Turquia – Istambul 2 – Igreja e Museu Chora e Basílica Cisterna

Turquia – Istambul 2 – Igreja e Museu Chora e Basílica Cisterna

Hoje é dia 18 de outubro de 2019 e continuamos os nossos passeios em Istambul na Turquia.

Curiosidades: 97% da Turquia estão na Ásia. As Muralhas de Constantinópolis são do séc. VI. Toda a cidade de Istambul é amuralhada com 20 portas e 22 km de muralhas.

Agora visitaremos a igreja Chora (diz-se “kora” em turco), que está em renovação, e o museu com o mesmo nome. Estamos no bairro Kariye.

De acordo com a revista Where Istambul de setembro de 2019, primeiramente, foi construído como um monastério em 534 d. C. e é a única estrutura remanescente de um complexo maior. Desde a sua construção, recebeu grandes reformas nos séculos 11 e 14. O prédio moderno consiste principalmente de porções reformadas durante os períodos otomano e republicano. Seus mosaicos e afrescos magníficos estão entre os melhores exemplos da arte bizantina.

Os afrescos bizantinos são da época de Theodor Metohides do séc. XIV, que era um dos notáveis do palácio. Chora na sua fundação no séc. IV ficava fora das muralhas, já no séc. VII estava dentro delas. Com a conquista de Constantinópolis pelos turcos em 1453, construíram um minarete, cobriram as imagens com cal e transformaram em mesquita esta igreja São Salvador.

Em 1953, na República, tiraram a camada de cal. Estamos na visita à nave principal. Antigamente, o interior da igreja era só para os crentes a Deus e fora, para os que não acreditavam. A missa era para os batizados. Depois liberaram para todos.

Teto museu Chora
Teto do museu Chora em Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Falemos nos afrescos na nave principal. São imagens inesquecíveis pós-séc. XII. Há vários afrescos, por exemplo: a Dormida de Nossa Senhora, na qual ela dorme, não morre, pois Jesus segura a sua alma; Nossa Senhora com Cristo; Cristo benzendo (mão de Cristo).  No corredor interior mais imagens: São Pedro; São Paulo; genealogia de Cristo; Maria de Mongol, praticante na época do Império Otomano; Theodor Metohides; Virgem Maria aos 12 anos e com pretendentes que traziam lãs para tapetes; milagres de Cristo; José acompanhando a Virgem Maria com os quatro filhos dele; pais da Virgem Maria; natividade da Virgem; primeiro banho de Cristo; viagem da Sagrada Família; recenseamento de Herodes no qual se vê a Virgem Maria grávida, José e seus quatro filhos; Isabel e seu filho João Batista. Interessante mencionar que não existe uma cronologia definida na ordem dos afrescos.

De lá seguimos para o almoço no Lokum Café. O grupo todo reunido foi uma diversão. De entrada, salada; de prato principal, churrasco de ovelha, frango, arroz e batata frita; de sobremesa o maravilhoso doce dos países do antigo Império Otomano: baklava. Deliciosa, é  prato nacional da Turquia. Para quem nunca provou, é um tipo de pastel elaborado com pasta de nozes trituradas, envolvida em massa filo e banhada em xarope ou mel, segundo a Wikipédia. Neste momento, conhecemos do nosso grupo a carioca Nathália e o suíço/brasileiro Henrique, moradores na Suíça, a quem saúdo com carinho. 

Mais tarde nos dirigimos à Basílica Cisterna, a maior cisterna coberta de Istambul. Também conhecida como cisterna subterrânea, situa-se ao lado da Igreja de Santa Sofia no bairro Sultão Ahmet. Os turcos a chamam de “palácio subterrâneo” (Yerebatan Saray). Pertence à Municipalidade, foi restaurada entre 1985 e 1988. As colunas são as provas de ali ter sido uma basílica em passado remoto. Foi construída por Justiniano I, imperador bizantino, (527-565) no séc. VI a fim de fornecer água aos palácios vizinhos, por causa das secas e dos inimigos: mongóis, árabes e turcos. Fechavam as portas das muralhas para proteção e tinham as reservas de águas. Na Basílica Cisterna há 336 colunas com diferentes adornos, 143 m de comprimento, 65 m de largura, com uma área total de 9.800 m² e com capacidade de 80 mil metros cúbicos de água.

 

Os turcos não a usaram como cisterna. Preferiam água corrente. A partir de 1985 tiraram o lixo e transformaram em museu. Interessante existir dois pedestais com esculturas de cabeças de medusas, as quais serviam contra o mau olhado, pois tratavam-se de símbolos pagãos. As cabeças se encontravam escondidas dos cristãos. São Górgonas, ou seja, a Wikipédia esclarece que a Górgona é uma criatura da mitologia grega, representada como um monstro feroz, de aspecto feminino e com grandes presas. Tinha o poder de transformar todos que olhassem para ela em pedra, o que fazia com que, muitas vezes, imagens suas fossem usadas como amuletos. Eram três as Górgonas: Medusa, Esteno e Euríale, filhas de Fórcis e Ceto.

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Vendedor de milho e castanha na rua em Istambul-foto tirada por Mônica D. Furtado

Ao caminhar dentro da cisterna, ouve-se música clássica. Saindo de lá, existem barracas com venda de milho e castanha portuguesa. Fiquei encantada ao ver passar pelo local, como transporte público na cidade, trams (trens, como em Amsterdam e Lisboa).

Mais um dia produtivo. Seguiremos com mais lugares esplêndidos de Istambul em breve.

 

 

 

4 comentários em “Turquia – Istambul 2 – Igreja e Museu Chora e Basílica Cisterna

    1. Querida Simone,
      Salve! Muito bom ver você aqui no meu blog. Sempre tento acrescentar um pouco da história do lugar, na verdade. A Turquia é rica de cultura, história, geografia, um fenômeno. Estar lá é aprender ao vivo. Grande abraço.

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