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Diários do Canadá: Quebec 7

Diários do Canadá: Quebec 7

 

Hoje é domingo, dia 22 de outubro de 2017. Decidimos visitar o Museu do Forte no centro da Velha Quebec. Só tínhamos nós e a apresentação foi em inglês, então pro Carlos ficou incompleto o entendimento, mas como era interativo, deu para captar algo. Estamos em um auditório com bancos e lá embaixo há uma maquete da geografia de Quebec. A apresentação estilo show com luzes mostrando as batalhas entre franceses e ingleses pela posse da Nova França com fatos históricos e datas encanta. Valeu os 8.50 CAD (dólares canadenses).

 

Após sair do museu, descemos as escadas ali perto e fomos ao charmoso bairro Petit Champlain. Ma-ra-vi-lho-so!  É composto de pequenas ruelas, muitas lojas de tudo, algumas lindamente decoradas para o Halloween, galerias de arte, restaurantes variados, enfim um ambiente gostoso de se estar. O dia ensolarado ajudou. Algumas das primeiras casas da antiga colônia francesa, construídas centenas de anos atrás, ainda estão de pé.

 

Almoçamos no GIGI um combo: sopa de verduras, sanduíche de frango e queijo e café por 11.95 além das taxas. Como já disse antes, para almoçar não há muita criatividade, tudo se resume a pão. Porém, foi muito bom ver a família trabalhando unida.

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Barquinhos decorativos no Porto de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado

De lá continuamos a nossa caminhada e chegamos à beira do rio São Lourenço, à Promenade Samuel de Champlain onde passamos pelo Terminal de Passageiros de Cruzeiros.  Trata-se de um calçadão bem cuidado e enorme. Quebec é um primor.

 

Descobrimos logo depois o Mercado do Velho Porto com muito a oferecer em termos de frutas, queijos, cervejas, chocolates, dentre outras iguarias. Há quiosque de tudo de mirtilo (blueberry): da geleia ao suco, outro de cramberry, uau! Amei! Muitas frutas da estação: maçã, uva e morango. Nunca comi tanta maçã como nesta viagem. A atmosfera do lugar delicia o nosso paladar e olfato. Vimos gente da terra e turistas fazendo as compras da semana.  O Carlos comprou umas frutas pensando serem uvas, mas não eram, deveriam ser algumas frutas selvagens (berries). Saímos com o nosso jantar: quiche de cogumelos, suco de laranja e as berries. Foi um domingo aprazível.

 

Tenho uma para contar para vocês. Na viagem de ônibus de Montreal para Quebec, esqueci a minha almofada de gel, companheira de jornadas longas, no ônibus. Fui lembrar um dia depois. Aí começou minha peregrinação para encontrá-la. Até a sra. Shirley, atendente simpática e prestativa do hotel Maison du General, entrou na história. Resumo da ópera: ela ligou para a Gare du Palais várias vezes, nós fomos a pé lá, falamos com a moça da empresa e ela contou ao gerente e nada. Alguém ficou “de lembrança”. A sra. Shirley me disse que isso já acontecera com ela e que eu não tivesse esperança. Logo, a empresa Orléans não ganharia prêmio de honestidade. O incômodo maior foi perceber a falta de disposição da moça da Gare para achar. Para “não chorar o leite derramado”, assim que cheguei a Fortaleza comprei outra. Aconselho a almofada de gel.

Continuarei em breve…

Diários do Canadá: Quebec 6

Diário do Canadá: Quebec 6

Continuamos dentro do ônibus turístico double-decker passeando pela encantadora Quebec. Estamos em 21 de outubro de 2017. Passamos agora pelo Museu das Belas Artes, o mais antigo da cidade no parque dos Campos de Batalha. Trata-se de um ícone arquitetônico com tipos diferentes de vidro: transparentes, translúcidos e opacos. Mudam de cor de acordo com a luz natural. O Pavilhão Pierre Lassonde e as 33 mil obras do museu valem a visita.

Vamos à excitante avenida Cartier. Eu amei! Tem de tudo: cafés, mercearias, pubs, restaurantes, em suma, uma festa. Estávamos no ônibus, mas depois voltamos para conhecê-la melhor. Ainda estivemos nas regiões do Quartier Montcalm e Quartier das Artes.

Quebec vai de -20º C no inverno (dezembro a fevereiro aproximadamente) a 30º C no verão (junho a setembro). A neve alcança 380 cm no auge do clima invernal. Digno de nota mencionar que o clima não é mais o mesmo. Faz calor no outono e por aí vai. A mudança climática maior ocorre no outono e na primavera.

O sistema de saúde é público e pago pelas taxas (o ICMS deles). São dois planos de seguro hospitalar e de saúde pagos pelo estado. Em Quebec a partir de 1997 há um plano de seguro de medicamento para toda a população.

Na educação o francês é utilizado na Província de Quebec, diferentemente dos outros estados. São quatro níveis: pré-escola, primária, colegial e nível universitário.

O fundador de Quebec em 1608: Samuel de Champlain precisou de um protestante Pierre Dumont para ajudá-lo financeiramente no desenvolvimento da Nova França. Em 2007 ele ficou conhecido oficialmente como co-fundador.

O hockey é o esporte de inverno do país. O primeiro clube fechado no mundo para a sua prática foi criado em Quebec em 1852.

