Campos do Jordão para conhecer-Pedra do Baú e Parques Bambuí e Amantikir-dia 4

Campos do Jordão para conhecer-Pedra do Baú e Parques Bambuí e Amantikir-dia 4

Hoje é dia 17 de março de 2026. Continuamos no nosso passeio com o guia Leandro. @leandrocitytour. Já estivemos no Mosteiro de São João e Museu Felícia Leirner. Visitamos as diversas esculturas ao ar livre no museu e na parte de cima do monte, vemos a Pedra do Baú. Localizada em São Bento do Sapucaí, cidade vizinha de Campos do Jordão. É o ponto mais alto da região, a 1950 m, desafio para escaladas, com encostas de rocha que chegam a ter 200 m. Ao seu lado, duas formações rochosas: Bauzinho e Ana Chata. Também vemos dois miradouros de madeira, um com uma árvore frondosa dando sombra. Delícia, pois o calor é grande. Há uma escultura do papagaio-do-peito-roxo, bem colorida e boa para fotos. Trata-se de uma espécie endêmica das Matas de Araucária. Comem pinhões. Muito bonito o visual dos mirantes.

Voltamos ao auditório Claudio Santoro (maestro, compositor e professor, nascido em Manaus em 1919) para tomar um café a fim de aquecer o coração no Café Literário. Lugar pensado para agradar os olhos, com livros, vinhos, bonecas e bichinhos de pelúcia. Gostei do piano de cauda presente.

O passeio até então foi excelente, retornamos ao carro do Leandro para prosseguir nas aventuras. Passamos pelo bairro Santa Cruz. Descemos. Bairro Vila Nova Suíça com casas alpinas. Chegamos ao parque Bambuí. Estamos localizados na rota turística Alto Lajeado. Na descida, um caminho de pedrinhas e barro. Um trem Maria-fumaça em exposição, lago e árvore de gaiolas. A entrada já impacta pela beleza. Na sede, pagamos R$50,00 a meia entrada.

Adentramos o parque privado. Árvores com seus nomes: rododendro, por exemplo. Floresta de retratos, com eles nas árvores. Caminho do trem com os trilhos que a gente acompanha, pena não funcionar. Lago com água corrente. Tudo verde, lembra Pacoti no Ceará, cidade do maciço do Baturité. Que lindeza! Alimenta a alma um parque desses. Sorveteria pelo percurso. Restaurante com chão de flores. Área para sentar nas mesas. Casa Bambuí. Flores, hortênsias, cedros, um paraíso com outro lago à frente tendo vitórias-régias. Árvore pinus patula (pinheiro mexicano). Obras artísticas coloridas o ar livre. “Elefante Bambuí” de Rafael Brancotello. Obra: “Carro Perdido” de Aref Farkouh, dentro do carro plantas e árvores que cresceram dentro. Lago Bambuí. Outras obras: Jardim das Memórias, Lili, Orquídeas do Lago etc.

Trilha das Quedas. 1 hora até lá. Árvores como o pinho bravo e o pinheiro-do-brejo. Nascentes, lugar vicejante. Trilha das Centenárias. Árvore Cryptomeria Japônica (cedro japonês), trilhas e mais trilhas. Campos do Jordão fenomenal. Parque Bambuí ficará na minha memória. Trilha ao redor do lago, descemos até a cascata e seguimos por pontes. O nível é difícil. Aí resolvemos voltar pelo mesmo caminho da vinda, não quis seguir adiante, achei íngreme e perigoso. Sem muita estrutura a trilha, muito barro e passagens estreitas. Uau! Que caminhada com bastante esforço. Fiquei maravilhada.

Na sede, a loja Manacá da Mantiqueira, um empório com alfajores, doces, perfumes, bolsas, enfim produtos da região. Tudo bonito e bem decorado com o motivo da Páscoa. Dizem que o trem Maria-fumaça está em manutenção. Tomara. Na saída, mais nascentes que brotam do chão. Perto do parque, o chique hotel Toriba, que conforme o guia, é do mesmo dono do parque.

Segundo o folder/mapa do Bambuí, a área que abriga o parque fazia parte da antiga Fazenda Toriba, fundada em 1936 pelo casal Ernesto e Maria Elisa Diedericksen. Com mais de 100 alqueires, era um refúgio de natureza cuidadosamente cultivada, com árvores centenárias, a construção de represas-entre as mais altas do Brasil-e a criação de cavalos árabes. Aberto ao público em 2023. Também oferece de gastronomia o Ybá Bruno Alves Chocolatier e o Boteco Gård.

O guia Leandro nos conta que o Parque da Lagoinha é público, por isso grátis. Diz ser lindo. Aberto de quarta a segunda-feira, das 9 h às 18 h. Outros parques: o Horto Florestal e o da Cerveja.

De lá rumo ao parque Amantikir, também privado e da rota turística Alto Lajeado. Segundo o guia, a cereja do bolo. Valor: R$50, 00 no PIX, dinheiro ou cartão de débito. São 26 jardins inspirados em diferentes países. Os atendentes nos sugerem começar com o Jardim Japonês. No café, um lanche para matar a fome.

De acordo com o informativo/mapa do parque, há setores de jardins divididos em cores: bronze, lilás, laranja, verde, vermelho, amarelo, azul e cinza. Os jardins Japonês e o Chinês estão no setor bronze. O Romântico no setor lilás. A loja de presentes, restaurante e café estão no setor amarelo. Lugar para conhecer.

Casa de madeira na árvore. Jardins mil. Descemos pelo caminho das Três Nascentes e vemos um mirante natural para a serra da Mantiqueira. As nascentes saem das rochas, que natureza pródiga.

O folder nos conta a lenda de Amantikir. Tem sua origem numa tradição oral, segundo o qual uma princesa Tupi se apaixonou pelo Sol e ele por ela, causando a ira da Lua. Enciumada, a Lua se queixou ao deus Tupã, que decidiu erguer uma enorme montanha e prender dentro dela a indiazinha. De tanta tristeza, o Sol sangrou o poente. A Lua arrependida, chorou as constelações ao ver a dor de seu amado. Conforme a lenda, desde então, todos os dias quando o Sol nasce, a princesa chora de saudades, parando apenas quando o Sol se põe. Suas lágrimas formam as nascentes, córregos e rios da serra. Daí Amantikir-“a montanha que chora” (que tornou-se Mantiqueira na pronúncia dos lusitanos).

Saímos cansados, mas encantados, e pedimos ao Leandro nos levar ao banco no bairro central: Abernéssia. Depois, nos deixou no centrinho de Capivari. Antes tiramos fotos no Portal da cidade. Valeu demais o passeio, cada tostão foi bem aproveitado. Confesso a vocês que foi o Bambuí a preencher meu coração de felicidade.

Almoçamos no Esquina do Djalma: truta com legumes e batata souté de novo. Truta, como não aproveitar? O garçom Flávio. Endereço: rua Djalma Forjaz, 149. Dia muito produtivo.

