Aventuras e Desventuras em Paris: Segundo Artigo

Aventuras e Desventuras em Paris: Segundo Artigo

Torre Eiffel com rio Sena
Torre Eiffel com o rio Sena em Paris-França-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 29 de outubro de 2019. Pela manhã entramos no ônibus turístico hop on-hop off de novo, linha laranja da agência Foxity (estávamos dentro das 24 horas). O percurso foi diferente do dia anterior. Bom, pois assim vimos outras atrações.

Na avenida Champs Élysées, testemunhei policiais a cavalo pela primeira vez. Novidade para mim.

Descemos na Torre Eiffel. Que multidão chata! Ver a famosa torre cercada por vidros e grades foi decepcionante. Antes era tudo aberto, hoje não mais. Fomos dar umas voltas pelas redondezas e procurar um restaurante para o almoço. Encontramos o Bistrot Tour Eiffel lotado, mas foi o jeito. Localização: 21 avenida de La Bourdonnais. Pedimos um talharim com frango provençal por 14,20 euros, mais um vinho rose Coteau de Provence por 5,70 a taça. Comida gostosa, mas serviço estressado.

Ao redor da Torre Eiffel, muitos africanos, notadamente do Senegal, vendendo bolsas, bonés, boinas, carregadores etc. Fogem da polícia, depois voltam e espalham seu material em cima de toalhas no chão. São muito simpáticos. Soldados do Exército cuidam do local. Tudo era tranquilo antes, hoje a história é outra. Uma tristeza.

Falando em transporte, há várias opções para o cidadão se locomover: patinetes, bicicletas, motos, metrô, ônibus e carro. A novidade para mim como turista, que há 10 anos não ia lá, foi o tuk tuk, modelo copiado do indiano, ou seja, duas pessoas são carregadas sentadas por alguém na bicicleta. Uma graça! Já os barcos bateaux mouches mudaram, estão enormes com o intuito de caber muita gente.

Ao passear perto da Catedral Notre Dame, descobrimos ruelas e ruas charmosas, uma delas a rue Dante. Eis o Quartier Latin, bairro encantador. Nessa rua existe uma loja de gibis para colecionadores e uma loja de brinquedos com tesouros do Harry Potter, chamada Pulp´s Toys.  Foi um achado, a gente se sentiu na Cidade Velha de Quebec no Canadá.  São cafés e restaurantes transados, um clima diferente, daqueles que atraem e não queremos ir embora. Ali é o paraíso do kebab (tipo de churrasco: espetada de pedaços de carne ou frango com vegetais), apreciado na Turquia, Grécia e em outros lugares. Na França, por exemplo, se come em um prato e não em um espeto.

Infelizmente, tivemos que partir, então antes de pegar o ônibus turístico, degustei um bom crepe com Nutella, nada mais francês, no meio da rua. Maravilha! A verdade é que não se faz crepe e croissant como na França.

Dia 30 de outubro de 2019: Giverny  (https://monicaalmadeviajante.com/2019/11/14/franca-giverny/).

Dia 31 de outubro de 2019. Dia do Halloween, dia das bruxas. Muitas lojas e restaurantes são decorados. Hoje, finalmente, deu certo conhecer a Ópera Garnier. Ufa! Lá estava a fatídica multidão na frente do local. Enfrentamos e entramos. Tantas vezes fomos a Paris e foi a primeira vez que a visita foi bem sucedida. Recomendo.

Por 14 euros a entrada, conhecemos um lugar chique, elegante e dourado. O início da sua construção foi em 1861 e tem estilo neobarroco, preferencialmente.  O edifício é considerado uma das obras-primas de seu tempo. Todos os recintos são deslumbrantes: a entrada, o museu com roupas usadas em óperas, os camarins, o teatro, então nem se fala. Todavia, o mais espetacular é o Grand Foyer com 154 m de largura, 13 m de comprimento e 18 m de altura, desenhado pelo arquiteto Charles Garnier com o pintor Paul Baudry. Segundo Garnier (1825-1898), era um espaço para passear, descansar e se misturar com a alta sociedade. Este espaço parece com a Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes. Magnífica. A loja do museu é cara, mas encontramos CDs de Bach e Maria Callas por preços módicos.

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Kebab de frango: Brochette Poulet do restaurante La Pera em Paris-foto tirada por Mônica D. Furtado

O almoço foi um prato enorme de kebab de frango cerca do hotel Amarante Beau Manoir (6 rue de l´Arcade). O nome do restaurante é La Pera e o endereço é 15 rue Castellane. O Brochette Poulet estava de querer repeteco. Muito bom estar com gente da terra, garantia de comida boa e em conta.

À tarde, enfim, rumamos ao Grand Palais para ver a exposição do Toulouse-Lautrec (15 euros a entrada). A fila não estava tão grande, ainda bem. Ele não é o meu favorito, mas gostei da exposição. Ele tem pinturas famosas e uma história de vida original. Pintou muito cavalos em movimento. Tinha família de caçadores e cavaleiros, por isso a paixão do pintor. Também pintava dançarinas do cabaré Moulin Rouge e suas modelos.

De acordo com a Wikipédia, Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo (litografia ou litogravura) francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do séc. XIX. Sendo ele próprio um boêmio, morreu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo.

Continuaremos em breve com Paris.

6 comentários em “Aventuras e Desventuras em Paris: Segundo Artigo

  1. Obrigada por nos levar a viajar com vocês, Mônica! Através das suas descrições, podemos até ver, ouvir, sentir os sabores e a atmosfera da nova Paris! O tempo passa e os hábitos/espaços modernos nem sempre nos agradam, mas a alegria de revisitar as belezas que outrora nos encantaram e descobrir as novidades que organizam e ajustam o passado à demanda do presente também enche o coração de quem um dia já se enamorou por esse canto do mundo! Não é mesmo? Viva a paixão, as memórias e os apaixonados por Paris!

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    1. Querida amiga Claudiana,
      Você sempre escreve bonito, obrigada pelo comentário. É verdade tudo que disse. Porém se leva um tempo para se adaptar às novas mudanças, não é mesmo? Concordo que Paris será sempre Paris, esse título ninguém tira. Beijos.

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  2. Mônica, INFELIZMENTE, Paris não é a mesma de anos atrás. Minha irmã esteve recentemente e viu, com pesar, o problema dos imigrantes, o desemprego, a violência, mas, com certeza, tem coisa magníficas pra ver e comida saborosa. Sua forma leve de escrever me encanta, é sempre um prazer ler sobre suas viagens. Bjs.

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  3. Dear Mônica,
    Que tristeza essa Paris d’agora…
    Infelizmente vivemos tempos sombrios e a insegurança instalou-se visivelmente. Que essa realidade nova não impeça suas jornadas deliciosamente compartilhadas em relatos bem humorados e cheios de dicas.

    Abraços, with love.

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