Mendoza – Argentina – a cidade – parte 2

Mendoza – Argentina – city tour

Hoje é dia 16 de maio de 2018. Vamos passear pela cidade por meio do ônibus de city tour La Batea. Ele é aberto, logo tem que proteger a cabeça do frio. Pagamos 190 pesos por pessoa e fizemos a volta pela cidade (uma hora de city tour) e mais uma hora e meia até o Cerro de La Gloria, a parte mais alta de Mendoza. Você tem escolha de fazer os dois passeios ou só um. Pegamos o ônibus praticamente ao lado da Praça Independência. Parabéns à guia Janina, muito bem informada. Os guias são muito instruídos na história e geografia da cidade e não pedem gorjeta, ponto para eles.

Em 1861 houve um terremoto em Mendoza que a deixou em ruínas. Matou 1/3 da população. Hoje temos uma nova cidade. Falando nas praças… A Praça Independência é a mais importante, tendo quatro outras satélites: Espanha, San Martin, Chile e Itália. Há teatro e museu debaixo da Independência, porém estão fechados no momento.

A Praça Chile tem uma fonte circular e duas estátuas: dos heróis Bernardo O´Higgins e San Martin em homenagem à amizade entre Chile e Argentina. A Praça San Martin estava sendo remodelada e já deve ter sido reinaugurada no final de maio com festa e tudo o mais. Tem um monumento equestre em honra a San Martin. A Praça Espanha faz homenagem à colonização. No centro existe um mosaico contando a história de Mendoza e há duas mulheres juntas: a Espanha e a Argentina formando a Nova Espanha. Em outubro fazem a Festa da Coletividade Espanhola. A Praça Itália honra a comunidade italiana e em fevereiro há a Festa da Comunidade Italiana. As famílias italianas trouxeram 70 % do vinho nacional da Argentina. Ele está posicionado em 8˚ lugar no mundo. O mais típico do local é o vinho Malbec, mas recentemente o melhor tinto do mundo escolhido foi um Cabernet Savignon da região.

A estação de trem de 1883 está na Av. Belgrano. Esse meio de transporte trouxe imigrantes e comércio. Funcionou até 1993 e havia o trem Mendoza – Buenos Aires. Por motivos políticos e interesses outros, os governantes acabaram com as ferrovias. Na mesma época, a América Latina tomou essa decisão errônea. No centro do município há um metrô tipo bonde que circula pela região central e se paga com cartão magnético. Nos locutórios se compram e carregam os cartões ou tarjetas.

DSCN2153
Mercado Central de Mendoza-foto tirada por Mônica D. Furtado

Na Avenida Las Heras se encontram fábricas de chocolate e couro. O Mercado Central também é de 1883. Lembrou o de Montevidéu. Há restaurantes, mas não tem lojas variadas de artesanatos. Interessante mencionar que os horários do comércio são das 9 às 13h e das 17 às 21.30 h, afinal a sesta é um momento sério para eles.

A respeito da história do local… O General San Martin foi governador da província de Mendoza e foi daqui que formou o Exército dos Andes a fim de libertar o Chile e o Peru da Espanha. Ele é venerado, assim como outros generais, por exemplo: o Las Heras e o Soller. O Gal. Las Heras entrou no Chile por Upstalla. O Gal. Soller comandou três mil homens e entrou pelo sul. O feito de San Martin não foi pequeno. Como conseguiu atravessar a Cordilheira dos Andes a pé e a cavalo com o seu exército, dividido em seis colunas, comandados pelos seus generais, em 1816? San Martin era um estrategista.

 

Continuando o passeio… Na parte antiga da cidade, as ruas são estreitas e temos o bairro chamado Área Fundacional. As ruínas jesuíticas da Igreja de São Francisco foram remanescentes do terremoto de 1861.

DSCN2046
Ruínas Jesuíticas de São Francisco-Mendoza-foto tirada por Mônica D. Furtado

A fundação da cidade foi feita por Pedro de Castillo  sob ordens do chileno Garcia Hurtado de Mendoza. Na parte antiga, também passamos pela Plaza de Armas e pelo Parque O´Higgins cujo teatro se chama Gabriela Mistral. Existe uma praça só para crianças, afinal pensam muito em inclusão. Com a mesma entrada para a Área Fundacional, visitamos o Aquário Municipal e o Serpentário. A Praça Sarmiento estava protegida com grades, por conta de vandalismo (ninguém escapa?).

 

Mendoza é tão única que não se constroem edifícios altos para proteger a vida das árvores. E não tem shopping center para não prejudicar o comércio de rua. O existente fica a 4 km do município e se chama Mendoza Plaza Shopping.

A casa do governo da província de Mendoza se localiza no Parque Cívico em frente ao Memorial da Bandeira do Exército dos Andes. A “La Legislatura” ou Assembleia Legislativa se situa em frente à Praça Independência. O Centro de Congreso de Exposiciones com enoteca (cave onde se guardam vinhos raros) recebe exposições da Argentina e exterior.

Estamos na Europa quando percebo os habitantes viverem as suas praças e caminharem muito pela cidade. Mendoza é simplesmente imperdível.

Continuaremos com o Cerro de la Gloria…

 

 

6 comentários em “Mendoza – Argentina – a cidade – parte 2

  1. Dear Mônica,
    O bom é que podemos ler parte 3 antes da 2 e depois reler a 1! Gente doida faz assim, hahaha!
    Ler suas narrativas de viagem são sempre um deleite!
    Adorei: “E não tem shopping center para não prejudicar o comércio de rua. ” – ah se fosse assim pelos lados de Detesto Shopping Centres; lugares ‘unfriendly’, gelados, extremamente barulhentos, etc…
    Obrigada por compartilhar.
    Abraço grande.

    Curtir

Deixar mensagem para Angela Sousa -FACED/UFC Cancelar resposta