Argentina – Serras de Córdoba – Villa General Belgrano

Argentina – Serras de Córdoba – Villa General Belgrano

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Eu mostrando o brasão de Villa General Belgrano-Córdoba-foto tirada por Carlos Alencar

Hoje é dia 15 de outubro de 2018 e ainda estamos no passeio às serras de Córdoba. Conhecemos o pueblo peatonal de La Cumbrecita a 1.450 m acima do nível do mar e de lá com a mesma agência de viagens Nativo Viajes descemos à Villa General Belgrano a 720 m. É uma pequena cidade com arquitetura típica da Baviera. Fica no Valle de Calamuchita, rodeada de montanhas, as Sierras Chicas ao leste e as Sierras Grandes ao oeste. O clima é mediterrâneo com sol 300 dias ao ano. Os imigrantes chegaram à região no final da década de 1920 e no início de 1930. Em 1953 a mencionada vila torna-se município.

O nome da cidade é em honra ao general criador da bandeira argentina em 27 de fevereiro de 1812, mas apenas em 25 de julho de 1816, com a independência do país, virou lei pelo Congresso de Tucumán. General Belgrano ou Manuel José Joaquín del Sagrado Corazón de Jesús Belgrano nasceu em Buenos Aires em 1770 e faleceu na mesma cidade em 1820. Foi economista, político, advogado e militar.

A guia Carla e o motorista Federico nos acompanham à cidade. A Villa General Belgrano tem dez ruas e quinze mil habitantes. Limpa e conservada, oferece festas importantes no calendário da província de Córdoba. Desde 1963 há a Oktoberfest no primeiro e segundo finais de semana de outubro (são mais de 200 mil visitantes); em abril a festa austríaca; a Páscoa (festa de la Masa em março ou abril); em julho a festa do Chocolate Alpino; e em dezembro a festa de Natal. São 150 marcas de cervejas artesanais e chocolates. Detalhe: fico sempre impressionada com o conhecimento dos guias de turismo. Acrescentando algo sobre a Festa da Cerveja ou Oktoberfest: desde 1972 foi declarada Festa Nacional, são mais de 450 horas de música e mais de 30 bandas regionais.

Assim como La Cumbrecita, a Villa General Belgrano foi fundada por alemães, mas também recebeu famílias suíças, italianas e austríacas.  Foram 127 famílias da Alemanha que chegaram nesta região de Córdoba com o apoio do governo argentino que lhes deu casa própria.

Perto dali existiu a sexta estância jesuítica que foi destruída, atualmente são somente ruínas. A guia Carla nos dá noções de história e ecologia. Os serviços hoteleiros são muito importantes. A Villa General Belgrano parece muito com Gramado (RS), Blumenau (SC) e Villa Angostura cerca de Bariloche (Argentina), é mais cidade do que La Cumbrecita. Eu amei! Trata-se de uma cidade viva, jovem e com um movimento intenso. Há muito a ver e fazer.

Visitamos a fábrica de chocolate Capilla Vieja na 190, Julio A. Roca 176 (uma loucura de tantas opções e gente) e o Café Rissen na Júlio A. Roça, 36. As lojas são fofas e bem decoradas, daquelas que o pobre turista endoida. Vale demais vir nesta paragem. Achei a Villa General Belgrano mais interessante para as refeições do que La Cumbrecita, preferiria ter passado mais tempo aqui.

A guia de hoje (como a do percurso do city tour) não nos deu muitas chances de fazer perguntas e olha que sempre tenho questionamentos… Sabe muito, porém não gostava de repetir nenhuma informação e era bem incisiva quanto a horários.  Agradeço, de qualquer forma, por ter aprendido muito. Imagine o que é escutar, escrever, ver a paisagem e aproveitar o momento, tudo ao mesmo tempo e… em espanhol… No final das contas, aconselho muito este passeio.

O retorno a Córdoba começou por outra rota a fim de visualizarmos outros povoados e depois voltamos à estrada inicial: Ruta Provincial 5. Foi 1h e 20 min. até Córdoba.

Ao chegarmos, nos dirigimos ao shopping center Patio Olmos, onde descobrimos o restaurante ViaVerde: com tortas salgadas de verduras, saladas e outros alimentos saudáveis. Um shopping perto do hotel é uma mão na roda, como se diz.

Em breve novas aventuras na Villa Carlos Paz…

2 comentários em “Argentina – Serras de Córdoba – Villa General Belgrano

  1. Olha ela aí, alma de viajante, espírito de passarinho, mente livre, leve e desimpedida, fazendo o que todos nós nascemos pra fazer: ser livre e voar! Argentina, né? Maravilhoso! Como sempre, me inspiro em suas jornadas, para em breve, começar as minhas. Bjão Mônica!

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    1. Querido pupilo Ovídio,
      Fantástico saber de você! Suas palavras são inspiradoras para mim também. Acredita que hoje mesmo estava pensando em você e nos nossos papos antes das aulas? Sinto muitas saudades dos alunos e da nossa Casa de Cultura Britânica. Espero de coração que você voe e viaje bastante, vai seguir seu destino de conhecer museus e aprender mais ainda muita história. Obrigada e inté. Grande abraço.

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