A Place d´ Youville é uma praça pública que até 1931 funcionava como mercado público, no inverno vira pista de patinação ao som de música e no verão recebe concertos no Palais (Palácio) Montcalm.

A ponte Saint-Jean, um dos locais turísticos mais renomados de Quebec, foi construída na Segunda Guerra Mundial e oferece um grande cenário da rua popular Saint Jean. É bem frequentada por habitantes e turistas devido a ser uma rua viva e alegre com bares, restaurantes, cafés transados e lojas.

O passeio no ônibus dá direito a um desconto de 15% no almoço no restaurante italiano Portofino na Velha Quebec. O fetuccine Alfredo valeu. Não aproveitamos o almoço naquele dia, fomos depois e aceitaram, por conta do comprovante.

Mais informações: o porto de Quebec, um dos mais antigos do mundo, é do séc. XIX; a ilha de Orléans aumenta o seu tamanho populacional no verão, por causa dos turistas e empregados sazonais; a 8 km do centro de Quebec se encontra um campo de esqui e para caminhadas; o teatro de Quebec possui sinfônica e concertos de artistas renomados; o parque Joana D´Arc com seus jardins britânicos tem olmos de mais de 100 anos; na Citadela (guarnição militar do 22º Regimento Real) a língua utilizada é a francesa, mas as leis são britânicas, devido a esse regimento que perpetua a tradição, a cidade é dita militar;  o hotel Clarendon é o mais antigo da cidade ainda em funcionamento; antigamente as carruagens chegavam até o fim das casas na Velha Quebec; e finalmente na rua St. Louis as casas históricas foram construídas em 400 anos.

Ufa! Enfim, o passeio no ônibus acabou. Aprendi muito, por isso tive dicas mil para contar. Descemos na praça em frente à Agência de Turismo e fomos conhecer mais as lojas do centro histórico. A loja Roots com seus jeans, camisetas etc é marca famosa no Canadá e a loja do Papai Noel é um delírio, embora os preços sejam caros. Existem variadas lojas de lembrancinhas de viagem na Velha Quebec, são de endoidar. Felizmente, encontramos preços convidativos.

Na hora da fome à tardinha, resolvemos fazer um lanche de novo no Baguette & Chocolat (36 Cote de La Fabrique), porque gostamos, mas qual não foi a nossa surpresa, quando depois de demorar com o nosso atendimento, ainda pediram que saíssemos e fôssemos comer ao relento em uma mesa e cadeiras do outro lado da rua. Nem eram 18 h e só havia nós e umas senhoras lá. Como eram parentes do dono, não foram expulsas como nós. Ficamos passados! Eu disse ao atendente que isso nunca aconteceria no Brasil. Ele pediu desculpas e disse ser ordem do patrão (nem estava lá). Sinceramente, perderam bons fregueses. Atravessamos a rua e ficamos em um frio daqueles, quase 6º C. Nunca nos alimentamos tão rápido…

São as memórias das viagens que nos divertem agora, mas na hora. Urgh! Continuarei em breve…

Diários do Canadá: Quebec 5

Diários do Canadá: Quebec 5

Estamos no dia 21 de outubro de 2017 e continuamos dentro do ônibus turístico no city tour pela adorável Quebec. Iniciamos a jornada de hoje pelo rio São Lourenço. Antigamente o rio congelava no inverno, agora usam quebra-gelo. É importante para a economia do país. No carnaval ocorrem corridas de barcos entre Quebec e Lévis (cidade do outro lado do rio). Outro detalhe: por ser estreito é considerado um rio perigoso para manobrar, logo os práticos é que direcionam os navios que chegam. O dia está agradável com seus 12º C hoje. Nada melhor para um passeio.

A Muralha de Quebec foi construída pelos franceses na tentativa de impedir o avanço do exército britânico-canadense, a muralha resistiu, mas a cidade não. Trata-se da única cidade cercada por uma muralha autêntica na América do Norte. A sua fundação começou pela Cidade Baixa.

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Estação de ônibus e trem Gare du Palais em Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado

Interessante dizer que o cobre dos telhados com o tempo fica verde. Vimos isso na Gare du Palais (estação de ônibus e trem) e em outros prédios. Por sinal, a estação foi inspirada em castelos franceses. Os diferentes telhados contam a história da cidade. Os de latão estilo canadense são usados em construções religiosas. Antes utilizavam madeira e metal, atualmente latão, alumínio, chapas galvanizadas e cobres.

Que cidade fabulosa, limpa, romântica e aconchegante! Se pedir informações na rua, os transeuntes ajudam com boa vontade.

Segundo o audioguia, uma quantidade enorme de lagos com represas hidrelétricas produtoras de energia não poluente existem na região. Parte dessa energia é exportada para os Estados Unidos.

Maravilha encontrar um lugar no qual o índice de criminalidade é baixo e não há tantos congestionamentos. Isso é qualidade de vida. Cidade com espaços verdes e avenidas largas. Se eu morasse no Canadá, escolheria Quebec, sem dúvida.

A neve provoca desabamentos de telhados, então há escadas por fora dos prédios a fim de facilitar a sua remoção. No séc. XVIII incêndios eram comuns na cidade, depois mudaram e enrijeceram as leis para evitar isso.

O prédio mais alto da Velha Quebec tem 18 andares e se chama Honoré Mercier (foi um ministro do séc. XIX).