Na pousada La Toscana (rua Eurico Sodré, 270) chegamos na hora do lanche da tarde: bolo de coco e de banana, esplêndido. Molhado com casquinha, tendo característica de pudim. Um sonho. À noite não quisemos enfrentar o frio da noite e nem a subida íngreme do centrinho para a pousada, logo ficamos na pousada mesmo tomando leite quente com canela e achocolatado, e bolo de banana de novo e biscoitos Bauducco (do Carlos). Viva a pousada.

Dia 18 de março de 2026, dia de partida. A Cibele e Daniele na recepção. Almoço no Truta e Cia. no centrinho de Capivari, um self-service muito bom, com pessoas da terra. Repetimos a dose, porque gostamos. Provei o guaraná do sul de Minas, Guaranila, e gostei. Endereço: rua Engenheiro Diogo de Carvalho, 47.

O Ramon, do transfer, nos pegou no carro dele e fomos juntos a um casal de Fortaleza-Ce. Uma animação a viagem de 2 h até o aeroporto de Guarulhos. Papo bom. Retornamos de GOL e tudo deu certo. Agradeço também à Patrícia da CVC-Del Paseo pelo apoio. Fim de uma viagem mágica.

Campos do Jordão para conhecer-Mosteiro de São João e Museu Felícia Leirner-dia 4

Campos do Jordão para conhecer-Mosteiro de São João e Museu Felícia Leirner-dia 4

Hoje é terça-feira, dia 17 de março de 2026. O dia será intenso com vários passeios, estamos com o Leandro, nosso guia, conforme combinado no dia anterior, @leandrocitytour.

Começamos o dia com o café da manhã na pousada La Toscana só pra nós. O Leandro nos pega às 9 h e vai nos contando como é a cidade de Campos do Jordão no seu dia a dia. Há bombeiros, polícia militar e civil, hospital, mas sem UTI, somente em Taubaté, cidade a 55 km de distância. Condomínios por lei só de 4 andares. Bistrô/café em estilo francês Sans Souci, cafeteria mineira: Empório Recanto de Minas. Passamos pelo centro da cidade: Abernéssia. Bem ajeitado. Os nativos moram no local. A cidade tem 48 mil habitantes.

O Carlos e eu no Mosteiro de São João-Campos do Jordão-São Paulo-foto tirada pelo guia Leandro

Chegamos ao Mosteiro de São João, de freiras beneditinas. A entrada é uma floresta, tem um lago com carpas coloridas, o lugar transmite paz. A natureza é bem cuidada, com jardins, árvores, tranquilidade. Gruta Nossa Senhora de Lourdes com a sua imagem. Igreja com acústica diferenciada. As freiras estavam rezando com os cânticos: Preces Orações. Cantos gregorianos são ouvidos de manhã e de tarde. Santa Escolástica e são Benedito na parede.

A estrutura do mosteiro é de tijolo à vista e na madeira, possui café, bazar e lojinha com produtos da terra: castanhas, pães, doces, Geleia das Monjas Beneditinas, além de santinhos, almofadas de santos e muito mais. Está lá escrito: “Ora et labora”. Vale a pena conhecer. É um lugar turístico da cidade.

De lá rumamos ao museu Felícia Leirner. No mesmo espaço também se encontra o auditório Claudio Santoro, onde ocorre a apresentação principal do famoso Festival de Inverno todo ano em julho. Concertos de música clássica e também de outros espetáculos e eventos. Outra atração que se vê do local é o Mirante do Baú.

Vamos subindo a serra e conhecendo a Vila Santo Antônio, uma comunidade. O guia nos explica que é seguro cruzar. Acrescenta que “ninguém mexe com ninguém”. Viajar no Brasil requer saber sobre segurança. Ele comenta a respeito da casa de Paulo Maluf, ex-político. Palácio Boa Vista, do governador, com heliporto. Monumento de visitação pública (parte dele é um museu). Alto da Boa Vista. Com condomínios na área. Em Campos do Jordão, tudo que é alto, é nobre: Alto Capivari, Alto da Vila Inglesa, Alto da Boa Vista.

Chegamos. De graça para professores. Um espaço aberto gigantesco com árvores e esculturas. As araucárias dão o toque de beleza. O Leandro ficou nos esperando e nos deixando à vontade. No Centro de Pesquisa e Referência, com biblioteca e obras de escultura, há totens explicativos sobre a artista Felícia Leirner, sua história e a de algumas obras. Confesso que não a conhecia, que pessoa fenomenal. Vemos a obra “Cabeça de Alfredo Landau”, de bronze. As esculturas expostas ao ar livre estão no que era o quintal da casa dela. Viajar é aprender muito.

Ali se situa o auditório Claudio Santoro e um café literário. “Claudio” sem acento mesmo. No auditório se escuta Johann Sebastian Bach, um dos meus preferidos compositores clássicos. Falando um pouco sobre quem foi Claudio Santoro. De acordo com o folder, nasceu em Manaus em 1919, tendo sido um dos mais inquietos e polivalentes músicos do nosso tempo. Recebeu inúmeras premiações e condecorações, foi regente convidado das mais importantes orquestras do Brasil e do mundo. Após sua morte, o governo de São Paulo mudou o nome do auditório Campos do Jordão para Claudio Santoro.

Um pouco sobre este auditório tão impactante. Considerado majestoso, de acordo com o mesmo informativo, foi inaugurado em 1979. Tem capacidade para receber até 820 espectadores, sendo 814 assentos e 6 espaços para cadeirantes. Sua arquitetura moderna mistura elementos rústicos com grandes paredes de vidro que valorizam a luz natural e a paisagem do entorno, sem deixar de cuidar do conforto do público. No palco há fosso para orquestra. Nos bastidores, amplos camarins, salas de ensaio e áreas técnicas. Ou seja, é um auditório moderno que também pensa em acessibilidade para necessidades específicas.

Um pouco sobre o festival de inverno. Segundo o site www.festivalcamposdojordao.org.br, o festival terá mais de 80 apresentações gratuitas. Ocorre este ano de 2026 de 4 de julho a 2 de agosto. A abertura acontece no parque Capivari com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP) e montagem de “A Flauta Mágica”, de Mozart, no auditório Claudio Santoro.

Saímos do auditório e fomos ao espaço aberto. Estávamos com um mapa/folder. Há três tipos de trajeto: o verde (fácil de locomoção/438 m), o amarelo (intermediário/813 m) e o vermelho (difícil/278 m), uma vez que há subidas e descidas íngremes, e trechos com obstáculos e escadas. A gente caminha muito, tem que ter joelho bom. Por conta do tempo, queríamos ter uma boa ideia, mas não fizemos o percurso completo. Ainda muito a passear pelos afamados parques de Campos do Jordão.

Obras e obras de Felícia Leirner. Divididas por fases: Figurativa, A Caminho da Abstração, Orgânica e Recortes na paisagem. É imperdível. Esculturas de bronze, cimento branco armado com ferro, granito e gesso. Achei tudo um trabalho a ser admirado. Na fase Orgânica/“Um caminho no meio da floresta”, nos deparamos com as obras Habitáculo II, de 1966/67. Parecem casas de gesso. Habitáculo V. Lembra a Casapueblo, em Punta Ballena, Piriápolis, Uruguai. Do artista Carlos Páez Vilaró. Como explicar? A sensação de algo que vemos e nos remete no momento a um local conhecido. Tenho muito esses insights em viagens.

