Turquia – Éfeso
Hoje é dia 24 de outubro de 2019. O dia será longo, já estivemos na Casa da Virgem Maria e agora vamos ao sítio arqueológico de Éfeso.
O site da abreutur.com.br nos informa que a cidade greco-romana da Antiguidade foi uma das doze cidades da liga jônica durante o período clássico grego. Durante o período romano, foi por muitos anos a segunda maior cidade do Império Romano apenas atrás de Roma, a capital do império.
O clima estava quente e a caminhada é boa. Logo, é aconselhável levar água e usar sapatos confortáveis. Estamos na região de Selçuk na província de Izmir.
O livro da agência PortoSul de Porto Alegre-RS (2009) nos conta que a cidade de mármore, como é conhecida Éfeso, foi fundada nos séculos XVI a XI a. C. por colonos helênicos e esteve em poder de Ciro da Pérsia no séc. VI a. C. Depois de várias vicissitudes (dificuldades), passou pacificamente para os romanos e se tornou um ativo centro comercial e financeiro. Foi capital da província da Anatólia no ano 1000 a. C. Sua decadência começou em meados do séc. III a. C. quando conquistada pelos Godos. Éfeso sofreu muitos terremotos e acabou por sucumbir pela acumulação de depósitos aluviais (de chuva). Em consequência, o mar se afastou do local, deixando o porto obstruído por sedimentos.
O mesmo livro diz que em 1869 foram iniciadas as escavações arqueológicas e parte da cidade foi recuperada, mostrando as belezas do que foi: as avenidas de mármore com os sulcos deixados pelas antigas rodas e as inscrições que indicavam o caminho do bordel (Casa do Amor); as Termas de Santa Escolástica; as latrinas; o Grande Anfiteatro com capacidade para 24 mil espectadores, construído no período helênico, onde São Paulo foi apedrejado pelos devotos de Artemisa (a deusa Diana); a Fonte do Imperador Trajano; o Templo de Adriano; a belíssima Biblioteca de Celso; e muito mais.
Segundo o nosso guia Ali, a primeira cidade foi fundada em VI mil a. C., mas sem vestígios. Os habitantes mudaram de lugar, porque o mar estava se aproximando. A segunda Éfeso também não deixou marcas, já a terceira (o sítio arqueológico) se situava entre duas colunas à beira-mar. Só 20 a 25 % são visitados e estamos falando da parte administrativa. O restante ainda está a ser descoberto. Eram 250 mil habitantes à época. Também moravam na cidade alguns filósofos estoicos, sábios que praticavam o estoicismo, isto é, a busca pela vida boa e a felicidade. Lá da mesma forma vivia o arquiteto mais antigo do mundo: Hipódamo de Mileto (498 a. C.- 408 a. C.).
São João vivia a 6 km de Éfeso com a Virgem Maria, então ele andava pela cidade. Quando o imperador romano Domiciano estava inaugurando a Ágora (lugar de reunião) Política, o combinado é que todos viessem de branco, mas São João veio de preto. Tal imperador foi responsável pela morte de muitos cristãos e foi ele que exilou São João na ilha de Patmos no mar Egeu.
No nosso passeio sob um sol forte, conhecemos os banhos; o parlamento dito Bouleterion que seria um conselho de representantes; a rua principal “dos Curetes” que dá diretamente na Biblioteca de Celso; o Monumento Memmius; as casas dos ricos com mosaicos; os banheiros da época cuja água suja dos banhos descia e limpava as latrinas; o Mercado Público ou Ágora Comercial, cuja porta de entrada se localizava ao lado da Biblioteca de Celso; um tipo de prefeitura chamado Pritâneon, o Grande Anfiteatro etc.
Agora um pouco de cada local. Achei a Biblioteca de Celso parecida com o Teatro Romano de Hierápolis. Baseando-me no blog mochilacameraacao.com, narro que a citada biblioteca é a atração mais esperada de Éfeso. Foi erigida em 115 d. C. e abrigou doze mil pergaminhos, sendo considerada a terceira biblioteca mais rica e importante nos tempos antigos, só perdendo para as bibliotecas de Alexandria e Pérgamo. Sua fachada é feita de puro mármore e resiste até hoje, ainda que com algumas restaurações, com detalhes esculpidos em baixo relevo. Além de seus três belos portões e quatro estátuas de deusas simbolizando: a Sabedoria (Sophia), o Conhecimento (Episteme), a Virtude (Arete) e a Inteligência (Ennoia). Sua construção foi uma homenagem ao senador romano de origem grega e também governador do Império Romano Tiberius Julius Celsus Polemaenus, que está sepultado lá. O blog asdistancias.com acrescenta que a sua destruição foi ocasionada aparentemente por um terremoto.