No Centro de Convenções da cidade, vem gente do mundo todo, logo é considerado fundamental para a economia. O governo de Quebec é o principal empregador da cidade. Saúde, educação, turismo, pesquisas em medicina e alta tecnologia são as principais fontes de renda.

Em 1763 a Nova França passou a ser controlada pelos ingleses. A Independência do Canadá garantiu os direitos linguísticos de Quebec em 1867. Ver in loco uma sociedade bilíngue é excitante. Tudo vem em duas línguas, da sinalização aos remédios.

A bandeira azul canadense de 1948 tem uma cruz branca a qual representa o papel da religião na sociedade francófona.

Pegamos uma manifestação de famílias contra o câncer pelo caminho. Achei bonito ver tanta gente envolvida pela saúde.

Ao lado do hotel Concorde existem casas em estilo vitoriano. Foram as primeiras construídas longe das calçadas com janelas salientes. Em relação a esse hotel, há um restaurante giratório no alto. Mencionando estilos arquitetônicos, o edifício do Parlamento tem estilo renascentista.

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Vista do Governor´s Promenade mostrando o rio São Lourenço lá embaixo-Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado

Impossível estar em Quebec e não ouvir falar nas Planícies de Abraão. É um parque verde gigante. Lá tem o Governor´s Promenade (uma longa passarela de madeira ligando as Planícies de Abraão ao Terraço Dufferin ao lado do Château Frontenac), construído em 1959/60. O nome do parque é em homenagem a Abraham Martin (1589-1664). No final do séc. XIX já havia clube de golfe naquela localidade com 14 buracos. Soldados, políticos e comerciantes jogavam. Há o Museu das Planícies de Abraão situado em um castelo medieval e guarda o arsenal de Quebec o qual pertence ao Departamento de Defesa. As planícies significam muito para os 409 anos da história da cidade, pois também são conhecidas como Parque dos Campos de Batalha. A cidade foi fundada em 3 de julho de 1608. Foi naquela paragem que os franceses liderados pelo Gal. Montcalm perderam para os britânicos cujo líder foi Gal. Wolfe no dia 13 de setembro em 1659. Na batalha em Battlefields Park, faleceram os dois generais e houve 600 mortos e feridos. O parque também foi aeroporto. Charles Lindembergh pousou ali para salvar um amigo que estava hospitalizado. Foi recebido com honraria no hotel Château Frontenac.

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O famoso hotel Château Frontenac na Velha Quebec-foto tirada por Carlos Alencar

Continuaremos em breve…

 

 

Diários do Canadá: Quebec 4

Diários do Canadá: Quebec 4

Estamos no dia 21 de outubro de 2017. Hoje vamos passear pelo ônibus turístico doubledecker por Quebec o qual pegamos na praça em frente à Agência de Turismo bem pertinho do hotel mais fotografado do mundo: Château Frontenac. Já havíamos pago o combo no dia anterior: interior e double-decker.

Incrível que em todo lugar turístico tem um montão de mapas, folders etc até no ônibus turístico. A quantidade de asiáticos e americanos da terceira idade, principalmente, impressiona. Aqui se veem bem menos muçulmanos.

Comecemos a nossa jornada do dia. Passamos pela Catedral de Notre Dame de Quebec; pela Prefeitura; vimos a Ponte Saint Jean (uma das entradas); o hospital francófono mais antigo da América do Norte; o prédio histórico da estação de ônibus e trem Gare du Palais, onde o chafariz em frente representa a força da maré; e a Cidade Baixa com murais pintados por artistas no Bulevar São Roque.

Sempre aprendemos muito com os guias desses ônibus, neste há, felizmente, o audioguide, o que significa que podemos escutar em português. Alta tecnologia e videogames são áreas novas que trouxeram muito desenvolvimento para a região. Em Quebec tudo é escrito em francês, mas as pessoas falam inglês. 95% são falantes nativos de francês. Gostaria de dizer que o francês deles é diferente do da França, segundo me disseram professores da língua (bem que isso é natural).

A igreja de São Roque foi construída durante a Primeira Guerra Mundial. Diz a lenda que um cachorro trouxe comida para o santo quando estava doente, logo os cães recebem a bênção anualmente em junho. As lojas dessa área perderam muito para os shopping centers. Por isso, os comerciantes resolveram agir para salvar o entorno, daí surgiu um programa de revitalização de 300 milhões de dólares canadenses. Muitos jovens se mudaram para lá.

O Vale do rio São Carlos tem a extensão 32 km, oferece água potável a Quebec. Os primeiros colonos lá chegados a chamaram de Rio da Santa Cruz.

A grande Quebec tem 750 mil habitantes e o estado dito província tem oito milhões. O inverno não afeta a qualidade de vida dos habitantes.  Considerada uma das áreas mais seguras do Canadá, apresenta à população um ambiente saudável, com boa qualidade de ar e muitos espaços verdes.

Jacques Cartier, o descobridor do Canadá em 1535, pensava ter chegado às Índias, por isso chamou de índios os locais. Muitas trocas comerciais eram feitas entre franceses e indígenas. Muitos companheiros de Cartier morreram de escorbuto (falta de vitamina C) e por conta do inverno rigoroso. A colonização em si somente ocorreu 30 anos depois, quando o Rei Sol (Luís XIV) mandou para a Nova França 800 mulheres de 15 a 30 anos para casar. Eram pobres ou órfãs e receberam dotes para compras de terra. Ficaram para a história como “as filhas do Rei”.

