Aventuras e Desventuras em Paris: Primeiro Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris: Primeiro Artigo

 

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Torre Eiffel-Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 27 de outubro de 2019 e estamos chegando a Paris, vindos de Istambul-Turquia. O voo foi às 3h50 da madrugada, aterrissamos às 6h50 com duas horas a menos. Estávamos bem sonolentos, pois vínhamos de uma excursão de 10 dias intensos pela Turquia.

Paris. O aeroporto Charles de Gaulle está gigantesco com vários terminais e de primeira até achei confuso, com o tempo vemos que é organizado. Na saída do avião, já estranhei ver três policiais checando o passaporte de todos. Pensei que devia ser, porque o voo tinha origem na Turquia. Na imigração, o oficial que não falava inglês, e nem eu francês, foi rude comigo, porque eu achei que poderia entrar juntamente com o Carlos como acontece em alguns lugares. Não tinha necessidade de ser grosseiro e ter gritado. Pode? Ponto negativo para a Paris que sempre idolatrei.  Entramos chateados com a recepção. Pegamos as malas na esteira 41 e logo saímos para pegar o ônibus para a Ópera por 12 euros. O motorista recebeu o dinheiro, foi gentil e ficamos aliviados. Ter encontrado hermanos argentinos na mesma parada foi um elixir para mentes cansadas.  Lá fora chuva e frio. Era domingo.

O hotel? Amarante Beau Manoir. O endereço é 6 rue de l´Arcade,  perto da igreja Madeleine e da Ópera. Nunca fiquei tão bem localizada na cidade. A descoberta foi do Jozias pela Expedia.com.br. Ele é o nosso agente de viagens na Casablanca Turismo em Fortaleza-Ceará. Aconselho este hotel. Um pouco caro, mas a localização e o estafe compensam. Nosso agradecimento a eles, muito solícitos e agradáveis. Paris cobra a taxa de 2,30 euros por pessoa a cada diária. O café da manhã espetacular, mas pago por fora: 20 euros (bem “salgado” o preço). No fim da viagem, apelamos para o velho supermercado, muito mais justo o valor cobrado. Viva o Monoprix lá perto.

Almoço? Comemos uma salada César cerca do hotel por 15,50 euros e o espresso por 3,50. Tudo muito bom. O garçom maravilhoso ficou nosso “chapa”. Sempre que passávamos pelo Café Madeleine (1 rue Tronchet), nos cumprimentava.

Jantar? Para matar as saudades da avenida mais famosa Champs Élysées, fomos ao nosso conhecido restaurante Café Le George, situado no número 120. O Carlos pediu o bife borgonhesa (boeuf bourguignon: prato típico da França, ou seja, carne de vaca em vinho tinto com vegetais e condimentos).

Caminhamos muito e acabamos o dia nas Galerias Lafayette. Que tanta gente era aquela? Um espanto! O paraíso de consumo é um show com suas opções mil. Tinha fila para conhecer a mais nova atração da loja: um mirante de vidro no segundo andar, chamado Glass Walk com 16 m. de altura. Bom para ver a cúpula da loja de perto e admirar a multidão embaixo. Com a nossa exaustão, faltou coragem. Detalhe: o momento é dos turistas chineses, são hordas e hordas.

Dia 28 de outubro de 2019. Já mais descansados, saímos para desbravar a Champs Élysées, como sempre. A loja da Disney com segurança logo na porta, a fim de olhar as bolsas e mochilas. Isso é uma diferença gritante de 10 anos atrás. Aonde vamos há policiais, militares do Exército e todo um aparato de segurança.

Para usar um banheiro? O jeito é entrar em um estabelecimento e pedir um café. Bem que há banheiros públicos em alguns lugares.

Para almoçar? Estávamos no Jardim das Tulherias descansando e vendo o movimento.

Gostei do atendimento e do prato do dia com vinho no Pavillon des Tuileries. Após o almoço, fomos até o Louvre, porém não para entrar, já conhecíamos. As filas homéricas não empolgaram.

Outra diferença da Paris de hoje: aonde se vai, existe uma multidão, seja na rua ou nos museus. Ai, que saudades da Paris de antes. Dava para se encantar com a cidade, as pontes, os monumentos e mirá-los sem pressa. Hoje somos empurrados e olha que era baixa estação… Como ter glamour assim? Como discutir com 42 milhões de turistas por ano?

Entramos no ônibus turístico da linha laranja para passear (empresa Foxity). Por 22 euros aproveitamos 24 horas no estilo hop on- hop off, isto é, sobe e desce nas paradas turísticas à vontade. Paradas: Tour Eiffel, Concorde, Grands Magasins, Opéra, Louvre, Vedettes du Pont Neuf, Notre Dame, Champs Élysées, Arc de Triomphe e École Militaire. Há outras empresas, por sinal, com outras linhas e cores. Tudo muito bem organizado com folder, mapa, audioguias em línguas estrangeiras, incluindo português, e com horários estabelecidos.

Vi um ônibus original. Embaixo o chef cozinhando e em cima os comensais se divertindo. O ônibus preto é estiloso e circula pela região mais atraente da cidade. Tem mais: a qualquer momento vemos garis fazendo o seu trabalho, de dia ou de noite. Isso está certo. O carro de limpeza e aspirador de ruas, então, considero o máximo. Testemunhei a ação em outras cidades, como Florença e Milão na Itália.

À noite no frio, decidimos visitar o supermercado Monoprix. Apreciamos ver o cidadão comum na sua vida em um supermercado. O cuscuz marroquino e o mix de framboesa e pêssego custaram 7,80 euros. Nada melhor! Para nós, brasileiros, Paris está muito dispendiosa. Logo, é uma boa sugestão procurar alternativas mais em conta.

Continuemos no próximo…

4 comentários em “Aventuras e Desventuras em Paris: Primeiro Artigo

    1. Querido Vinícius,
      Verdade. Paris é muito charmosa e vale a pena conhecer. O porém é quem esteve na Paris de antes e fica frustrado com a de hoje. A vida, contudo, é assim mesmo, somos nostálgicos de cidades que não existem mais, só no nosso pensamento. Obrigada pelo comentário. Grande abraço.

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  1. Dear Mônica,
    Que tristeza essa Paris d’agora…
    Infelizmente vivemos tempos sombrios e a insegurança instalou-se visivelmente. Que essa realidade nova não impeça suas jornadas deliciosamente compartilhadas em relatos bem humorados e cheios de dicas.

    Abraços, with love.

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