Mendoza – Argentina – Cerro de la Gloria

Estamos no dia 16 de maio de 2018 na continuação do city tour por Mendoza. Finalizamos o passeio pela cidade e agora vamos à parte mais alta do município: o Cerro de la Gloria, dentro do parque Gal. San Martin. A guia é outra e muito boa também: a Jessica.
Pegamos a Av. Emílio Civit com suas casas ostentosas, segundo eles. A continuação da av. Sarmiento terá o nome de av. Libertador dentro do parque General San Martin. Este parque foi criado em 1907 a oeste da cidade por Emílio Civit (1856-1920). Ele foi um político argentino que exerceu os cargos de deputado, senador nacional, governador da Província de Mendoza e Ministro de Obras Públicas e de Agricultura da nação (Wikipédia).
Quanto ao parque, são 950 hectares com árvores do mundo todo. Achei semelhante ao Parque Maria Luísa em Sevilha – Espanha. Fenomenal tal lugar. É o maior espaço verde da cidade, estende-se por 17 km e alcança o sopé da Cordilheira dos Andes. Vale a pena ver o site www.experiencemendoza.com. Depois de passar pelo portão rebuscado, logo na entrada do parque, vemos as duas cópias dos Cavallitos de Marly, feitas em mármore branco de Carrara, de primeira qualidade. Representam dois cavalos selvagens com seus domadores, cada um em cima de uma coluna. São réplicas dos cavalos franceses, realizados por Guilhaume Coustou entre 1743 e 1745, trabalho requisitado pelo rei Luís XV a fim de decorar a entrada do parque do Palácio de Marly fora de Paris.
Também somos apresentados à Fonte dos Continentes, representando a América, Europa, Ásia e África, de 1911, com as nereidas protegendo os marinheiros. Faltou a Oceania, porque não existia naquela época. Discursando mais sobre as nereidas, elas fazem parte da mitologia grega e se tratam das 50 filhas de Nereu e Dóris. Nereu compartilhava com elas as águas do Mar Egeu e era um deus marinho mais antigo que Netuno. As nereidas são ninfas do mar, gentis e generosas, sempre prontas a ajudar os marinheiros (Wikipédia).
O lago El Parque foi feito em 1906, sendo um reservatório de água para ser usado em caso de seca. A avenida das Palmeiras é muito bonita e tem um clube de regatas de 1909. O parque Gal. San Martin foi pensado pelo arquiteto francês Carlos Thays. Antes se chamava Oeste. Dentro dele, há a Universidade de Cuyo com 32 cátedras (cursos). É estatal e se entra por meio de exame. A Faculdade de Agronomia funciona fora de lá. Havia um zoológico, hoje os animais da terra estão sendo distribuídos para outras localidades.
Dia 17 de abril é considerado o dia internacional do vinho Malbec e das fontes de Mendoza jorram vinho (ver http://www.malbecworldday.com).
Falemos no Cerro de la Gloria. Não vão carros até o local, um caminhão entra e o outro sai, há controle. A vegetação é nativa da terra. Ao alcançarmos 1800 m chegamos ao Cerro Arco. Esportes radicais são praticados, como parapente, rapel, caminhadas de trilhas etc. As torres de TV estão situadas lá.
No mirante com 965 m existe um memorial homenageando o centenário do Exército dos Andes com a imagem do condor. Tal pássaro gigante é o símbolo de Mendoza. Vive na Cordilheira dos Andes e alcança 3 m com as asas abertas. Lembrando que o General José de San Martin libertou o Chile a pé e a cavalo via Cordilheira dos Andes no dia 12 de fevereiro de 1818. Como é venerado, assim como seus generais. Foi um feito histórico impressionante.
No Cerro de la Gloria há uma estátua magistral. Antes o monte se chamava Pilar. Após 1812 passou a ter o nome atual. Quem pensou a estátua foi o uruguaio Juan Manuel Ferrari. Ali tudo é paz com a vegetação exuberante e as flores “lavandas” ao redor da estátua.
A guia acrescenta sobre a Festa de la Vendimia que celebra a temporada de colheita de uvas e ocorre no dia 3 de março anualmente perto do cerro no Teatro Griego em 180˚, isto é, o som não se dispersa. Estamos falando do maior anfiteatro ao ar livre de Mendoza. Tal teatro foi construído por Frank Romero Day. Como a uva é sagrada para a região, a festa é uma grande celebração anual. Lembrando que a região do vinho Malbec está na grande Mendoza: nas cidades de Maipú e Luján de Cuyo. A cidade também é a segunda mais importante da Argentina na exploração de petróleo e ainda há as hidrelétricas. As plantas da região vivem do aquífero.
Está sendo construído ali perto um estádio poliesportivo no qual terá velódromo, pista de atletismo etc.
Terminamos o passeio, abismados com tanta beleza e fãs incondicionais de Mendoza. Depois desta viagem, pensamos que nada é impossível de solução em termos de falta de água. Só falta vontade política neste nosso Brasil.
Por fim, deu fome, era hora do almoço e fomos ao restaurante Tommaso Trattoria cerca do nosso hotel Carollo Gold (25 de Mayo, 1184). Pedi uma merluza Tommaso com azeitonas, batatas e salada verde por 240 pesos e um bom Malbec. Para o Carlos foi o famoso bife de chorizo argentino.
Depois fomos à Peatonal Sarmiento (amei!!!) comprar lembrancinhas. Indico a Imperial Cueros na Peatonal 23 e a La Góndola na Passaje San Martin, local 20. Diga-se de passagem, nós gastamos nosso espanhol com todo mundo. O mendocino é bom de prosa.
Mencionando um pouco do clima: o frio é seco, amanhece às 9 h, é muito frio (uns 6˚ C) pela manhã e noite e ao longo do dia vai esquentando. Vale a pena conhecer tão bucólica cidade no outono.
O próximo artigo será sobre as bodegas e fábrica de azeite. Aguardem…

Dear Monica,
Gosto demais de viajar com você e o Carlos. Entretanto, desculpas Carlos, sigo com a Mônica e pediria “uma merluza Tommaso com azeitonas, batatas e salada verde e um bom Malbec.” Água na boca!!
Obrigada pela narrativa tão detalhada de suas andanças em Mendonza.
Abraço grande.
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Querida Josi,
Eis um lugar para se deleitar na gastronomia argentina saboreando um bom Malbec. Fica aí a ideia para vocês, Josi. Beijos e obrigada pela sua constante participação.
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