Foi Samuel Champlain que em 1608 fundou a cidade de Quebec, mais especificamente, na Place Royale (Praça Real).  É reconhecida como o berço da civilização francesa na América do Norte. Atualmente a região recebe mais de quatro milhões de turistas de mais de 75 países diferentes. Nós encontramos poucos brasileiros.

Um dos museus mais populares de Quebec é o da Civilização – Ciências Humanas e Sociais, com exposições interativas. A Velha Quebec foi nomeada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade (World Heritage Site) em 1985.

A Grã-Bretanha se voltou à colônia americana ao precisar de madeira para a construção de navios e casas, uma vez que à época de Napoleão havia um embargo.

O transatlântico Norwegian Jade estava no porto. Dali se deslocam milhares de turistas estrangeiros para passeios rápidos pela cidade. Chama atenção a quantidade. Quebec é um destino popular de cruzeiros vindos dos Estados Unidos (Boston e Nova York) e Europa.

Onde hoje é a rua Champlain, antigamente para aquele sítio vieram muitos irlandeses, por causa da fome ocorrida naquele país na primeira metade do séc. XIX. Uma quantidade enorme deles pereceu na viagem de navio e outros no período de quarentena no próprio Canadá.

Continuaremos em breve…

 

 

 

 

Diários do Canadá: Quebec 3

Diários do Canadá: Quebec 3

Estamos em 20 de outubro de 2017 e continuamos no ônibus viajando pelos arredores de Quebec. Da Ilha de Orléans vamos à cidadezinha de St. Anne de Beaupré. Trata-se de uma das atrações do Canadá relacionadas à fé. 30 anos atrás também estive lá a conhecer a Basílica de St. Anne de Beaupré. Seus campanários gêmeos são dos anos 1920 e ali próximo há toda uma infraestrutura para receber os visitantes: hotéis, lojas de conveniência e o Auberge de la Basilique, isto é, um albergue parecido com uma capela e que tem um restaurante self-service. Desde meados dos anos 1600, a então vila tem sido um importante local cristão de peregrinação, principalmente, em fim de julho, quando milhares de pessoas ocupam todos os espaços abertos.

A Basílica de St. Anne de Beaupré é grandiosa, cabem oito mil pessoas dentro. O impressionante conjunto de ladrilhos, os vitrais e os deslumbrantes mosaicos do teto contam a vida de Santa Ana. Suas portas são de cobre trabalhado, uma verdadeira relíquia. Ela é a padroeira dos marinheiros, diga-se de passagem. Interessante mencionar que a basílica lembra a nossa Catedral de Fortaleza-Ceará. Depois fomos à loja da mesma forma monumental. Turistas ficam delirando com tanta fartura de medalhas, santos, rosários etc.

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Porta de cobre trabalhado da Basílica de St. Anne de Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado

Deixamos de visitar o Cyclorama of Jerusalem ali perto no qual expõe uma pintura de 110 m de Jerusalém no dia da crucificação de Cristo. Paga para entrar.

O interior de Quebec é lindo! Só casas de madeira na sua maioria. A cidade é adorável, como todas as outras que vi. Limpa, colorida, alegre, dá gosto estar naquela paragem. Os primeiros colonizadores chegaram pelos idos de 1600. As casas mais antigas são mostradas pelo guia/motorista. Isso me fez recordar do nosso passeio na linda cidade de Pomerode em Santa Catarina em maio desde ano, logicamente, com estilos de casas bem diferentes.

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Padaria Chez Marie em St-Anne-de-Beaupré-Província de Quebec-foto tirada por Mônica D. Furtado

De lá fomos a uma padaria chamada Chez Marie e por 1.75 CAD degustamos um pão com a tão canadense manteiga de maple (plátano em português). O mel é suave e a manteiga é deliciosa.

Voltamos à tardinha e já era hora do jantar. Sempre ao entardecer esfria e à noite no outono desce para 0º C, logo para fugir do frio intenso, tratamos de procurar um local para comer a fim de retornar ao hotel. Encontramos no centro da Velha Quebec o Baguette & Chocolat, situado à rua Cote de La Fabrique, 36. Estava apetitosa a salada de cuscuz marroquino com empanadas argentinas.

Continuaremos em breve…

 

 

Diários do Canadá: Quebec 2

Diários do Canadá: Quebec 2

Hoje é dia 20 de outubro de 2017. Decidimos fazer um passeio pelos arredores de Quebec em dois lugares que já havia visitado no passado: a queda d´água Montmorency Falls e a cidadezinha de St. Anne de Beaupré.

Fomos a pé (tudo dentro da muralha é perto) ao Centro de Informações da Velha Quebec e compramos um combo: Country Tour e Hop on-Hop off, ou seja, um passeio pelo interior e o ônibus turístico double-decker por Quebec no dia seguinte.

O ônibus que nos buscou na praça em frente ao Centro de Informações chegou 20 minutos atrasado, pois já vinha de fora da muralha da Velha Quebec com muitos turistas a bordo, pra variar, americanos da terceira idade. O motorista passou de hotel em hotel antes. Para quem estava gripada, ficar ao relento não foi fácil…

Nesse passeio, o motorista é também guia e dá muitas explicações ao longo do percurso, por exemplo: 25% dos habitantes de Quebec trabalham para o governo e em 1893 já se produzia eletricidade na região.

