Argentina – Salta – City Tour 1
Hoje é dia 21 de outubro de 2018. Chegamos a Salta e decidimos fazer um city tour à tarde. Custou 390 pesos por pessoa, mas como compramos com o passeio de Cafayate (região dos vinhos), pagamos 1.290 pesos individualmente. A agência foi a Tintikay do diligente Guillermo (Calle Caseros, 404). A excursão durou 4 horas e o guia Davi nos pegou no hotel Solar de La Plaza às 16 h. Éramos o Carlos, um casal inglês e eu.

Vamos começar. A cidade é repleta de casas coloniais, uma mistura da brasileira Paraty com a colombiana Cartagena. Simplesmente apaixonante. Ao leste estão a montanha San Bernardo e a oeste o lugar de veraneio San Lorenzo.
A praça 9 de Julho, a principal, está na parte mais antiga de Salta. Era uma cidade quadriculada e a dita praça era a Plaza de Armas, local de encontros religiosos, cívicos e militares. Tal espaço foi destinado por Hernando de Lerma ao fundar a cidade em 16 de abril de 1582. Hoje há coreto, engraxates (ainda existem!), o Panteão dos heróis argentinos, sendo o mais importante o General Güemes, o que lutou pela independência da região contra os espanhóis e ao seu redor 14 mulheres, representando as províncias existentes na época. Trata-se de uma praça movimentada e querida dos habitantes e turistas.

Ao redor encontra-se o Teatro Provincial; a Sinfônica (melhor da região noroeste do país); o Museu de Arte Moderna; o Banco Makro (edifício mais moderno); a Catedral rosada (reconstruída entre 1800 e 1802); o Bispado de Salta ao lado da Catedral com a estátua de João Paulo II: o Papa Viajero (viajante), o Cabildo, dentre outros. A celebração religiosa mais conhecida é do Senhor e da Virgem do Milagre.
Os incas dominaram esta região e faziam sacrifícios humanos. Foram encontradas três crianças na montanha: eram múmias do frio. Estão no Museu de Arqueologia da Alta Montanha, também localizado ao redor da praça 9 de Julho.
A segunda catedral da cidade á de São Francisco, cuja torre mede 53 m e é considerada a segunda mais alta da América do Sul. Dos anos de 1800, tem estilo barroco e um museu. O artesanato do local lembra muito o de Cartagena: colorido, alegre e diverso. Há muitas opções para lembrancinhas. Eu endoidei! Infelizmente, meu pai ficou sem o boné característico do local. Não encontrei.

O Convento San Bernardo, do final de 1800, possui 20 carmelitas em clausura. Para comprar uma medalhinha lá, tem que falar por uma portinhola. Ali está a porta mais bonita de Salta com a madeira trabalhada.
Há um sistema de canais pela cidade a fim de não ser inundada e um aqueduto o qual leva a água para o rio. Salta tem teleférico e o acesso se encontra na praça San Martin.
San Martin, general herói, venerado no país todo, tem um monumento em sua homenagem. Olha em direção ao Chile, pois o libertou dos espanhóis. Lembrando que a independência da Argentina foi em 9 de julho de 1816. Da mesma forma existe um monumento ao Gaúcho – ao grupo que acompanhava o Gal. Güemes na luta pela independência (dos espanhóis) da região na saída de Salta.
Antes da criação da Cordilheira dos Andes, uns 500 mil anos atrás, a água do Oceano Pacífico chegava até lá. A prova foram os fósseis achados, por isso a região é um grande sítio arqueológico. Seus arqueólogos e escritores viajam o mundo compartilhando suas histórias e conhecimentos.
Contando um pouco mais sobre sua fundação, recorro ao Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul de Zizo Anis & Os Viajantes (quarta edição). Hernando de Lerma, o fundador, era um dos conquistadores espanhóis que vinham de Lima no Peru para conquistar terras e tesouros e expandir as conquistas ibéricas. Salta passou a ser um importante assentamento que supria alimentos e animais de transporte necessários nas minas da Bolívia.
Seguiremos com o cerro San Bernardo e a estância de veraneio San Lorenzo.

Muito bonita esta pequena cidade, bastante agradável.
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Estimado Marcos,
Sim, esta cidade é muito colonial e aconchegante. Tipo de cidade que dá vontade de ficar. Pretendo voltar e conhecer outros lugares os quais eu não fui, como a Quebrada de Humahuaca em Jujuy, estilo deserto do Atacama. Seu irmão Carlos foi e disse que é lindo. Obrigada pela participação e espero que visite o norte da linda Argentina. Grande abraço.
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