Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – primeiro artigo

Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – n˚1

Hoje é dia 10 de fevereiro de 2019 e continuamos a passear em Milão. A ideia do que fazer à tarde é conhecer os pontos principais da cidade pelo ônibus hop on – hop off, ou seja, o turístico no qual subimos e descemos a vontade. Estamos na linha azul (linha B – Modern Line) e compramos o percurso mais completo por 25 euros por pessoa (temos dois dias). Em 1 hora e 20 minutos, teremos uma boa noção de Milão.

Adentramos o ônibus na parada Manzoni-Scala (n˚12). Passamos pela Piazza de la Scala, pelo teatro Alla Scala (referência no mundo da Ópera), vamos pela Via Alessandro Manzoni (ele, poeta e escritor). Trata-se de uma via pret a porter, com muitos bares e cafés. Vemos um shopping de três andares e um hotel do Armani. Ainda localizamos bondes nesta região o que é adorável. O clima está 7˚C. Entre a Via Manzoni e a Via Fatebenefratelli passamos pelo Quadrilátero da Moda ou Quadrilátero D’Oro. São as Vias della Spiga, Alessandro Manzoni, Monte Napoleone e Sant’Andrea.

A próxima parada é Brera (n˚13). Bairro de artistas e boêmio tipo a parisiense Montmartre. A noite é encantada com seus magos e adivinhos, bares e vida noturna intensa. Vemos a Basílica de San Marco, segunda maior da cidade depois do Duomo e construída no séc. XII. As ruas são fascinantes com seus prédios baixos. Lá está a Pinacoteca di Brera com quadros de Caravaggio do início dos anos 1800, além de obras de Tintoretto, Ticiano, Veronese etc. Está localizada acima da centenária Academia de Belas Artes. Também visualizamos o Teatro D’Europa com ruas de paralelepípedos.

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Castello Sforzesco-Milão-foto tirada por Mônica D. Furtado

O Foro Bonaparte, que circunda o Castello Sforzesco pela frente, foi projeto do próprio Napoleão. Estamos na parada Castello (n˚01). Nesta parada se fica um tempinho. A estátua do Garibaldi se localiza em frente ao castelo. Herói romântico do século XIX, muito amado na Itália e no Brasil, morreu pobre em Caprera, mas rico em proezas. Falando no castelo, foi lar da poderosa dinastia Sforza, que governou Milão durante a Renascença.

No ônibus há fones de ouvido para doze línguas, incluindo português, e no intervalo se escuta ópera, Verdi, Vivaldi etc. Milão é fenomenal. As avenidas são largas com muitas árvores.

Na parada Acquario (n˚02) existem o Aquário, o Arco da Paz (Arco Della Pace) e a Torre Branca no Parco Sempione, o pulmão da cidade, com passeios e lagos ornamentais. A parada n˚03 se chama Garibaldi e lá se situa o Corso Garibaldi, a Arena Cívica (anfiteatro antigo) e a comunidade Chinatown. Nos anos de 1930, os imigrantes foram chegando: vendiam importados e abriram restaurantes. Dentre os objetos de importação, comercializavam gravatas de seda de Como (não tão longe de Milão). No início de 1900 a cidade ainda era uma província com 1.300 habitantes. Nesta região se encontra o Cemitério Monumental, o mais importante da Europa.

A parada n˚04 é o Corso Como. Aqui há um shopping com esse nome, a Porta Nova distrito de arranha-céus e a Eataly Milano Smeraldo (existe em São Paulo também). A respeito desse local, é situado na Piazza Venticinque Aprile, 10, e é um mix de mercado com restaurantes, um ponto turístico. Tem diversos andares com padaria, açougue, seção de livros culinários e barracas vendendo frutas e legumes como se fosse uma feira. O Quarteirão Garibaldi, assim como a Porta Garibaldi, está estabelecido nesta localidade. Interessante dizer que os milaneses lamentam que os canais tenham sido soterrados com o crescimento da cidade. Entre esta parada e a próxima: Repubblica, vemos os arranha-céus nomeados Torre Unicredit, Palazzo Lombardia e Torre Diamante.

Seguiremos nosso percurso em breve.

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