A última fase Recortes na Paisagem. De 1980/82, arte semiótica, tem a obra Composição, em cima do monte e O Pássaro, de 1970. Gostei de O Anjo, da fase Orgânica, de 1969, e de O Segredo, da mesma fase, de 1969. Na fase figurativa, “Mulher Reclinada” e Moça Sentada II, esculturas de bronze, de 1950/1955. Em suma, fiquei maravilhada.

Ufa! Requer esforço subir o morro no sol, nas sombras, o clima é bem mais agradável. Não posso deixar de dizer quem foi Felícia Leirner. Nasceu em Varsóvia, na Polônia em 1904, veio para o Brasil em 1927. O informe nos conta que adotou o país como sua pátria. A paixão por animais e pela natureza era uma característica marcante da personalidade e da obra da artista. Em 1962, mudou-se para Campos do Jordão para viver junto à natureza. Conquistou diversos prêmios nacionais e internacionais ao longo de sua vida. A partir de 1979, quando o museu foi inaugurado, ainda aumentou sua coleção que pode ser vista atualmente. Faleceu em 1996, aos 92 anos de idade.

A área onde estão o museu e o auditório é um importante remanescente da Mata Atlântica. Apresenta uma rica diversidade biológica. São pelo menos 110 espécies de plantas, algumas árvores medem 25 m de altura, 92 espécies de aves e 10 espécies de mamíferos.

São administrados pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari).

O folder completa que o museu Felícia Leirner tem ao todo 88 esculturas, sendo 44 produzidas em bronze, 41 em cimento branco, 2 em granito e 1 em gesso. É uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e tornou-se uma das maiores atrações culturais de Campos do Jordão.

Prosseguiremos em breve com o Mirante do Baú e mais lugares para conhecer.

Campos do Jordão para conhecer-centrinho de Capivari-dia 3

Campos do Jordão para conhecer-centrinho de Capivari-dia 3

Hoje é dia 16 de março de 2026, dia para passear por perto. Vamos ao centrinho de Capivari, bairro mais turístico de Campos do Jordão. Mas primeiro: café da manhã na pousada La Toscana. Ótimo, por sinal. Tapioca a escolher já pronta, três tipos de queijo (o de Minas, obrigatório!). Bolo de limão. Arroz doce com coco (delícia!), gelatinas, frutas saborosas e tudo o mais. Como não engordar, me digam?

Na recepção com a Cibele, combinei um tour com o guia Leandro para o dia seguinte. Pacote completo por R$350,00 o casal. Na varanda do hotel, comedouros com pedaços de mamão para os passarinhos e periquitos. Natureza da serra da Mantiqueira abundante: araucárias, pinheiros e plátanos, árvores vicejantes.

Dia de passeio pelo calçadão, vendo lojas incríveis de malharias e chocolates. Galeria São Benedito. Shopping Center Capivari. Loja de meias criativas Calze Luca, fabricação própria na Galeria Via Campos, vendedora Maria Alice, povo simpático o da terra.

Chope Cristal (tradicional) no Baden Baden. Choperia desde 1985. Endereço: rua Djalma Forjaz, 93. No Boulevar Genève. Matei a vontade, afinal é ponto turístico da cidade. O calçadão foi ampliado de uns 8 anos para cá, segundo nos disseram. Ficou muito atraente. Restaurantes mil, um point. Menos movimento de turistas, baixa estação, e um dia de semana, clima quente e nublado. Tivemos sorte, porque nos dias anteriores havia chovido muito, a Maria Alice nos contou. Aspen Mall, com mais lojas de chocolates e malharias. Que loucura!

Almoço de truta da Mantiqueira, oba! Amo! Com legumes, batata souté e suco de morango (fruta da terra) no restaurante Esquina do Djalma. Garçom: Demison. Endereço: rua Djalma Forjaz, 149. Interessante ver no cardápio: sobremesa de pudim no copo americano, sorvete de leite Ninho com pipoca caramelizada, e sanduíche cookie com sorvete de leite Ninho. No quiosque em frente, chope de vinho, chope escuro e cerveja pilsen. Estamos no calçadão principal do centro de Capivari. Nos restaurantes só música brasileira do meu gosto. Como não ficar feliz?

Campos do Jordão tem clima frio seco, muito aconselhável para as vias respiratórias. Estamos a 1640 m de altitude. O mesmo clima seco de Quixadá-Ceará, mas bem mais quente. No momento: 21º C. Bem agradável.

Rua de restaurantes e shopping alpino na madeira: Shopping Cadij Plaza. Estilo suíço na avenida Macedo Soares, 340. O restaurante Cantinho Suíço se situa no shopping. Avenida bela e chique. Hotel Europa ali perto. Os motoqueiros são doidos aqui também. Já os carros param para pedestres. Há bancos de madeiras nas ruas e muitas árvores decoradas com vasos de flores. Foto do Asterix no La Gália Restaurante. Shopping Relógio. Loja Pijamas da Montanha. Empório & Espetaria Borges.

Voltamos ao Boulevard Genève. Dentro, um banco de madeira retorcido original. Empório e restaurante Matterhorn. Doce de leite, paçocão e pé de moleque de amendoim. Encontramos produtos de diferentes países e o guaraná Jesus, de cor rosa, do Maranhão (no nordeste do Brasil). Bacana isso.

Para jantar, no Pastelão do Maluf. Enorme! Endereço: av. Macedo Soares. E tem pastel do Maluf 1,2,3,4; pastel Geraldo Alckmin, pastel do Governador João Dória 1, 2; pastel Cid Moreira 1, 2, 3. E muito mais. Uma graça! Escolhemos o Geraldo Alckmin para levar. Nomes de personalidades conhecidas no Brasil. Detalhe: de cartão, só aceitam débito. Valor: R$52,00, dá para duas pessoas. Na parede, fotos de famosos visitantes do estabelecimento, são cantores, atores, jogadores de futebol, políticos etc.

Foi produtiva a caminhada no centrinho, demos boas voltas. A pé retornamos à pousada a fim de se deliciar com o pastelão. Realmente, não curtimos a noite da cidade nos restaurantes ou no calçadão. Queríamos descansar e aproveitar bem o dia.

Continuaremos com bons passeios.

Campos do Jordão para conhecer-Centro de Memória Ferroviária e teleférico-dia 2

Campos do Jordão para conhecer-Centro de Memória Ferroviária e teleférico-dia 2

Hoje é dia 15 de março de 2026. Fizemos o passeio de trenzinho turístico e agora estamos no parque Capivari, onde há uma roda gigante, um lago com pedalinhos e o Centro de Memória Ferroviária. É um museu com a exposição do bonde que ia até o Portal de entrada da cidade. Vemos o relógio de ponto e o famoso trenzinho que ia até outras cidades. Está parado desde 2017 e, segundo nos disseram no museu, vai à leilão para uma futura concessão.

