Chile – Pucón – Passeio no Lago La Poza e Tour por La Zona
Hoje é dia 29 de abril de 2019. Enfim, o primeiro dia de sol em Pucón! Está frio: 15˚C com vento.
Fomos trocar dinheiro com a melhor cotação encontrada no Chileexchange na av. Bernardo O´Higgins, 255, loja 18. O Sr. Estebán Cortés foi sempre bastante atencioso.
Como o dia estava bonito, era hora de passear de barco no lago La Poza, o mesmo Villarrica. Nós nos dirigimos à Marina do Porto do Lago onde ficam os barcos para passeios. Conseguimos uma lancha por 5 mil pesos, cujo guia Alexander era o próprio barqueiro. Com baías, enseadas de rochas vulcânicas e florestas, posso dizer que valeu a pena. Vimos a casa do atual presidente do Chile Sebastian Piñera, e passamos por residências e prédios lindos de madeira de moradores de alto padrão aquisitivo. Finalmente, enxergamos um pouco o vulcão mais ativo da América do Sul. Apesar de o tempo ter melhorado, o magistral vulcão Villarrica ainda estava coberto.
O lago é limpo e imenso, e divide as cidades de Pucón e Villarrica. Sorte de Pucón ter a melhor visibilidade do vulcão. Curioso que ele fica mais pros lados de Villarrica.
Acabada a volta no lago, saímos pela cidade. Observando os costumes de Pucón, achei bem interessante a venda de saladas (de verduras) em sacos plásticos na rua. Fiquei tentada. Nos restaurantes oferecem mais suco de limão para o peixe do que a fruta.
Para o almoço, escolhemos o restaurante “Con Cariño de Mamá” dentro do Mercado Público na Calle Ansorena. A truta estava ótima.
Para a tarde, a decisão foi fazer o famoso passeio “Tour por La Zona”. O valor foi 20 mil pesos por pessoa e a agência foi a Florencia (Calle Palguin, 415), tendo o Charly (argentino de Rosário) como guia e o motorista Carlos. Pessoas muito simpáticas e solícitas. Bons de papo. Tal passeio ocorre pelos arredores de Pucón, incluindo lagos, saltos e vales da área e termina com um banho relaxante em uma terma escolhida pela agência.
Comecemos a tarde agradável. O Carlos e o Charly passaram no Hostal Graciela para nos pegar às 15 h, conforme combinado. O primeiro local visitado foi Los Ojos (Os Olhos) de Caburgua. A água azul da Laguna (lagoa) Azul vem do lago Caburgua. Estamos a 800 m mais alto que Pucón. A água, que vem por debaixo da terra, contém minerais e metais. Do outro lado há uma cascata com poço. Existe uma passarela no meio da natureza onde vemos o Lago Azul. Que lugar bonito! Não se toma banho, é proibido a fim de resguardar tanta beleza. O lugar onde caminhamos é uma floresta.
Vemos o importante rio para atividades Trancura, onde é feito o rafting, esporte dividido em baixo, alto e familiar. Deve ser emocionante. As balsas saem com seis pessoas. Também no rio se pesca ceviche, congrio, truta, salmão e merluza. Os rios e lagos da região tem o salmão Chinook (ou salmão Rei), que chega a pesar 24 kilos. Pertence à família Salmonidae.
Nosso grupo de turistas é bem amigável: temos chilenos e brasileiros de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além de nós do Ceará, claro. Como sempre, conversamos bastante, com o guia e motorista incluídos.
e acordo com o Charly, Caburgua significa na língua indígena mapuche “lugar que se escava com colher”; Pucón “entrar na Cordilheira”; Trancura “pedra triturada”; e Liucura (nome de rio da região) “pedra transparente”. O rio Liucura é bom para pescar os peixes de água doce.
O lago Caburgua é formado pelas chuvas e cascatas, não tem rio que o alimente, então pode secar um dia. Tem 52 km² de diâmetro. Uma tranquilidade de lugar, rodeado de florestas, com praia e passeios de barcos.
Seguimos ao parque Saltos de Marimán, caminho verdejante e agradável. Local privado que funciona das 10.30 da manhã às 17.30 da tarde. A entrada custa 1.500 pesos, valor incluído no pacote do Tour por La Zona. Dentro do parque, comemos a fruta selvagem murta, uma delícia. A passarela de madeira é rodeada por uma reserva florestal cujas plantas, árvores e pássaros têm placas com os nomes. Considerei fenomenal. O rio Trancura está embaixo. Aviso que esse percurso exige esforço: é um tal de subir e descer escadas que só vendo.
Conhecemos a flor nacional do país desde 20 de setembro de 1984: a copihue. Realmente é bela.
De lá rumamos ao destino final: as Termas de Menetúe (Caminho Internacional a 26 km de Pucón). No caminho vemos uma fazenda atrás da outra, ou seja, região interiorana. Mais ovelhas do que gado. O gado é bem nutrido e os veadinhos fofos. Linda área de árvores altas.
As Termas Menetúe têm piscinas dentro e fora. Nosso grupo preferiu ficar dentro. Foram dois banhos em termas diferentes. O local tem várias piscinas com temperaturas bem quentes (aproximadamente 38˚ou 39˚C), salas de massagens, e uma piscina de formas curvas, só para adultos, com lareira e música da Enya no escuro. Nós todos batemos altos papos nela. Maravilhosa. O prédio possui um restaurante e acolhe bem. Um banho reconfortante. Lá fora estava um frio grande.

Voltamos felizes por termos tido um dia deleitável. Já era noite quando chegamos a Pucón. Descemos no nosso hostal e fomos caminhando até o Café Luthier Bistro (Calle Palguin, 590), perto da estação de ônibus. A pizza marguerita com vinho Carmenére em um lugar transado com paredes decoradas, e uma toda vermelha repleta de poesias abrilhantou mais ainda o dia. Aliás, foi a marguerita mais gostosa que comi na vida.
Retornamos às 21.30 h pelo centro. Queríamos comprar alguma coisa no supermercado, mas estava fechado. Fazia 0˚C e a parte de trás da minha cabeça doía. Que frio! Ainda bem que era perto do hotel. Dia muito bem aproveitado.
O próximo artigo será sobre o vulcão Villarrica.

Maravilhoso relato!
Já me apaixonei pela flor: copihue e já a desenhei no meu curso de desenho para bordados.
Assim que puder vou bordá-la!
Maravilhosa!
🌸❤️🌸❤️🌸❤️🌸❤️🌸❤️🌸❤️
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Querida Márcia,
Fico radiante que o meu blog esteja divulgando” flores” e “cultura”. Acho o máximo. Obrigada pelo seu comentário tão agradável, como sempre. Grande abraço.
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