Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 3

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 3

Hoje é sábado, dia 15 de março de 2025. Outro dia promissor que se inicia com o café da manhã do hotel Park Inn by Radisson na Alexanderplatz. O melhor são os iogurtes cremosos, o de framboesa demais. Às 10h35 estamos na parada do ônibus turístico do hop on hop off. Linha amarela, City Circle Gray Line. Chegamos tarde, porque é inverno, então é tudo mais lento, especialmente para nós, do nordeste brasileiro. Havíamos comprado a passagem para 48 horas. Saímos do hotel, dobramos à esquerda e encontramos a parada perto da academia FIT X. Não há placa do ônibus especificamente, as paradas são marcadas pela letra H, que também engloba as paradas de ônibus regular.

Começaremos a jornada. Os aúdios em português de Portugal. Na av. Karl-Marx-Alee, os edifícios eram monumentais na Berlim Oriental (do setor soviético) à época da Guerra Fria e ainda existem. Os prédios, inspirados na URSS, avenidas, candeeiros idealizados por Moscou, construídos a mão, edificações luxuosas de 11 andares, com o chão em piso parquet e elevadores, melhorias realizadas na época para impressionar o Ocidente e mostrar o quão bom era o socialismo. Era a avenida mais famosa da República Democrática da Alemanha (RDA), construída entre 1952 e 1960. Detalhe histórico: com o Programa Nacional de Reconstrução de Berlim, pós-II Guerra Mundial, os escombros foram removidos e a rua alargada.

A Wikipédia nos conta que em 16 de junho de 1953, começou uma revolta dos trabalhadores da construção civil que se rebelaram contra o aumento da cadência de trabalho sem compensação, o movimento se espalhou pela Alemanha Oriental e foi massacrado pelas tropas soviéticas e pelo Volkspolizei (polícia nacional da RDA).

Aqui cabe uma explicação sobre a RDA. De acordo com o mesmo site acima, a RDA ou Alemanha Oriental oficialmente se definia como um “estado socialista de trabalhadores e camponeses”. Ao mesmo tempo, o país era governado por um partido de inspiração marxista-leninista e integrado ao bloco soviético, sendo amplamente chamado de país comunista. Existiu entre 1949 e 1990, período em que a parte oriental da Alemanha fazia parte do bloco oriental durante a Guerra Fria.

Na parada 3: Gedächtniskirche/Rankestraße, vemos a escultura nomeada de Corrente Quebrada. O Google.com destaca que foi inaugurada pelos 750 anos de Berlim, dois anos antes da Queda do Muro. Trata-se de uma escultura de tubos retorcidos que imitam os elos de uma corrente partida, simbolizando a trágica divisão entre Berlim Ocidental e Oriental. Por não se tocarem no centro, representavam a proximidade física, mas o isolamento político dos cidadãos da época. Projetada pelo casal de escultores alemães Brigitte Matschinsky-Denninghoff e Martin Matschinsky em 1987. Achei genial.

Bairro Friedrichain. Da época imperial, anos 1900. Edifícios dos anos 1950. Parte oriental. Rua Varsóvia, liga o norte de Berlim ao sul. Era comercial com pequenas lojas antes da reunificação. Gostei da avenida, com canteiros centrais e praça com bancos para sentar. O tram passa ao lado.

Descemos na parada East Side Gallery, do Muro de Berlim. História do muro, fotos e pinturas, totens explicativos da história ao longo do rio Spree. Andamos até o Ostbanhoff (era a principal estação de trens da antiga Berlim Oriental) e atravessamos a rua para a parada do ônibus turístico. A gente escuta os aúdios, mas não sabe onde estão os locais, porque não há nenhuma placa que os indique.

Na Berliner Dom, catedral protestante luterana, há o mausoléu dos reis da Prússia, da dinastia Hohenzollern.

As bicicletas são incentivadas na cidade. Avenida Unter den Linden, maravilhosa. A Ópera Nacional, de 1742, está em renovação. O Portão de Brandemburgo fechado para o trânsito. Descemos no portão. Fomos ao restaurante de comida alemã Hopfingerbräu ali perto. Menu: salsicha branca com pretzel e molho doce/azedo. E chope. Como não? Não usam adoçante e o açúcar não é doce. Pratos bem interessantes, também veganos, cervejas diferentes, doces também. Exemplificando: doce de cereja azeda e chips de chocolate e quark (tipo de queijo fresco, cremoso, e levemente ácido). Deve ser uma delícia. Valor do almoço: €22,50 (euros).

Caminhamos pelo Portão de Brandemburgo e avenida Unter den Linden. Muita gente, afinal é sábado. Bem policiado. Rumamos ao Memorial aos Judeus Mortos da Europa. Dedicado à memória dos 6 milhões de judeus assassinados durante o Holocausto. Vemos os vários caixões de cimento em tamanhos diferentes como se fossem um cemitério. Já começa impactante. Esperamos na fila para adentrar o museu embaixo, passamos pela segurança, fotos sem flash.

Iniciamos a visita. A história cronológica da perseguição aos judeus pelo partido nazista. Primo Levi, químico judeu italiano, sobrevivente. Autor da obra-prima: “É isto um homem?”, com suas memórias do sofrimento passado em Monowitz-Auschwitz. Fotografias de judeus assassinados. Claire Brodzki (1928-1944) em Auschwitz e muitas outras pessoas retratadas. Morte de ciganos do grupo Sinti (encontrados na Alemanha, Itália e França). Outra sala com projeções no chão de histórias encontradas em papeis ou cartas/postais. Nas paredes, números de judeus mandados para campos de concentrações nos diversos países. Sala com o histórico de famílias e seus destinos, fotos, cartas, quem eram, os que morreram e como, e os que sobreviveram. Em alemão e inglês. Fotos de famílias, como a da Família Kagam na Bielorrússia, Hirsch na Hungria e Peereboom nos Países Baixos. Maly Trostenets, perto de Mink, capital da Bielorrússia, o maior campo de extermínio nazista da URSS ocupada. Babi Yar, fuzilamento em massa. Babi Yar era uma ravina perto de Kiev, capital da Ucrânia. Em setembro de 1941, dias 29 e 30, a Einzatzgruppen, esquadrões de morte, subordinados à SS, ajudou a polícia alemã e auxiliares locais a assassinar 33.721 judeus, homens e mulheres, jovens e velhos por fuzilamento. O gás venenoso Zyklon B, usado como método de extermínio nos campos de concentração. Muito bons os vídeos de entrevistas de sobreviventes. Forte a visita, mas necessária, para que nunca esqueçamos dos horrores do nazismo. Saímos e comprei um postal do memorial, das caixas de cimento com uma árvore de flores brancas na frente. A natureza torna a foto menos árida e mais lírica.

Um protesto no Portão de Brandemburgo. Com bandeiras, a polícia presente observando. A pé pela avenida Unter den Linden, um prazer, cheio de gente, só vi duas pessoas com cachorros passeando, o frio intenso. Outro protesto mais adiante: Salve a Ucrânia! Dei meu apoio. Em um quiosque de Döner Kebap, tomei café e pedi um kebap de frango para o jantar.

Sentamos em um banco em frente ao Museu da Guerra Fria. Outro museu: Bud Spencer & Terence Hill Museum (atores). Cafés, restaurantes, edifícios. A Champs- Élysées de Berlim. Agradável a caminhada. Estátua equestre de Frederico II, o Grande, em bronze, de 1851. Escultor: Christian Daniel Ranch, com 13,5 m de altura. Foi monarca da Prússia de 1740 a 1786. A casa onde morou o físico alemão Max Planck, de 1889 a 1924. Com feira de antiguidades ao lado. A Universidade Humboldt. Sebo em frente.

Continuamos na Unter den Linden. Prédio estilo greco-romano. A Wikipédia esclarece que é o Memorial Central da República Federal da Alemanha para as Vítimas da Guerra e da Ditadura. Chama-se Neue Wache, ou seja, nova Casa da Vigília. Interessante que chove e neva dentro. O simbolismo é poderoso. O interior da Neue Wache, com a escultura de Käthe Kollwitz: “Mãe com seu filho morto”. Garanto que quem vê, fica mexido. Berlim marcante.

Mercado de arte ao lado do rio Spree. Pinturas, fotos, artesanato. Bolsas, roupas, tudo lindo. Porcelana da Floresta Negra. Sábados e domingos, das 11 h às 17 h. Berlin Art Market. Pura tentação.

Parque em frente da Catedral, Lustgarten, com músicos de rua tocando órgão e violino. Bem Europa. A Berliner Dom é um cartão postal de tão bela. Que frio! Mão gelada. Voltamos à Galeria, loja de departamentos fantástica, perto do nosso hotel. Para mais chocolates, preços imperdíveis.

Berlim não se esgota, que cidade mais interessante e rica de história e cultura. Prosseguiremos em breve com mais passeios.

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 2

Berlim e Leste Europeu-Berlim espetacular-passeio de ônibus turístico-dia 2

Hoje é dia 14 de março de 2025. O dia passado foi cansativo, dia de chegada. O Carlos e eu estamos no hotel Park Inn by Radisson na Alexanderplatz. Acordamos às 9 h e fomos para o salão de café da manhã que é no restaurante Spagos (restaurante, bar e lounge). Funciona das 6 h às 11 h. Na entrada do salão, um rapaz controlando os hóspedes pelo cartão do hotel. O café da manhã bem farto com muitos pães, queijos, presuntos, frutas, iogurtes bem cremosos sem açúcar. Já tem leite e garrafa prata de café na mesa. Prático. Pão com passas de uva, crisp bread (pão crocante), ovos, panquecas. Jornais e revistas para leitura. São duas ilhas de comidas com sucos e cafés. A seção de chás respeitável. Por isso hotéis me encantam. Amo estar em um ambiente com turistas do mundo todo e em várias línguas faladas, o inglês, porém, é fundamental para comunicação.

