Portugal 2006: Lisboa e seus arredores
Estamos em março de 2006 e esta jornada fiz com minha mãe Sirley Dourado Furtado a fim de rever nossa pátria-mãe amada. Portugal é sempre uma revelação. Cada vez que vou, conheço um pouquinho mais. Desta vez, em Lisboa fiquei no Hotel Botânico, localizado à Rua Mãe d´Água, 16-20, fones: 351-21-3420392, perto da Praça da Alegria entre a Avenida da Liberdade e o Jardim Botânico. Tem café da manhã tipo buffet e é perto de cafés, restaurantes familiares (tascas) e do movimento excitante da Avenida da Liberdade. Recomendo.
Como já conhecia muito da cidade, decidi ir ao Oceanário no Parque das Nações e checar o porquê de ser sempre tão admirado. Realmente, não tenho palavras para descrever tamanha variedade de peixes e riqueza de oceanos. Algo interessante sobre os pinguins: formam um casal pra vida toda, porém se no período do acasalamento não der certo, se separam e formam outros pares. E mais: o polvo gigante do Pacífico é o maior de todos, com 9 m. entre braços e 250 k. de peso. O Oceanário de Lisboa pede nossa ajuda para proteger os oceanos: Atlântico, Pacífico, Índico, Antártico e Ártico: um Só Oceano. É uma aula ao vivo!

Também gosto de visitar shopping centers: O Colombo é enorme! E com tantos saldos em março é uma tentação total.
Uma dica para um dia inesquecível: Tomar. São 2 horas de Lisboa de trem ( ou comboio, como eles dizem). Lá se tem uma experiência “templária”, afinal a cidade foi fundada pelos templários em 1160. Vale a pena conhecer a Igreja de Santa Maria dos Olivais ou também Santa Maria do Olival, localizada à margem esquerda do rio Nabão. Foi erguida no séc XII e se tornou sede da Ordem dos Templários no país, tendo servido como panteão dos mestres da Ordem. Da mesma forma, a Igreja de São João Batista, localizada na Praça da República, foi concluída em 1510. Tem como destaque seus portais: principal e sul, góticos; norte, manuelino; e a torre, sineira. Isso por fora, por dentro, também é magistral. E a questão: quem foram os Templários, afinal de contas? A Ordem dos Templários era uma ordem religiosa medieval (séculos 12/14), cuja sede portuguesa foi instalada em Tomar, em 1160, 34 anos após sua chegada ao país. Muito há a ser dito, infelizmente, o espaço é pouco. Continuando, o mais espetacular da cidade é ir a pé (aproveitei para perder umas calorias com tantas guloseimas portuguesas…) até o Castelo Templário ou Convento de Cristo, sede da Ordem do Templo até 1314, e da Ordem de Cristo, a partir de 1357. Vale comprar figo passa no quiosque em frente, algo típico da região e delicioso! Não poderia deixar de mencionar a Padroeira de Tomar: Santa Iria. A sua lenda faz parte do imaginário tomarense, dizem que teria vivido em meados do séc. 8.
Outra ideia para um dia todo: pegamos o ônibus “Cityrama” (Cityrama Gray Line Portugal) e por 81 euros à época, tivemos direito a almoço e passeio pelo que mais importa em cinco cidades: Óbidos, Alcobaça, Nazaré, Batalha e Fátima. Pagamos no próprio hotel e o encontramos em frente ao hotel Sofitel na Avenida da Liberdade.
Em Óbidos, vale a pena conhecer a cidade a pé, comprar o licor “ginginha” e ver o artesanato. E conhecer a Igreja de Santa Maria, fundada entre 1148 e 1185, sendo a principal igreja da vila.
Em Alcobaça, conhecer o Mosteiro gótico do séc. 12, dos monges cistercienses e se emocionar com os túmulos de Pedro I e Inês de Castro, relembrando sua bela, contudo sofrida história de amor. Trata-se da igreja mais longa do país: 106 m. Dom Pedro quis que seu túmulo ficasse oposto ao de sua amada Inês, assim quando chegasse ao paraíso, ela seria a primeira pessoa que ele veria. Lembrando que ele foi antepassado do nosso Dom Pedro I.
O almoço foi em Nazaré no restaurante São Miguel. Linda cidade à beira-mar.
Em Batalha, visitamos a igreja mais alta de Portugal, seu pórtico tem 32 m., com seus vitrais do séc. 16 e trabalho de filigrana em pedra. Maravilhoso! O mosteiro dominicano foi construído pela vitória na Batalha de Aljubarrota por Nuno Álvares Pereira contra os castelhanos. Dom João I está enterrado lá, assim como sua esposa, d. Filipa de Lancaster (inglesa).
Em Fátima, fomos logicamente ao Santuário de Fátima. O início da construção da basílica data de 1930 e os corpos de Francisco, Jacinta e Lúcia estão enterrados lá no transeto (segundo o dicionário Priberam, transeto significa faixa de terreno usada para monitorar um fenômeno em estudo). Só lembrando que Lúcia tinha 10 anos, Jacinta 7 e Francisco 9, quando viram a Virgem: Lúcia, escutava, via e falava; Jacinta, escutava e via; e Francisco, apenas via. Os dois últimos morreram muito jovens de gripe espanhola.
Pois, pois, Portugal encanta SEMPRE!

Como sempre, seus textos me fazem viajar!!! Obrigada por compartilhar suas memórias.
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Querida Simone, pupila, afilhada e amiga,
Obrigada pelo seu comentário. Sempre bom ver você participando das minhas aventuras. Beijos.
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Espetacular!
Mônica sabe sobre o que escreve e o faz com entusiasmo! Terminada a leitura, temos logo vontade de fazer a mala e viajar!!!
Continue! O blog e os textos estão otimos!!
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Querida amiga Ana,
Eis a minha intenção: compartilhar aventuras e fazer meus leitores quererem viajar. Fico radiante em saber que estou conseguindo. Obrigada pela sua participação. Beijos.
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