Diários do Canadá: Quebec 6

Diário do Canadá: Quebec 6

Continuamos dentro do ônibus turístico double-decker passeando pela encantadora Quebec. Estamos em 21 de outubro de 2017. Passamos agora pelo Museu das Belas Artes, o mais antigo da cidade no parque dos Campos de Batalha. Trata-se de um ícone arquitetônico com tipos diferentes de vidro: transparentes, translúcidos e opacos. Mudam de cor de acordo com a luz natural. O Pavilhão Pierre Lassonde e as 33 mil obras do museu valem a visita.

Vamos à excitante avenida Cartier. Eu amei! Tem de tudo: cafés, mercearias, pubs, restaurantes, em suma, uma festa. Estávamos no ônibus, mas depois voltamos para conhecê-la melhor. Ainda estivemos nas regiões do Quartier Montcalm e Quartier das Artes.

Quebec vai de -20º C no inverno (dezembro a fevereiro aproximadamente) a 30º C no verão (junho a setembro). A neve alcança 380 cm no auge do clima invernal. Digno de nota mencionar que o clima não é mais o mesmo. Faz calor no outono e por aí vai. A mudança climática maior ocorre no outono e na primavera.

O sistema de saúde é público e pago pelas taxas (o ICMS deles). São dois planos de seguro hospitalar e de saúde pagos pelo estado. Em Quebec a partir de 1997 há um plano de seguro de medicamento para toda a população.

Na educação o francês é utilizado na Província de Quebec, diferentemente dos outros estados. São quatro níveis: pré-escola, primária, colegial e nível universitário.

O fundador de Quebec em 1608: Samuel de Champlain precisou de um protestante Pierre Dumont para ajudá-lo financeiramente no desenvolvimento da Nova França. Em 2007 ele ficou conhecido oficialmente como co-fundador.

O hockey é o esporte de inverno do país. O primeiro clube fechado no mundo para a sua prática foi criado em Quebec em 1852.

A Place d´ Youville é uma praça pública que até 1931 funcionava como mercado público, no inverno vira pista de patinação ao som de música e no verão recebe concertos no Palais (Palácio) Montcalm.

A ponte Saint-Jean, um dos locais turísticos mais renomados de Quebec, foi construída na Segunda Guerra Mundial e oferece um grande cenário da rua popular Saint Jean. É bem frequentada por habitantes e turistas devido a ser uma rua viva e alegre com bares, restaurantes, cafés transados e lojas.

O passeio no ônibus dá direito a um desconto de 15% no almoço no restaurante italiano Portofino na Velha Quebec. O fetuccine Alfredo valeu. Não aproveitamos o almoço naquele dia, fomos depois e aceitaram, por conta do comprovante.

Mais informações: o porto de Quebec, um dos mais antigos do mundo, é do séc. XIX; a ilha de Orléans aumenta o seu tamanho populacional no verão, por causa dos turistas e empregados sazonais; a 8 km do centro de Quebec se encontra um campo de esqui e para caminhadas; o teatro de Quebec possui sinfônica e concertos de artistas renomados; o parque Joana D´Arc com seus jardins britânicos tem olmos de mais de 100 anos; na Citadela (guarnição militar do 22º Regimento Real) a língua utilizada é a francesa, mas as leis são britânicas, devido a esse regimento que perpetua a tradição, a cidade é dita militar;  o hotel Clarendon é o mais antigo da cidade ainda em funcionamento; antigamente as carruagens chegavam até o fim das casas na Velha Quebec; e finalmente na rua St. Louis as casas históricas foram construídas em 400 anos.

Ufa! Enfim, o passeio no ônibus acabou. Aprendi muito, por isso tive dicas mil para contar. Descemos na praça em frente à Agência de Turismo e fomos conhecer mais as lojas do centro histórico. A loja Roots com seus jeans, camisetas etc é marca famosa no Canadá e a loja do Papai Noel é um delírio, embora os preços sejam caros. Existem variadas lojas de lembrancinhas de viagem na Velha Quebec, são de endoidar. Felizmente, encontramos preços convidativos.

Na hora da fome à tardinha, resolvemos fazer um lanche de novo no Baguette & Chocolat (36 Cote de La Fabrique), porque gostamos, mas qual não foi a nossa surpresa, quando depois de demorar com o nosso atendimento, ainda pediram que saíssemos e fôssemos comer ao relento em uma mesa e cadeiras do outro lado da rua. Nem eram 18 h e só havia nós e umas senhoras lá. Como eram parentes do dono, não foram expulsas como nós. Ficamos passados! Eu disse ao atendente que isso nunca aconteceria no Brasil. Ele pediu desculpas e disse ser ordem do patrão (nem estava lá). Sinceramente, perderam bons fregueses. Atravessamos a rua e ficamos em um frio daqueles, quase 6º C. Nunca nos alimentamos tão rápido…

São as memórias das viagens que nos divertem agora, mas na hora. Urgh! Continuarei em breve…

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