Conforme o blog mochilacameraacao.com, no Grande Teatro (anfiteatro) cabia 25 mil pessoas e foi usado a princípio para teatro, mas posteriormente para lutas de gladiadores. A sua acústica era impressionante. A rua em frente ao teatro se chamava “do Porto”, pois ligava o teatro ao cais do porto. Reporta a história que Marco Antônio e Cleópatra desfilaram por essa rua durante uma visita a Éfeso.

A Fonte do Imperador Trajano foi construída em honra a esse imperador que morreu em 132 d. C. aos 62 anos de idade. Situava-se na via principal: Rua dos Curetes.
Com base no blog mochilacameraacao.com, explico que a Rua dos Curetes era pavimentada toda em mármore branco que cobria o grande sistema de saneamento na cidade e que ainda pode ser visto em partes. No passado remoto ali havia muito comércio. A rua conectava a parte administrativa e política com a parte pública da cidade. Já a prefeitura da cidade era o Pritâneon. Edifício administrativo onde funcionavam escritórios, arquivos e salas de reunião. Em seu pátio ficava uma chama sagrada em homenagem à deusa do lar: Hestia. Essa chama era mantida por sacerdotes, ditos Curetes. Na mitologia a palavra “curetes” se referia aos semideuses. O Templo de Adriano, segundo a mesma fonte, foi construído originalmente em 138 d. C. em tributo ao imperador romano Adriano. Em sua bela fachada existe uma imagem da deusa da vitória: Tique. Dentro do templo dizem ter uma imagem da Medusa. A Wikipédia relata que o templo localizado na Rua dos Curetes é uma das peças mais bem preservadas do período romano.
O parlamento ou Bouleuterion era o teatro Odeon, lugar coberto, utilizado para reuniões do Senado e performances artísticas em concertos.
O Templo de Ártemis (Artemisa) fica nos arredores de Éfeso. As moças a serviço do templo eram virgens e acendiam o fogo da cidade de Éfeso que servia como farol para o porto. Trata-se de uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, era enorme e hoje, porém, sobrou somente uma coluna das 127 existentes. Um lunático incendiou o templo no séc. III a fim de ter seu nome imortalizado. Duas estátuas de Artemisa ou Diana estão preservadas no museu Arqueológico da cidade de Selçuk (a 2 km de Éfeso). Vi uma foto, era monumental e imponente, uma lástima.
Passeio mais divino esse. Em breve Izmir.

A narrativa sobre Éfeso muito boa, quando visitei estava chovendo, mas, valeu muito.
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Estimado Fernando,
Você também tem alma de viajante, estou percebendo. Achei Éfeso um sítio arqueológico obrigatório de se conhecer. Obrigada pelo comentário.
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Excelente apresentação dos pontos turísticos. Fui na região mas não pudemos visitar Éfeso.
Boa dica para o futuro. Fotos maravilhosas.
Parabéns, Mônica, como sempre! Obrigada por compartilhar!
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Querida Márcia,
Viajante como eu… obrigada pelo comentário. Ir a Éfeso, um local tão antigo, é atravessar a linha do tempo e voltar a uma cidade que foi tão importante e culta. Viva a Turquia! País com tanto a oferecer… Beijo.
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Monica amada, que tudo esse passeio! Muito obrigada por compartilhar essas experiências conosco! 🥰😘
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Querida Adriana,
Eu fico muito feliz com as suas leituras. Falar de Turquia é ter vontade de voltar a este país tão rico. Que civilização mais admirável. Beijo e obrigada.
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Monica querida!!! Quantas maravilhas nos foi apresentada! Amei! 🥰
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Querida Denise,
Realmente a Turquia é uma preciosidade histórica. Quantos sítios arqueológicos, impressionante. Beijos e obrigada pelo comentário.
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