Turquia – Pamukkale e Hierápolis
Hoje é dia 23 de outubro de 2019 e chegamos a Denizli para jantar. Estamos no hotel Doga Thermal Health & Spa, o melhor até aqui. Pena que só dormiremos uma noite. O hotel é bonito, confortável e com piscinas termais no primeiro andar para o uso dos hóspedes dentro do espaço interno. Incrível. As do exterior não podiam ser utilizadas no momento. Muitos companheiros de viagem colocaram suas roupas de banho, pegaram seus roupões depois da ceia e foram se deleitar nas águas de diferentes temperaturas, o Carlos, inclusive. Eu mesma tive preguiça, fiquei só na vontade, pois o cansaço de tantas horas no ônibus venceu.
Acrescentando algo sobre o hotel. O jantar buffet foi excelente e o quarto enorme tinha quarto suíte, antessala, sauna e muita beleza. Uau! Não queria sair do paraíso.
Segundo o livro da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), a cidade onde nos hospedamos, chamada Denizli, está aninhada na encosta de montanhas perto do rio Büyük Menderes (nome turco) de um lado e um vale verdejante de outro. Sobre sua planície fértil passaram diversas civilizações: hititas, persas, macedônios, romanos, bizantinos e otomanos. Denizli hoje é uma moderna cidade, a maior da província com o mesmo nome.
O rio citado acima é chamado também de Menderes ou Meandro em português. Pamukkale pertence a Denizli, cidade fundada pelos turcos no séc. XII. A Wikipédia acrescenta ser sua localização a sudoeste do país e fazer parte da região do Egeu. Tem uns 600 mil habitantes. No vale do Meandro, onde se situa a cidade, são cultivadas figueiras, uvas, romãs, algodão e oliveiras.
Dia 24 de outubro de 2019. Acordamos bem cedo às 5h30, às 7h15 já estávamos na saída do hotel. Vamos conhecer Hierápolis, a cidade santa, e Pamukkale que em turco significa “Castelo de Algodão”, uma ao lado da outra. Interessante mencionar que nesse local também ocorrem passeios de balão concorridos. É o segundo lugar de balonismo na Turquia, além de parapente.

Pamukkale é uma obra da natureza constituída por várias nascentes de águas quentes e calcárias cujos sedimentos formaram piscinas naturais. Eram usadas para curar reumatismo e outras doenças.
Como a Turquia se situa em cima de duas falhas sísmicas, já houve terremoto na cidade romana de Hierápolis. Destruiu muito e a cidade foi reconstruída. O site flickr.com nos conta que em XVII d. C., no reinado de Tibério (imperador romano), a cidade foi destruída por terremotos e arruinada novamente na época de Nero em 60 d. C. Só lembrando que o último episódio do país foi em 26 de setembro de 2019, com epicentro no mar de Mármara, a 70 km a oeste de Istambul (5.7 na escala Richter).
A respeito de Pamukkale, o livro da agência Porto Sul (2009) diz que as águas termais ricas em minerais, principalmente óxido de cálcio criaram uma série de terraços que se precipitam em cascatas, formando maravilhosas minerações que assumem o aspecto de estalactites. Seriam dezessete, as fontes subterrâneas que chegam à superfície entre 60°C e 100°C, e suas águas estão indicadas para tratamento de doenças nervosas e cardíacas. Devido ao crescente e indiscriminado uso da água pelos hotéis, o governo estabeleceu normas para o seu aproveitamento. O local, com suas águas termais, era usado como centro terapêutico, repouso e banhos termais pelos romanos.
Pamukkale é impressionante de tão belo. O azul das piscinas é de uma cor inigualável. E as piscinas naturais em que só molhamos os pés são um cartão postal. É proibido pisar perto. O clima estava quente: 24°C. Os ditos “vestígios da civilização” são Patrimônio Cultural da UNESCO. Não pode ter mais hotéis dentro dos vestígios. A água sai da nascente a 32°, 37°, 39°C. O óxido de carbono vaporiza e molha o calcário, assim formando as piscinas. Como algodão em turco é pamuk, as formas lembram as flores de algodão. Os balões vistos no horizonte formam uma paisagem bela. Senti não ter tempo para andar de balão de novo.

De acordo com o blog qualviagem.com.br, há gente por todo o lado, segurando os sapatos e molhando os pés em piscinas naturais que descem em cascata numa colina de 160 m. As manchas brancas (na paisagem) que vemos parecem montanhas de neve. No topo das piscinas, encontra-se Hierápolis. Em breve visitaremos as suas ruínas.

Excelente relato.
Locais muito bonitos fora o aspecto cultural apresentado!
Maravilhoso ler teus enviados!
Beijos,🌸❤️🌸❤️🌸❤️🌸
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Querida Márcia,
Fico radiante com seu comentário. Obrigada. E olha que ainda tem mais… Acredita? Esta Turquia me ofereceu muitos relatos! Beijo.
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