Dicas de viagem
Estamos em maio de 2018. Dedico este artigo à querida Josi Short, amiga, professora de inglês aposentada da UECE (Universidade Estadual do Ceará), minha leitora e também com alma de viajante. Logo, a pedidos, lá vou eu.
Antes de viajar para a Argentina, por intuição, fiquei pensando se os assentos haviam sido marcados. Liguei para a CVC e me informaram que um dos trechos da viagem que ocorreria em breve São Paulo-Santiago do Chile na ida tinha sido cancelado naquele dia. Tivemos, portanto, que remarcar de outra forma. Melhorou, pois ficou São Paulo-Mendoza (Argentina) direto, mas um dia antes. Aí refleti que uma vez que a companhia aérea havia sido responsável pelo cancelamento, então teríamos direito à hospedagem em São Paulo (teríamos que passar a noite toda lá). O funcionário da CVC após ser arguido me disse que somente poderíamos requisitar se fosse por atraso do voo. Entendi e viajamos, mas não achei correto e resolvi ir ao guichê da LATAM em Guarulhos. O rapaz foi atencioso conosco e comprovou que tínhamos direito. Parabéns aos funcionários Jaisler e Natália, pois provaram ser exemplares. Em conclusão, ganhamos o transporte para o hotel Mônaco no centro de Guarulhos, o retorno ao aeroporto no dia seguinte, a hospedagem e o jantar, não o café da manhã, porque saímos mais cedo. Em conclusão: lute pelo seu direito se acha que vale a pena. O pior que pode acontecer é receber um “não”.
Minha mala não chegou comigo em Mendoza no voo Fortaleza-São Paulo Guarulhos-Mendoza (Argentina). De novo, que sufoco! Já é a terceira vez que isso acontece. Ocorreu no aeroporto de Madri (Espanha-Iberia), no de Praga (República Tcheca-TAP) e agora no de Mendoza (LATAM). É só receber a mala no fim do percurso, que temo. Bem, seguro de viagens é obrigatório. Falei com o moço da LATAM lá do aeroporto de Mendoza, fui para outro setor a fim de confirmar a reclamação do extravio da bagagem pelo computador com Rodrigo e Roxana, e aí rumei ao hotel. Do hotel liguei para o seguro e por e-mail mandei as cópias do voucher, do número do contrato e a cópia da declaração recebida lá no aeroporto de perda de mala. No mais: avisar no hotel sobre o acontecido e esperar. Ainda bem que o povo do aeroporto e hotel era calmo e dava força. 24 horas depois chegou a bendita bagagem sem cadeado e intacta. Parecia um milagre. Fico agradecida em comprovar a existência de gente íntegra neste mundo.
Desde Madri, aprendi a ter na mala de mão roupa íntima e algo mais para vestir. Infelizmente, atualmente sou escaldada. Graças a Deus, as malas sempre chegaram. Não precisei utilizar-me do direito ao dinheiro que teria direito caso demorasse mais.
Outra sugestão: olhar na internet o clima na cidade de destino de forma antecipada e checar uns poucos dias antes. Só pra terem ideia, mesmo fazendo isso, às vezes ainda fico sem roupa apropriada. Em São Paulo, certa vez levei roupa de frio em pleno julho e fez calor, e em Puerto Varas no Chile, na Patagônia, esperei frio em janeiro e estava calor. Solução? Comprar roupa.
Falemos no aeroporto de Guarulhos… e olha que considero melhor que muitos outros por aí em termos de sinalização, mas ainda falta. Será que não podem colocar avisos onde é o setor de conexão da LATAM ou AVIANCA no Terminal 2? Só colocam que é Conexão Check-in, mas não dizem a empresa. Então, temos que estar sempre perguntando. Fico imaginando a dificuldade para quem não é nativo da língua. Mais: será que não podem divulgar a localização do restaurante self-service Viena ao final do Terminal 2? Ou onde está o hotel para repouso ou banho dentro do mesmo terminal? Aliás, é perto do setor de Conexão Check-in da LATAM e se chama Fast Sleep Slaviero Hotéis. Aconselho. Já tomei banho duas vezes lá. Renova. Caro o banho, quase R$ 50,00, mas vale cada minuto. O que não é exorbitante em aeroportos, não é mesmo?
Quer trazer vinho nas viagens? Se não trouxer na mão, colocar na mala as garrafas enroladas em meias, dentro de sacos plásticos ou protegidas por roupas. Trouxemos vinhos, azeite de oliva e até azeitonas. Felizmente, deu tudo certo na volta.
