Caribe: Aruba, Curaçao e Grenada

No paraíso reencontrado do Caribe: Aruba, Curaçao e Grenada

Postal do Caribe
Postal do Caribe com foto de Ron Montanino. Companhia: Astral Graphics de Miami-Florida EUA

Este artigo mesmo antigo mostra lugares imperdíveis, então resolvi repaginar um pouco e publicar novamente. Já havia saído no Jornal O Povo em 1995, no Caderno de Turismo.

Vamos iniciar. Depois de viajar pelo mar do Caribe, senti vontade de contar para as pessoas sobre as marav(ilhas) de Aruba, Curaçao, Grenada, Barbados e Santa Lucia como escalas de um cruzeiro do navio transatlântico Seawind Crown – Vasco da Gama. O Caribe, também conhecido como mar das Caraíbas ou das Antilhas, pelo clima, luminosidade, vegetação, frutas tropicais e praias de águas mornas, apresenta semelhança de paisagem como o nordeste brasileiro. O ambiente de hospitalidade e descontração parece ter como lema: no problem. É lugar ideal para mergulho. Embarquei no Seawind Crown com minha mãe Sirley Dourado Furtado e minha prima Flávia Diógenes em Aruba e de lá fomos nos surpreender com as belezas das ilhas caribenhas.

O navio é uma festa diária com funcionários simpáticos e prontos ao atendimento. São dois ou mais jantares formais, sendo a “noite do comandante” a mais elegante. Em uma semana engordei dois quilos de tantas refeições a bordo. Também há vários ambientes, diferentes espaços de restaurantes, cassino, sala de ginástica, capela etc., além de variados eventos: uma corrida de cavalos super engraçada no restaurante, exposição de esculturas de frutas e legumes , feitos por artistas da cozinha, e de estátuas de gelo.  A semana é movimentadíssima e ainda há a discoteca tarde da noite com direito a canapés. Fizemos amizades, conversamos muito e tivemos contato com pessoas interessantes. Foi uma experiência gloriosa.

Aruba – Capital: Orangestad; língua: papiamento (síntese de espanhol, holandês, francês e inglês).

Juntamente com Curaçao e Bonaire, Aruba é ainda o que resta do império colonial holandês, do qual fizeram parte o nordeste brasileiro (especialmente Recife) e Nova Amsterdã (futura Nova York), além de Suriname e Indonésia.  Ilha cuja refinaria Shell já foi a maior do mundo, Aruba é das mais conhecidas e formosas, com seus prédios coloridos, parques bem cuidados e pontos turísticos como a Rocha sobre o Mar (lembra a Pedra Furada da praia de Jericoacoara no Ceará).

A ilha é seca, sem rios e plantações. A água potável é dessalinizada e por isso, o contribuinte paga uma quantia mensal. Por viver inteiramente do turismo internacional, as línguas mais faladas são o inglês e o espanhol.

Curaçao – Capital: Willenstad; língua: papiamento.

Paraíso dos eletrônicos, com seus preços bastante convidativos, Curaçao parece a Holanda com sua arquitetura e maneira de ser. O turista se comunica em inglês ou espanhol, no problem.

As lojas fecham para a sesta das 12 às 14 h e são o delírio dos ávidos compradores. Naquela época adquiri uma máquina fotográfica (ainda analógica) que fiquei por anos.

Grenada – Capital: Saint George´s; língua: inglês.

Ilha das especiarias, como é conhecida, Grenada ou Granada é um país independente dentro da Comunidade Britânica de Nações, é a Bahia caribenha com seu ritmo, ladeiras e ruas estreitas. São altos e baixos na ilha.

Sua praia mais famosa se chama Grand Anse e tem muitos motivos para ser tão bela: repleta de cores com seus flamboyants à beira-mar, cercada por morros verdejantes e mar de águas límpidas. Ao desembarcarmos no porto, deparamo-nos como o mercado das especiarias, ou seja, barraquinhas com cestas pequenas, médias e grandes contendo canela, cravo, folhas diversas, urucum etc. Trata-se da ilha mais aromática.

Continuarei com as ilhas de Barbados e Santa Lucia em breve…

4 comentários em “Caribe: Aruba, Curaçao e Grenada

    1. Olá Anderson,
      Primeiramente, obrigada pelo seu comentário valioso de quem foi lá e curtiu. São ilhas diferentes entre si, mas cada uma com a sua beleza peculiar. Como fomos de navio, ficamos pouco tempo, porém muito faltou, afinal o clima do lugar conhecemos vivendo o dia a dia dos seus habitantes. Grande abraço e sempre escreva, OK?

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  1. Fui em 1994 no seawind nas ilhas do Caribe holandesas o navio foi inesquecível, mas as cidades achei meio sujas não gostei muito
    Mas o navio q saudades, quero ir novamente levando meu marido e filha e neto.

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    1. Querida Patrícia,
      Obrigada pelo seu comentário. Penso que em uma viagem de navio desse porte o que vale mesmo é a vida intensa no navio. Tanta festa, gastronomia, gente para conhecer, enfim, concordo com você: saudades da viagem ao som do mar.

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