Sete Dias em Cartagena by L. Amaral

Sete Dias em Cartagena by L. Amaral

Primeiramente, apresentarei vocês à minha colaboradora e amiga Letícia Amaral. Jornalista na Universidade Federal do Ceará, realiza o Programa UFCTV e é mestre em Comunicação Social também pela UFC. Serei eternamente grata por ela ter me ajudado a fazer este blog em 2017.  

Vamos lá. Cartagena no Caribe colombiano nos espera.

Mapinha Cartagena
Mapa Cartagena-Caribe colombiano

Início

Uma viagem começa, na realidade, muito antes do dia do embarque. Comecei a pesquisar sobre Cartagena pelo menos dois meses antes da jornada, marcada para maio de 2018, como faço sempre e sempre, amém.

Já nas pesquisas descobri que eu encontraria muitos e muitos cafés pelas ruas históricas de Cartagena, assim como livrarias e sebos elegantes, lojas de pérolas e esmeraldas e um monte de cevicherias!

 

Minha dica é: reserve vários dias só para perambular pelas ruas do Centro Histórico de Cartagena. Achar-se e perder-se entre aquelas ruelas cheias de sacadas floridas e multicoloridas, com cheiro de frutas tropicais por todos os lados, é uma sensação que eu ainda quero viver muitas vezes nesta vida.

Em Cartagena, o melhor mesmo é ficar hospedado dentro do Centro Histórico ou vizinho, como eu fiquei, no bairro La Matuna. Hospedei-me num hotel de três estrelas, o Stil Cartagena (www.hotelstilcartagena.com), de dez andares e fachada branca imponente, um hotel simples mas muito eficaz: preço justo, quarto amplo, ótimo serviço de quarto e café da manhã cheio de delícias locais como as arepas. Arepas são uns bolinhos achatados feitos com massa de farinha de milho pré-cozido, bem comum nas culinárias da Colômbia, Venezuela e Panamá. No café da manhã dos cartagenenses, come-se arepas no lugar do nosso pãozinho.

Sobre o custo dos hotéis

Este hotel, o Stil Cartagena, me custou em média 150 mil pesos colombianos por cada diária. Com mil pesos colombianos correspondendo a aproximadamente 1 real, a diária saiu por cerca de 150 reais. Eu verifiquei que hostels situados na região do Centro Histórico de Cartagena custavam, em média, o mesmo preço, ou um pouco mais caros, quando bem localizados. No hotel Stil há bicicletas para aluguel, e isso, confesso, foi o que me fez efetuar a reserva. Sempre alugo bicicletas para conhecer uma cidade.

Em Cartagena, os hostels são uma opção de hospedagem bem comum também. Isso porque, como o Centro Histórico não é muito grande, não dá para ter grandes hotéis na parte mais turística. Os hostels, desta forma, são hospedagens em grandes sobrados que foram transformados em locais de hospedagem. Eu acabei optando por um hotel, mas optar por um hostel em Cartagena pode ser uma decisão a ser considerada, posto que, muitos deles são “hostels boutique”, ou seja, oferecem opções de conforto correspondentes a de um bom hotel. Entre os melhores hostels de Cartagena estão Hostal Casa Mara (diária média de 170 mil pesos), El Viajero Cartagena Hostel (preço da diária em média de 173 mil pesos) e o Media Luna Hostel (em Getsemaní, com diárias a partir de 170 mil pesos). Este último, o Media Luna, é bom para viajantes que gostam de festa. Todas as quartas-feiras à noite acontece no Media Luna Hostel uma festa para solteiros que vara a madrugada.

Mas, caso você seja um viajante abastado, ou tenha acabado de ganhar na loto, ou esteja comemorando uma data muito especial, você pode optar por cinco estrelas! Entre os melhores de Cartagena estão o Hilton (diária média de 512 mil pesos), o Sofitel Legend Santa Clara (diária em média de 1.350 pesos colombianos), o Hotel Charleston Santa Teresa (diária média de 1.288 mil pesos, ou 1200 reais), ou ainda o tradicional Hotel Caribe (um cinco estrelas à beira mar, com diárias em torno de 367 mil pesos, um pouco afastado do Centro Histórico).

