França – Giverny

França – Giverny

Visual de GIVERNY
Jardins de Monet em Giverny-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 30 de outubro de 2019 e o intento é visitar a propriedade do famoso pintor Claude Monet em Giverny, no início da região da Normandia, cerca de Paris.

Não deu certo adentrarmos a Ópera Garnier nem a exposição do pintor Toulouse-Lautrec no Grand Palais pela manhã, então andamos até a região interessante perto da Catedral de Notre Dame. Lá almoçamos no Le Symposium o menu do dia: um saudável purê de batatas e frango como prato principal por um preço bem justo: 12 euros, além de um Sprite por 3,50 euros. O restaurante está localizado à rua de la Huchette, 29, e pertence a uma das áreas melhor desbravadas desta vez em Paris e que amei: o Quartier Latin. Em outro artigo comentarei com detalhes.

Às 13h15 estávamos dentro da agência France Tourisme, situada à rua de l´Amiral de Coligny, 6, perto do Louvre. Por 59 euros, com o tíquete para o museu Claude Monet incluído (8 euros), entramos na van às 13h30 e em uma hora chegamos na cidade. O grupo era formado por uma francesa, nós do Brasil, duas moças de Macau (Colette e Lisette), porém moradoras de São Francisco-EUA e mais duas americanas, amigas delas. Grupo amigável e simpático, notadamente, as de Macau que falavam português.

Passamos por Vernon à beira do Sena, a cidade próxima a Giverny. O atencioso e multilíngue guia Dimitri nos dá uma aula básica sobre o precursor do Impressionismo, nos mostra pinturas dele e fala sobre a sua vida.

 

Primeiramente, um pouco sobre Oscar-Claude Monet, segundo a Wikipédia. Foi o mais célebre entre os pintores impressionistas. Nasceu em Paris em 1840 e faleceu em Giverny em 1926. Foi uma de suas pinturas: “Impressão: Nascer do Sol” que deu o nome ao movimento artístico impressionista. Esta pintura de 1872 nasceu em Le Havre, porto francês representado na obra, com uma cerrada névoa sobre o estaleiro, os barcos e as chaminés no fundo da composição. Pode ser apreciado no museu Marmottan Monet de Paris.

De acordo com o site Infoescola.com, ele sempre preferiu as pinturas ao ar livre, não importando as condições climáticas, com a finalidade de capturar todos os efeitos da natureza.

Quanto à vida em família, foi casado com Camille Doncieux (de 1870 a 1879), com quem teve dois filhos: Jean e Michel. Ela foi sua modelo nas telas. Em 1879 Camille morre de tuberculose. Viúvo, ele se casa com Alice Hoschedé e com ela vive de 1892 a 1911. O filho Jean perece na I Guerra Mundial. Em 1883 eles se mudam para Giverny, estabelecendo-se em uma grande propriedade às margens do rio Epte. Sofreu de catarata no fim de sua vida e aos 86 anos morre. Encontra-se enterrado no cemitério da igreja de Giverny.

 

Chegamos a Giverny. Entramos no museu da propriedade de Claude Monet e recebemos um folder com informações e mapa da cidade. Encontramos nele as principais atrações, a Oficina de Turismo, endereços de galerias, restaurantes e salões de chá, padarias, livrarias, pousadas etc. Tudo muito organizado. Parabéns. Chama a atenção no informativo a parte medieval de Giverny, o Memorial dos Aviadores Britânicos, dentre tantas outras maravilhas. Pena não ter tido tempo para conhecê-las.

Vamos para o Jardim de Água (Water Garden) por uma passagem subterrânea. A Casa  (Maison House) possui jardins fora e dentro é decorada com móveis e cópias das obras dele. 

O site do France Tourisme diz que no térreo está o “salão azul” (quarto para leitura), o local das compras para a casa, a oficina, a sala de jantar com a afamada coleção de desenhos japoneses na parede da cozinha bem decorada. No primeiro andar: os apartamentos privados com o quarto de dormir de Monet (mobiliário de período específico), o quarto de dormir de Alice e os banheiros. Na frente da casa: os famosos jardins (uma das obras-primas do pintor).

 

Os jardins são um primor. Claude Monet foi um paisagista admirável. Ninguém quer deixar recantos tão encantados. A cada passo se tem uma pintura viva, são diversas plantas, flores e árvores. Ainda existe o lago para enfeitiçar-nos. Impossível descrever tanto deslumbre.

 

O lugar todo é belo, imperdível para quem ama pinturas impressionistas, cultura, natureza e flores. Cuidado pela Fundação Monet, funciona de abril a fim de outubro. A loja é tão atraente que é um passeio.

O povoado é de sonho, as casas de pedra têm seus muros verdejantes, enfeitados por plantas. Escondem as moradias, os habitantes gostam de privacidade, é o que se imagina. Morar lá é caro, assim como se hospedar. Há lojas descoladas, de antiguidades, galerias de arte, cafés, museus como do Impressionismo Giverny (Musée des Impressionnismes Giverny) e o de Mecânica Natural. Que lugar de sonho!

 

Antes de ir embora, tomamos café no L´Épicerie Café Boutique, uma mistura de delicatessen, café e lojinha no fundo do jardim de La Capucine Café (rua Claude Monet, 80). Uma delícia de ambiente.

Voltamos pelo mesmo caminho e fomos pegar a nossa van no estacionamento. Ainda ajudamos mostrando onde estava o ônibus (shuttle) para uma estudante brasileira e suas amigas estrangeiras. Aliás, o shuttle vai de Giverny a Vernon e de lá a Paris. A autoestrada tem pedágio automatizado perto de Mantes, é iluminada e bem sinalizada. Vernon é outra gracinha. Foi uma tarde inesquecível de tão boa.

4 comentários em “França – Giverny

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