Hoje é dia de passeio de hop on hop off, nosso ônibus preferido nas cidades, o amarelo. Estamos por conta própria, a excursão começará somente no dia 17. Compramos os tíquetes em um guichê no hotel. €56 (euros) para nós dois com desconto. Há um mercado de guloseimas no saguão com espaços diferentes. Muito bom e aceitam cartão de crédito.

Lá vamos nós pela praça Alexanderplatz. Estamos meio perdidos, não é novidade. Um policial nos ajudou e chegamos à parada de ônibus do City Circle Gray Line. Parada 12: Alexanderplatz/Park Inn. Serão 2h e meia de passeio. Lembrando que dá para descer e subir nas paradas.

Comecemos a jornada. Escutando os auriculares em português de Portugal. Estamos na av. Karl-Marx-Alee. Antiga Berlim Oriental. Região de residencial popular. Parada 13: Karl-Marx-Alee. Prédio do partido único da Alemanha Oriental (RDA). Segundo o Google.com, esse prédio abrigava o Comitê Central do SED (Partido Socialista Unificado da Alemanha), hoje funciona como sede principal do Ministério Federal das Relações Exteriores da Alemanha. Localizado no centro de Berlim.

Prédio da antiga editora da RDA. O Google.com nos informa que era o principal e mais célebre edifício da editora, o Haus des Berliner Verlags, conhecido historicamente como Pressehaus (Casa da Imprensa). Atuava como o coração da mídia impressa do regime.

Antiga Central de Energia Térmica. O áudio se confunde e fala “energia atômica”. O mesmo site nos conta que foi inaugurada em 1964, fornecia eletricidade e aquecimento central para a maior parte de Berlim Oriental. Movida a combustíveis fósseis. Atualmente, abriga a conhecida casa noturna e centro de eventos Kraftwerk Berlin, onde tocam os DJs mais famosos, ninguém tem certeza que entrará, depende dos leões de chácara deixarem entrar, são 1.500 fãs, há bar panorâmico, música eletrônica, a Lady Gaga gosta, vão até segunda de madrugada nas baladas.

Parada 14: Berghain/Friedrichhaim. Parte ocidental e oriental com edifícios antigos. Rua Varsóvia (Warschauer Straße), a mais animada. Restaurantes, lojas, bares.

Parada 15: East Side Gallery. Restante do Muro de Berlim. Trecho contínuo com cerca de 1.300 m, 100 pintores fizeram obras artísticas no muro, Patrimônio Histórico e Artístico. Espaço memorial às margens do rio Spree. Antes de 1989, com a Queda do Muro, do lado da Alemanha Oriental, guardas ainda matavam quem tentava fugir. Há prédios sendo construídos por ali, mas nem todos concordam.

Parada 16: Ostbahnhof. Estação de trens com diferentes nomes reflete a complexa e agitada história do país moderno. Cidade com obras artísticas murais, casas coloridas. Gente morando debaixo de ponte. Ainda vemos prédios uniformes, cinzas da antiga Alemanha Oriental.

Parada 11/17: Neptunbrunnen/Rotes Rathaus. Câmara Municipal, de cor vermelha. Igreja de Santa Maria ou Marienkirche. Fonte de Netuno do séc. XIX. Conforme o site https://mapeandomundo.com, trata-se de uma fonte verde, construída em 1895, no estilo neobarroco que retrata o deus do mar. e é rodeado por figuras femininas que simbolizam os rios alemães Reno, Weichsel, Oder e Elba. A Torre de TV se encontra perto.

Parada 18: DomAquarée. Parada 19: Museumsinsel/Humboldt Forum. Ilha dos Museus, de acordo com a Wikipédia, construída de 1830 a 1930 por ordem dos reis prussianos, foi designada Patrimônio Mundial em 1999, por causa de seu testemunho no desenvolvimento arquitetônico e cultural dos museus dos séculos XIX e XX. Igreja monumental da Corte: Berliner Dom. Catedral protestante luterana. Lustgarten-um parque na Ilha dos Museus. Palácio de Berlim, anteriormente, conhecido como Palácio Real, alberga o museu Fórum Humboldt, dedicado à história humana, arte e cultura. Ponte Schlossbrücke, com esculturas em mármore branco que retratam a jornada de um menino até a maturidade, tornando-se um guerreiro e encontrando a morte no campo de batalha. Essas estátuas estão sob a tutela das deusas Atena, Nice e Íris (fonte: https://www.getyourguide.com). Não é uma cidade notável?

Parada 20: Unter den Linden. Avenida linda, larga, ótima para caminhadas. Antiga Biblioteca Real, hoje Faculdade da Universidade de Humboldt. Na Faculdade de Direito, no subsolo da praça Bebelplatz, ao lado, há o memorial dos livros queimados, uma biblioteca sem livros, um dos locais onde os livros foram incendiados pelos nazistas em 1933.

Under den Linden com Friedrichstraße, cafés famosos, um se chama Viktoria ali perto. A avenida celebrada antes era o caminho por onde o rei ia a cavalo até seu palácio de verão Charlottenburg passando pelo Portão de Brandemburgo. Vemos as embaixada Russa, Britânica e Americana, sempre muito policiada.

Parada 21: Brandenburger Tor/Holocaust-Mahnmal. Memorial em homenagem aos Judeus Mortos da Europa, de Peter Eisenman. Inaugurado em 2005. Portão de Brandemburgo. Monumento neoclássico do séc. XVIII. Foi bloqueado pelo Muro de Berlim e serviu por quase três décadas como um marcador da divisão da cidade. Encontrava-se dentro do setor soviético à época da Guerra Fria, mas não pertencia ao lado oriental nem ocidental. Pós-Queda do Muro, passou a ser símbolo da reunificação.

Passamos pelas placas em forma de cruz com fotos, nomes e a história dos que morreram tentando pular o Muro.

Parada 22: Reichtag. Na Praça da República. Com bandeira hasteada. Feito em estilo neorrenascentista. Também conhecido como Palácio do Reichtag. O edifício foi projetado por Paul Wallot e inaugurado em 1894, sendo um marco da história do país, associado a eventos significativos como a proclamação da República em 1918 e o seu incêndio em 1933. O site https://dicasdeberlim.com.br comenta que esse incêndio criminoso foi usado pelo regime nazista como pretexto para perseguir opositores. Após a II Guerra Mundial, foi restaurado e modernizado, sendo utilizado como sede do Bundestag (uma das câmaras do parlamento alemão) desde 1999. A icônica cúpula de vidro foi desenhada pelo afamado arquiteto inglês Norman Foster, assim como o projeto do palácio.

Futurium, museu/laboratório, com entrada gratuita. Parada 23: Hauptbahnof. Estação principal de trens. Museu de História Natural. Edifício Cube Berlin, o mais inteligente, 210 mil pés quadrados, com estacionamento, luz, temperatura, fachada de vidro dobrada por dentro, tudo pensado, 11 andares de escritório.

Moabit é uma das seis localidades do distrito Mitte. No séc. XIX, à época do rei Guilherme I, era um povoado de huguenotes, fervorosos protestantes calvinistas, de origem francesa. Plantaram amoreiras e criaram bichos de seda. Muitos trams (bondes modernos) pela cidade. No prédio de detenção de Moabit estiveram detidos presos políticos da RDA.

Parada 24: Siegessäule. Obelisco da Vitória ou Coluna da Vitória, com deusa de ouro e mirante circular. Parque urbano público Tiergarten, destruído com suas árvores na II GM. Entre 1949 e 1959, reconstruído como parque paisagístico. 210 hectares, um dos maiores da cidade. Local popular.

Palácio de Bellevue, primeiro estilo neoclássico, local de reuniões oficiais e de hóspedes do III Reich. Foi atingido na II GM. Residência oficial do presidente da Alemanha.

Parada 25: Zoo+Aquarium/Bikini Berlin. O zoológico é um dos cinco maiores do mundo, 35 hectares, tem uns 20 mil animais de 1.600 espécies diferentes. Muitos centros comerciais ao redor. O Bikini Berlin é uma proposta de shopping inovadora, com hotelaria, entretenimento, compras e gastronomia. Tem uma área verde de 7 mil m².

Parada 1: Kurfürstendamm 216. Avenida com lojas exclusivas, como Hugo Boss, Dolce Gabbana, Ralph Lauren e outras mais. Conhecido como Boulevard Ku´damm. Viagem através de diferentes épocas na avenida imperial até hoje. Vida noturna e glamour. Foi inaugurada em 15 de maio de 1886. Seus edifícios foram destruídos na II GM. Zona comercial hoje com cafés e lojas. Estamos no inverno, árvores secas.

Parada 2: Hard Rock Cafe/Meinekestraße. Parada 3: Gedächtniskirche/Rankestraße. Gedächtniskirche ou Igreja Memorial Imperador Guilherme, construída entre 1891 e 1895. Destruída durante os bombardeios da II GM em 1943, o que se vê são as ruínas, preservadas como memorial de guerra. Dica de loja: Primark, com preços ótimos. Escultura “Berlin” (Corrente Quebrada).

Parada 4: KaDeWe. Descemos e entramos na KaDeWe, a loja de departamento mais renomada desde 1907. 2.700 funcionários, a gente se perde em tantos andares e há variedades mil. Muitas opções de comidas. Fomos almoçar, enfim, no 6º andar, no Kartoffelacker. Menu: almoço de truta defumada com batatas souté. A sobremesa: uma trufa de chocolate amargo. mais coca e café, uns €28 (euros).