Vemos fotos de trens e muito da história ferroviária da cidade e arredores. A construção do sanatório em Campos do Jordão foi em 1900, sugestão do médico Clemente Ferreira que exerceu importante papel no controle da tuberculose em São Paulo e pensou em uma estrada de ferro para ligar a estação de cura a um ponto no Vale do Paraíba. Havia muito a imprensa difundia a ótima qualidade do clima e as belezas naturais da região da serra da Mantiqueira, igualando-a às das melhores estações de descanso e cura europeias.

Telefones da época expostos. Emílio Ribas, patrono da saúde do estado de São Paulo. Acompanhado de Victor Godinho, fundou a Estrada de Ferro Campos do Jordão, inaugurada em 15 de novembro de 1914.

Maquetes do trem e bonde, informes sobre a história e personagens importantes relativos à cidade e sua ferrovia, fotos. Em um painel está escrito: “Estações, paradas e estribos”. São as estações: Pindamonhangaba (sede), Expedicionária, Piracuama, Eugênio Lèfevre, Abernéssia e Emílio Ribas, com muitas paradas. Primeiro carro de passageiro de 1917, ferramentas e peças da Estrada de Ferro Campos do Jordão que funcionou de 1914 a 2014. Vale a visita.

Saímos do museu e nos dirigimos à estação ferroviária que está fechada por tempo indeterminado, na espera pelo trem que virá. Fotos de Emílio Marcondes Ribas e Victor Godinho. Dá para entrar, embora não tenha nada. Tudo é bonito nos arredores.

Estamos no parque Capivari, um lugar repleto de entretenimento. Espaço Aventura com arvorismo e escalada. Agora, teleférico rumo ao Morro dos Macacos (de 2022). Compramos os bilhetes nas máquinas, existem ajudantes. De R$49,50 em diante. Subimos e na parte alta, música com DJ e lojas de pedras, quiosques de chocolate, sidra e vinho quentes. Pastelão do Maluf, chope Baden Baden. Mais, crepes e churros, e Gold Cooper (fondue e gelato). Copo com pedaços de morango, sorvete de maracujá, chocolate brownie e creme. Tentação total. Uau! e com calda de chocolate. Haja caminhada depois… Fiquei cheia. O mirante dá para ver toda a cidade e ainda conhecemos um casal de Fortaleza: a Rosa e o marido português. Também turistas encantados como nós. O mundo é pequeno. A estação é TOP, como se diz, muito agradável de se estar. Muita gente se divertindo, batendo papo, ouvindo música. Uma delícia. Depois de tanto deslumbre, descemos de volta no parque Capivari e encontramos um trailer estilizado São Benedito. Compramos um misto quente para o nosso jantar. De pão bola e recheio de queijo e presunto, sem ser prensado. Para mim, novidade. Gostei de um quiosque original Vinho Até Você com espumantes, vinhos, bebidas, muito convidativo.

Retornamos à pousada La Toscana a pé. O bom de Capivari é ser tudo perto. Vemos prédios baixos, lindos com varandas em madeira. E casas amplas, com muros verdes ou daqueles que dá para admirar as residências das pessoas, ruas arborizadas de plátanos. Folhas nas calçadas. Recordei-me de Puerto Varas na Patagônia chilena. Campos do Jordão, uma formosura de cidade.

Passamos pelo prédio conhecido como Vila Holandesa, uma maravilha. Com moinho de vento para os viajantes maravilhados tirarem fotos. Imagine morar em um lugar desses? Paraíso. Na esquina da rua Dr. Plínio Barbosa com rua Eurico Sodré. Caminho da nossa pousada. Fizemos uma ótima escolha de localização. Chegamos à La Toscana às 16h45 direto para o chá da tarde: bolo de aipim (macaxeira) e de maçã sem açúcar, e café com leite. Bom demais.

Um pouco de história sempre nos ensina muito. A Wikipédia nos conta que Mateus da Costa Pinto adquiriu parte das terras do brigadeiro Jordão e se transfere de Pindamonhangaba (SP) para Campos do Jordão, onde em 29 de abril de 1874 deu início a inúmeras construções, fundando o primeiro povoado. Em 1891, o dr. Domingos José Nogueira Jaguaribe Filho comprou todas as terras de Mateus Pinto e instalou-se na vila de São Mateus, que em sua homenagem foi chamada de Vila Jaguaribe. Já em 29 de outubro de 1915, iniciou-se a construção da Vila Abernéssia onde estavam localizados os sanatórios dos doentes de pulmão. Em 1920 foi iniciada a construção da Vila Emílio Ribas. A emancipação da cidade ocorreu em 19 de junho de 1934. A partir da década de 1950, o avanço da medicina fez com que a tuberculose deixasse de ser uma doença tão perigosa e com isso, a cidade passou a desenvolver o turismo.

Um detalhe sobre o clima em março: à noite esfria, de dia se estiver ensolarado esquenta.

Continuaremos em breve.

Campos do Jordão para conhecer-passeio de trenzinho-dia 2

Campos do Jordão para conhecer-passeio de trenzinho turístico-dia 2

Hoje é dia 15 de março de 2026. Estamos na pousada La Toscana em Campos do Jordão. O café da manhã é delicioso. Frutas diversas, pães: de cebola, caseiro, de cenoura, de mandioquinha, mini- francês, de calabresa, mais: arroz-doce, geleias, gelatinas, bolos e tortas: de maçã, aipim (macaxeira), limão, palmito e pão de queijo, tapioca, ovos mexidos, salsicha ao molho, ufa! Que fartura! Um verdadeiro café colonial. A torta de limão suave, cremosa. A de palmito, se desmancha na boca. Um espetáculo.

Serra da Mantiqueira, natureza pródiga. Na varanda da pousada, um visual lindo e bucólico repleto de passarinhos. Estamos no quarto Chianti na pousada ao lado do Malbec. Para quem ama vinhos, como não ficar impressionada?

Campos do Jordão, lugar de gente bonita. Vamos passear? A pé para pegar o trenzinho. R$40 reais no PIX ou dinheiro, interessante não aceitarem cartão de crédito ou débito. E detalhe: não tem banco nem caixa 24 h em Capivari, só no centro da cidade. O trenzinho saí às 12 h. Antes de entrar no trenzinho (com pneus) decorado, fomos nos informar ali perto sobre o teleférico Morro do Elefante e trenó na montanha. Pagamos meia entrada: R$60,00.

Rota do Trenzinho, ou seja, bairros ou lugares por onde passaremos. São: Vila Simonsen, Ducha de Prata (Vila Inglesa), Alto da Vila Inglesa, Vista Vale dos Sonhos, Vista do Savoy e Fábrica Matriz Spinassi.

Percebi estar na moda para as mulheres shorts de couro preto e meia preta. Trenzinho lotado. Nos arredores, muitas lojas de malharias incríveis e vendas de chocolate. Bourbon Chocolates. Uma loja de chocolates Spinassi chama a atenção pelo layout da loja. Estamos no baixo Capivari.

