Foz do Iguaçu – Parque das Aves
Hoje é quarta-feira, dia 11 de março de 2020. Vamos partir de Foz do Iguaçu à tarde rumo a Fortaleza, mas antes há um passeio imperdível: o Parque das Aves, o segundo atrativo mais visitado da cidade. A Wikipédia nos conta que se trata de um parque temático, situado próximo às Cataratas do Iguaçu com 16 hectares de mata nativa, com 1500 animais entre aves, répteis e mamíferos de 140 espécies diferentes.
O ônibus da CVC nos paga no hotel Mirante com as malas para ir ao parque. O guia se chama Israel e o motorista Nelson. O combinado de tempo é das 8h15 até às 11h30. Dá para aproveitar bastante, embora o Parque das Aves seja convidativo para ficar muito mais. O nosso grupo é muito agradável, ressalto a Adriana Polli do interior de São Paulo: Jundiaí, nossa acompanhante. Saudações, Adriana.
O transporte foi R$ 40,00; o ingresso: R$60,00, sendo que para idosos, crianças e professores: R$30,00. Vamos iniciar a jornada: a trilha do parque tem 1100 m, considerada de baixo risco. Muitas trilhas são abertas e outras fechadas com proteção. Alguns pássaros têm contato direto com a gente, como as perdizes, os tucanos e as araras.
Fantástico ver uma floresta dentro da trilha com o som da natureza. Louvável o trabalho que fazem de salvar espécies em extinção. Recebem animais traficados em situação deplorável e os socorrem. São tantos os pássaros: o mutum-de-alagoas, o savacu, o arapapá, o tucano parece de pelúcia. Também há a cobra sucuri, o jacaré-de-papo-amarelo etc.
O restaurante Tropicana está no caminho. Gostei dos sorvetes e picolés Sabores do Iguaçú. A marca dos sorvetes é PANCS – Plantas Alimentícias Não Convencionais – O Sorvete na Trilha da Natureza. Os sabores são diferenciados: vinagreira com trufas, açafrão com geleia de hibisco; capim santo com limão rosa, detox de abacaxi com leitinho com ora-pronóbis (erva que se usa como condimento), enfim bem originais.

Bromélia no Parque das Aves-foto tirada por Mônica D. Furtado 
Flamingos no Parque das Aves-foto tirada por Mônica D. Furtado
Conhecemos a harpia ou gavião real, a maior ave de rapina do Brasil, quase extinta. O urubu-rei, o periquito-rei, a maracanã etc. O parque é limpo, bem organizado, nota 10. Deve ser bom passar tardes no local, estresse zero, nada como o contato com a natureza. As bromélias embelezam.
No percurso vemos filmes sobre os pássaros e temos contato com o Projeto Papagaio Verdadeiro de 2007. Infelizmente, é o mais traficado do Brasil. 85% dos ninhos são roubados por traficantes em locais da Mata Atlântica. O Projeto Periquito-cara-suja precisa de apoio para sobreviver.
O papagaio-de-peito-roxo come sementes da arvore araucária (pinhão). No viveiro das araras azuis e vermelhas ou amarelas e azuis, temos um espetáculo de cores. Também vimos o papagaio-moleiro e o do mangue, a coruja suindara grande, a buraqueira pequena e o murucututu grande. O borboletário é colorido, sensorial. Começa com o ovo, depois a lagarta, a crisálida e a borboleta. São tantas plantas, flores, árvores, tudo sensacional. O beija-flor-de-banda-branca, o preto e o de-fronte-violeta são uns fofos.

Borboletário no Parque das Aves-foto tirada por Mônica D. Furtado
Parabéns ao Parque das Aves e a quem trabalha lá! A criação foi ideia do casal: Anna-Sophie Helene (veterinária) e Dennis Croukamp. De acordo com o site do parque, a alemã Anna se mudou para a Namíbia na África onde conheceu o futuro marido. Tiveram duas filhas: Anna Luise e Carmel. Na década de 80 ganharam um filhote de papagaio-do-congo, Pamucki, que se tornou membro da família. No início da década de 90 se mudaram para a Ilha de Man não Reino Unido. Um amigo sugeriu que abrissem um parque de crocodilos em Foz do Iguaçu, mas gostavam mesmo era de aves. Assim, compraram uma propriedade em Foz do Iguaçu e construíram o parque, tendo sido inaugurado em 7 de outubro de 1994. Dennis Croukamp faleceu dois anos depois da inauguração na Ilha de Man aos 70 anos, felizmente Anna continuou com o trabalho. Existe um memorial dedicado ao fundador em seu lugar favorito do Parque das Aves: o Viveiro Aves de Rios e Mangues. Desde 2010, a filha Carmel é a diretora do parque e decidiu focar as ações na conservação de espécies da Mata Atlântica. Lugar magnífico, recomendo.
Interessante mencionar que à época da construção, o mesmo site prossegue, o casal se revezava entre a Ilha de Man e Foz do Iguaçu, cuidando das filhas e das obras do parque, planejadas para que nenhuma árvore nativa fosse derrubada. Gastaram todas as suas economias na construção e graças aos esforços de diversas pessoas que se uniram à causa, o Parque das Aves ganhou forma.
Aqui termina nossa jornada em Foz do Iguaçu. Confesso ter ficado maravilhada com a seriedade e infraestrutura dos atrativos, onde o turismo é levado a sério, profissional. Agradecimentos ao nosso agente Dennis da CVC do shopping Del Paseo de Fortaleza-Ceará. Foi uma viagem que deu muito gosto.