De volta ao ônibus. Á direita, Urania, de 1888, sociedade científica para popularizar a atividade de ciência por meio de palestras, filmes e teatro. Em 1945, no fim da II Guerra Mundial, 70% da cidade estava destruída. 75 milhões de escombros. São 891 km². 3,7 milhões de habitantes no presente.

Parada 5: Lützowplatz. Parada 6: Kulturforum Tiergarten/Philharmonie. Passamos pelas embaixadas de Malta, Mônaco, Finlândia e outras. Fundação Konrad Adenauer, instituto político. A Wikipédia destaca que é uma instituição benemerente alemã associada ao partido da União Democrata-Cristã. Fórum da Cultura ou Kulturforum na Mattaikirchplatz.

Parada 7: Potsdamer Platz/Panorama Punkt. A praça Potsdamer era vívida nos anos 1920. No final da guerra em 1945, estava 80% destruída, foi esvaziada com a URSS e com a reunificação voltou a ter sua importância restaurada. Sony Center, Um complexo de sete edifícios individuais com o modo de fachada moldando chapas de papelão ondulado, seções de tecido em forma e superfícies (fonte: WikiArquitectura). Deslumbrante.

Estamos na divisão dos setores britânico (à esquerda) e americano (à direita) do pós-II GM. Na Leipziger Platz.

Parada 8: Gropiusbau/Topographie des Terrors. Edifício da Topografia do Terror, memorial e centro de documentação que preserva a história dos horrores perpetrados pelo regime nazista, localizado onde funcionou a sede da Gestapo/SS entre 1933 e 1945. O livro Em Busca de Sentido, Edição para Jovens Leitores, de Viktor Frankl, editora Auster, 2023, esclarece no Glossário que a Gestapo era a força policial secreta da Alemanha nazista que perseguia supostos adversários dos nazistas, e a SS, a organização militar nazista que realizava a vigilância, as prisões e execuções para Adolf Hitler.

Parada 9: Checkpoint Charlie. Ponto de controle de estrangeiros no setor americano no pós-guerra. Ali tem a história do Muro e o destino das vítimas. US Army Checkpoint. Friedrichstraße, ligação norte/sul de Berlim. Popular rua comercial depois da Queda do Muro. Primeiro grande projeto da reunificação, três blocos de edifícios ligados por uma galeria subterrânea. Estação de metrô fechada na frente, linhas 6 e 8, porque passavam pela parte leste da Berlim dividida na época da RDA.

Parada 10: Gendarmenmarket. Do séc. XII, a praça fica em uma das regiões mais belas de Berlim. Edifícios monumentais, bancos que convidam a sentar e admirar a cidade. Cidade larga. As Igrejas Gêmeas, barrocas, se situam dos dois lados da praça. Elas se completam com uma torre coroada por uma cúpula. Também há a Igreja Francesa e a Alemã. Essa virou um centro artístico e depois um museu que conta a história da democracia alemã. Bairro mais antigo e charmoso: Nikolaiviertel, ou seja, St. Nikolai.

Passamos pela Fonte de Netuno de novo e descemos. Caminhamos. Loja Pylones, perto da Berliner Dom, catedral. Linda, muito colorida. Um bocado de lojas de lembrancinhas nos arredores. Encontramos uma e comprei uma camiseta (lógico) de um brasileiro, Vinícius. Chegado há pouco na cidade. Já cerca do nosso hotel, a incrível loja de departamento Galeria na Alexanderplatz. Amamos, vários andares de compras, a seção de chocolates foi inesquecível. Com muitos descontos. No 5º andar, poucos restaurantes, no esquema de buffet, você paga separado pelo que escolhe. Resolvemos retornar ao restaurante de ontem à noite: Frittenwerk na praça, cerca do hotel. O mesmo prato: avocado chicken bowl (tigela de frango com abacate). Quem gosta, torna.

Observo muitas pessoas de mais idade trabalhando, a aposentadoria na Alemanha ocorre aos 67. E não vi gatos e cachorros de rua. Achei o Asien Supermarkt fantástico, só produtos orientais.

Continuaremos em breve. Cidade fascinante.

Berlim e Leste Europeu-chegada a Berlim espetacular-dia 1

Berlim e Leste Europeu-chegada a Berlim espetacular-dia 1

Hoje é dia 13 de março de 2025. Lá vamos nós fazer um circuito pelos países do Leste Europeu e Berlim com a CVC/Special Tours (à época com a Débora no shopping Del Paseo em Fortaleza) no inverno. Fomos pela TAP Fortaleza-Lisboa. Na chegada para os voos de conexão ou ligação, como os portugueses dizem, passamos pela imigração e raio-X. Do ano anterior para então, havia mudado o protocolo. Sempre uma sopinha de abóbora no Go Natural por €2,50 (euros). Lugar de estimação. Voo para Berlim na hora também pela TAP, só água oferecem, no mais, se compra no cartão de crédito.

Chegamos à histórica Berlim. Berlin Brandemburg Airport. Enorme. As malas chegaram, que alívio. São 16h40. O motorista do transfer nos aguarda em uma Mercedes, o Harry, um senhor bem simpático. São 27 km do centro de Berlim. Passamos pelo futurístico Tempelhof, aeroporto que pertencia ao setor americano pós-II Guerra Mundial. As esteiras de malas eram as maiores do mundo. Conforme o livro Pelos Caminhos da II Guerra Mundial, volume 1, editora Chiado, 2019, de Eleazar de Castro e Goretti Gurgel, o aeroporto foi construído em 1923 pelo presidente Hindenburg após a I Guerra Mundial. Quando Hitler assumiu o poder, encomendou o projeto de um aeroporto para Albert Speer, o arquiteto do nazismo. A ideia é que fosse “a mãe de todos os aeroportos”, de fato, chegou a ser dos mais importantes. Com as linhas retas e sóbrias, típicas do partido nazista, já tinha à época uma ligação com os trens do metrô de Berlim. Durante a II GM foi base de manutenção dos aviões da Luftwaffe e no subterrâneo uma fábrica de armas. Muito tempo depois, foi transformado no maior parque público da cidade, utilizado por ciclistas, corredores e skatistas. No pátio permanece um avião Douglas C-54 Skymaster (a versão militar americana do DC-4).

E vamos batendo papo com o Harry. Os prédios têm a mesma altura por onde passamos, 4 andares, há uma razão histórica. Estamos na antiga Berlim oriental. Diz ele ser o tempo uma gigantesca máquina de lavar, devolve tudo para onde pertence (Time is a huge washing machine. It puts everything back to what it belongs).

Que distância! Enfim, chegamos ao hotel da excursão. Decidimos aproveitar a cidade com uns dias antes. Hotel muito bem localizado, na famosa praça Alexanderplatz: Park Inn by Radisson. Entramos, deixamos as malas e fomos comer. Descobrimos o Frittenwerk na praça. Salada com frango e avocado chicken bowl (tigela de frango com abacate), uma delícia, com quinoa. €10,90 (euros). Restaurante descolado, como se diz, pratos de locais diversos, como Istambul (Turquia), Montreal (Canadá), Tijuana (México) etc. Um achado.

Dormimos exaustos. Algo a contar, eis minha segunda estada na cidade. A primeira foi em 1997 por poucos dias, ainda com aquele clima lúgubre na Berlim, então oriental. Faltou muito a conhecer. Queria muito checar como estava anos depois, porque só escutava elogios. Lembrando que em 9 de novembro de 1989 ruiu o notório Muro de Berlim, marcando a queda da Cortina de Ferro e o início da queda do comunismo na Europa Oriental e Central (fonte: Wikipédia). Berlim, história sem fim.

Continuaremos com muito mais sobre essa cidade vivaz.

Campos do Jordão para conhecer-Pedra do Baú e Parques Bambuí e Amantikir-dia 4

Campos do Jordão para conhecer-Pedra do Baú e Parques Bambuí e Amantikir-dia 4

Hoje é dia 17 de março de 2026. Continuamos no nosso passeio com o guia Leandro. @leandrocitytour. Já estivemos no Mosteiro de São João e Museu Felícia Leirner. Visitamos as diversas esculturas ao ar livre no museu e na parte de cima do monte, vemos a Pedra do Baú. Localizada em São Bento do Sapucaí, cidade vizinha de Campos do Jordão. É o ponto mais alto da região, a 1950 m, desafio para escaladas, com encostas de rocha que chegam a ter 200 m. Ao seu lado, duas formações rochosas: Bauzinho e Ana Chata. Também vemos dois miradouros de madeira, um com uma árvore frondosa dando sombra. Delícia, pois o calor é grande. Há uma escultura do papagaio-do-peito-roxo, bem colorida e boa para fotos. Trata-se de uma espécie endêmica das Matas de Araucária. Comem pinhões. Muito bonito o visual dos mirantes.

Voltamos ao auditório Claudio Santoro (maestro, compositor e professor, nascido em Manaus em 1919) para tomar um café a fim de aquecer o coração no Café Literário. Lugar pensado para agradar os olhos, com livros, vinhos, bonecas e bichinhos de pelúcia. Gostei do piano de cauda presente.

O passeio até então foi excelente, retornamos ao carro do Leandro para prosseguir nas aventuras. Passamos pelo bairro Santa Cruz. Descemos. Bairro Vila Nova Suíça com casas alpinas. Chegamos ao parque Bambuí. Estamos localizados na rota turística Alto Lajeado. Na descida, um caminho de pedrinhas e barro. Um trem Maria-fumaça em exposição, lago e árvore de gaiolas. A entrada já impacta pela beleza. Na sede, pagamos R$50,00 a meia entrada.

