Chile – Pucón – Parque Nacional Huerquehue

 Chile – Pucón – Parque Nacional Huerquehue

Hoje é dia 2 de maio de 2019. Pela manhã passeamos pelas lojas no centro de Pucón. Na Bernardo O´Higgins ao lado do Banco Estado há um brechó fantástico com muitas opções de casacos e roupas de inverno: casacos Columbia, North Face e outros por preços acessíveis. Vale a pena comprar nesses inúmeros brechós da cidade. O Mercado Municipal é imperdível.

A prefeitura deveria cuidar dos cachorros abandonados. Os coitados devem passar muito frio e fome.

O nosso almoço foi em um restaurante familiar com uma só mesa: La Picá de July y Fran perto da estação de ônibus Buses Caburgua. Por 1.000 pesos, um achado, tomamos uma sopa de ervilha e legumes substanciosa. De lá fomos conhecer o Parque Nacional Huerquehue. Por 4.000 pesos (ida e volta) entramos um minibus.  Os horários são:

Ida Volta
8.30 h 9.30 h
13 h 14.10 h
16 h 17.10 h

Escolhemos o horário das 13 h. e sabíamos que seria uma aventura rápida, pois o dia estava nublado e com chuvas esparsas em Pucón, mas foi o jeito. No parque, o dia tem que ser ensolarado, as pessoas viajam no primeiro ônibus e voltam no último e também levam lanches. Decidimos ir mesmo assim.

O micro-ônibus é simples, faz paradas nas cidadezinhas, pois os nativos descem, logo vamos seguindo com o povo da terra. As estradas são muito boas (morro de inveja!), ou seja, não há a desculpa de que chuva prejudica. Há mapas da região até em outdoors nas estradas (em hotéis dão ao turista). A estrada é bem sinalizada e de solo vulcânico. A subida para o parque é íngreme, tipo Indiana Jones. Sem dúvida, o  motorista é habilidoso.

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Parque Nacional Huerquehue-Pucón-foto tirada por Mônica D. Furtado

Segundo o Guia Criativo para o Viajante Independente na América do Sul, de Zizo Anis & Os Viajantes, “o parque é distante 35 km a noroeste da cidade, ocupa uma área de 12.500 hectares, com altitudes que variam entre 700 m e 2.000 m.”

Ao chegar ao CONAF (Corporación Nacional Forestal), onde está o guarda-parque, descemos e pedimos ao motorista esperar pela gente que só daríamos uma voltinha. Ficamos somente 15 minutos, já que a chuva estava chata e o solo fica perigoso por estar molhado. Voltamos no mesmo ônibus com duas americanas e uma espanhola. No final, conhecemos o lago Tinquilco. Devo dizer que o lugar é lindo. Nessa região existem algumas termas, como a Indômito e a Huife. Deixamos de ver outras atrações, como os lagos Verde e Toro, além do Valle Nevado, onde há quedas d´água e amplos lugares rodeados de montanha.  Fica para a próxima.

Retornamos e entramos no Cassis (café, sorveteria, chocolateria e pastelaria) novamente. Queria comer strudel de maçã com chantili, tomar café expresso e um copo do delicioso Pisco Sour 35˚ (a bebida alcoólica do Chile: aguardente de uva com limão). A garçonete Dominique é um doce. Digo e repito: caro (12 mil pesos), mas vale cada tostão.

O jantar foi no mesmo local do almoço: sopa de ervilha e legumes, com sanduíche de queijo e presunto. Gostamos bastante e a família muito acolhedora.

Na sexta, enfim, dia da nossa partida desta cidade tão inesquecível. Para nossa sorte, o dono do Hostal Graciela tinha dentista em Temuco e nos deu uma carona valiosa até o aeroporto. Umas 2 horas de viagem. Fomos cedo e tudo deu certo. Henrique, o nosso agradecimento eterno.

Para quem não tem a nossa sorte de carona, o ônibus JAC para Temuco sai uns 5 mil pesos e de lá o interessado pega um táxi para o aeroporto, uns 18 mil pesos. Melhor que um táxi Pucón-aeroporto de Temuco por 55 mil pesos. Um transfer só sai de Pucón se tiver quatro passageiros garantidos. Outra opção: pega o ônibus JAC para Temuco (a partir das 6.30 h da manhã a cada 15 minutos) e desce na Peaje Quepe antes de Temuco (por 3.600 pesos) e toma um táxi até o aeroporto por 7 mil pesos. O fone táxi informado na estação JAC é 974608430 (de Pucón). O turista tem que saber com antecedência o que fará. Sempre há ônibus Pucón-Santiago. Viaja a noite toda, só não pode deixar para a última hora, se não o perde.

No caminho ao aeroporto, passamos por um pedágio entre Freire e Temuco: 2.500 pesos. A maioria das estradas são concessões, este é de empresa espanhola.

Os bombeiros são voluntários, porém acidentes nas estradas são responsabilidade do Estado.

Falemos no aeroporto, é pequeno, mas arrumado. Levamos o que comer, pois tudo é mais caro lá. Mesmo na baixa estação, cobram de forma exorbitante. Um café expresso por 1.800 pesos, isto é, 12 reais é demais. Em comparação, um hostal agradável e bem localizado como o nosso foi um achado por 55 dólares a diária. Há via de evacuação, afinal é terra de vulcão. As placas estão escritas em espanhol e mapuche, bem interessante.

Hasta luego, Pucón, lugar mágico. Amei!

Vamos rumo a Santiago. Continuarei em breve.

 

4 comentários em “Chile – Pucón – Parque Nacional Huerquehue

  1. texto maravilhoso e saboroso!Este blog é todo extraordinário!As apresentações dos lugares q Mônica viaja,contém informações excelentes!!!!!
    Parabéns!

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