Mendoza – Argentina: a cidade – parte 1
Continuemos com o passeio ao redor da Praça Independência em Mendoza. Estamos em 15 de maio de 2018. A cidade tem a energia calma de Montevidéu. Tem a atmosfera de interior, sentar em suas praças e ficar tranquilo olhando para as árvores é um prazer.
Nas nossas caminhadas, descobrimos o Paseo del Estado de Israel com o símbolo Menorah (candelabro), presente da comunidade israelense da cidade. Toda a cidade é bucólica.
E o hotel Park Hyatt, o primeiro hotel cinco estrelas da cidade. Também o Teatro Independência, dedicado à ópera e cultura local, foi fundado em 1925.

Vemos árvores por todas as ruas. Os plátanos orientais formam túneis e protegem do sol intenso no verão e do vento no inverno. Toda a arborização existente foi implantada pelo homem, ajudando a criar um clima mais ameno que pudesse ser suportado pela população que se instalava no local.

Algo único encontrado em Mendoza são as canaletas ou “cequias” em espanhol. Segundo os guias de turismo, foram desenhados pelos incas peruanos. Antigamente, a cidade pertenceu ao Chile e Peru e depois à região de La Plata. As canaletas de irrigação são Patrimônio da Humanidade e responsáveis por 4% de terrenos cultivados na região. Trata-se de pequenos canais que correm junto ao meio fio das calçadas e é por onde escoa a água a qual irriga a cidade. Sobre eles há pequenas lajes para os pedestres atravessarem. Existe um inspetor que controla a irrigação da cidade. São quatro oásis. A água é preciosa lá e cuidada como tal. A crise hídrica ocorre há sete anos. Lembrando que o clima é árido, seco, desértico e chove pouquíssimo: 200 ml de chuva no verão.
O traçado de Mendoza é uniforme, logo é fácil se localizar. A Av. San Martin é a principal artéria e linha comercial, a esquina desta com a Peatonal Sarmiento é o ponto central da cidade. Divide a cidade em norte e sul, a leste (a cidade velha) e a oeste (a nova cidade).
As avenidas são largas, o que é bom caso haja terremotos. A região de Mendoza existe sobre uma placa tectônica. Há sempre movimentos sísmicos e os habitantes são preparados para a evacuação. Mendoza e San Juan são considerados zonas negras sísmicas. O último terremoto foi em 2015 e teve pontuação de 7.5 na escala Richter.
A fronteira entre a Argentina e o Chile tem uma cordilheira com picos eternamente nevados. Entre as províncias de San Juan e, sobretudo, Mendoza encontra-se o ápice da maior montanha das Américas, o Aconcágua, com 6.960 m. Lá está o Parque Provincial Aconcágua. De Mendoza se vê a Pré-Cordilheira dos Andes e a Cordilheira Frontal. Outro importante motivo para se visitar a região.
Tenho muito mais a dizer sobre tão peculiar localidade. No próximo artigo: city tour em Mendoza.

Querida Mônica, teus City Tours são sempre um incentivo à programação de novas viagens.Bjo
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Querido Fernando,
Maravilha ter você aqui no blog. Fico radiante em saber que meus relatos inspiram. Teremos mais pela frente. Beijos.
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