Adentramos o parque privado. Árvores com seus nomes: rododendro, por exemplo. Floresta de retratos, com eles nas árvores. Caminho do trem com os trilhos que a gente acompanha, pena não funcionar. Lago com água corrente. Tudo verde, lembra Pacoti no Ceará, cidade do maciço do Baturité. Que lindeza! Alimenta a alma um parque desses. Sorveteria pelo percurso. Restaurante com chão de flores. Área para sentar nas mesas. Casa Bambuí. Flores, hortênsias, cedros, um paraíso com outro lago à frente tendo vitórias-régias. Árvore pinus patula (pinheiro mexicano). Obras artísticas coloridas o ar livre. “Elefante Bambuí” de Rafael Brancotello. Obra: “Carro Perdido” de Aref Farkouh, dentro do carro plantas e árvores que cresceram dentro. Lago Bambuí. Outras obras: Jardim das Memórias, Lili, Orquídeas do Lago etc.

Trilha das Quedas. 1 hora até lá. Árvores como o pinho bravo e o pinheiro-do-brejo. Nascentes, lugar vicejante. Trilha das Centenárias. Árvore Cryptomeria Japônica (cedro japonês), trilhas e mais trilhas. Campos do Jordão fenomenal. Parque Bambuí ficará na minha memória. Trilha ao redor do lago, descemos até a cascata e seguimos por pontes. O nível é difícil. Aí resolvemos voltar pelo mesmo caminho da vinda, não quis seguir adiante, achei íngreme e perigoso. Sem muita estrutura a trilha, muito barro e passagens estreitas. Uau! Que caminhada com bastante esforço. Fiquei maravilhada.

Na sede, a loja Manacá da Mantiqueira, um empório com alfajores, doces, perfumes, bolsas, enfim produtos da região. Tudo bonito e bem decorado com o motivo da Páscoa. Dizem que o trem Maria-fumaça está em manutenção. Tomara. Na saída, mais nascentes que brotam do chão. Perto do parque, o chique hotel Toriba, que conforme o guia, é do mesmo dono do parque.

Segundo o folder/mapa do Bambuí, a área que abriga o parque fazia parte da antiga Fazenda Toriba, fundada em 1936 pelo casal Ernesto e Maria Elisa Diedericksen. Com mais de 100 alqueires, era um refúgio de natureza cuidadosamente cultivada, com árvores centenárias, a construção de represas-entre as mais altas do Brasil-e a criação de cavalos árabes. Aberto ao público em 2023. Também oferece de gastronomia o Ybá Bruno Alves Chocolatier e o Boteco Gård.

O guia Leandro nos conta que o Parque da Lagoinha é público, por isso grátis. Diz ser lindo. Aberto de quarta a segunda-feira, das 9 h às 18 h. Outros parques: o Horto Florestal e o da Cerveja.

De lá rumo ao parque Amantikir, também privado e da rota turística Alto Lajeado. Segundo o guia, a cereja do bolo. Valor: R$50, 00 no PIX, dinheiro ou cartão de débito. São 26 jardins inspirados em diferentes países. Os atendentes nos sugerem começar com o Jardim Japonês. No café, um lanche para matar a fome.

De acordo com o informativo/mapa do parque, há setores de jardins divididos em cores: bronze, lilás, laranja, verde, vermelho, amarelo, azul e cinza. Os jardins Japonês e o Chinês estão no setor bronze. O Romântico no setor lilás. A loja de presentes, restaurante e café estão no setor amarelo. Lugar para conhecer.

Casa de madeira na árvore. Jardins mil. Descemos pelo caminho das Três Nascentes e vemos um mirante natural para a serra da Mantiqueira. As nascentes saem das rochas, que natureza pródiga.

O folder nos conta a lenda de Amantikir. Tem sua origem numa tradição oral, segundo o qual uma princesa Tupi se apaixonou pelo Sol e ele por ela, causando a ira da Lua. Enciumada, a Lua se queixou ao deus Tupã, que decidiu erguer uma enorme montanha e prender dentro dela a indiazinha. De tanta tristeza, o Sol sangrou o poente. A Lua arrependida, chorou as constelações ao ver a dor de seu amado. Conforme a lenda, desde então, todos os dias quando o Sol nasce, a princesa chora de saudades, parando apenas quando o Sol se põe. Suas lágrimas formam as nascentes, córregos e rios da serra. Daí Amantikir-“a montanha que chora” (que tornou-se Mantiqueira na pronúncia dos lusitanos).

Saímos cansados, mas encantados, e pedimos ao Leandro nos levar ao banco no bairro central: Abernéssia. Depois, nos deixou no centrinho de Capivari. Antes tiramos fotos no Portal da cidade. Valeu demais o passeio, cada tostão foi bem aproveitado. Confesso a vocês que foi o Bambuí a preencher meu coração de felicidade.

Almoçamos no Esquina do Djalma: truta com legumes e batata souté de novo. Truta, como não aproveitar? O garçom Flávio. Endereço: rua Djalma Forjaz, 149. Dia muito produtivo.

Na pousada La Toscana (rua Eurico Sodré, 270) chegamos na hora do lanche da tarde: bolo de coco e de banana, esplêndido. Molhado com casquinha, tendo característica de pudim. Um sonho. À noite não quisemos enfrentar o frio da noite e nem a subida íngreme do centrinho para a pousada, logo ficamos na pousada mesmo tomando leite quente com canela e achocolatado, e bolo de banana de novo e biscoitos Bauducco (do Carlos). Viva a pousada.

Dia 18 de março de 2026, dia de partida. A Cibele e Daniele na recepção. Almoço no Truta e Cia. no centrinho de Capivari, um self-service muito bom, com pessoas da terra. Repetimos a dose, porque gostamos. Provei o guaraná do sul de Minas, Guaranila, e gostei. Endereço: rua Engenheiro Diogo de Carvalho, 47.

O Ramon, do transfer, nos pegou no carro dele e fomos juntos a um casal de Fortaleza-Ce. Uma animação a viagem de 2 h até o aeroporto de Guarulhos. Papo bom. Retornamos de GOL e tudo deu certo. Agradeço também à Patrícia da CVC-Del Paseo pelo apoio. Fim de uma viagem mágica.

Campos do Jordão para conhecer-Mosteiro de São João e Museu Felícia Leirner-dia 4

Campos do Jordão para conhecer-Mosteiro de São João e Museu Felícia Leirner-dia 4

Hoje é terça-feira, dia 17 de março de 2026. O dia será intenso com vários passeios, estamos com o Leandro, nosso guia, conforme combinado no dia anterior, @leandrocitytour.

Começamos o dia com o café da manhã na pousada La Toscana só pra nós. O Leandro nos pega às 9 h e vai nos contando como é a cidade de Campos do Jordão no seu dia a dia. Há bombeiros, polícia militar e civil, hospital, mas sem UTI, somente em Taubaté, cidade a 55 km de distância. Condomínios por lei só de 4 andares. Bistrô/café em estilo francês Sans Souci, cafeteria mineira: Empório Recanto de Minas. Passamos pelo centro da cidade: Abernéssia. Bem ajeitado. Os nativos moram no local. A cidade tem 48 mil habitantes.

O Carlos e eu no Mosteiro de São João-Campos do Jordão-São Paulo-foto tirada pelo guia Leandro

Chegamos ao Mosteiro de São João, de freiras beneditinas. A entrada é uma floresta, tem um lago com carpas coloridas, o lugar transmite paz. A natureza é bem cuidada, com jardins, árvores, tranquilidade. Gruta Nossa Senhora de Lourdes com a sua imagem. Igreja com acústica diferenciada. As freiras estavam rezando com os cânticos: Preces Orações. Cantos gregorianos são ouvidos de manhã e de tarde. Santa Escolástica e são Benedito na parede.

A estrutura do mosteiro é de tijolo à vista e na madeira, possui café, bazar e lojinha com produtos da terra: castanhas, pães, doces, Geleia das Monjas Beneditinas, além de santinhos, almofadas de santos e muito mais. Está lá escrito: “Ora et labora”. Vale a pena conhecer. É um lugar turístico da cidade.

De lá rumamos ao museu Felícia Leirner. No mesmo espaço também se encontra o auditório Claudio Santoro, onde ocorre a apresentação principal do famoso Festival de Inverno todo ano em julho. Concertos de música clássica e também de outros espetáculos e eventos. Outra atração que se vê do local é o Mirante do Baú.

Vamos subindo a serra e conhecendo a Vila Santo Antônio, uma comunidade. O guia nos explica que é seguro cruzar. Acrescenta que “ninguém mexe com ninguém”. Viajar no Brasil requer saber sobre segurança. Ele comenta a respeito da casa de Paulo Maluf, ex-político. Palácio Boa Vista, do governador, com heliporto. Monumento de visitação pública (parte dele é um museu). Alto da Boa Vista. Com condomínios na área. Em Campos do Jordão, tudo que é alto, é nobre: Alto Capivari, Alto da Vila Inglesa, Alto da Boa Vista.

Chegamos. De graça para professores. Um espaço aberto gigantesco com árvores e esculturas. As araucárias dão o toque de beleza. O Leandro ficou nos esperando e nos deixando à vontade. No Centro de Pesquisa e Referência, com biblioteca e obras de escultura, há totens explicativos sobre a artista Felícia Leirner, sua história e a de algumas obras. Confesso que não a conhecia, que pessoa fenomenal. Vemos a obra “Cabeça de Alfredo Landau”, de bronze. As esculturas expostas ao ar livre estão no que era o quintal da casa dela. Viajar é aprender muito.

Ali se situa o auditório Claudio Santoro e um café literário. “Claudio” sem acento mesmo. No auditório se escuta Johann Sebastian Bach, um dos meus preferidos compositores clássicos. Falando um pouco sobre quem foi Claudio Santoro. De acordo com o folder, nasceu em Manaus em 1919, tendo sido um dos mais inquietos e polivalentes músicos do nosso tempo. Recebeu inúmeras premiações e condecorações, foi regente convidado das mais importantes orquestras do Brasil e do mundo. Após sua morte, o governo de São Paulo mudou o nome do auditório Campos do Jordão para Claudio Santoro.

