Mendoza – Argentina – Alta Montanha – Los Penitentes, Puente del Inca e Las Cuevas
Hoje é domingo, dia 20 de maio de 2018 e fazemos o passeio da Alta Montanha. Já estivemos em Uspallata, cidade de montanha encantadora, e continuaremos subindo.
Cruzamos o Caminho do Inca. Os Incas vinham do Peru e aproveitavam as águas termais de Mendoza. Também vimos a rocha denominada de “Múmia Grávida” e atravessamos vários túneis dentro de rochas.
O vento desta região vem do Oceano Pacífico, logo é frio e úmido, mas quando passa pelas Cordilheiras sai quente e seco. As montanhas vislumbradas são coloridas em degradê. Percorremos pequenos povoados, aduanas e a sede da Gendarmería (Polícia) Nacional, essa localizada na pequena localidade de Punta de Vacas, no departamento de Las Heras na província de Mendoza. O dito nome foi escolhido, porque ali se vendiam vacas vivas para o Chile. Ali está a 50 km a oeste de Uspallata, 17 km da Puente del Inca e a 30 km do limite com o Chile. O guia Marcos comentou da existência do El Parque de Estudio y Reflexión Punta de Vacas, isto é, um centro de estudo com atividades, produções e projeções.
Chegamos à estação de esqui Los Penitentes cujo cerro ou montanha tem 1.300m. Há uma escola de esqui e um teleférico que cobra mais de 200 pesos para alcançar a pista de esqui. Ao redor existem hotéis, restaurantes, albergue (hostel) e tudo o mais relativo ao esporte. Trata-se de um lugar no meio da Pré-Cordilheira o qual sobrevive disso. Ninguém da excursão quis subir e ver a estação de esqui, portanto seguimos viagem rumo a um dos locais mais es-pe-ta-cu-la-res que já reparei na vida: a Ponte do Inca, povoado situado no noroeste da província de Mendoza, a aproximadamente 180 km de Mendoza.
Antigamente era um sítio de banhos termais a 38˚C, hoje não se cruza mais a ponte, somente se admira e como! É uma raridade. Havia um hotel lá perto construído pelos ingleses, mas em 1965 houve uma avalanche e 30% do hotel foi destruído, além de oito empregados terem sucumbido. Restou a igreja, embora o teto e as janelas foram afetados. O restante foi demolido por militares argentinos em 1978 na guerra com o Chile a fim de evitar a presença de espiões chilenos. Hoje só restam as ruínas históricas do hotel e igreja, e a estrutura dos banhos e ponte estão fechados. A gente assiste de longe pelo perigo que a ponte caia.
Explicando um pouco o que foi a “quase” guerra com o Chile em 1978. O conflito de Beagle envolveu uma região que divide a argentina com o Chile no extremo sul do continente, na Terra do Fogo na Patagônia. À época os dois países eram ditaduras e estavam lutando pela posse de três ilhas: Picton, Lennox e Nueva. O papa João Paulo II evitou a disputa propondo a assinatura do “Tratado de Paz e Amizade”. Para tanto, enviou seu mais hábil cardeal Antonio Samoré, chamado de “Kissinger” do Vaticano, a Buenos Aires – Argentina e Santiago – Chile. As ilhas ficaram para o Chile desde então, mas o controle da área marítima é argentina. Os países realizam treinamentos militares em conjunto. Enfim, final feliz. Viva a paz!
Vamos à Puente del Inca. São 2.719m de formação natural de ponte em arco conhecidas desde os tempos pré-colombianos pelos habitantes incas. Charles Darwin esteve em tão magistral local. A cobertura da ponte é composta de substâncias minerais e algas. O rio Cuevas, afluente do Mendoza, passa por baixo da ponte. Em 1902 chegou até lá o Ferrocarril Transandino, pena que em 1974 a malha ferroviária foi desativada por questões políticas e conveniências de empresas de caminhões na Argentina e na mesma década em toda a América do Sul.
Prosseguindo o passeio, alcançamos a parede sul do tão majestoso Aconcágua. São 15 dias para subir e atingir o cume. Infelizmente, foi um pouco decepcionante não ter se aproximado mais. E nem atingimos a estátua do Cristo Redentor, divisa com o Chile. Houvera uma nevasca em dias anteriores, mas mesmo assim a agência não prometera isso. Ali estávamos na zona de avalanches. Vimos a água e a neve descendo a montanha.

No caminho testemunhamos estruturas de trens se perdendo pelo tempo, uma lástima.
Para almoçar a cidadezinha escolhida foi Las Cuevas em um restaurante com o mesmo nome. Por 240 pesos a comida era tipo buffet com salada e prato principal mais sobremesa (postre) na qual eles mesmo servem. O grupo do passeio era bem animado e sempre tem gente de São Paulo em Mendoza. O Carlos preferiu um sanduíche, então foi para a lanchonete na frente. Havia outras opções de refeições. Estávamos a 3.200m com um frio de 6˚C e vento gélido. Era tanto frio que nem vontade tivemos de nos aventurar pela cidade. Las Cuevas parece uma cidade do velho oeste americano com suas construções de madeira.
Do restaurante observamos as antenas nas montanhas que dividem os dois países. Muito legal isso. Acho sempre emocionante chegar a uma fronteira, no caso foi só no “olhômetro’.
Depois do almoço, voltamos a Mendoza. Fomos perambular pelo Paseo Sarmiento e novamente compramos uma torta de milho no Del Vigo e com uma cerveja Patagônica celebramos o fim da viagem.
Êta Mendoza para render tantos artigos, mas é porque é um lugar cativante, imperdível de conhecer, além de ter um povo querido e hospitaleiro. Eu amei! Saudações ao meu amigo argentino Guilhermo, morador em Fortaleza, que quando disse que ia a Mendoza, ele deu dicas especiais, principalmente, a Puente del Inca. Linda, bela, ilustre, sem palavras para descrever tanta formosura. Vocês verão pelas fotos. Até outros escritos.


HOLA MÓNICA !!!FELICITACIONES LLEGASTE A TIEMPO PARA VOTAR SOY MARTA NOS ENCONTRAMOS EN SALTA CAFAYATE ESTUVIMOS SENTADOS EN LA MISMA MESA ALMORZANDO Y LUEGO NOS SACAMOS FOTOS EN LA PLAZA TE MANDO UN ABRAZO A VOS Y A CARLOS SON UNA PAREJA ADORABLE !
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Querida Marta,
Que bueno saber de vos. Abrazos a Martin. Fue muy divertido tener conocido vosotros. Intenté mandar fotos por whatsapp, pero no conseguí. Besos y gracias. Después de Córdoba, yo iré publicar sobre nuestras aventuras en Salta. Beijos.
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