Jornada no Rio Grande do Norte – São José e São Miguel do Gostoso

Jornada no Rio Grande do Norte- São José e São Miguel do Gostoso

Dia 15 de outubro de 2021. Estamos o Carlos e eu na Rota do Gostoso, na praia de São José. O café da manhã na pousada Enseada dos Mares foi substancial, porém observei não respeitarem os protocolos da COVID (a não exigência de máscaras e o café ser servido como buffet e não em separado). A refeição tem o que sempre se encontra no Nordeste, de diferente: batata doce, banana frita, suco de mangaba (que saudades!) e bolos caseiros com calda de chocolate, tentação. Aprovado! Ainda mais em um local com um visual tão arrebatador do mar.

Tomamos banho nas piscinas naturais da praia de São José em frente à pousada, praticamente só tinha a gente, uns meninos e um pescador lá adiante. Pedras na praia, coqueiros mil e a pousada. Belo o lugar. Achei parecido com o coqueiral de Icapuí no Ceará.

Para o almoço, rumamos a São Miguel do Gostoso. Na praia do Cardeiro, na região central, há dois cantinhos famosos: o Sheik´s e o Bar do Tico (o dono Dedé). O mar é bem afastado. A garçonete Nininha do Bar do Tico nos atendeu e pedimos lagosta grelhada, macaxeira frita, salada, arroz e farofa. Fazia tempo que não apreciávamos uma lagosta, tudo delicioso regado a uma cervejinha para espantar o calor. Os dois restaurantes são uma espécie de oásis na praia. O calor é imenso.

Um passeio de carro pela cidade, as casas coloridas chamam a atenção. Lembrei muito de Pontal de Maceió no Ceará.

À tarde, passeio a Tourinhos, 8 km de chão batido (de terra vermelha ou carrossal ou costela de boi), saindo de São Miguel. Para ir, se vai de jipe ou bugre. Vamos conhecer a praia e o afamado pôr do sol. Passamos pela praia do Reduto e depois Tourinhos. Vimos um assentamento popular e dois empreendimentos de casas a serem construídas.

Em Reduto, há venda de labirinto com casas, lojinhas, igreja. Em Tourinhos, existem barracas de praia com movimento intenso, são elas: a do Luiz Pescador, do Carlinhos, da Dedé etc. O pôr do sol é imperdível, vale a pena. O mar em forma de enseada é calmo. Surfistas, famílias, turistas fazem a festa nas barracas, na praia e sobre a falésia. O ambiente é de paz. Amei o “point”. Interessante dizer que os arrecifes são impregnados de crustáceos. Não se pode tocar, porque cortam.

À noite, em São Miguel do Gostoso novamente. Descemos no centro em frente ao Mango´s (creperia e sanduicheria). Pedimos De los Roques (crepe estilo Marguerita) com suco de maracujá e abacaxi com hortelã. Na avenida principal “dos Arrecifes”, o burburinho é grande. Os restaurantes, cafés, creperias são estilosos, com luzes, cores, bem decorados. O ritmo da cidade é interiorano, ou seja, mais lento. Ninguém tem pressa. Para finalizar o dia, paramos no Bodega Café e lá veio mais um salgado e uma torta de limão caseira. A proprietária Virna é instrutora de windsurfe, veio de Santa Catarina e é um bom papo.

Saímos de lá e descobrimos uma rua fantástica: a rua da Xêpa, que deságua na pracinha e na praia do mesmo nome na área do centro. São vários restaurantes, um mais magnífico do que o outro, doceria, sorveteria, lojinhas, churrascaria, pizzarias, drinkerias, enfim, um evento. Gente bonita, interessante. Enfim, o local é vibrante. Lembrei-me de ruas assim pelos cantos do mundo: a Broadway, em Canoa Quebrada no Ceará; a Rue des Bouches, em Bruxelas na Bélgica; a Rue de Saint Jacques, em Paris na França; e por aí vai. Delirei!

Para completar, encontrei uma caixa (um box) com livros para a população, onde estava escrito: “Ler é Bom”, Casa dos Livros. Já estava apaixonada por São Miguel, aí fiquei mais ainda. E a lixeira é em forma de coco com canudo, ufa, delírio total.

Prosseguiremos com mais de São Miguel ou Gostoso, como alguns nativos dizem.

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