Começa o percurso. O guia é um comediante. A buzina somos nós, pede uma salva de palmas para ele, esse Jaime é uma graça. Passamos pela loja mais conhecida do Pastelão do Maluf na avenida Macedo Soares. Detalhe: o político Maluf não é o dono do estabelecimento e o pastel é gigante, tem 32 cm. Tem foto do Maluf nas lojas, era frequentador. Sobre o Paulo Maluf, a Wikipédia esclarece que nasceu em 1931, foi governador do estado de São Paulo duas vezes, além de ter tido outros cargos, como deputado federal.

Restaurante Krokodilo, tradicional e temático com entrada e saída com boca de jacaré. Trata-se de um rodízio de carne, queijo, chocolate. De novo no dinheiro ou PIX. Casa do Papai Noel no estacionamento do hotel Terraza. Endereço: rua Senador Roberto Simonsen, 1665.

Chegamos à cachoeira Ducha de Prata. O primeiro ponto turístico. Segundo o guia engraçado, a cachoeira casamenteira e afrodisíaca. Se jogar uma moeda, sai de lá casado (a), para separar… basta empurrar o companheiro. É um piadista mesmo. A gente se diverte. Descemos. Cachoeira pequena com uma estrutura de madeira contornando o córrego. Bem organizada com muitas opções de compras e lembrancinhas ao redor. Cafés, crepes e muito mais. No mercadinho Empório de Campos, queijadinhas, geleias, doce de cidra ralada (novidade!), compota de laranja em calda, biscoitos de polvilho. Maravilha. Estamos na avenida Mariana Baumant. Mais: Pastel Mantiqueira, Chalezinho do Açaí. Não entramos no espaço A Selva, passeio de floresta, com tirolesa. Ali perto, Boulevard Ducha de Prata, centro de compras, endereço: rua Senador Roberto Simonsen, 2485.

Voltamos ao trenzinho. O guia nos conta mais. Era cidade de cura para tratar a tuberculose. Pacientes vinham do mundo todo. Os ingleses moravam aqui. A cachoeira era conhecida como ducha milagrosa. As moedas jogadas eram de cor de prata e refletiam, por isso o nome. O Jaime fala na mansão do Edir Macedo lá no alto. Chama-se Alfa e Ômega, o início e o fim. A mais luxuosa da cidade. No Portal Uai, ficamos sabendo mais informações. A mansão tem 18 suítes com banheiros de hidromassagem, cinema, quadra de squash, elevador panorâmico e um jardim inspirado no Monte das Oliveiras de Jerusalém. São 4 andares. Construída com 600 m² de mármore Botticino importado da Itália, além de materiais folheados a ouro e tintas com pigmentação dourada especial. São 12 mil m² o terreno e a área construída de 3900 a 4000 m². Edir Macedo é dono da TV Record e da Igreja Universal. A mansão está legalmente registrada em nome da igreja, garantindo benefícios fiscais, como não pagar o IPTU, e uso estratégico para a instituição religiosa.

O centro comercial, bancos, farmácias, supermercados estão no bairro Vila Abernéssia. Ou seja, o centro comercial e administrativo.

No Alto Capivari, a Vista Vale dos Sonhos com hotéis chiques, como o Mont Blanc, abandonado por mau gerenciamento. Uma lástima, porque está em ruínas. Na época dos europeus pela cidade, ficaram com medo de neve e construíram casas estilo chalés e castelos. Mas não neva. O ar é seco, não chove no inverno. Chega a fazer abaixo de zero: -4º C, -5º C, -9º C e nada de neve.

Parada. Na fábrica de chocolates Spinassi, degustação de licores, geleias, vinho de pêssego, morango e amora, queijo da serra da Mantiqueira parecido com o da serra da Estrela em Portugal. Excelente o local, na entrada ganhamos chocolate. Amei. A marca Spinassi é local. E forte. A loja é uma tentação, queria ter comprado muito.

As árvores plantadas no meio das calçadas são plátanos da Argentina em homenagem aos bordos, isto é, maple trees do Canadá. A folha dá sorte/fortuna, de acordo com o guia engraçado. A árvore é símbolo do frio de Campos do Jordão. As calçadas ficam repletas de folhas. Linda paisagem.

O aniversário da cidade é dia 29 de abril, foi fundada em 1874, por Mateus da Costa Pinto. As terras com altitude (montanhas) foram chamadas de “Os Campos do Jordão” (apelido das terras). Hoje se diz somente “Campos do Jordão”. Pertencia a Minas Gerais, passou para São Paulo. Por isso o sotaque dos habitantes antigos está mais para mineiro, mais arrastado. Atualmente, é misturado, como dizem.

Passamos pelo Dreams House Park. O site https://dreamshousepark.com.br nos informa que há o Dreamland Museu de Cera, com mais de 90 réplicas realistas de astros de cinema e da música; o Miniland, parque com miniaturas detalhadas de cidades, estações, praias; a Casa do Terror, são 12 cenários tematizados para maximizar a tensão; e o Vale dos Dinossauros, uma trilha jurássica repleta de feras gigantes. É caro por pessoa, uns R$160 reais. Por outro lado, dá para aproveitar muito.

Acaba o passeio, valeu a pena. O guia pede dinheiro para a caixinha, como de praxe. Mereceu. A gente se divertiu. Fomos almoçar perto. Descobrimos um restaurante simples, com comida a quilo, Truta e Cia. Endereço: Engenheiro Diogo José de Carvalho, 47-loja 4. Pelo valor, boa opção e comida de qualidade. Gostei do ambiente, frequentado por moradores.

Um pouco de história da região para finalizar. A Wikipédia nos conta que os primeiros habitantes conhecidos foram os índios pertencentes a várias etnias: puris, caetés, guarulhos e cataguás. A partir do século XVI, a região começou a ser percorrida por desbravadores de origem portuguesa, como Martim Corrêa de Sá, Gaspar Vaz da Cunha e Inácio Caetano Vieira de Carvalho. A família deste último vendeu suas terras na região para Manuel Rodrigues Jordão, cujo sobrenome veio a conferir à região seu nome atual. As terras de Jordão foram loteadas e vendidas na segunda metade do séc. XIX.

Em 20 de setembro de 1790, Inácio Caetano Vieira de Carvalho chegou, ao alto da serra da Mantiqueira, na fazenda Bonsucesso. Desde então, passou a ser hostilizado pelo vizinho João Costa Manso por problemas com os limites da fazenda. Essa briga iniciou uma luta aberta entre paulistas e mineiros que só terminou em 1823, quando morreram os dois. Os Vieira de Carvalho venderam a fazenda Bonsucesso ao brigadeiro Jordão que mudou o nome da fazenda para Natal, mas ficou conhecida como os Campos do Jordão.

Continuaremos em breve.

Campos do Jordão para conhecer-chegada

Campos do Jordão para conhecer-chegada

Hoje é sábado, dia 14 de março de 2026, vamos o Carlos e eu para mais uma nova aventura. Não posso dizer que conhecia Campos do Jordão, estivemos lá em um bate e volta da capital paulista, agora será com mais calma. Compramos um pacote de 5 dias pela CVC (shopping Del Paseo-com Luciana Nogueira) em Fortaleza, Ceará.