Um pouco sobre este auditório tão impactante. Considerado majestoso, de acordo com o mesmo informativo, foi inaugurado em 1979. Tem capacidade para receber até 820 espectadores, sendo 814 assentos e 6 espaços para cadeirantes. Sua arquitetura moderna mistura elementos rústicos com grandes paredes de vidro que valorizam a luz natural e a paisagem do entorno, sem deixar de cuidar do conforto do público. No palco há fosso para orquestra. Nos bastidores, amplos camarins, salas de ensaio e áreas técnicas. Ou seja, é um auditório moderno que também pensa em acessibilidade para necessidades específicas.

Um pouco sobre o festival de inverno. Segundo o site www.festivalcamposdojordao.org.br, o festival terá mais de 80 apresentações gratuitas. Ocorre este ano de 2026 de 4 de julho a 2 de agosto. A abertura acontece no parque Capivari com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e montagem de “A Flauta Mágica”, de Mozart, no auditório Claudio Santoro.

Saímos do auditório e fomos ao espaço aberto. Estávamos com um mapa/folder. Há três tipos de trajeto: o verde (fácil de locomoção/438 m), o amarelo (intermediário/813 m) e o vermelho (difícil/278 m), uma vez que há subidas e descidas íngremes, e trechos com obstáculos e escadas. A gente caminha muito, tem que ter joelho bom. Por conta do tempo, queríamos ter uma boa ideia, mas não fizemos o percurso completo. Ainda muito a passear pelos afamados parques de Campos do Jordão.

Obras e obras de Felícia Leirner. Divididas por fases: Figurativa, A Caminho da Abstração, Orgânica e Recortes na paisagem. É imperdível. Esculturas de bronze, cimento branco armado com ferro, granito e gesso. Achei tudo um trabalho a ser admirado. Na fase Orgânica/“Um caminho no meio da floresta”, nos deparamos com as obras Habitáculo II, de 1966/67. Parecem casas de gesso. Habitáculo V. Lembra a Casapueblo, em Punta Ballena, Piriápolis, Uruguai. Do artista Carlos Páez Vilaró. Como explicar? A sensação de algo que vemos e nos remete no momento a um local conhecido. Tenho muito esses insights em viagens.

A última fase Recortes na Paisagem. De 1980/82, arte semiótica, tem a obra Composição, em cima do monte e O Pássaro, de 1970. Gostei de O Anjo, da fase Orgânica, de 1969, e de O Segredo, da mesma fase, de 1969. Na fase figurativa, “Mulher Reclinada” e Moça Sentada II, esculturas de bronze, de 1950/1955. Em suma, fiquei maravilhada.

Ufa! Requer esforço subir o morro no sol, nas sombras, o clima é bem mais agradável. Não posso deixar de dizer quem foi Felícia Leirner. Nasceu em Varsóvia, na Polônia em 1904, veio para o Brasil em 1927. O informe nos conta que adotou o país como sua pátria. A paixão por animais e pela natureza era uma característica marcante da personalidade e da obra da artista. Em 1962, mudou-se para Campos do Jordão para viver junto à natureza. Conquistou diversos prêmios nacionais e internacionais ao longo de sua vida. A partir de 1979, quando o museu foi inaugurado, ainda aumentou sua coleção que pode ser vista atualmente. Faleceu em 1996, aos 92 anos de idade.

A área onde estão o museu e o auditório é um importante remanescente da Mata Atlântica. Apresenta uma rica diversidade biológica. São pelo menos 110 espécies de plantas, algumas árvores medem 25 m de altura, 92 espécies de aves e 10 espécies de mamíferos.

São administrados pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari).

O folder completa que o museu Felícia Leirner tem ao todo 88 esculturas, sendo 44 produzidas em bronze, 41 em cimento branco, 2 em granito e 1 em gesso. É uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e tornou-se uma das maiores atrações culturais de Campos do Jordão.

Prosseguiremos em breve com o Mirante do Baú e mais lugares para conhecer.

Campos do Jordão para conhecer-centrinho de Capivari-dia 3

Campos do Jordão para conhecer-centrinho de Capivari-dia 3

Hoje é dia 16 de março de 2026, dia para passear por perto. Vamos ao centrinho de Capivari, bairro mais turístico de Campos do Jordão. Mas primeiro: café da manhã na pousada La Toscana. Ótimo, por sinal. Tapioca a escolher já pronta, três tipos de queijo (o de Minas, obrigatório!). Bolo de limão. Arroz doce com coco (delícia!), gelatinas, frutas saborosas e tudo o mais. Como não engordar, me digam?

Na recepção com a Cibele, combinei um tour com o guia Leandro para o dia seguinte. Pacote completo por R$350,00 o casal. Na varanda do hotel, comedouros com pedaços de mamão para os passarinhos e periquitos. Natureza da serra da Mantiqueira abundante: araucárias, pinheiros e plátanos, árvores vicejantes.

Dia de passeio pelo calçadão, vendo lojas incríveis de malharias e chocolates. Galeria São Benedito. Shopping Center Capivari. Loja de meias criativas Calze Luca, fabricação própria na Galeria Via Campos, vendedora Maria Alice, povo simpático o da terra.

Chope Cristal (tradicional) no Baden Baden. Choperia desde 1985. Endereço: rua Djalma Forjaz, 93. No Boulevar Genève. Matei a vontade, afinal é ponto turístico da cidade. O calçadão foi ampliado de uns 8 anos para cá, segundo nos disseram. Ficou muito atraente. Restaurantes mil, um point. Menos movimento de turistas, baixa estação, e um dia de semana, clima quente e nublado. Tivemos sorte, porque nos dias anteriores havia chovido muito, a Maria Alice nos contou. Aspen Mall, com mais lojas de chocolates e malharias. Que loucura!

Almoço de truta da Mantiqueira, oba! Amo! Com legumes, batata souté e suco de morango (fruta da terra) no restaurante Esquina do Djalma. Garçom: Demison. Endereço: rua Djalma Forjaz, 149. Interessante ver no cardápio: sobremesa de pudim no copo americano, sorvete de leite Ninho com pipoca caramelizada, e sanduíche cookie com sorvete de leite Ninho. No quiosque em frente, chope de vinho, chope escuro e cerveja pilsen. Estamos no calçadão principal do centro de Capivari. Nos restaurantes só música brasileira do meu gosto. Como não ficar feliz?

Campos do Jordão tem clima frio seco, muito aconselhável para as vias respiratórias. Estamos a 1640 m de altitude. O mesmo clima seco de Quixadá-Ceará, mas bem mais quente. No momento: 21º C. Bem agradável.

Rua de restaurantes e shopping alpino na madeira: Shopping Cadij Plaza. Estilo suíço na avenida Macedo Soares, 340. O restaurante Cantinho Suíço se situa no shopping. Avenida bela e chique. Hotel Europa ali perto. Os motoqueiros são doidos aqui também. Já os carros param para pedestres. Há bancos de madeiras nas ruas e muitas árvores decoradas com vasos de flores. Foto do Asterix no La Gália Restaurante. Shopping Relógio. Loja Pijamas da Montanha. Empório & Espetaria Borges.

Voltamos ao Boulevard Genève. Dentro, um banco de madeira retorcido original. Empório e restaurante Matterhorn. Doce de leite, paçocão e pé de moleque de amendoim. Encontramos produtos de diferentes países e o guaraná Jesus, de cor rosa, do Maranhão (no nordeste do Brasil). Bacana isso.

Para jantar, no Pastelão do Maluf. Enorme! Endereço: av. Macedo Soares. E tem pastel do Maluf 1,2,3,4; pastel Geraldo Alckmin, pastel do Governador João Dória 1, 2; pastel Cid Moreira 1, 2, 3. E muito mais. Uma graça! Escolhemos o Geraldo Alckmin para levar. Nomes de personalidades conhecidas no Brasil. Detalhe: de cartão, só aceitam débito. Valor: R$52,00, dá para duas pessoas. Na parede, fotos de famosos visitantes do estabelecimento, são cantores, atores, jogadores de futebol, políticos etc.

Foi produtiva a caminhada no centrinho, demos boas voltas. A pé retornamos à pousada a fim de se deliciar com o pastelão. Realmente, não curtimos a noite da cidade nos restaurantes ou no calçadão. Queríamos descansar e aproveitar bem o dia.

Continuaremos com bons passeios.

Campos do Jordão para conhecer-Centro de Memória Ferroviária e teleférico-dia 2

Campos do Jordão para conhecer-Centro de Memória Ferroviária e teleférico-dia 2

Hoje é dia 15 de março de 2026. Fizemos o passeio de trenzinho turístico e agora estamos no parque Capivari, onde há uma roda gigante, um lago com pedalinhos e o Centro de Memória Ferroviária. É um museu com a exposição do bonde que ia até o Portal de entrada da cidade. Vemos o relógio de ponto e o famoso trenzinho que ia até outras cidades. Está parado desde 2017 e, segundo nos disseram no museu, vai à leilão para uma futura concessão.

Vemos fotos de trens e muito da história ferroviária da cidade e arredores. A construção do sanatório em Campos do Jordão foi em 1900, sugestão do médico Clemente Ferreira que exerceu importante papel no controle da tuberculose em São Paulo e pensou em uma estrada de ferro para ligar a estação de cura a um ponto no Vale do Paraíba. Havia muito a imprensa difundia a ótima qualidade do clima e as belezas naturais da região da serra da Mantiqueira, igualando-a às das melhores estações de descanso e cura europeias.

