam a cada dia. Morar lá é muito caro. No dia 26 estava fazendo 7º C, mas em três semanas estaria nevando. Na cidade o inverno castiga, chega a fazer -35ºC.
Trata-se de uma megalópole repleta de verde, isso é admirável. Tudo no Canadá é colossal. O museu Royal Ontario Museum é o quinto maior da América do Norte; o Festival de Cinema de Toronto é o segundo maior do mundo, perde para Cannes na França; a Casa Loma, a qual falei em Toronto 3, é o único castelo da América do Norte; o museu The Bota Shoe Museum deve ser o único do mundo a apresentar a perspectiva histórica de sapatos do mundo inteiro (pertence à companhia Bota Shoe Company); a Universidade de Toronto é a quinta mais antiga do Canadá e tem 84 mil estudantes, com 11 prêmios Nobel.
Em maio acontece o Victoria Day, em homenagem à Rainha Vitória que deu a independência ao Canadá. O Queen´s Park (parque da Rainha) a honra. O país faz parte do Império Britânico, juntamente com outras 22 nações, logo a Rainha da Inglaterra é a Chefe da Nação.
Cada província tem suas leis próprias, como nos Estados Unidos. Ontario é a província mais populosa. O hospital Mount Sinai Joseph and Wolf Lebovic Health Complex é o segundo melhor do mundo. Interessante dizer que o ator Donald Sutherland é filho do criador do sistema de saúde canadense, portanto o neto é o ator Kiefer Sutherland. Em Chinatown só vi buffet de comida do tipo sushi.
Frank Geri, arquiteto renomado, é canadense, assim como o ator Keanu Reeves.
Os bondes ou street cars são muito utilizados. 375 mil pessoas andam neles por dia; funcionam 24 h por dia e são movidos à eletricidade, então, são amigos do ambiente. Toronto foi a primeira cidade a ter metrô no Canadá e é a terceira cidade com maior linha de metrô na América do Norte.
São 45 mil restaurantes de diferentes culinárias na cidade. A ONU votou por Toronto ser a cidade mais multicultural do mundo. Somente 21 % dos canadenses falam o francês (a língua é disciplina obrigatória das escolas hoje). A primeira língua mais falada na cidade é o inglês e a segunda o chinês.

O Fairmont Hotel é um ícone, importante por ser o escolhido da Rainha Elizabeth II, quando vai ao país. Fica sempre no topo do hotel, ama o Canadá e já o visitou várias vezes. O neto Harry vai sempre ver a namorada, hoje noiva. Muitos seriados, filmes e TV shows são filmados lá.
A maior estação de trem do país: Union Station existe desde 1927. Os trens Amtrak americanos também operam na estação, o movimento entre Canadá e EUA é intenso.
Passamos pela CN Tower, Ripley´s Aquarium e Rogers Centre (centro de hockey). Vimos o Harborfront onde se pegam os barcos para as ilhas que saem a cada hora (ver Toronto 4).
É digno de menção o fato de não venderem álcool em postos de gasolina, somente em lojas do governo e para maiores de 25 anos (essa informação consegui recentemente por amigos que estão morando lá). A idade depende das leis de cada província. Não testemunhamos nenhum jovem com bebida na mão por onde passamos. Parabéns a eles.
O museu Hockey Hall of Fame é amado, uma vez que o esporte é uma obsessão nacional. Passamos por um parque dedicado aos cães, com estátuas deles. São 200 mil cachorros em Toronto.
A nossa única parada foi para conhecer o Mercado St. Lawrence. Eu amei! Comemos canelone com espinafre de almoço. Fizemos compras de lembrancinhas e nos divertimos. Muita gente, movimento, alegria, vendas de queijos, peixes, carnes, chocolates etc. Valeu a visita. Voltando a Toronto, o mercado é visita certa. Também passamos de ônibus no Distillery District, que era uma destilaria de uísque nos anos 90. Hoje é um lugar fantástico de compras e restaurantes, cafés etc. Vale ler Toronto 2. Minha prima Rebeca no início da viagem nos levou aos locais “pop”. Obrigada, prima.
Depois do passeio, retornamos ao hotel. Meus primos pegaram a gente pontualmente e chegamos ao aeroporto bem antes da partida. Ainda bem, pois achei o aeroporto muito confuso. Havia uma multidão lá dentro, os funcionários da Air Canada estavam com má vontade em dar informações ou davam erradamente. Ufa! A nossa sorte foi encontrar patrícios nossos que gentilmente nos apoiaram. E olha que sou experiente em aeroportos internacionais. Faltaram placas explicativas e achei estranho não haver uma Polícia Federal deles para dar baixa no passaporte na saída. O bom do local foi ter provado o pumpkin spice latte, uma bebida de outono canadense, que parece um leite com um gosto leve de abóbora e canela, muito saboroso.
Foram 10 h de viagem Toronto-São Paulo via Air Canada (bom serviço, mas assentos muito juntos, pouco confortáveis) e depois São Paulo-Fortaleza via Avianca. Apesar do extremo cansaço, da gripe que pegamos ainda no início da viagem e do jet lag (fadiga) sentido no pós-viagem, posso dizer que foi um uma experiência valiosa. Voltaremos em breve, Canadá.
Para finalizar, gostaria de dar uma dica para vocês. Quem pisar no aeroporto de Guarulhos, saiba que tem uma nova proposta de hotel com dormida por hora ou somente banho no Terminal 2: Fast Sleep do Saviero hotéis. Na ida tomei um banho revigorante e na volta, infelizmente, não deu tempo.
Aqui concluo os Diários do Canadá. Foi um prazer viver tudo isso.

Cidade linda! Grata por compartilhar tanta beleza.
CurtirCurtir
Querida Joana,
Obrigada por ser minha leitora. Sim, o Canadá é um colosso de tão belo. Um grande 2018 para você e família e que continuemos unidas pelo meu blog. Beijos.
CurtirCurtir