Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – segundo artigo

Itália – Passeio no ônibus turístico em Milão – segundo artigo

Hoje é dia 10 de fevereiro de 2019 e continuamos nosso passeio de ônibus turístico (na linha azul). Estamos na parada Repubblica (n05). Nesta localidade se encontram os jardins públicos Indro Montanelli e o arranha-céu Porta Nuova. Passamos pela Piazza Della Repubblica ou Praça da República (dos anos 1930), onde estão os hotéis mais chiques da cidade. No passado andavam trens e a estação ferroviária se localizava neste sítio. Os milaneses amam “elétricos” (trens).

A Zona da Porta Nova é um projeto de vinte e cinco arquitetos para a requalificação de áreas industriais abandonadas. Trata-se de um projeto em altura, eis o Bosque Vertical de Milão. São 10 mil m² com sustentabilidade ambiental, iluminação e decoração. Tem visita guiada ao bairro para as novas gerações.

Tenho que comentar sobre a limpeza da cidade. Bem cuidada e bonita, dá gosto.

Chegamos à parada Palazzo Lombardia (n06). Aqui está a Piazza Lombardia, o distrito dos arranha-céus Porta Nova e o distrito Isola. O Palácio Lombardia é a sede da região da Lombardia: um complexo com praça coberta, piscinas e torre para visitação. Notamos muitos bondes em circulação pela cidade. Fantástico.

Cruzamos a formosa estação ferroviária Estação Central, construída na época fascista. São 120 milhões de viajantes, só perde em turistas para a Términi em Roma. Estamos na parada Stazione Centrale (n07). Avistamos o afamado edifício Pirelli, construído entre 1956 e 1961, com 127 m de altura. Na mesma parada há terminal de ônibus rumo ao aeroporto Malpensa (o principal, localizado em Varese a 50 km de Milão) e o novo Centro de Visitante de Milão na Galleria Carroze. Achamos bancas com vendas de lembrancinhas em locais turísticos. Tudo muito caro na verdade.

Falando em comida, tenho algo interessante a comentar. Em 1574 surgiu o prato típico da região: risoto com açafrão, contendo queijo granulado (risoto milanês). Outra especialidade é o ossobuco de vitelo. Já o doce da terra é o panetone que dizem ter sido criado por Ludovico, o Mouro no séc. XV. Foi imaginado para festas de casamento. A respeito de Ludovico, segundo o site pt.wikipedia.org: “Foi um membro da família Sforza. Protegeu Leonardo da Vinci e outros artistas e foi responsável por encomendar “A Última Ceia” e outras obras do genial Da Vinci”.

A próxima parada é Buenos Aires (n08), uma área comercial. Passamos pelo Corso Buenos Aires, local de compras, compras e compras, um verdadeiro delírio.

Na parada Porta Venezia (n09) há edifícios imponentes, o Museu de História Natural, o Planetário, a Villa Belgiojoso Bonaparte que é a Galeria de Arte Moderna (GAM) e os jardins públicos Indro Monatanelli. O museu mencionado tem estilos diferentes. Cá está o neoclássico Palácio Serbelloni, onde Napoleão e Josefina viveram por três meses em 1796. Construído a partir de 1765 pelo arquiteto Simone Cantoni para o aristocrata Gabrio Serbelloni, teve sua finalização em 1793. Ademais, os pátios antigos, típicos de Milão, no Corso Porta Romana têm fontes, lavadouros e varandas onde pessoas se encontravam no passado.

De acordo com o site en.wikipedia.org: “A Villa Belgiojoso Bonaparte, também conhecida como Villa Reale, foi edificada entre 1790 e 1796 como a residência do conde Ludovico Barbiano di Belgiojoso. Tem estilo neoclássico e foi projetada por Leopoldo Pollack. Tem sido a Galeria de Arte Moderna desde 1921. Ao lado da galeria se encontra o Pavilhão de Arte Contemporânea”.

Na parada San Babila (n10) está localizada a igreja San Babila, o calçadão de pedestres: Corso Vittorio Emanuele II e o Distrito da Moda. Estamos no centro financeiro da Itália. Passamos pela Cripta de San Giovanni demolida em 1900 para ampliações das ruas. Observamos as ruínas. No passado ali havia fabricantes de esporas, vendedores de polentas, bonecas e de café “insossos”.

Na parada Duomo (n11) se situa a magnífica Catedral com 12 mil m² e seis séculos. Está posicionada na Piazza Del Duomo e é a terceira igreja maior da Europa. Trata-se da sede da Arquidiocese de Milão e uma das mais célebres e complexas edificações em estilo gótico da Europa. As paradas 12 e 13 são a Manzoni-Scala e a Brera, já vistas no primeiro artigo.

 Seguiremos nossa jornada com o Museu Del Duomo em breve.

 

 

 

 

 

 

 

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