Telefones da época expostos. Emílio Ribas, patrono da saúde do estado de São Paulo. Acompanhado de Victor Godinho, fundou a Estrada de Ferro Campos do Jordão, inaugurada em 15 de novembro de 1914.

Maquetes do trem e bonde, informes sobre a história e personagens importantes relativos à cidade e sua ferrovia, fotos. Em um painel está escrito: “Estações, paradas e estribos”. São as estações: Pindamonhangaba (sede), Expedicionária, Piracuama, Eugênio Lèfevre, Abernéssia e Emílio Ribas, com muitas paradas. Primeiro carro de passageiro de 1917, ferramentas e peças da Estrada de Ferro Campos do Jordão que funcionou de 1914 a 2014. Vale a visita.

Saímos do museu e nos dirigimos à estação ferroviária que está fechada por tempo indeterminado, na espera pelo trem que virá. Fotos de Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho. Dá para entrar, embora não tenha nada. Tudo é bonito nos arredores.

Estamos no parque Capivari, um lugar repleto de entretenimento. Espaço Aventura com arvorismo e escalada. Agora, teleférico rumo ao Morro dos Macacos (de 2022). Compramos os bilhetes nas máquinas, existem ajudantes. De R$49,50 em diante. Subimos e na parte alta, música com DJ e lojas de pedras, quiosques de chocolate, sidra e vinho quentes. Pastelão do Maluf, chope Baden Baden. Mais, crepes e churros, e Gold Cooper (fondue e gelato). Copo com pedaços de morango, sorvete de maracujá, chocolate brownie e creme. Tentação total. Uau! e com calda de chocolate. Haja caminhada depois… Fiquei cheia. O mirante dá para ver toda a cidade e ainda conhecemos um casal de Fortaleza: a Rosa e o marido português. Também turistas encantados como nós. O mundo é pequeno. A estação é TOP, como se diz, muito agradável de se estar. Muita gente se divertindo, batendo papo, ouvindo música. Uma delícia. Depois de tanto deslumbre, descemos de volta no parque Capivari e encontramos um trailer estilizado São Benedito. Compramos um misto quente para o nosso jantar. De pão bola e recheio de queijo e presunto, sem ser prensado. Para mim, novidade. Gostei de um quiosque original Vinho Até Você com espumantes, vinhos, bebidas, muito convidativo.

Retornamos à pousada La Toscana a pé. O bom de Capivari é ser tudo perto. Vemos prédios baixos, lindos com varandas em madeira. E casas amplas, com muros verdes ou daqueles que dá para admirar as residências das pessoas, ruas arborizadas de plátanos. Folhas nas calçadas. Recordei-me de Puerto Varas na Patagônia chilena. Campos do Jordão, uma formosura de cidade.

Passamos pelo prédio conhecido como Vila Holandesa, uma maravilha. Com moinho de vento para os viajantes maravilhados tirarem fotos. Imagine morar em um lugar desses? Paraíso. Na esquina da rua Dr. Plínio Barbosa com rua Eurico Sodré. Caminho da nossa pousada. Fizemos uma ótima escolha de localização. Chegamos à La Toscana às 16h45 direto para o chá da tarde: bolo de aipim (macaxeira) e de maçã sem açúcar, e café com leite. Bom demais.

Um pouco de história sempre nos ensina muito. A Wikipédia nos conta que Mateus da Costa Pinto adquiriu parte das terras do brigadeiro Jordão e se transfere de Pindamonhangaba (SP) para Campos do Jordão, onde em 29 de abril de 1874 deu início a inúmeras construções, fundando o primeiro povoado. Em 1891, o dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho comprou todas as terras de Mateus Pinto e instalou-se na vila de São Mateus, que em sua homenagem foi chamada de Vila Jaguaribe. Já em 29 de outubro de 1915, iniciou-se a construção da Vila Abernéssia onde estavam localizados os sanatórios dos doentes de pulmão. Em 1920 foi iniciada a construção da Vila Emílio Ribas. A emancipação da cidade ocorreu em 19 de junho de 1934. A partir da década de 1950, o avanço da medicina fez com que a tuberculose deixasse de ser uma doença tão perigosa e com isso, a cidade passou a desenvolver o turismo.

Um detalhe sobre o clima em março: à noite esfria, de dia se estiver ensolarado esquenta.

Continuaremos em breve.

Campos do Jordão para conhecer-passeio de trenzinho-dia 2

Campos do Jordão para conhecer-passeio de trenzinho turístico-dia 2

Hoje é dia 15 de março de 2026. Estamos na pousada La Toscana em Campos do Jordão. O café da manhã é delicioso. Frutas diversas, pães: de cebola, caseiro, de cenoura, de mandioquinha, mini- francês, de calabresa, mais: arroz-doce, geleias, gelatinas, bolos e tortas: de maçã, aipim (macaxeira), limão, palmito e pão de queijo, tapioca, ovos mexidos, salsicha ao molho, ufa! Que fartura! Um verdadeiro café colonial. A torta de limão suave, cremosa. A de palmito, se desmancha na boca. Um espetáculo.

Serra da Mantiqueira, natureza pródiga. Na varanda da pousada, um visual lindo e bucólico repleto de passarinhos. Estamos no quarto Chianti na pousada ao lado do Malbec. Para quem ama vinhos, como não ficar impressionada?

Campos do Jordão, lugar de gente bonita. Vamos passear? A pé para pegar o trenzinho. R$40 reais no PIX ou dinheiro, interessante não aceitarem cartão de crédito ou débito. E detalhe: não tem banco nem caixa 24 h em Capivari, só no centro da cidade. O trenzinho saí às 12 h. Antes de entrar no trenzinho (com pneus) decorado, fomos nos informar ali perto sobre o teleférico Morro do Elefante e trenó na montanha. Pagamos meia entrada: R$60,00.

Rota do Trenzinho, ou seja, bairros ou lugares por onde passaremos. São: Vila Simonsen, Ducha de Prata (Vila Inglesa), Alto da Vila Inglesa, Vista Vale dos Sonhos, Vista do Savoy e Fábrica Matriz Spinassi.

Percebi estar na moda para as mulheres shorts de couro preto e meia preta. Trenzinho lotado. Nos arredores, muitas lojas de malharias incríveis e vendas de chocolate. Bourbon Chocolates. Uma loja de chocolates Spinassi chama a atenção pelo layout da loja. Estamos no baixo Capivari.

Começa o percurso. O guia é um comediante. A buzina somos nós, pede uma salva de palmas para ele, esse Jaime é uma graça. Passamos pela loja mais conhecida do Pastelão do Maluf na avenida Macedo Soares. Detalhe: o político Maluf não é o dono do estabelecimento e o pastel é gigante, tem 32 cm. Tem foto do Maluf nas lojas, era frequentador. Sobre o Paulo Maluf, a Wikipédia esclarece que nasceu em 1931, foi governador do estado de São Paulo duas vezes, além de ter tido outros cargos, como deputado federal.

Restaurante Krokodilo, tradicional e temático com entrada e saída com boca de jacaré. Trata-se de um rodízio de carne, queijo, chocolate. De novo no dinheiro ou PIX. Casa do Papai Noel no estacionamento do hotel Terraza. Endereço: rua Senador Roberto Simonsen, 1665.

Chegamos à cachoeira Ducha de Prata. O primeiro ponto turístico. Segundo o guia engraçado, a cachoeira casamenteira e afrodisíaca. Se jogar uma moeda, sai de lá casado (a), para separar… basta empurrar o companheiro. É um piadista mesmo. A gente se diverte. Descemos. Cachoeira pequena com uma estrutura de madeira contornando o córrego. Bem organizada com muitas opções de compras e lembrancinhas ao redor. Cafés, crepes e muito mais. No mercadinho Empório de Campos, queijadinhas, geleias, doce de cidra ralada (novidade!), compota de laranja em calda, biscoitos de polvilho. Maravilha. Estamos na avenida Mariana Baumant. Mais: Pastel Mantiqueira, Chalezinho do Açaí. Não entramos no espaço A Selva, passeio de floresta, com tirolesa. Ali perto, Boulevard Ducha de Prata, centro de compras, endereço: rua Senador Roberto Simonsen, 2485.

Voltamos ao trenzinho. O guia nos conta mais. Era cidade de cura para tratar a tuberculose. Pacientes vinham do mundo todo. Os ingleses moravam aqui. A cachoeira era conhecida como ducha milagrosa. As moedas jogadas eram de cor de prata e refletiam, por isso o nome. O Jaime fala na mansão do Edir Macedo lá no alto. Chama-se Alfa e Ômega, o início e o fim. A mais luxuosa da cidade. No Portal Uai, ficamos sabendo mais informações. A mansão tem 18 suítes com banheiros de hidromassagem, cinema, quadra de squash, elevador panorâmico e um jardim inspirado no Monte das Oliveiras de Jerusalém. São 4 andares. Construída com 600 m² de mármore Botticino importado da Itália, além de materiais folheados a ouro e tintas com pigmentação dourada especial. São 12 mil m² o terreno e a área construída de 3900 a 4000 m². Edir Macedo é dono da TV Record e da Igreja Universal. A mansão está legalmente registrada em nome da igreja, garantindo benefícios fiscais, como não pagar o IPTU, e uso estratégico para a instituição religiosa.

O centro comercial, bancos, farmácias, supermercados estão no bairro Vila Abernéssia. Ou seja, o centro comercial e administrativo.

No Alto Capivari, a Vista Vale dos Sonhos com hotéis chiques, como o Mont Blanc, abandonado por mau gerenciamento. Uma lástima, porque está em ruínas. Na época dos europeus pela cidade, ficaram com medo de neve e construíram casas estilo chalés e castelos. Mas não neva. O ar é seco, não chove no inverno. Chega a fazer abaixo de zero: -4º C, -5º C, -9º C e nada de neve.