Chegamos ao Montmorency Falls, é vizinho de Quebec. Hoje tem uma estrutura digna de turismo internacional, com passarela, teleférico e centro de apoio com café, loja, banheiros etc. Mudou bastante em comparação há 30 anos, era bem mais rústico. O guia nos deu uma hora no local, logo nos aproximamos da queda d´água espetacular, mais alta que o Niagara, tiramos muitas fotos e, por fim, tomamos o tradicional espresso no centro de apoio. Não pegamos o teleférico, nem subimos as escadas na rocha, porque seria muito corrido.

Próximo de Montmorency Falls se encontra a ilha de Orléans, basta atravessar uma ponte sobre o rio São Lourenço. Bucólica, com a sua atmosfera rural do séc. XIX enfeitiça! Realmente dá vontade de virar ilhéu e fazer como os moradores: tornar-se fazendeiro, criar gado e cultivar morangos, batatas e maçãs. Aliás, a ilha foi descoberta por Jacques Cartier em 1535. Não tem sistema de abastecimento de água; somente se estuda o ensino fundamental e tem 7.000 habitantes. A neve se acumula em março. As casas de madeira avarandadas são alegres, vivas, de cores diferentes e espaçadas umas das outras. Amei! Naquela paragem existe uma fábrica de chocolate muito movimentada. Infelizmente, estava lotada e não pude me deliciar. Aproveitei, então, para mais fotos de casas, minha paixão.

As árvores com suas cores de outono dão um brilho especial ao lugar. Parece que ficam mais belas na ilha. Entre as casas há florestas e florestas, uma maravilha. Também existem casas de pedras e de tijolo aparente. De lá vemos as Montanhas Apalaches. 65% da produção do “maple” (o mel tirado da árvore maple tree, ou seja, plátano) do país vêm da ilha.

O Canadá é o oitavo produtor mundial de cobre (o Chile é o primeiro), por isso não poderiam deixar de nos levar a uma loja/fábrica/museu bem interessante. Chama-se Albert Gilles Museum em homenagem ao fundador já falecido. A fábrica está há 90 anos com a família e é muito bonito vê-las trabalhando, apresentando o museu e vendendo o seu material. São cinco mulheres da família Gilles e dois homens empregados. As peças de cobre são feitas a mão e a máquina. O instrumento de lapidação ainda é o mesmo do pai, nunca se conseguiu um substituto. Pode-se dizer que no Canadá o que tiver de cobre em igrejas católicas é feito pela família. O museu é fantástico. Valeu ver os pratos coloridos pela mãe da guia (viúva do fundador) e a parte sacra com episódios da vida de Cristo em quadros de cobre. Vendem bijuterias finas de cobre, marcadores de livros, pratos diversos e castiçais. Imperdível!

Continuaremos nossa excursão em breve…

Diários do Canadá: Quebec 1

Diários do Canadá: Quebec 1

Hoje é dia 18 de outubro e partiremos de Montreal de ônibus pela companhia Orléans. Não vimos o Greyhound indo para Quebec. Estamos na estação de ônibus Gare d´Autocars na rua Berry, 1717. Fica perto da rua Sherbrooke e Saint Denis.

Os ônibus são bons com lixinho ao lado do assento e mesinha para bebidas e comidas. No Greyhound não tem a mesinha. Lembrando que a reciclagem de lixo e a limpeza para o canadense é algo costumeiro. Ponto para eles. Detalhe: não podemos nem ver mais sanduíches, mas não tem jeito, é a opção para uma viagem.

 

Chegamos a Quebec às 14 h na estação Gare Du Palais, localizada à Rue de La Gare du Palais, 450, perto da rua Abraham Martin e do Palais de Justice de Quebec.

 

Trinta anos atrás já me apaixonei por esta adorável cidade. Continuo encantada, para mim é a cereja do bolo da nossa viagem. Por outro lado, o Carlos “gamou” em Ottawa, disse que moraria lá.

 

Bem, vamos iniciar nossa aventura “francesa”. Fomos para o hotel de táxi. Foi um achado no Booking.com: La Maison Du General, situado à rua St. Louis, 72 dentro da muralha histórica, na parte antiga da cidade. Foi o hotel mais caro e foi o único a cobrar uma diária com antecipação no cartão de crédito. Nunca fazem isso no Booking.com. Pagamos ainda no Brasil. Achei estranho, mas imaginei que tenha sido porque o local é muito procurado. Outra dica: não oferece café da manhã, mas dá um desconto de 10% para tomarmos no restaurante L´Omelette, quase ao lado. Nunca fomos lá, pois o achamos caro.

 

Estamos na única cidade murada da América do Norte. Quebec é linda em todos os lugares. Na Velha Quebec, então, é deslumbrante com suas casas antigas de pedras onde os habitantes cultivam as cores e as flores. No primeiro dia, fizemos um reconhecimento de área, andamos, tiramos fotos boquiabertos, conhecemos a agradável Prefeitura e o famoso hotel Fairmont Le Château (castelo) Frontenac. Inaugurado em 1893, tem seu nome em homenagem a um importante governador da Nova França. A torre central foi construída em 1924. Sua fama se deve também pelo fato de ter havido duas históricas conferências durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943 e 1944 lá, com as presenças do Presidente americano Franklin Roosevelt, do Primeiro – Ministro inglês Winston Churchill e do Primeiro – Ministro canadense William Lyon Mackenzie King. Na última reunião, o assunto foi a preparação do Dia D. Que emoção ver a foto histórica no Château.