O voo da GOL Fortaleza-Guarulhos (São Paulo) às 4 h da madrugada. Serviram uns biscoitos ótimos, refrigerantes, água e café. Chegamos umas 8 h, tráfego intenso de aviões em Guarulhos, então se espera para aterrissar, mais demora para sair do avião lotado. Na esteira 215, nada das malas por uma hora, que aflição e haja reclamação. Só despachamos a mala pequena para termos mais espaço para a mochila. Nos arrependemos, isso nunca havia acontecido. Ainda bem que a Sílvia do receptivo da CVC era muito paciente. A Gol pediu desculpas pelo inconveniente, felizmente, outras pessoas que estavam lá também iam para Campos do Jordão. Pegamos a van com uns 15 viajantes. Nós sem café da manhã, estaremos na cidade pelo almoço. São 2 h de viagem.

A uns 66 km de Guarulhos, chegamos a Guararema e paramos em um lugar gigante com muitas opções de comidas self-service de café da manhã, lojas e tudo o mais. Graal Market na Rodovia Presidente Dutra (sentido Rio-SP). Caro, mas imperdível. Estilo daquele que conhecemos na Itália entre Florença e Veneza.

Chegamos a Campos do Jordão pelo Portal. 10 min para fotos. O povo estava mais disposto do que eu, com certeza. Cada grupo ficou em um hotel diferente, nós fomos os últimos. Nos hospedamos na pousada La Toscana, escolhida pela gente. Endereço: Rua Francisco Romeiro, 270. Estávamos um bagaço. A atendente Cibele ótima. Estamos no bairro Alto Capivari. Estava calor, vai esfriando à tardinha. Como era hora do almoço, descemos poucas quadras e já estávamos na rua principal. Sempre no primeiro dia, a fome fala mais alto, então fomos ao primeiro restaurante bem localizado. Restaurante Romã, av. Doutor Antônio Nicola Padula, esquina com rua Marcondes Machado, loja 28, Capivari. Menu: filé de frango grelhado (R$43,99) com suco de amora. De lá nós olhando o trenzinho turístico e adiante a roda gigante e o teleférico. Passeios promissores.

Continuamos a conhecer o centro de Capivari. Lojas de fabricação própria de chocolates, roupas de lã, queijadinhas, muito a ver. E eu já triste por não poder comprar malharia, uma vez que a mala era pequena. Decididamente, não sou minimalista. Vamos caminhando e escutando música de bom gosto nos restaurantes e em som baixo: rock nacional. Já gostando. Pessoas receptivas. Isso conquista. Paróquia São Benedito na praça do Capivari (ou São Benedito), endereço: av. Macedo Soares, 55 com a rua Isola Orsi. Na praça, movimento, ovo gigante e ônibus decorado para a Páscoa. Feirinha ao lado da igreja com lindezas. Galeria Vila Capivari. Incrível a quantidade de lojas e galerias. Restaurantes bem movimentados: muita comida alemã, povo dançando e cantando, calçadão fantástico. Que point! A cervejaria artesanal Baden Baden sempre cheia de gente. Boulevard Genève. Segundo a Tripadvisor, uma viela com lojinhas de roupas, chocolate, adega e mercearia que começa na lateral da Baden Baden cujo destaque é a arquitetura suíça. Campos do Jordão, que delícia!

Encantada com a gentileza das pessoas. Retornamos à pousada por uma subida sofrível, o atalho é uma escadaria íngreme. Pra variar, nos perdemos, mas sempre encontramos anjos para nos ajudar. Da próxima vez, iremos pelo caminho usual. Eram quase 17 h, mas ainda deu tempo para o oferecimento do hotel. Das 15 h às 17 h café da tarde no La Toscana com três tipos de bolo, sanduíches, café. Que demais!

O povo fuma, isso sempre nos incomoda. Ficamos na pousada e não descemos mais, exaustos. Recebi da pousada, dicas de passeios descontos em restaurantes, horários e informações. Considerei o tratamento profissional.

Um pouco mais sobre a cidade. A Wikipédia destaca que se localiza na serra da Mantiqueira, no interior do estado de São Paulo, com uma altitude de 1628 m, o município mais alto do Brasil. Fica a 183 km da capital paulista. Faz parte da região metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, sub-região 2 de Taubaté. A partir da década de 1950, passou a se consolidar como um dos principais destinos de inverno do país. É considerada estância climática pelo governo paulista. Chamada de “Suíça Brasileira” devido a sua arquitetura de influência europeia e pelo seu clima mais frio que a média brasileira, além de seus parques e paisagens de montanha. Recebe turistas nacionais e internacionais sobretudo na estação invernal, em julho.

Prosseguiremos com mais novidades sobre Campos do Jordão. Cidade cativante e acolhedora.

Bela Itália-Nápoles e Roma-dia 8-fim de viagem

Bela Itália-Nápoles e Roma-dia 8-fim de viagem

Hoje é dia 8 de outubro de 2025. Chegamos de Pompeia e vamos a Nápoles. Distância: 213 km. Finalizando a viagem de onde partimos para Capri. Segundo o folder da Europamundo, uma das cidade mais fascinantes e antigas do país, e continuamente habitadas da Europa. A cidade velha é uma das maiores do continente e foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO.

A guia Sabrina, como sempre, nos dá informações relevantes. Ela nos sugere comer a pizza napolitana. Fala no bairro Espanhol, autêntico, surgido no séc. XVI durante o domínio espanhol. Construído para abrigar guarnições militares espanholas, mas rapidamente se torna popular, incluindo atividades de prostituição e contrabando (fonte: https://italianismo.com.br). Para compras, a loja Napolimania (Via Toledo, 312). O ex-jogador de futebol Diego Maradona é amado pela população. Tem até santuário, um mural, no bairro, na Via Emanuele de Deo.

A origem da pizza marguerita tem a ver com a rainha Margherita de Saboia. Segundo o Google.com, a pizza nasceu na cidade no ano de 1889, pelas mãos do famoso pizzaiolo Raffaele Esposito, da histórica Antica Pizzeria Brandi. Ele criou uma receita especial em homenagem à visita da rainha, com as cores da bandeira italiana: branca (muçarela de búfala), vermelho (molho de tomate), e verde (folha de manjericão), aí batizaram a pizza com o seu nome.

Nápoles é rica em lendas e tradições. A guia nos conta sobre o munaciello, ou no dialeto local, “pequeno monge”. De acordo com o Google.com, uma das figuras mais emblemáticas do folclore napolitano. Descrito como um homem de baixa estatura, vestido em um hábito monástico com capuz e sapatos com fivelas de prata. Esse espírito pode trazer tanto grande sorte quanto azar. Acredita-se que a lenda nasceu nas entranhas da cidade. Origem histórica: nos subterrâneos de Nápoles, havia trabalhadores que conheciam perfeitamente seus aquedutos e túneis. Circulavam livremente pelas adegas e porões, muitas vezes deixando presentes (ou roubando pertences) para alterar a sorte dos moradores.