Parada. Na fábrica de chocolates Spinassi, degustação de licores, geleias, vinho de pêssego, morango e amora, queijo da serra da Mantiqueira parecido com o da serra da Estrela em Portugal. Excelente o local, na entrada ganhamos chocolate. Amei. A marca Spinassi é local. E forte. A loja é uma tentação, queria ter comprado muito.

As árvores plantadas no meio das calçadas são plátanos da Argentina em homenagem aos bordos, isto é, maple trees do Canadá. A folha dá sorte/fortuna, de acordo com o guia engraçado. A árvore é símbolo do frio de Campos do Jordão. As calçadas ficam repletas de folhas. Linda paisagem.

O aniversário da cidade é dia 29 de abril, foi fundada em 1874, por Mateus da Costa Pinto. As terras com altitude (montanhas) foram chamadas de “Os Campos do Jordão” (apelido das terras). Hoje se diz somente “Campos do Jordão”. Pertencia a Minas Gerais, passou para São Paulo. Por isso o sotaque dos habitantes antigos está mais para mineiro, mais arrastado. Atualmente, é misturado, como dizem.

Passamos pelo Dreams House Park. O site https://dreamshousepark.com.br nos informa que há o Dreamland Museu de Cera, com mais de 90 réplicas realistas de astros de cinema e da música; o Miniland, parque com miniaturas detalhadas de cidades, estações, praias; a Casa do Terror, são 12 cenários tematizados para maximizar a tensão; e o Vale dos Dinossauros, uma trilha jurássica repleta de feras gigantes. É caro por pessoa, uns R$160 reais. Por outro lado, dá para aproveitar muito.

Acaba o passeio, valeu a pena. O guia pede dinheiro para a caixinha, como de praxe. Mereceu. A gente se divertiu. Fomos almoçar perto. Descobrimos um restaurante simples, com comida a quilo, Truta e Cia. Endereço: Engenheiro Diogo José de Carvalho, 47-loja 4. Pelo valor, boa opção e comida de qualidade. Gostei do ambiente, frequentado por moradores.

Um pouco de história da região para finalizar. A Wikipédia nos conta que os primeiros habitantes conhecidos foram os índios pertencentes a várias etnias: puris, caetés, guarulhos e cataguás. A partir do século XVI, a região começou a ser percorrida por desbravadores de origem portuguesa, como Martim Corrêa de Sá, Gaspar Vaz da Cunha e Inácio Caetano Vieira de Carvalho. A família deste último vendeu suas terras na região para Manuel Rodrigues Jordão, cujo sobrenome veio a conferir à região seu nome atual. As terras de Jordão foram loteadas e vendidas na segunda metade do séc. XIX.

Em 20 de setembro de 1790, Inácio Caetano Vieira de Carvalho chegou, ao alto da serra da Mantiqueira, na fazenda Bonsucesso. Desde então, passou a ser hostilizado pelo vizinho João Costa Manso por problemas com os limites da fazenda. Essa briga iniciou uma luta aberta entre paulistas e mineiros que só terminou em 1823, quando morreram os dois. Os Vieira de Carvalho venderam a fazenda Bonsucesso ao brigadeiro Jordão que mudou o nome da fazenda para Natal, mas ficou conhecida como os Campos do Jordão.

Continuaremos em breve.

Campos do Jordão para conhecer-chegada

Campos do Jordão para conhecer-chegada

Hoje é sábado, dia 14 de março de 2026, vamos o Carlos e eu para mais uma nova aventura. Não posso dizer que conhecia Campos do Jordão, estivemos lá em um bate e volta da capital paulista, agora será com mais calma. Compramos um pacote de 5 dias pela CVC (shopping Del Paseo-com Luciana Nogueira) em Fortaleza, Ceará.

O voo da GOL Fortaleza-Guarulhos (São Paulo) às 4 h da madrugada. Serviram uns biscoitos ótimos, refrigerantes, água e café. Chegamos umas 8 h, tráfego intenso de aviões em Guarulhos, então se espera para aterrissar, mais demora para sair do avião lotado. Na esteira 215, nada das malas por uma hora, que aflição e haja reclamação. Só despachamos a mala pequena para termos mais espaço para a mochila. Nos arrependemos, isso nunca havia acontecido. Ainda bem que a Sílvia do receptivo da CVC era muito paciente. A Gol pediu desculpas pelo inconveniente, felizmente, outras pessoas que estavam lá também iam para Campos do Jordão. Pegamos a van com uns 15 viajantes. Nós sem café da manhã, estaremos na cidade pelo almoço. São 2 h de viagem.

A uns 66 km de Guarulhos, chegamos a Guararema e paramos em um lugar gigante com muitas opções de comidas self-service de café da manhã, lojas e tudo o mais. Graal Market na Rodovia Presidente Dutra (sentido Rio-SP). Caro, mas imperdível. Estilo daquele que conhecemos na Itália entre Florença e Veneza.

Chegamos a Campos do Jordão pelo Portal. 10 min para fotos. O povo estava mais disposto do que eu, com certeza. Cada grupo ficou em um hotel diferente, nós fomos os últimos. Nos hospedamos na pousada La Toscana, escolhida pela gente. Endereço: Rua Francisco Romeiro, 270. Estávamos um bagaço. A atendente Cibele ótima. Estamos no bairro Alto Capivari. Estava calor, vai esfriando à tardinha. Como era hora do almoço, descemos poucas quadras e já estávamos na rua principal. Sempre no primeiro dia, a fome fala mais alto, então fomos ao primeiro restaurante bem localizado. Restaurante Romã, av. Doutor Antônio Nicola Padula, esquina com rua Marcondes Machado, loja 28, Capivari. Menu: filé de frango grelhado (R$43,99) com suco de amora. De lá nós olhando o trenzinho turístico e adiante a roda gigante e o teleférico. Passeios promissores.

Continuamos a conhecer o centro de Capivari. Lojas de fabricação própria de chocolates, roupas de lã, queijadinhas, muito a ver. E eu já triste por não poder comprar malharia, uma vez que a mala era pequena. Decididamente, não sou minimalista. Vamos caminhando e escutando música de bom gosto nos restaurantes e em som baixo: rock nacional. Já gostando. Pessoas receptivas. Isso conquista. Paróquia São Benedito na praça do Capivari (ou São Benedito), endereço: av. Macedo Soares, 55 com a rua Isola Orsi. Na praça, movimento, ovo gigante e ônibus decorado para a Páscoa. Feirinha ao lado da igreja com lindezas. Galeria Vila Capivari. Incrível a quantidade de lojas e galerias. Restaurantes bem movimentados: muita comida alemã, povo dançando e cantando, calçadão fantástico. Que point! A cervejaria artesanal Baden Baden sempre cheia de gente. Boulevard Genève. Segundo a Tripadvisor, uma viela com lojinhas de roupas, chocolate, adega e mercearia que começa na lateral da Baden Baden cujo destaque é a arquitetura suíça. Campos do Jordão, que delícia!

Encantada com a gentileza das pessoas. Retornamos à pousada por uma subida sofrível, o atalho é uma escadaria íngreme. Pra variar, nos perdemos, mas sempre encontramos anjos para nos ajudar. Da próxima vez, iremos pelo caminho usual. Eram quase 17 h, mas ainda deu tempo para o oferecimento do hotel. Das 15 h às 17 h café da tarde no La Toscana com três tipos de bolo, sanduíches, café. Que demais!

O povo fuma, isso sempre nos incomoda. Ficamos na pousada e não descemos mais, exaustos. Recebi da pousada, dicas de passeios descontos em restaurantes, horários e informações. Considerei o tratamento profissional.

Um pouco mais sobre a cidade. A Wikipédia destaca que se localiza na serra da Mantiqueira, no interior do estado de São Paulo, com uma altitude de 1628 m, o município mais alto do Brasil. Fica a 183 km da capital paulista. Faz parte da região metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, sub-região 2 de Taubaté. A partir da década de 1950, passou a se consolidar como um dos principais destinos de inverno do país. É considerada estância climática pelo governo paulista. Chamada de “Suíça Brasileira” devido a sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima mais frio que a média brasileira, além de seus parques e paisagens de montanha. Recebe turistas nacionais e internacionais sobretudo na estação invernal, em julho.

Prosseguiremos com mais novidades sobre Campos do Jordão. Cidade cativante e acolhedora.

Bela Itália-Nápoles e Roma-dia 8-fim de viagem

Bela Itália-Nápoles e Roma-dia 8-fim de viagem

Hoje é dia 8 de outubro de 2025. Chegamos de Pompeia e vamos a Nápoles. Distância: 213 km. Finalizando a viagem de onde partimos para Capri. Segundo o folder da Europamundo, uma das cidade mais fascinantes e antigas do país, e continuamente habitadas da Europa. A cidade velha é uma das maiores do continente e foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO.

A guia Sabrina, como sempre, nos dá informações relevantes. Ela nos sugere comer a pizza napolitana. Fala no bairro Espanhol, autêntico, surgido no séc. XVI durante o domínio espanhol. Construído para abrigar guarnições militares espanholas, mas rapidamente se torna popular, incluindo atividades de prostituição e contrabando (fonte: https://italianismo.com.br). Para compras, a loja Napolimania (Via Toledo, 312). O ex-jogador de futebol Diego Maradona é amado pela população. Tem até santuário, um mural, no bairro, na Via Emanuele de Deo.