Jantamos sopa de verdura picante (amam pimenta!) e crepe de cogumelo e queijo (mushroom and fromage) no restaurante Petit Château, localizado à rua St. Louis, 5. Realmente pensamos que iríamos nos alimentar muito bem, uma vez que estávamos em um pedacinho da França. Mas não. Nada como a velha Europa e o nosso lindo país para garantir boas refeições regadas a vinho. O Canadá não tem tradição dessa bebida dos deuses.

Quinta-feira, dia 19 de outubro. Como íamos passar uma semana nesta maravilha de cidade, resolvemos aproveitar o tempo com tranquilidade. Caminhamos bastante a fim de conhecer os cantinhos da parte histórica. O Carlos descobriu um mercadinho ali perto do hotel: o Richard. Tenho que dizer que nem todo mundo é tão simpático assim, achei o povo de Toronto e Ottawa mais acessíveis. Mesmo assim, sempre nos deparamos com pessoas incríveis, uma delas foi a sra. Shirley do hotel. Super atenciosa e amigável. Meus agradecimentos a ela. Falando no mercadinho, nos salvou: comprávamos o café da manhã e o jantar lá.

Uma grata surpresa para o almoço foi a churrascaria Le Feu Sacré (O Fogo Sagrado) pertinho do hotel. No cardápio havia comida italiana. O ravióli de queijo com molho de espinafre e presunto Parma, além da salada e de sobremesa: salada de frutas com café valeu cada tostão. Lembrando que pagamos a refeição mais duas taxas (para o governo e prefeitura) e 15% para o garçom. Pagamos 40 CAD com gosto. Aconselho!

 

Fizemos o passeio a pé até a fortaleza “The Citadelle of Quebec”. Fica em cima do penhasco Cap Diamant e é conhecida como a “Gibraltar das Américas”.  O cenário que se descortina no horizonte da cidade e rio São Lourenço é espetacular. O local tem mais de 300 anos de história. Trata-se de uma guarnição militar. Tivemos que ir pela rua St. Louis, subimos e demos a volta para entrar na Cidadela. A visita guiada foi 16 CAD e em inglês ou francês. O grupo era grande, principalmente, de americanos. Vimos o antigo hospital e a prisão. Da mesma forma, o 22º Regimento Real com sua história de participação em guerras. Bonito testemunhar o quanto o canadense prestigia seus heróis de guerra com estátuas e, sobretudo, por falar com orgulho do seu passado. Fascinante a visita ao Museu Real do 22º Regimento ao final do passeio (www.lacitadelle.qc.ca). A guia Maude deu um show. Aliás, Quebec significa na língua indígena algonquin “where the river narrows”, ou seja, “onde o rio se estreita”.

 

Voltamos ao hotel, tomamos sopa em uma lanchonete ao lado, fizemos compras no Richard e fomos dormir. O muffin, aquele bolinho pequeno que lá é grande, é perfeito. O de mirtilo (blueberry), uau!

Ainda tem muito mais…

 

 

 

 

 

Diários do Canadá: Montreal 4

Diários do Canadá: Montreal 4

Hoje é terça 17 de outubro de 2017. Vamos visitar o Museu de Belas Artes, o Fine Arts Museum, na rua Sherbrooke, uma das paradas do ônibus turístico double-decker.

São cinco prédios, o museu é e-nor-me! Preferimos conhecer somente a exposição permanente pelo qual pagamos 15 CAD (dólares canadenses). No teto há projeções de árvores com pássaros cantando. Bem interessante. Pinturas e esculturas não faltam. Para mim, foi um aprendizado, vários desconhecidos se tornaram conhecidos, como o inglês Ernest Crofs (1847-1911); o suíço Ferdinand Hodler (1853-1918); o francês Jean-Joseph Benjamin Constant (1845-1902) etc.

Vale mencionar a escultura do surrealista Salvador Dalí: um tabuleiro de xadrez com dedos, só a torre é a torre. Magnífico! Também digno de nota as esculturas do francês César Baldaccini, dit César (1921-1998), por serem semelhantes ao do nosso cearense Zé Pinto.

Vimos hordas de americanos da terceira idade. A quantidade chama a atenção. Embaixo do museu há arte contemporânea. A galeria de arte canadense nos convida. São nomes importantes: Paul-Émile Borduas (1905-1960), Alfred Pellan (1906-1988), Jean Paul Riopelle (1923-2002), dentre outros. As obras são impactantes, mostram através das cores a força da natureza canadense e dos cenários do interior. O Grupo do Beaver Hall de Montreal é diferente do Grupo dos Sete de Toronto. A arte indígena Inuit é muito valorizada. Considerei o Museu de Belas Artes um passeio e tanto.

Fomos para o hotel almoçar no café Imagination. Gostei do frango supremo (vegetais, frango e quinoa com ervilha) mais salada verde. Tudo era gostoso e tinha opções saudáveis, algo raro.