Há também a tradição da bruxa Befana. A Wikipédia menciona que é uma figura lendária do folclore italiano. Descrita como a “bruxa boa” ou simpática velhinha, ela voa em uma vassoura na noite de 5 para 6 de janeiro (Dia de Reis/Epifania) para deixar doces e pequenos presentes nas meias das crianças bem-comportadas e pedaços de carvão para as malcriadas. A Sabrina fala em outra tradição: duas semanas antes do dia 2 de novembro, Dia dos Mortos, os napolitanos limpam a casa e a decoram com flores. Fazem piquenique em frente às tumbas. O luto é sentido como dor. Escutamos no ônibus as músicas de Pino Daniele, estimado pela nossa guia.

Nápoles tem muralhas e cidade subterrânea. No centro, há fila na Via de Santics Francesco. O site https://post-italy.com nos conta que é para entrar no Museo e Capella Sansevero, local que conserva uma das esculturas mais famosas de Nápoles: o Cristo Velato, ou Cristo morto, em português. A obra realizada em mármore por Giuseppe Sanmartino impressiona pelo seu realismo e qualidade técnica. O corpo da estátua de Cristo é recoberto por um sudário esculpido em um único bloco de mármore. Ao observá-la, temos a sensação de que o véu não é feito de rocha metamórfica, mas de um tecido fluido que envolve perfeitamente as formas do corpo.

Novamente no centro, perto da Galleria Umberto I, se localiza a Rua dos Presépios”, de artesãos, no bairro de São Gregório Armênio. Tradição de pai para filho. O site www.brasilnaitalia.net chama a atenção que se trata de uma via pitoresca, um verdadeiro tesouro de arte, tradição e história. Na Via dei Tribunali. Um pouco de história: originalmente, ali existia um templo dedicado à deusa Ceres, onde os habitantes locais ofereciam estatuetas de terracota como votos. No séc. X, um mosteiro foi construído sobre o antigo templo romano, abrigando as relíquias de são Gregório da Armênia. A partir daí, a produção de presépios ganhou ainda mais relevância, impulsionada pelas encomendas de famílias nobres que desejavam a cena do nascimento de Cristo em suas residências.

“O napolitano fica seco, mas não morre”, comenta nossa guia. Sempre foram machucados por todos os lados. Porém, eis uma cidade onde deixam as pessoas viver. Quem mora na rua, não quer sair de lá. São ajudadas. A Sabrina demostra todo seu amor pela cidade natal. O estado fica com quase metade do salário, pago em impostos. Se ganha pouco, muitos são informais. O trânsito é meio caótico.

Castelo Novo logo na saída do porto. A Wikipédia nos informa que foi fundado em 1282, com estilo gótico e proprietário: Carlos I da Sicília. O Palácio Real, de 1600, um dos quatro palácios que serviram de residência aos reis de Nápoles e Sicília durante o reinado das Duas Sicílias. Localizado `a Piazza del Plebiscito, 1.

Às 12h30 na Trattoria Medina (Via Medina, 43), local marcado para o almoço. Andamos até a Via Toledo, estamos no bairro Espanhol. O Carlos e eu retornamos por conta da quantidade de gente e fomos para o restaurante, almoçar logo. O grupo estava como queria, solto e livre. Pedimos a pizza marguerita, uma tônica e depois um limoncello, nosso licor preferido. A pizza é grande, para nós brasileiros, e os garçons não gostam que dividamos. Logo, comemos toda cada um. Bem diferente comer pizza no almoço, mas não tinha muita opção, a não ser pasta. Detalhe: não tinha café no lugar, pode? Outra cultura.

Os motoqueiros na Itália são intempestivos. Não vi sinais de trânsito, mas quando os pedestres passam, eles param. Pelo menos isso.

O grupo foi chegando para o almoço. Coperto é uma taxa fixa cobrada em muitos restaurantes, em especial, em áreas turísticas, já a gorjeta é opcional, se o atendimento for bem-feito, vale. Depois da pizza deliciosa, fomos à Galleria Umberto I, belíssima, em mármore, parecida com a Vittorio Emanuele, de Milão. Situada na Via San Carlo, eis uma galeria comercial pública, construída entre 1887 e 1890, conforme a Wikipédia. O nome é em homenagem ao rei da Itália à época. De cair o queixo de tanta formosura, o piso, teto, lojas, magnífica. Encontramos com o casal de primos, professores universitários, Leonardo Danziato e Octávia, fiquei maravilhada, já que a gente nunca se encontra em Fortaleza-Ceará. Ele fazendo estudos avançados em Paris. O mundo é pequeno mesmo. Nos deram a dica de Ravello. Fica para a próxima.

Castelo San Martino em cima. Fechado aos domingos. No local de encontro do grupo (em um dos estacionamentos perto do porto), eu e o Carlos ficamos meio perdidos, mas aí o apito da Sabrina nos achou. Nós, turistas, temos momentos de confusão mental. Obrigada, nossa guia fabulosa. Arriverdeci, Napoli. Adentramos o ônibus em direção a Roma.

O monte Vesúvio à direita, lá se anda a cavalo e se faz trekking. À esquerda, o monte Somma que faz parte do Parque Nacional do Vesúvio. 3 horas para Roma com parada técnica perto do monte Cassino. Estamos na região do Lazio ou Lácio. Gostei do local amplo com banheiros decentes e vendas de muitas opções de lembrancinhas, licores, casacos, chaveiros, camisetas etc.

Vemos de longe o monte Cassino, emocionante, quando penso na II Guerra Mundial. A Wikipédia destaca que é uma colina rochosa a cerca de 130 km a sudeste de Roma, no Vale Latino. 520 m de altitude. Mais conhecido por sua abadia, a primeira casa da Ordem Beneditina, tendo sido fundada pelo próprio Bento de Núrsia, por volta de 529. Algumas vezes foi saqueada na sua história, sofreu terremoto, foi dissolvida em 1866 pelo governo italiano. O edifício tornou-se monumento nacional com os monges como guardiões de seus tesouros. Em 1944, durante a II Guerra Mundial, foi o local da Batalha de Monte Cassino e o edifício foi destruído pelo bombardeio dos Aliados. Foi reconstruído após a guerra. Em 2015, a comunidade monástica era composta por 13 monges. É o segundo mosteiro beneditino mais antigo do país (fonte: www.wikiital.com). Um pouco sobre são Bento. Nasceu por volta de 480, de família nobre. Dedicou-se à oração e meditação, e é padroeiro da Europa.

Chegamos a Roma! Passamos pelo Coliseu Quadrado ou Palácio da Civilização do Trabalho. Ícone da arquitetura fascista, projetado em 1937 para sediar a Mostra della Cività Romana durante a Feira Mundial de 1942 (que não ocorreu). Está no distrito conhecido como Espozicione Universale Roma ou “EUR”. O Palazzo dello Sport, construído para os Jogos Olímpicos de 1960. O bairro EUR, da época do fascismo de Benito Mussolini, abriga muitos ministérios, museus e importantes instituições, tornando-se um espaço residencial e comercial vibrante (fonte: http://www.bing.com).

Piazzale Pier Luigi Nervi, praça. Cúpula da Basílica de São Pedro e Paulo. Em www.romaperegrina.com, descobrimos que a basílica foi projetada pelo arquiteto Arnaldo Franchini com a ajuda de Marcello Piacentini. Elaborada no formato de cruz grega, se caracteriza pelo uso de cimento armado e por ter a segunda maior cúpula da cidade. Trata-se de uma construção moderna. O diâmetro da cúpula é de 31 m e sua altura chega até 71 metros.

