Argentina – Córdoba e Villa Carlos Paz

Argentina – Córdoba e Villa Carlos Paz

Hoje é dia 16 de outubro de 2018. De manhã aproveitamos para conhecer melhor a Catedral de Córdoba. Localiza-se na Plaza San Martin. Eleita uma das sete maravilhas construídas pelo homem na província de Córdoba, teve sua construção iniciada em 1574 e foram mais 200 anos para finalizá-la, com diversos arquitetos envolvidos. Percebe-se uma mistura de estilos. Destacam-se os artistas das torres, os músicos anjos e a abóbada da nave central com a pintura de Emílio Caraffa.

No átrio há duas urnas funerárias: em um extremo a de Déan Funes – reitor da Universidade Nacional de Córdoba em homenagem ao seu bicentenário de 1749 a 1949; e no outro extremo os restos mortais do General Paz (1791-1854), considerado herói nacional, pois defendeu Montevidéu (1842-1844), atuou em batalhas em Tucumán (1812) e Salta (1813), foi General em Chefe em San Roque, dentre outros feitos. Também há estátuas do Beato José Gabriel Brochero e sua obra humanitária no presídio San Martin (1898-1902) e da Beata Catalina de Maria Rodriguez da Villa Cura Brochero e das Irmãs Escravas do Coração de Jesus. Achei bem curioso ter música ambiente suave nas igrejas e a bandeira do país. Digno de nota dizer que em 1987, quando da visita do papa João Paulo II à Argentina, foi na catedral que os enfermos receberam as bênçãos dele em uma cerimônia que reuniu católicos do país todo.

Demos uma olhada na igreja das Carmelitas Descalças de São José na Independência, 22. Segundo o Guia Criativo para o Viajante na América do Sul, quarta edição: “Fundada em 1628, abriga o monastério das religiosas conhecidas como Las Teresas, que vivem enclausuradas e evitam ser vistas até durante a missa. A igreja abriga o Museu de Arte Religioso Juan de Tejeda”, sobre o qual escreverei em outro artigo.

Caminhando pelo centro descobrimos a loja de lembranças imperdível: Turistólogo (Independência, 180). Transada e bonita, encanta o turista.

Para almoçar, paramos na Amerita Menúes & Café na Independência, 299-199. O menu vale a pena por 170 pesos: refrigerante, prato principal e sobremesa. Comida boa e saudável. Aliás, como se gosta de “supremo” (a milanesa) em Córdoba. Acabei degustando muito frango supremo. O educativo dos restaurantes é ter sempre à disposição dos clientes pelo menos três jornais diferentes, diga-se que o Clarín é obrigatório. Fantástico!

Enfim, cedo da tarde passa a van da Nativo Viajes e rumamos à Villa Carlos Paz. Por 750 pesos por pessoa, temos o Javier de guia e o motorista se chama Tomás (natural de Paso de los Libres. Do outro lado da fronteira situa-se Uruguaiana – RS).

Como sempre, o guia nos dá aula. Javier é um profissional que aceita trocar ideias, gostei. Córdoba é uma cidade automotriz com fábricas da Renault, Volkswagen, Fiat etc. Tem a Arcor, fábrica cordobesa de alimentos, além da fabricação de sapatos, satélites e aviões de combate. O papa Francisco foi professor da Universidade Católica aqui. A cidade é segura com muito policiamento. A estação seca vai de abril a outubro e a chuvosa de novembro a abril. No inverno o clima vai de -7˚C a 33˚C.

Muito interessante mencionar que hoje em dia acontecem tormentas elétricas na região com raios de cores variadas (azul, rosa, branco e verde), algo impressionante. Estão sendo estudadas na NASA – Estados Unidos e na Argentina. Depois de cinco dias de 50˚C, vem uma tormenta daquelas. Também há tornados no verão por conta da umidade. O clima está muito instável.

No caminho passamos por uma zona militar do Exército (Infantaria e Paraquedismo) com vila militar, centro de treinamento e quartéis (Base de Apoio Logístico). Mais tarde visualizamos a Usina Hidrelétrica e o paredão do dique/lago San Roque, artificial e o mais antigo da província. Logo tomamos o caminho das Cem Curvas, que contorna a esplanada do lago para chegar à Villa Carlos Paz, distante 36 km a oeste de Córdoba. Importante citar que a partir desta cidade, a estrada sobe em direção às Sierras Chicas que chegam a 1.900 m de altitude.

Enfim, entramos na Villa Carlos Paz, complexo de turismo e lazer. Vemos casas de veraneio, mas muita gente mora aqui e se desloca todos os dias até Córdoba pela autopista. Vive de turismo e tem 200 mil habitantes. No lago San Roque, pratica-se pesca, ski e windsurfe e se veleja. Existem garças e marrecos. E não se toma banho, pois é fundo. O município é ensolarado por 300 dias ao ano. No inverno o frio é grande. Falta de energia elétrica devido à construção de prédios. Achei a Villa Carlos Paz um pouco parecida com Punta del Este no Uruguai. Ambas são tão ajeitadas e bonitas.

Há camping, estádio de rugby, cassino da província e um parque público enorme onde os moradores se confraternizam com um bom chimarrão/mate. Muitos restaurantes, creperias e sorveterias, sendo a Grido uma heladeria obrigatória.

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Relógio Cuco em Villa Carlos Paz-Córdoba-foto tirada por Mônica D. Furtado

Gostei do lugar por ser bucólico. Há um avião Mirage em exposição, porque os dois pilotos falecidos na Guerra das Malvinas eram da terra. Há uma ponte que passa sobre o rio San Antonio e separa a parte antiga da nova. No centro, um ponto turístico é o relógio Cuco, presente de um alemão para a cidade. Perto está a fábrica de alfajores na qual comprei geleias de framboesa por 200 pesos. Vale a compra!

O calor está grande, ufa! E olha que não é verão ainda… Nessa estação os visitantes, muitos estudantes do norte da Argentina, lotam a cidade. Onde cabem umas 700 mil pessoas nesta localidade?

O passeio imperdível é o Complexo Aerosilla (teleférico). Esse lembra Camboriú em Santa Catarina. Por um teleférico com dois assentos, subimos até o café e mirante a 900 m. de altitude. Por 300 pesos por pessoa, visualizamos um parque lá em cima com tirolesa, arco e flecha e outras atrações. Ir à Villa e não conhecer o complexo não dá. O cafezinho tem um sabor especial com um cenário daqueles. Na excursão havia um casal chileno com o filho e nós.

Este passeio é menos cansativo, só meio dia. Na volta pegamos uma rota mais rápida e ainda vimos a Academia da Força Aérea e uma fábrica de aviões. Chegamos a Córdoba e nos dirigimos ao Patio Olmos para o nosso jantar, desta vez no restaurante “Que Lomo!” com opções de pizzas, tortas e sanduíches.

Continuaremos com Córdoba em breve.

 

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