Entramos no double-decker de novo.  Vamos a mais informações. A praça da rua Peel se chama Dorchester Square e já foi um cemitério. Lá é repleto de esquilos, são tão fofos! Passamos pela Olympique House, ou seja, o prédio QG do Comitê Olímpico Canadense em Montreal, também centro de valorização do esporte, inaugurado em 2015; pela Basílica de St. Patrick, o santo dos irlandeses. 30 % dos habitantes têm descendência irlandesa. Vieram para o país no séc. XIX para se livrarem da grande fome que assolava a Irlanda. Assim como os americanos, os canadenses gostam de pimenta na comida. Vi algumas pessoas limpando o para- brisa dos carros nos semáforos.

São sete milhões de turistas em Montreal anualmente; o gigantesco transatlântico Aida estava no porto. Outono é época de cruzeiros ao longo de Montreal e Quebec. Muitos filmes são gravados na Montreal Antiga, fazendo de conta que é a França. A parte histórica da cidade é mostrada pelas placas de rua vermelhas. O bairro gay fica entre as ruas Amherst e St. Catherine e é conhecido como “Village”. A população de Montreal é de 1.8 milhão de habitantes e na ilha toda é de quatro milhões. Na biblioteca francesa são dois milhões de visitantes por ano. São 68 estações de metrô; e quatro universidades: duas inglesas e duas francesas, responsáveis por muita pesquisa de ponta.

O hotel Ritz Carlton tem 100 anos de existência; a arquitetura da cidade mescla estilo antigo e novo, muitas casas de tijolo a vista ou de pedras. 30% são imigrantes em Montreal, logo há muita variedade de restaurantes com culinárias diferentes. O pedestre é prioridade no trânsito. Atrás do Centro de Informações na rua Peel no centro, há um prédio escrito “Cinema”. Para conhecer a parte subterrânea da cidade: “Underground City”, entra-se nesse prédio, desce-se um andar pela escada rolante e ficamos surpresos com a vida intensa ali.  Com muito frio lá em cima, e embaixo tudo quentinho e com muitas opções. São 500 mil pessoas a circularem todos os dias, umas duas mil lojas e restaurantes, hotéis, teatros e universidades. Um céu! Maravilhoso! Pena ter ficado pouco tempo, pois é um mundo vasto.

Montreal é viva! Aqui encerro os artigos a respeito dessa vibrante cidade. Em breve, Quebec! Lá vamos nós…

 

 

Diários do Canadá: Montreal 3

Diários do Canadá: Montreal 3

foto Carlos interior Notre Dame
Interior da Basílica Notre Dame na Montreal Antiga-foto tirada por Carlos Alencar

Estamos em 16 de outubro de 2017. Continuemos nossa jornada do dia no double-decker, ônibus turístico.

A maior biblioteca francesa da América do Norte (a segunda do mundo) se localiza em Montreal. No ônibus há avisos para termos cuidado com malas abandonadas e ladrões de carteiras, os pickpockets. Há três mil restaurantes em Montreal e é comum aceitarem a bebida trazida de fora sem pagar nada.

Os mais humildes da cidade vivem no Quartier Latin; o Jazz Festival, que acontece anualmente em final de junho, tem 75% dos shows grátis e são três mil músicos. Tem um local na cidade para isso: o Quartier des Spectacles.

O metrô tem quatro linhas, a verde leva para o segundo maior Jardim Botânico do mundo. Há dois esportes nacionais na cidade: hóckei e compras. E como falam nisso… Amam muito o Halloween também, as lojas e cafés são decoradas de acordo; a maior avenida repleta de bandeiras de muitos países é a Sherbrooke – a Quinta Avenida deles, por causa das lojas estilizadas e caras: Hermès, Chanel, Cartier etc. A nossa está lá. O mais caro hotel é o Ritz Carlton. Um museu imperdível é o de Belas Artes, como era segunda estava fechado.

Estamos no ônibus e iniciamos a subida da montanha. Sete línguas são faladas na parte alta da cidade, afinal são muitos os imigrantes de diversas nacionalidades. No caminho vemos casas lindas de pedras: estilo Tudor e a casa normanda mais antiga de 1754. Passamos pelo maior cemitério católico da América do Norte: Notre-Dame-des-Neiges, com um milhão de covas. Lá perto há o Beaver Lake, isto é, o lago Castor, onde os habitantes da cidade se dirigem para andar de pedalinhos no verão e patins de gelo e trenós no inverno.

Chegamos à segunda igreja católica maior do mundo: a Basílica/Oratório St. Joseph. São 283 degraus, é muito alto! Falta um funicular para ajudar na subida. É um centro de peregrinação com albergue. A igreja era menor, foi construída por um monge Irmão André que tinha a fama de curar as pessoas, aí os milagres ocorreram e a basílica foi edificada a fim de receber tantos peregrinos que começaram a chegar. Ali perto tem o maravilhoso Parque Mount Royal, enorme, onde os moradores e turistas se dirigem para andar de bicicleta, fazer piquenique e aproveitar para longas caminhadas. O criador do parque Frederick Law Olmsted é o mesmo designer do Central Park em Nova York. Também paramos no mirante Kondiaronk para fotos. Ali próximo se situa o Chalet du Mont-Royal, propriedade de pedra que abriga concertos de bandas famosas no verão. As montanhas Lawrentians, cerca de Montreal, são as mais antigas do mundo, tem um milhão de anos.