Meu roteiro – como eu montei

Fiz meu próprio roteiro apenas seguindo as indicações de amigos, blogs como o Andarilho (www.blogandarilho.com.br) do jornalista “destinado a te guiar” Anchieta Júnior, e do guia “Colômbia”, da Lonely Planet.

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Letícia Amaral mostrando uma linda fachada de uma casa em Cartagena-Colômbia

Escolhi ir direto para Cartagena, sem passar pela capital Bogotá. Sim! Eu queria uma aventura 100% caribenha, com algumas pausas para leituras e cafés.

Também optei por não ir a quatro lugares que, em caso de um roteiro mais longo, acho legal incluir: o Parque Nacional Tayrona, a cidade colonial de Mompox, a ilha de San Andrés e a cidade de “Letícia”, esta última, só por causa do meu nome mesmo.

Na volta, tive meu voo cancelado pela TAM, por motivos de problemas de decolagem no Brasil. Desta forma, “ganhei de presente” uma manhã na capital Bogotá. Ou seja, Bogotá entrou no meu roteiro por acaso. No microtempo que fiquei na capital, aproveitei para conhecer o Museu Nacional (museonacional.gov.co). Maravilhoso! Indico!

Voos para Cartagena

Fiz um voo que não indico muito, pois enfrentei uma viagem mais longa que o necessário e bem desgastante. Fui pela companhia “TAM”, saindo de Fortaleza, com escalas em São Paulo e, depois, Lima, no Peru. Cheguei a Cartagena depois de aproximadamente 27 horas de viagem. E veja que se olharmos o mapa da América do Sul, veremos que a minha cidade, Fortaleza, no Ceará, fica muito perto de Cartagena. Mas as companhias aéreas ainda nos obrigam a dar estas voltas.

A chegada

Cheguei a Cartagena na hora mágica: o sol estava se pondo e o céu oscilava entre o rosa, o azul e o lilás, um céu de sonho. Quando o táxi passou ao lado da Cidade Amuralhada, beirando o mar do inacreditável Oceano Pacífico, eu me belisquei pra ver se estava vivendo uma aventura real. Sim! Eu estava! Quanta emoção! As chegadas aos destinos que escolho para viajar são imagens que não me saem da cabeça, jamais.

Do aeroporto até meu hotel, no bairro La Matuna, vizinho ao Centro Histórico, o táxi rodou por uns 15 minutos e me cobrou apenas 15 mil pesos colombianos, uns 15 reais. E esta seria a corrida mais cara a ser paga durante toda a minha estadia em Cartagena. Portanto, financeiramente falando, um paraíso para nós, brasileiros, posto que nossa moeda é forte frente a deles. Por isso, apenas sugiro conforme fiz: sejamos legais e generosos com o povo colombiano, eles precisam e merecem. Eu acho que pechinchar em países pobres é feio, antiético, sejamos bons turistas, por favor.

Os outros trechos que fiz de táxi pela cidade nunca custaram mais que 7 mil pesos, uma pechincha!

Fui instalada na minha suíte três estrelas por volta das 19 horas. O hotel estava lotado e mais gente chegava. Um dos recepcionistas, o José, me levou gentilmente ao Café climatizado do hotel e me entregou um copo de suco de maracujá. O recado estava dado!!! Ele queria dizer com simpatia: “moça brasileira”, tenha só um pouquinho de paciência! Aguarde um pouco, enquanto terminamos de arrumar a sua suíte e concluímos o check in de todos os outros hóspedes que chegaram antes de você”.  Sim, eu esperaria o tempo que fosse preciso depois daquela simpática recepção!!! Assim como eu, muita gente havia notado que o preço do Hotel Stil Cartagena estava muito bom para a média dos hotéis e hostels da cidade.

Valeu a espera. Ao entrar na que seria a minha suíte pelos próximos 8 dias, eu me deparei com uma enorme janela com uma lindíssima vista de Cartagena. A vista alcançava até o Castelo de San Felipe de Barajas (veja foto abaixo). Uma lindeza!

A viagem havia sido longa e eu estava muito cansada, mas nada como a alegria de um desembarque para fazer o sono desaparecer. E foi o que aconteceu. Me arrumei como uma princesa, tomei um belo de um táxi na porta do hotel e pedi para o taxista me deixar numa cevicheria famosa, a La Cevicheria, no bairro San Diego.

Continuaremos nosso passeio por Cartagena em breve…

 

 

 

 

 

 

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