A origem da pizza marguerita tem a ver com a rainha Margherita de Saboia. Segundo o Google.com, a pizza nasceu na cidade no ano de 1889, pelas mãos do famoso pizzaiolo Raffaele Esposito, da histórica Antica Pizzeria Brandi. Ele criou uma receita especial em homenagem à visita da rainha, com as cores da bandeira italiana: branca (muçarela de búfala), vermelho (molho de tomate), e verde (folha de manjericão), aí batizaram a pizza com o seu nome.

Nápoles é rica em lendas e tradições. A guia nos conta sobre o munaciello, ou no dialeto local, “pequeno monge”. De acordo com o Google.com, uma das figuras mais emblemáticas do folclore napolitano. Descrito como um homem de baixa estatura, vestido em um hábito monástico com capuz e sapatos com fivelas de prata. Esse espírito pode trazer tanto grande sorte quanto azar. Acredita-se que a lenda nasceu nas entranhas da cidade. Origem histórica: nos subterrâneos de Nápoles, havia trabalhadores que conheciam perfeitamente seus aquedutos e túneis. Circulavam livremente pelas adegas e porões, muitas vezes deixando presentes (ou roubando pertences) para alterar a sorte dos moradores.

Há também a tradição da bruxa Befana. A Wikipédia menciona que é uma figura lendária do folclore italiano. Descrita como a “bruxa boa” ou simpática velhinha, ela voa em uma vassoura na noite de 5 para 6 de janeiro (Dia de Reis/Epifania) para deixar doces e pequenos presentes nas meias das crianças bem-comportadas e pedaços de carvão para as malcriadas. A Sabrina fala em outra tradição: duas semanas antes do dia 2 de novembro, Dia dos Mortos, os napolitanos limpam a casa e a decoram com flores. Fazem piquenique em frente às tumbas. O luto é sentido como dor. Escutamos no ônibus as músicas de Pino Daniele, estimado pela nossa guia.

Nápoles tem muralhas e cidade subterrânea. No centro, há fila na Via de Santics Francesco. O site https://post-italy.com nos conta que é para entrar no Museo e Capella Sansevero, local que conserva uma das esculturas mais famosas de Nápoles: o Cristo Velato, ou Cristo morto, em português. A obra realizada em mármore por Giuseppe Sanmartino impressiona pelo seu realismo e qualidade técnica. O corpo da estátua de Cristo é recoberto por um sudário esculpido em um único bloco de mármore. Ao observá-la, temos a sensação de que o véu não é feito de rocha metamórfica, mas de um tecido fluido que envolve perfeitamente as formas do corpo.

Novamente no centro, perto da Galleria Umberto I, se localiza a Rua dos Presépios”, de artesãos, no bairro de São Gregório Armênio. Tradição de pai para filho. O site www.brasilnaitalia.net chama a atenção que se trata de uma via pitoresca, um verdadeiro tesouro de arte, tradição e história. Na Via dei Tribunali. Um pouco de história: originalmente, ali existia um templo dedicado à deusa Ceres, onde os habitantes locais ofereciam estatuetas de terracota como votos. No séc. X, um mosteiro foi construído sobre o antigo templo romano, abrigando as relíquias de são Gregório da Armênia. A partir daí, a produção de presépios ganhou ainda mais relevância, impulsionada pelas encomendas de famílias nobres que desejavam a cena do nascimento de Cristo em suas residências.

“O napolitano fica seco, mas não morre”, comenta nossa guia. Sempre foram machucados por todos os lados. Porém, eis uma cidade onde deixam as pessoas viver. Quem mora na rua, não quer sair de lá. São ajudadas. A Sabrina demostra todo seu amor pela cidade natal. O estado fica com quase metade do salário, pago em impostos. Se ganha pouco, muitos são informais. O trânsito é meio caótico.

Castelo Novo logo na saída do porto. A Wikipédia nos informa que foi fundado em 1282, com estilo gótico e proprietário: Carlos I da Sicília. O Palácio Real, de 1600, um dos quatro palácios que serviram de residência aos reis de Nápoles e Sicília durante o reinado das Duas Sicílias. Localizado `a Piazza del Plebiscito, 1.

Às 12h30 na Trattoria Medina (Via Medina, 43), local marcado para o almoço. Andamos até a Via Toledo, estamos no bairro Espanhol. O Carlos e eu retornamos por conta da quantidade de gente e fomos para o restaurante, almoçar logo. O grupo estava como queria, solto e livre. Pedimos a pizza marguerita, uma tônica e depois um limoncello, nosso licor preferido. A pizza é grande, para nós brasileiros, e os garçons não gostam que dividamos. Logo, comemos toda cada um. Bem diferente comer pizza no almoço, mas não tinha muita opção, a não ser pasta. Detalhe: não tinha café no lugar, pode? Outra cultura.

Os motoqueiros na Itália são intempestivos. Não vi sinais de trânsito, mas quando os pedestres passam, eles param. Pelo menos isso.

O grupo foi chegando para o almoço. Coperto é uma taxa fixa cobrada em muitos restaurantes, em especial, em áreas turísticas, já a gorjeta é opcional, se o atendimento for bem-feito, vale. Depois da pizza deliciosa, fomos à Galleria Umberto I, belíssima, em mármore, parecida com a Vittorio Emanuele, de Milão. Situada na Via San Carlo, eis uma galeria comercial pública, construída entre 1887 e 1890, conforme a Wikipédia. O nome é em homenagem ao rei da Itália à época. De cair o queixo de tanta formosura, o piso, teto, lojas, magnífica. Encontramos com o casal de primos, professores universitários, Leonardo Danziato e Octávia, fiquei maravilhada, já que a gente nunca se encontra em Fortaleza-Ceará. Ele fazendo estudos avançados em Paris. O mundo é pequeno mesmo. Nos deram a dica de Ravello. Fica para a próxima.

Castelo San Martino em cima. Fechado aos domingos. No local de encontro do grupo (em um dos estacionamentos perto do porto), eu e o Carlos ficamos meio perdidos, mas aí o apito da Sabrina nos achou. Nós, turistas, temos momentos de confusão mental. Obrigada, nossa guia fabulosa. Arriverdeci, Napoli. Adentramos o ônibus em direção a Roma.

O monte Vesúvio à direita, lá se anda a cavalo e se faz trekking. À esquerda, o monte Somma que faz parte do Parque Nacional do Vesúvio. 3 horas para Roma com parada técnica perto do monte Cassino. Estamos na região do Lazio ou Lácio. Gostei do local amplo com banheiros decentes e vendas de muitas opções de lembrancinhas, licores, casacos, chaveiros, camisetas etc.

Vemos de longe o monte Cassino, emocionante, quando penso na II Guerra Mundial. A Wikipédia destaca que é uma colina rochosa a cerca de 130 km a sudeste de Roma, no Vale Latino. 520 m de altitude. Mais conhecido por sua abadia, a primeira casa da Ordem Beneditina, tendo sido fundada pelo próprio Bento de Núrsia, por volta de 529. Algumas vezes foi saqueada na sua história, sofreu terremoto, foi dissolvida em 1866 pelo governo italiano. O edifício tornou-se monumento nacional com os monges como guardiões de seus tesouros. Em 1944, durante a II Guerra Mundial, foi o local da Batalha de Monte Cassino e o edifício foi destruído pelo bombardeio dos Aliados. Foi reconstruído após a guerra. Em 2015, a comunidade monástica era composta por 13 monges. É o segundo mosteiro beneditino mais antigo do país (fonte: www.wikiital.com). Um pouco sobre são Bento. Nasceu por volta de 480, de família nobre. Dedicou-se à oração e meditação, e é padroeiro da Europa.

Chegamos a Roma! Passamos pelo Coliseu Quadrado ou Palácio da Civilização do Trabalho. Ícone da arquitetura fascista, projetado em 1937 para sediar a Mostra della Cività Romana durante a Feira Mundial de 1942 (que não ocorreu). Está no distrito conhecido como Espozicione Universale Roma ou “EUR”. O Palazzo dello Sport, construído para os Jogos Olímpicos de 1960. O bairro EUR, da época do fascismo de Benito Mussolini, abriga muitos ministérios, museus e importantes instituições, tornando-se um espaço residencial e comercial vibrante (fonte: http://www.bing.com).

Piazzale Pier Luigi Nervi, praça. Cúpula da Basílica de São Pedro e Paulo. Em www.romaperegrina.com, descobrimos que a basílica foi projetada pelo arquiteto Arnaldo Franchini com a ajuda de Marcello Piacentini. Elaborada no formato de cruz grega, se caracteriza pelo uso de cimento armado e por ter a segunda maior cúpula da cidade. Trata-se de uma construção moderna. O diâmetro da cúpula é de 31 m e sua altura chega até 71 metros.

Largo Mustafa Kemal Ataturk. Vemos prédios baixos, avarandados, com cara de habitáveis no caminho para o hotel. Pessoas vêm aos domingos para barezinhos, terraços etc. Lugar para relaxar, bucólico. Outra Roma, longe da confusão do centro.

Detalhes de trânsito: o romano dirige mal, briga no trânsito. Já os napolitanos dirigem feitos loucos, não seguem regras, mas são amáveis. Puxamos a quem mesmo?

Vamos nos hospedar no enorme Ergife Palace Hotel, endereço: Via Aurelia, 619, o mesmo da chegada no início da excursão. Bairro: Aurelio. Bucólico. A 10 minutos da estação de metrô Cornelia e perto do Vaticano. Algo inusitado ocorre no local: o quarto 3606, por exemplo, a gente raciocina que seria no 3º andar, não é mesmo? Pois não é, é no 6º, o segundo número indica o andar. Só confunde o turista cansado. Outra cultura.

Enfim, viagem pra ficar na história da minha vida. Ufa! Muita cultura, aprendizado, conhecimentos, culinária. E viva a Itália, terra dos meus antepassados. Voltaremos, isso é uma certeza. Fim da excursão.