Parabéns ao aeroporto de Fortaleza Pinto Martins por ter uma televisão que mostra em tempo real os funcionários pegarem as malas e colocarem nas esteiras. Foi por causa de uma delas que reconheci minha mala e a do meu companheiro de vida Carlos sendo separadas para fora da esteira. Corri e requisitei do rapaz. Quem veio foi o responsável da LATAM de dentro do saguão falar com a gente. Ele achava que não havíamos passado pela alfândega em Guarulhos. Explicamos que sim e ele liberou a bagagem. Ufa! Que alívio! Afinal, eram 2.30 da madrugada. Tudo resolvido. Infelizmente, os funcionários não têm comunicação entre si. A de Mendoza colocou logo todos os identificadores de bagagem (os da LATAM) na mala do trajeto completo e o daqui não entendeu.
Carregar lenços de papel é fundamental. E remédios fora da mala. Olhar menos o celular e fazer mais contato humano. Quem viaja geralmente gosta de conhecer gente e bater papo em qualquer língua se necessário usar mímica. Até os mais tímidos se abrem após um instante de sorriso e “olá”.
Quanto a hábitos e comida, “em Roma como os romanos”, ou seja, nada de pensar em “baião de dois” (CE) ou “arroz carreteiro” (RS) se no lugar se come mais batata do que arroz como na Argentina ou Inglaterra. Captou a mensagem? Há de se aproveitar o melhor da culinária local.
Em suma, ter alma preparada para eventuais problemas e não perder o bom humor. Estar aberto para conversar, pedir ajuda e fazer amizades. Eu sempre volto de uma viagem mais rica de cultura e conhecimentos.

Ótimas dicas.
Parece que o extravio de malas em Madri é praxe. O mesmo aconteceu com um casal amigo. Dois dias para recebê-las de volta. Depois que passa, não deixa de ser engraçado!☺️
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Querida Márcia,
Bom ajudar de alguma maneira. Era minha intenção. A gente viaja rumo ao imprevisível. O jeito é acreditar que tudo dará certo. Só sei que enquanto a mala não chega, não sossego. Continuaremos viajando e nos divertindo, não é mesmo? Beijos e obrigada pela sua contribuição generosa de sempre.
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Fiquei surpresa e emocionada com o seu carinho, Mônica. Suas crônicas nos fazem viajar e são deliciosas! As dicas, imperdíveis e anotadas. Por favor, continue! O meu desejo é que novas viagens aconteçam e assim embarcaremos com você mundo afora.
Obrigada e um abraço grande.
Josi Short
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Querida Josi,
Fico muito feliz com suas palavras amigas de sempre. Você e Keith estão comigo nas viagens, podem crer. Obrigada pelo entusiasmo. Beijo carinhoso.
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Olá, querida Mônica. Quero compartilhar tbm com você e seus leitores a maravilha que é viajar. Estou agora em Edmonton, CA. É verão aqui e o clima está maravilhoso.
Aproveito para dar uma dica aos viajantes: antes de embarcarem para algum lugar pela primeira vez, procurem conhecer um pouco do lugar pela internet. Essa atitude faz com que o viajante aproveite mais do lugar que está visitando. Seja um viajante consciente.
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Querida Edna,
Folgo em vê-la aqui no blog dando uma sugestão valiosa, a qual corroboro totalmente. Muito importante mesmo, pois se ganha em tempo. Não fui a Edmonton no Canadá ainda, logo aproveite por mim. Lembranças a sua irmã e família. Para você, desejo momentos felizes e marcantes. Você merece e sei que também tem alma de viajante, fico feliz. Beijos.
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Adorei as dicas.
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Querida prima Maria Carmen,
Amo pensar que minhas informações tenham sido úteis de alguma forma. Obrigada pela participação, como sempre. Beijos.
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Profa.Monica Dourado! Amei a sua crônica! Você realmente tem ” alma de viajante”!
Como disse: é sempre bom conhecer o lugar pra onde voce vai viajar pela primeira, notadamente, se for uma viagem ao Exterior!clima, um.pouco do idioma, os costumes dos habitantes, a gsstronomia, os hotéis, albergues, pousadas,( a moeda) se for fora do Brasil) , essa dica e fundamental: hoje em dia, com a internet , é muito mais fácil se obter informações das cidades , dos paises, para onde pretendemos ir, do que há 15 ..20.anos atrás!
Parabéns pelo blog! Sinto saudade do tempo estudante de inglês da CCB da UFC, onde fui dia aluna no 7° semestres, assim o foi a minha filha Andrea Girao!
Grande abraço!” See you soon!”
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Querida pupila Júlia,
Menina! Que emoção! Ainda mais de uma ex-aluna da CCB e da filha… que legal!!! Fico super feliz, alegria que nos ajuda em tempos de pandemia. Muito obrigada. Agora você já me encontrou, vamos continuar viajando. Ainda tem mais um pouquinho de Turquia vindo aí. Grande abraço pra vocês! Saudações.
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