Mendoza-Argentina-Alta Montanha-Uspallata

Mendoza – Argentina – Alta Montanha – Uspallata

Hoje é dia 20 de maio e o nosso passeio do dia será para conhecer a Alta Montanha, ou seja, vamos rumo à montanha mais alta da América do Sul, o Aconcágua, quase Chile.

O transporte da companhia Hualilán Turismo nos pega no hotel. O guia se chama Marcos e o motorista Alejandro.

No caminho, passamos por um vulcão dormindo, de 6.570m, dito Tupungato. Trata-se de um dos dez maiores do mundo e pertence ao Chile. O nome significa na língua indígena Huarpe “janela de estrelas”. Também visualizamos refinaria de petróleo; a fábrica de alfajores mendocina “Entre Dos”; central de hidrelétrica Cacheuta de 1934, sem uso atualmente; e uma praia com rio da montanha (Luján Playa) onde se pratica rafting e a água é super fria. Já estivemos nessa estrada quando fomos às Termas de Cacheuta. Estamos nos arredores de Mendoza, precisamente em Luján de Cuyo, com seus 163 anos completados.

Entramos pelo segundo túnel dentro de uma montanha, fantástico. O primeiro túnel, diga-se de passagem, não foi bem desenhado e desmoronou, logo construíram este segundo: Túnel Potrerillos. Saindo dele, vê-se algo belo: o dique Potrerillos, feito entre 2002 e 2003, com 1.300 m acima do mar e localizado em Cacheuta. Nenhuma embarcação é permitida, só vela, remo e kitesurf são aceitos a fim de não contaminar a água.

Este grande lago existe para regular os níveis do rio Mendoza e sua água é usada para beber. Do mirador, as fotos saem deslumbrantes e de lá se conhece as montanhas El Cordón de Plata, com 5.968m. Como estão nevadas, a mistura de dique, montanha e neve são um assombro. Realmente parece muito com a Suíça na Europa, segundo meu companheiro de aventuras Carlos.

O frio neste passeio é imenso, vim com minhas roupas mais quentes, mas mesmo assim, ufa! Faltaram as meias de lã… Percebi no caminho hotéis de montanha, cabanas com cavalos, trekking e lojas vendendo artesanatos ou “regionales”. São eles: produtos de couro, doces de marmelada, figada, pessegada e muito vinho do bom.

O rio Mendoza nos acompanha pela direita e vemos muitas planícies.  Também encontramos muitos quartéis de polícia, tipo os “carabineros” do Chile. Aqui se chamam de “Gendarmería” e são soldados do Regimento de Montanha. O trânsito de caminhões com o Chile é intenso; as linhas de trem do passado não são mais utilizadas, que pena! Antes se ia ao país vizinho a pé ou no lombo de um cavalo atravessando a Cordilheiras dos Andes. Um heroísmo. O General San Martin que o diga.

Chegamos à atraente cidade montanhosa de Uspallata a 1750 m. Estava -0,5˚C às 9 da manhã. Lembra muito Villa Angostura, perto de Bariloche na Patagônia argentina. Tem o mesmo estilo calmo e charmoso por estar ao redor de montanhas. Pronuncia-se “Uspajata” em espanhol argentino, os dois “ll” têm a pronúncia de “j”.

Em Uspallata há plantações de alho, batata e álamos para a extração da madeira, usada na construção de casas. Interessante ressaltar que foi neste lindo lugar que foi filmado uma película imperdível: Sete Anos no Tibet (com Brad Pitt). O argentino tem o maior orgulho desse feito. Ali as ruas são de cascalho e asfalto e o cassino virou centro cultural.

Fizemos uma parada para banheiros e cafés na Casita Suiza. Os chocolates eram tentadores, mas amei mesmo foi o doce tradicional da Argentina, alfajor, de chocolate macio e inesquecível. Daqueles que temos saudades… Considerei o melhor até hoje degustado.

Falando na Cordilheira dos Andes, tem três milhões de anos e no percurso saindo de Uspallata, há um paredão enorme cimentado pelo rio Mendoza. E é ao lado desse paredão da Pré-Cordilheira que o rio vai encontrando caminhos pela planície. Havia araucárias nessa região, a prova está nas marcas nas rochas, como desenhos.

Continuaremos com a estação de esqui Los Penitentes e Cuevas…

 

8 comentários em “Mendoza-Argentina-Alta Montanha-Uspallata

    1. Querida leitora xará Mônica,
      Obrigada pelo comentário e pelas suas várias curtidas. Fico muito honrada, pois você também é blogueira. Amo Portugal! Tenho amigos especiais no norte: Bragança, Porto, Ermesinde e Esposende. Saudações a você e aos lindos moradores daí. Grande abraço.

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  1. Monica,acredito dificilmente que visitaria esse lugar no inverno,rs!!!Já pela descrição que vc fez do tempo deu p sentir o frio ⛄⛄⛄⛄⛄!!

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  2. Muito interessante seu relato, Mônica. Frio só se for o jeito mesmo!😉
    Lugares e descrições tentadoras – de qualquer maneira, nunca sabemos quando a vida nos leva para algum lugar, não é mesmo!
    Fotos maravilhosas, como sempre!
    Muito interessante mesmo!
    Beijos,
    Márcia

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    1. Querida Márcia,
      Você tem razão, nunca se sabe para onde a vida nos leva de forma surpreendente. Estava pensando seriamente em ir a Foz do Iguaçu e acabei em Mendoza. Isso já aconteceu várias vezes, ou seja, tudo pronto para um local e nos destinamos a outro. Assim é melhor. A vida nos encanta mais desta maneira. Beijos e obrigada pelas suas considerações sempre tão pertinentes.

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  3. Dear Mônica,
    Amo alfajor e suspeito que ficaria ‘morando’ na Casita Suiza!
    Quanto ao túnel, gosto não. Fico bem tensa quando tenho que passar por um.
    Obrigada pelo delicioso e friorento post. Adoro um friozinho – bem agasalhada, claro!
    Abraços.

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