O castor é o animal símbolo do Canadá. 45 anos atrás um rapaz comprou um convento, conservou a fachada (pois há uma lei sobre a preservação das fachadas) e fez um condomínio atrás. Bem interessante isso. O guia falou em dois conventos que viraram condomínios, parecem lugares religiosos vistos de fora. O hospital mais antigo da cidade é de 1685. Os prédios com escadas do lado de fora são comuns em Montreal e Quebec, uma vez que não têm escadas dentro. São antigos e charmosos. Fomos ver policiais montados em seus cavalos só em Montreal. O rio São Lourenço é responsável 20 % da água fresca de Montreal.

Para finalizar, falarei no orgulho que eles têm da Universidade McGill. Eles têm motivo, uma vez que tem entre seus ex-alunos dois primeiros-ministros canadenses e seis prêmios Nobel. Hoje são 30 mil alunos que continuam com a tradição. Demos uma passada por ela e sentimos a energia positiva da estudantada no bairro Place Du Parc.

Pela primeira vez, o guia pediu gorjeta. Disse que iria dividir com o motorista e que era parte do pagamento do ramo turístico. Coisas de Canadá e Estados Unidos.

Estava 6º C, logo acabado o passeio fomos ao supermercado Provigo Le Marché para comprar nosso almoço e jantar e voltar ao hotel. Foi um dia e tanto. Mas ainda iríamos andar pelo centro tão atraente.

Continuarei em breve com o Museu de Belas Artes.

 

 

Diários do Canadá: Montreal 2

Diários do Canadá: Montreal 2

Estamos em 16 de outubro de 2017. Hoje é dia de passeio de ônibus turístico double-decker. O valor é 55 CAD (dólares canadenses) com taxas incluídas. Compramos na Agência de Turismo da rua Peel, perto do Hotel Y. A gente vê muitos esquilos pelas praças, parques e terrenos no país. Faz muito frio hoje, por isso ficamos embaixo no ônibus, não dá pra aguentar lá em cima. Demos a volta completa em duas horas.

Comecemos a aventura do dia.  O guia é bem falante, como todos os outros. Fala em inglês e francês, não há audioguias para outras línguas. Montreal tem quatro basílicas, uma delas é a Catedral Marie-Reine-du-Monde, réplica da Basílica de São Pedro em Roma. O sistema de saúde do Canadá é pago pelas taxas que pagamos em tudo, acho justo para eles. Não é que até sobre isso se fala em um double-decker? 90% dos habitantes de Montreal são católicos.

Vamos a mais aprendizados. Todo guia fala no pub (bar estilo inglês) Sir Winston Churchill na rua Crescent, 1459. Deve ser bem movimentado à noite, pois dá desconto para estudantes. Chinatown no centro é bom para comer. Chegamos à Montreal Antiga. Foram 25 anos usados para construir a parte interna da Basílica de Notre Dame, o qual foi por 50 anos a maior de Montreal. Ainda é a mais bonita. Vimos o Velho Porto; o guia fala até nas 65 mil pessoas/ano que estiveram na emergência do hospital por onde passamos; o lindo Hôtel de Ville, ou seja, a Prefeitura construída entre 1872 e 1878; o Museu Château Ramezay de 1705, a casa do primeiro governador de Montreal Claude Ramezay; a Praça Jacques Cartier, parecida com Montmartre em Paris, na qual pessoas vendem quadros, pinturas e desenhos, além de haver muitos restaurantes; no Canadá usam o Código Napoleônico; a boulevard St-Laurent divide Montreal entre o oeste (inglês) e o leste (francês).

Repetimos de certa forma o que já havíamos feito em “Montreal 1”, mas com outras dicas. A cidade tem 373 anos. Passamos pela atraente rua St. Paul e por um prédio de 1967, construído experimentalmente para a Exposição Universal à beira do rio St. Lawrence, com 374 módulos de concreto. Há 150 famílias morando lá. Vimos as costas do prédio, o que é bem estranho mesmo, mas de frente para o rio é espetacular (consultei na internet). Lugar procurado e caro. O arquiteto foi Moshe Safdie, israelense/canadense que chamou o prédio de Habitat 67.  Faz parte da paisagem. No elegante hotel St. Paul se hospedam os Rolling Stones. No restaurante Brit & Chips, o fish & chips (comida inglesa de peixe a milanês com batatas fritas) sai em conta. O canadense gosta e muito. É o seu lado inglês. Por sinal, trata-se de um prato delicioso, mas não para ser comido sempre, pois o nosso colesterol vai para as alturas…

O prédio da Bolsa de Montreal é todo preto. O Palais de Congrés (Centro de Convenções) é internacional e muito bem utilizado diariamente, por cobrarem mais barato que em outros países e o prédio é colorido e vivo. 70% da população da cidade são bilíngues. Montreal é uma ilha, são 18 pontes fazendo a ligação. Existem 14 outras cidades na ilha. Em 1785 a família Molson criou a primeira cervejaria, já estão na oitava geração.

Em 2005 ocorreu na Prefeitura o primeiro casamento gay em Montreal. O guia sabe disso, porque estava casando pela segunda vez no mesmo dia. Quanto ao clima, não vale a pena ir lá em abril e maio: muita chuva; em setembro: o calor é grande; e em outubro: os dias são mais frios, mas há a troca de cores nas árvores. Só isso já é um espetáculo da natureza.

Continuarei em breve…