Chile – Santiago na volta de Pucón

Chile – Santiago na volta de Pucón

Saímos de Pucón à tarde no dia 3 de maio de 2019. O voo atrasou. A LATAM depois fez o contato pedindo desculpas. Chegamos a Santiago à noite e pegamos uma van compartilhada só para o bairro Providência por 7.600 pesos para os dois pela empresa TRANSVIP.

 

O hotel escolhido para o retorno foi o Park Plaza Bonaparte Boutique (rua Mar del Plata, 2171). A acolhida foi antipática, estávamos cansados e o atendente foi um tanto frio. Estávamos mal acostumados com a simpatia chilena, até estranhamos. Pela primeira vez, pediram o formulário de entrada no país e uma caução de $60 dólares para o uso do frigobar, caso usássemos.

 

No mais, o hotel é muito bom, com mimos ao hóspede, isso eu gostei. Também apreciei as barras nos banheiros para idosos. O bairro é divino, bucólico e bom para caminhar. Estamos ao lado da universidade Gabriela Mistral.

Nós nos acomodamos e fomos logo procurar um restaurante. Aconselho muito o La Piccola Italia na av. Ricardo Lyon, 227. Esse local de boa gastronomia nos conquistou e fizemos quase todas as refeições de almoço e jantar lá. Tratamento solícito, bem frequentado com preço justo. A primeira pedida foi um salpicão de ave, mais leve para a noite.

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Um dia de outono no bairro Providência em Santiago-foto tirada por Mônica D. Furtado

No dia seguinte, dia 4 de maio de 2019, fomos conhecer a área. Estamos no outono com as folhas das árvores caindo e dando um charme especial à Providência. Gamamos. Eis um lugar tentador de morar, com qualidade de vida. Os prédios são lindos, habitáveis, uns mais baixos e antigos, outros não tão altos e com verdadeiras florestas no condomínio. Ficamos encantados. As calçadas são homogêneas e convidam a caminhadas. Há ciclovia ao lado na avenida principal: Ricardo Lyon. Também tem a Providência e a Nova Providência como vias importantes.

 

Chamou a minha atenção uma árvore decorada com muitas flores e uma bicicleta, ao lado do restaurante italiano, em homenagem a uma menina, creio que da vizinhança, falecida jovem: Maria Ignacia Romero Omeñaca (1990-2018). Isso demonstra que há vida familiar e conectada no bairro. No domingo pela manhã observamos algumas pessoas reunidas ao lado da árvore conversando e trocando flores.

O clima estava ótimo: 21˚C. As roseiras nas calçadas na av. Andrés Bello são belas e o exercício a pé de 40 minutos até o shopping de arquitetura moderna Costanera Center foi válido. Seis andares de lojas, com opções diversas: a loja Natura, Paris Cencosud, H&M etc. Dentro é um shopping gigante, mas não diferente dos outros. O diferencial é estar ao lado do edifício mais alto da América do Sul: Costanera. Para mim, prefiro o Arauco, esse sim, é original na sua arquitetura, aberto, bonito e aconchegante.

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Shopping Costanera Center-Santiago-foto tirada por Mônica D. Furtado

Voltemos ao Costanera Center, era sábado e o movimento estava enorme. Gostei da sorveteria Paletta, só de picolés. Escolhi um de abacaxi com manjericão. Os sabores são todos originais. No Crêpe Café tomamos um café duplo por 2.400 pesos. Starbucks há em todos os sítios. Livraria boa: Feria Chilena del Libro; supermercado impressionante de tão grande: Jumbo; loja atraente para casa e para mulheres: Loucura Morph no térreo. Queria ter passado o dia todo lá. Detalhe que não dizem aos turistas: na Informação, no piso térreo, se consegue um livrinho com descontos em diversas lojas para estrangeiros, mostrando a identidade ou passaporte. Aproveita-se por cinco dias e se ganha um cartão.

 

Saímos do shopping e rumamos à av. Providência. Por sorte, encontramos uma feira de antiguidades na calçada e também o Centro de Anticuarios – Los Pajaros: um shopping de antiguidades espetacular ao lado, no número 2348. Fone: (56-2) 2340714. Fiquei extasiada.

Outra dica é um shopping bem agradável e mais simples: Panorâmico. Lá comprei brincos da pedra principal do Chile – lápis-lazuli – para a minha mãe e descobri uma loja de perfumes, cremes, sabonetes etc  que conheci em Buenos Aires nas Gallerias Pacífico: VZ Lives Simply.  A loja Johnson, com seus casacos e roupas de inverno, estava com promoções incríveis. Interessante que no Chile todo cobram pela sacola. Pagamos 200 pesos e ela estava lotada de compras…

 

Para jantar, voltamos ao mesmo restaurante: La Piccola Italia. Pedi um frango a la Piamontesa por 4.999 pesos (com champignon, cebolinha e pimenta picante “cacho de cabra” – da cozinha mapuche e um toque de creme) e para o Carlos, um canelone de carne e espinafre (banhado com molho à bolonhesa e com um toque de creme e queijo parmesão) pelo mesmo preço. Que delícia! O vinho Carménere abrilhantou a noite. Passamos bem!

O próximo artigo será o último sobre Santiago.

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