A Fortaleza como queremos

A Fortaleza como queremos

Sou uma boa observadora do cotidiano. Escrevo para espalhar ideias, talvez chegue a quem muda a nossa realidade. Como cidadã, espero melhorias em Fortaleza-Ceará.

CALÇADAS

Antigamente as calçadas eram bem cuidadas na cidade. Hoje é uma de cada jeito e ninguém é cobrado a torná-las mais seguras, nem a prefeitura nem o cidadão. O pobre do idoso vive caindo e gente mais jovem também. Se colocassem na justiça, a história era outra. Exemplos positivos no Brasil: o bairro Copacabana no Rio de Janeiro e Balneário Camboriú em Santa Catarina, lugares com o maior número de idosos no Brasil. Moram e se socializam com mais facilidade, porque podem sair na rua. Infelizmente, para nós aqui a pessoa tem que caminhar com muito cuidado e olhando para baixo.

MOTOQUEIROS

Os motoqueiros… Indago se em outras cidades eles se sentem tão livres para não respeitarem a lei de trânsito e de civilidade como aqui. Na ainda existente pandemia de 2020, inventaram agora de andar na contramão em avenidas, porque nas calçadas já assim o fazem. Pobre do pedestre. Onde estão os fiscais da AMC (Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania), tão bons em multar quem estaciona na Zona Azul, mas tão ineficientes em coibir tal ato? Só os vejo dentro dos carros da autarquia.

ZONA AZUL

Já escrevi contra a Zona Azul, mas nós cidadãos não podemos fazer nada, então me rebelo. Não uso, simples assim. Fico indignada, pois colocaram as famigeradas placas em ruas onde há hospitais, farmácias, clínicas  etc e dentro de estacionamentos recuados, próprios de farmácias e padarias. Pode?

SOCIALIZAÇÃO

Triste dizer que Fortaleza não é mais convidativa aos moradores se visitarem. Antes se morava em casas, de um bom tempo para cá, Fortaleza se transformou em cidade de edifícios, logo onde estacionar? Falo em carros, porque acaba sendo o transporte mais disponível à noite. Primeiro, os moradores evitam sair a essa hora, por conta de violência e assaltos; segundo durante o dia, não tem onde deixar o carro, devido à Zona Azul e falta de espaços nas ruas. Lógico que estamos em um ano difícil, este de 2020, porém a situação é essa. Pobre dos idosos com a sua solidão.

PREFEITOS DE ANTIGAMENTE

Ressalto o prefeito Vicente Cavalcante Fialho, a quem não conheci, mas que segundo Carlos Alencar, saía para ver as obras na cidade. O Anuário do Ceará 2020-2021 nos conta que sua gestão ocorreu entre 1971 e 1975, tendo sido um “tocador de obras”. Abriu avenidas fundamentais como a Aguanambi e a Leste Oeste, por exemplo. Não era gestor de gabinete. Outro a ser mencionado é Juraci Magalhães, cuja primeira gestão foi de 1990 a 1993, tendo substituído Ciro Gomes, quando ele saiu para ser governador do estado. Era seu vice na prefeitura. Visitava os empreendimentos na cidade (viadutos, terminais, hospitais) a qualquer hora do dia na sua primeira administração, a qual Carlos Alencar considera a melhor. Ainda teve duas outras gestões, sempre checando o que ocorria na cidade. Lúcio Alcântara fez urbanizações e era muito presente em checar as obras. Sua gestão foi de 1979 a 1982. Criou o parque Adahil Barreto, defendeu o meio ambiente e a limpeza urbana da cidade. E existiu o prefeito Antônio Cambraia, a quem eu gostava muito. Gestão: 1993 a 1996. De acordo com o mesmo anuário citado acima, cuidou de obras de infraestrutura, ampliação do sistema de esgoto, fez obras de calçamento e conservação de vias públicas.

Prefeito tem que andar de ônibus, caminhar pelo centro, falar com a população. Checar se as vias estão “limpas”, se os habitantes estão satisfeitos com o “ônibus lotado em plena pandemia”, se são bem atendidos no hospital público. Deveria perguntar às pessoas o quão “felizes” estão com a conclusão das obras serem tão demoradas. Trabalhar com os catadores de lixo que colocam lixo em terrenos abandonados, e com os bares e restaurantes do Meireles que depositam garrafas e sobras de alimentos nas esquinas da rua Antônio Augusto, para exemplificar.

CAMPANHAS

Sou por campanhas contra o descarte de lixo nas praias e na cidade (faltam lixeiras em Fortaleza), pela educação no trânsito, pelo uso da máscara a fim de proteção contra a COVID. Quem for pela Praia de Iracema ou Beira Mar à tardinha, verá um bocado de gente sem elas e não estão preocupados. Até os turistas. Os hotéis e pousadas não falam que é obrigado? Essa obrigação é uma piada, cabe somente à consciência de cada um.

Em suma, algumas críticas e sugestões foram feitas. Não desisto de almejar uma Fortaleza mais agradável, arborizada, civilizada, segura, justa, decente e boa de viver para seus habitantes.

P.S. Este artigo teve como inspiração Carlos Rodrigues Alencar Lima e sua longa trajetória na cidade como educador e diretor de escola pública.

2 comentários em “A Fortaleza como queremos

    1. Querida Josi,
      Salve! Muito bom ver você aqui novamente. Escrevo também sobre o assunto a fim de dar vazão a diversas vozes silenciosas. Quem sabe, chegará em quem toma as decisões municipais? Existe muito a ser feito. Obrigada pelo comentário. Grande abraço.

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