Turquia – Hierápolis e Pamukkale

Turquia – Hierápolis e Pamukkale

Continuamos no dia 24 de outubro de 2019. Nós passeamos pela manhã por Pamukkale e Hierápolis, uma ao lado da outra. Ambas pertencem à cidade de Denizli.

De acordo com o blog qualviagem.com.br, o complexo Pamukkale reúne as famosas piscinas naturais petrificadas do chamado “Castelo de Algodão” e um outro conjunto de piscinas de águas termais que descem em cascatas em Hierápolis. O blog flickr.com menciona a existência da antiga piscina romana, a mais famosa, tendo sido mandada construir por Cleópatra (69 a. C. a 30 a. C.) em Hierápolis, onde supostamente se banhava. Eis a piscina da Cleópatra. Dentro da água estão colunas das ruínas romanas do Templo de Apollo que caiu durante um terremoto no ano de 7 d. C. A temperatura da água é de 36 ° C.

“Polis” significa “cidade” em grego. O nosso guia Ali comentou ter sido a cidade greco-romana erigida em 3 a. C. (a Wikipédia cita a data de 2 a. C.), na região clássica da Frígia. Os frígios viviam naquela região e eram aliados dos troianos.

A Wikipédia esclarece que viveu nesta localidade Papias, discípulo de São João, e Epíteto, filósofo estoico. Entre outros monumentos encontrados está o túmulo de São Felipe, construído no séc. V, segundo um complexo plano da época bizantina (quarto octogonal, formando uma cruz dupla, rodeado por uma praça), o Teatro Romano e as fontes termais que atraem milhares de doentes. A cidade foi, em conjunto com Pamukkale, declarada Patrimônio Mundial da UNESCO.

O cemitério do mundo grego se situava neste local e se chamava Necrópolis, ou seja, a cidade dos mortos. Acrópolis era a cidade dos vivos. O período era o helenístico. A cidade antiga era cercada por muralhas que não existem mais, somente as pedras. O teatro era na avenida principal e cabiam 25 mil pessoas. Só 10% foram escavados até hoje. À época tinha 60, 70 mil habitantes. Havia banhos romanos, basílica bizantina, ginásio, latrinas, portão frontinus da avenida principal dita Frontinus, ágora (onde faziam as eleições políticas) e travertinos (tipo de rocha) de Pamukkale onde se localizavam as montanhas de calcário.

Os romanos, macedônios, turcos da mesma forma estiveram em Hierápolis. Os gregos que habitavam no local até 1923 foram embora para Denizli, por causa dos terremotos.

A Fortaleza de Hierápolis era da Idade Média, conforme o guia Ali. Embaixo, o vale e em cima, Pamukkale. O local é um sítio arqueológico e museu esplendoroso com passarelas de madeira e pedra, rodeado de árvores, plantas e muita água. Debaixo da passarela de madeira veem-se canaletas por onde a água passa. São inúmeras ruínas. Tudo muito bem cuidado e organizado. Gostei de ver banheiros (de madeira combinando com as passarelas) pelo caminho. Andamos muito.

Visitamos o museu dentro da estação arqueológica com suas seções de sarcófagos e estátuas, pequenos achados e achados do teatro.

Hierápolis, conforme o livro PortoSul de Porto Alegre-RS (2009), conhecida como “Cidade das Águas” ou “Cidade dos Deuses” era muito grande e importante, devido ao poder curativo de suas águas. Reza a tradição que a cidade foi fundada pelo rei de Pérgamo: Eumene II. A partir do séc. II a. C. teria passado aos romanos em virtude de um testamento deixado por Atalo III (170 a. C a 133 a. C.; filho de Eumene II e último rei da dinastia Atálida). No ano 17 d. C. um terremoto a destruiu, mas foi reconstruída. São Felipe cristianizou a região, mas foi martirizado em 80 d. C. Da cidade restou o Teatro Romano que podia abrigar 25 mil espectadores, parabolicamente escavado na montanha; ruínas de um Templo de Apolo e ruínas da Necrópole.

A Wikipédia nos conta que a cidade desmoronou após um terremoto durante o reinado de Tibério (imperador romano) no ano 17. A cidade foi reconstruída e teve transformações significativas nos séculos II e III d. C. que a fizeram perder todo o seu antigo caráter helenístico para se tornar uma típica cidade romana. Nesse período, tornou-se um importante centro de descanso de verão para os nobres de todo o império que iam à cidade, atraídos pelas águas termais. Mais tarde sob o domínio bizantino, caiu nas mãos dos seljúcidas em 1210. Foi completamente destruída por um terremoto em 1354.

Turquia rica, repleta de lugares impressionantes. Uma manhã foi muito pouco para tantas atrações nos dois lugares imensos. Vi umas fotos bem lindas em viajandodenovo.blogspot.com. Vale a pena conferir.

Em breve Éfeso para conhecer a casa da Virgem Maria e as ruínas históricas da cidade.

 

 

 

4 comentários em “Turquia – Hierápolis e Pamukkale

    1. Querida Andréia vizinha,
      Realmente está fazendo muita falta, mas ao mesmo tempo este período de pandemia e lockdown está sendo usado para aprendizado e muita escrita. Ainda bem que não falta assunto para escrever. Beijos e obrigada pelo comentário.

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    1. Querida amiga Ana Cristina,
      Grande prazer ter você aqui. Espero que vá, pois a Turquia é um país com tanta história e cultura, tantos palácios, mesquitas, caravançarais que ficamos encantados. Eu me sinto assim, hipnotizada. Beijo e ainda há mais o que contar.

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