Turquia – Çanakkale no Estreito de Dardanelos

Turquia – Çanakkale no Estreito de Dardanelos

Hoje é dia 25 de outubro de 2019 e saímos de Troia rumo a Çanakkale (o “Ça” se diz  “tcha”). Chegamos ao hotel Parion somente para jantar e dormir. Aliás, muito bom o hotel com uma refeição noturna de respeito e repleto de turistas da Malásia. Notei ser comum nos hotéis a falta de barra de segurança nos banheiros.

No dia 26 de outubro de 2019 no nosso último dia de excursão, acordamos às 5 h da manhã, pois a saída para pegar o ferryboat do lado asiático e atravessar o mar de Mármara pelo Estreito de Dardanelos em direção à Europa estava marcado para as 7h. Istambul, estamos voltando… Impressionante a fila de ônibus. No transporte o jeito foi encarar o banheiro a la turca (sem vaso sanitário, uma trabalheira!). Acho bem intrigante Çanakkale ser na Ásia e o distrito de Çanakkale na Europa.

O Estreito de Dardanelos tem 64 km de comprimento e 6 km de largura. Impossível estar em um local tão conhecido da história e não falar na I Guerra Mundial. Segundo o livro da agência PortoSul (2009) de Porto Alegre-RS, o Estreito de Dardanelos corresponde à antiga Helesponto, que Xerxes fez transpor com suas tropas uma ponte de barcos antes de se confrontarem com Leônidas no desfiladeiro das Termópilas na Grécia (em 480 a. C.). Foi onde aconteceu também o “Inferno de Dardanelos” durante a I Guerra Mundial. Os turcos minaram o fundo do estreito, afundaram os barcos e mataram milhares de soldados aliados. Os que não morriam afogados guerreavam em terra. O lugar se tornou um mar de sangue. A cor vermelha da bandeira da Turquia representa o sangue derramado.

O site itinerariodeviagem.com acrescenta que 500 mil soldados turcos e Aliados (Austrália, Grã-Bretanha, França, Índia e Nova Zelândia) morreram no período 1915-1916. O site brasilescola.uol.com.br nos conta que a Batalha de Dardanelos, também conhecida como Campanha de Galípoli, teve como palco a península de Galípoli. Foi uma das campanhas mais custosas e trágicas da guerra. Do lado aliado, Winston Churchill, então Primeiro Lorde do Almirantado inglês; a resistência a essa invasão foi articulada pelos estrategistas Otto Liman von Sanders, da Alemanha, e Mustafá Kemal, do Império Turco-Otomano. A vitória foi dos últimos citados. O nosso guia nos diz que o navio dos turcos se chamava Agamenon e dos franceses, Aquiles, heróis da guerra de Troia.

Voltando ao ferryboat. Chegamos e seguimos viagem dentro do ônibus. São 312 km até Istambul. A primeira cidade na Turquia europeia é Eceabat. Lá se encontra o Memorial Mehmetcik que homenageia os filhos mortos da Turquia (Mehmetcik) e os aliados (Johnnies). O monumento se situa no distrito de Çanakkale no Parque Nacional de Galípoli histórico. No nosso percurso passamos por um cemitério da I Guerra Mundial em homenagem aos mortos.

Nosso percurso na Turquia foi de 2400 km. No fim da viagem passam um questionário de satisfação da Deluks Turizm ou Fineway Travel, ligados à agência Abreu. Gostei. Digno de nota mencionar que nos aproximamos bastante da Grécia em Kesan, são somente 20 km da  fronteira.

DSCN3398
Almoço no restaurante Rotana Istanbul-foto tirada por Mônica D. Furtado

A entrada em Istambul foi caótica, com engarrafamento por quilômetros. Depois a entrada no hotel foi demorada demais. No fim, procuramos um restaurante, estávamos exaustos e esfomeados. Era 15h20. Perto do Hilton encontramos o Rotana Istanbul (em Cumhuriyet Caddesi Harbiye Mahallesi, 52/D), aconselho. O frango ao molho de limão, arroz e batata frita estava delicioso, logo valeu, com pouco sal e muito pimentão. O turco gosta de pimenta em pó por fora. Havia gente fumando narguilé, nada mais característico do país.

O receptivo da Abreu para nos levar ao aeroporto de madrugada no outro dia foi perfeito. O aeroporto de Istambul é absolutamente enorme, fantástico e com um shopping divino. Em cada canto uma casa de câmbio e um quiosque de comida e muito controle de malas.

Enfim, o último artigo sobre a Turquia. Êta país para render tanto. Apesar de finalizar uma excursão dessas com dor nas costas, pernas e joelhos inchados, digo que VALEU demais. Que país mais maravilhoso, receptivo e caloroso. Amei! Saudações a todos da excursão e também ao nosso guia Ali e motorista Dogan.

2 comentários em “Turquia – Çanakkale no Estreito de Dardanelos

Deixe um comentário