Argentina – Salta la Linda – Chegada

Argentina – Salta la Linda – Chegada

Hoje é dia 20 de outubro de 2018, sábado. Enfim, Salta! Chegamos de avião, vindos de Córdoba, pela empresa aérea Aerolíneas Argentinas. Depois de 1 h. e 20 min. aterrissamos em Salta, no noroeste da Argentina, a 1.605 km ao norte de Buenos Aires, próxima da fronteira do Chile, na altura do Deserto do Atacama a oeste e da Bolívia ao norte. Conhecida como “A Linda”, significado de seu nome “sagta” na língua indígena Aimara (:a mais linda), já começa encantando. O turismo é levado a sério, ganhamos mapas no centro de turismo do Aeroporto Internacional Martín Miguel de Güemes a 10 km do centro.

Como era tardinha, fomos ao hotel encontrado no booking.com: Solar de La Plaza. Endereço: Leguizamón, 669 – www.solardelaplaza.com.ar. Antigo e charmoso com estilo espanhol, aberto por dentro com um fosso que dá para os quartos. Um luxo! Detalhe: pagando com cartão de crédito, nos livramos do IVA de 21%. Explicando: IVA é o imposto sobre o valor agregado, ou seja, incide sobre a despesa ou consumo e tributa o valor acrescentado das transações efetuadas (Wikipédia). Muito simpático o Solar presentear-nos com balas da ARCOR ou mini-alfajores todos os dias. Sachês do café La Virginia fazem parte do pacote.

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Plaza Güemes-Salta-Província de Salta-foto tirada por Mônica D. Furtado

O hotel se situa em frente à praça Güemes, onde há uma feira de artesanato nos finais de semana à tardinha. Estava na hora do jantar, então ficamos ao lado. Comemos empanadas bem temperadas e suco de morango e pêssego no restaurante Pettineo. Com mais tempo, percebi que gostam de uma pimenta lá. Parece com a nossa Bahia.

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Catedral Basílica del Señor y la Virgen del Milagro com suas bandeiras em frente-Salta-foto tirada por Mônica D. Furtado

Domingo, 21 de outubro de 2018. Depois do café da manhã robusto (eles oferecem leite desnatado!!!), decidimos explorar a área pela manhã e ficamos maravilhados em notar como o hotel era perto do centro histórico. O passeio a pé valeu, demos uma olhada na bela Catedral Basílica del Señor y la Virgen del Milagro. Em 25 de agosto de 1948, Salta voltou a ser sacudida por um forte terremoto e outra vez foi salva pela proteção do Senhor e da Virgem do Milagre. Há uma placa lá com o reconhecimento do Governo e do Povo de Salta. Também o papa João Paulo II é muito venerado, esteve na catedral em 1987.

A catedral fica em frente à praça mais central 9 de Julho. Uma delícia se sentar em um banco e admirar a boa vida dos moradores. Ao redor dela existem restaurantes, cafés, lojas de doces tentadoras, agências de turismo (muitas abertas no domingo) e lojas de artesanato. Logo de início eu gamei na cidade. Senti como se estivesse em uma cidade do interior. Salta é plana, boa para andar e desbravar suas peculiaridades. Não há nenhuma cidade como ela. As pessoas são confiantes e ainda têm a ingenuidade de um lugar não “poluído”, os cambistas trocam e contam dinheiro na calçada na frente de todo mundo. Amei. Tocou meu coração.

O Cabildo antigo, prédio onde abrigava o centro do governo da província de Salta, abriga o Museu Histórico do Norte, já o Museu MAM (Museu de Alta Arqueologia de Alta Montanha) da mesma forma jaz na praça. O centro de informações se situa na Buenos Aires. Aliás, hoje é o Dia das Mães na Argentina.

Outra igreja primorosa é a Basílica Menor de São Francisco. O Menino Jesus de Aracoeli, cuja imagem foi bendita por João Paulo II em 1996 em Roma, está lá. A cruz do teto é estilo bizantino do séc. XII de Jesus da Cruz. A basílica é simplesmente deslumbrante por dentro e por fora.

Vejo muitos visitantes europeus, a cidade é turística pela beleza colonial e pela religiosidade. São grupos e grupos de católicos da argentina toda e países vizinhos. Os brasileiros perdem bastante em não vir por estas plagas.

O clima estava nublado e chuviscando, depois passou a ser ensolarado às 11. 25 da manhã.

Descobrimos um café The Coffee Store (em grãos) com cafés do Brasil, Indonésia, Tanzânia, Quênia, Colômbia e Peru. Achei original.

Prosseguimos na caminhada e chegamos ao Convento São Bernardo desde 1941, considerado Monumento Histórico Nacional. Trata-se da mais antiga construção de Salta, do séc. XVI. No passado foi Hospital de San Andrés e Ordem do Carmelo.

Ali perto descobrimos uma agência de turismo com alguém muito solícito e agradável: Guillermo. Saudações, Guillermo! Agencia Empresa de Viajes y Turismo Tintikay na rua Caseros, 404 com Dean Funes.

A altitude é de 1.187 m, ou seja, leva um tempinho para se acostumar com a altura. A gente sente a cabeça pesada, a respiração mais difícil e uma moleza no corpo, como em Bogotá-Colômbia. Por isso, se toma chá de coca (muito bom) ou se põe folha de coca na boca e se chupa. Garanto que alivia o mal estar. Uma semana passamos lá e uma semana chupamos a folha. Experiência diferente.

Após o passeio, almoço executivo por 220 pesos no restaurante Salta Cerveza, cerca da praça 9 de Julho. Cardápio: tortinha de milho, salada verde, com merluza, cebola e tomate. Comida leve e boa.

Continuaremos com o city tour em Salta…

 

 

 

 

 

4 comentários em “Argentina – Salta la Linda – Chegada

  1. Relato espetacular como sempre, Mônica. Vale a pena a consulta da leitura de seu blog, principalmente pelas fontes fidedignas de sua vivência in loco.
    Parabéns, mais uma vez

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    1. Querida Márcia,
      Obrigada pelo seu comentário estimulante. Você sabe que gosto de escrever olhando para a cidade em sua plenitude: gente, comércio, culinária, enfim, vivendo a vida deles e posso dizer: Salta merece ser chamada de “linda”. Beijos.

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