Largo Mustafa Kemal Ataturk. Vemos prédios baixos, avarandados, com cara de habitáveis no caminho para o hotel. Pessoas vêm aos domingos para barezinhos, terraços etc. Lugar para relaxar, bucólico. Outra Roma, longe da confusão do centro.

Detalhes de trânsito: o romano dirige mal, briga no trânsito. Já os napolitanos dirigem feitos loucos, não seguem regras, mas são amáveis. Puxamos a quem mesmo?

Vamos nos hospedar no enorme Ergife Palace Hotel, endereço: Via Aurelia, 619, o mesmo da chegada no início da excursão. Bairro: Aurelio. Bucólico. A 10 minutos da estação de metrô Cornelia e perto do Vaticano. Algo inusitado ocorre no local: o quarto 3606, por exemplo, a gente raciocina que seria no 3º andar, não é mesmo? Pois não é, é no 6º, o segundo número indica o andar. Só confunde o turista cansado. Outra cultura.

Enfim, viagem pra ficar na história da minha vida. Ufa! Muita cultura, aprendizado, conhecimentos, culinária. E viva a Itália, terra dos meus antepassados. Voltaremos, isso é uma certeza. Fim da excursão.

Bela Itália-Palermo-Nápoles-Pompeia-dias 7 e 8

Bela Itália-Palermo-Nápoles-Pompeia-dias 7 e 8

Hoje é sábado, dia 11 de outubro de 2025. Estamos em Palermo, capital da Sicília e entramos no porto às 17h35 com o ônibus. Nosso ferry noturno para Nápoles parte às 20 h. Faremos a travessia pelo mar Mediterrâneo. O restaurante funciona das 19h30 às 21h30, e a loja do navio fecha às 23 h. O ferry se chama Grandi Navi Veloci Spa M/N Majestic.

Entramos com o grupo da Europamundo, nos hospedamos em um quarto bem funcional e descemos para jantar. É tipo buffet, você escolhe e eles colocam no prato. Pedimos dois pães, ananás, tomate e mussarela Caprese, e um prato de bacalhau. Saiu €31,90 (euros).

Domingo, 12 de outubro de 2025. Acordamos às 5h30, socorro! A noite foi meio pela metade, pois é diferente estar em um ferry, minha primeira experiência dormindo em um, e o peixe do dia anterior não caiu tão bem. O barco a discutir… abre às 6h30 o café da manhã no restaurante, como se o navio chega às 7 h? Fomos ao local, estávamos na fila, e aí achei que seria mais rápido no café ali perto. Só que a caixa registradora do café quebrou, estávamos na espera. Voltamos ao restaurante com a fila maior ainda e pouca gente para atender ao self-service. A sorte foi ter nosso companheiro de viagem Celço (de Santa Catarina) lá, ficamos mais tranquilos. Não tinha quem servisse o presunto e queijo, no fim comemos o que podemos, correndo. €9,20 (euros).

Chegamos a Nápoles, o ônibus saiu e nós entramos nele. A nossa guia Sabrina sempre dando dicas valiosas. Ela que é napolitana sabe. O povo é acolhedor, recebe os imigrantes bem. “Ninguém é excluído”. Continua nos contando sobre a cultura local. A pimentinha que traz sorte, tem que tocar três vezes para ativá-la com a mão esquerda aberta, se for de coral, melhor. Na Antiguidade, eram pagãos e tinham o órgão sexual masculino como propulsor de boa sorte, a igreja Católica acabou com isso. Mas ainda se vê estampado em camisetas, aventais, coisas da região. Achei inusitado. Vi muito isso em Amsterdam-Países Baixos.

A guia segue falando em Pompeia, destruída pelo vulcão Vesúvio. Pessoas que trabalhavam na terra foram encontrando objetos. A cada ano se descobre mais, afinal era uma cidade romana.

Enfim, chegamos ao Parking Turístico e nossa guia local será a Patrícia, brasileira, com rádios para nós. Passaremos uma hora em Pompeia. Ainda não entramos no sítio arqueológico, com escavações e ruínas. O calor e o sol prometem, tem que se proteger com chapéu. A caminhada será árdua. Eu e o Carlos estamos de tênis e bota. Ficamos no Cellini Coralli e Cammi Factory para compras de corais, cafés, banheiros etc. No Cameo Art, o senhor nos mostra como colocar fotos em camafeus e em conchas. Loja fabulosa, embaixo no mármore branco. Vemos obras de arte em conchas. Olhamos com admiração. Em grupos grandes, esperamos ali perto abrirem o portão do local, somos os primeiros, praticamente. No final, vale a pena acordar cedo. Aproveitei para conversar com um casal de alemães simpáticos, bem viajados e vividos. Estavam viajando de motorhome, facilidades da Europa. A multidão continua na espera. Duas pessoas do nosso grupo foram chamadas a mostrar os passaportes, é aleatório.

Ruínas em Pompeia-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

Vamos ao passeio. São 66 hectares, 47 escavados. A erupção do monte Vesúvio, localizado na baía de Nápoles, ocorreu em 79 d. C., a 10 km da cratera. Foi a maior erupção desde a pré-história, a 30 km de altura, uma força de várias bombas atômicas, ficou noite por três dias por causa das cinzas. Também a cidade de Herculano foi atingida. 2 mil pessoas foram soterradas e enterradas por cinzas, pedras-pomes e pedrinhas. Morreram por gases tóxicos, a lava a 400º C. Com as primeiras lavas, a cidade foi enterrada. As lavas não chegaram onde estamos no momento. Os corpos que veremos no museu são moldes feitos pelo homem. À época Tito era o imperador. Seria muito caro reconstruir, segundo ele, então deixou como estava. Passou uns 1600 anos esquecida. Foi o rei espanhol Carlos III, de Bourbon, que dá início às escavações. Lembrando que à época o sul da Itália era dominado pelos espanhóis. O site www.nationalgeographic.brasil.com diz que o local foi encontrado no séc. XVII, soterrado por pelo menos 6 m de cinzas vulcânicas.

Pompeia era importante, tinha um porto, vivia de comércio. O site Nostrali nos conta que é situada em uma planície fértil, próxima ao rio Sarno. Ocupava uma localização estratégica dentro do Império Romano. A 30 km de Nápoles, na região da Campânia.

Em https://brasilescola.uol.com.br, descobrimos mais sobre a história do lugar. Os historiadores apontam que a região começou a ser habitada por volta da idade do Bronze (entre 3.000 e 1.200 a. C.). Antes dos romanos, a cidade foi ocupada pelos oscos (um povo que habitava a Campânia), gregos, etruscos e samnitas, antes de finalmente ser conquistada pelos romanos. Aí se inicia o período de maior prosperidade da cidade. Como ficava às margens do Mediterrâneo, era utilizada para realizar o transporte de várias mercadorias. Durante o séc. I d. C., Pompeia possuía 12 mil habitantes aproximadamente nos meios urbanos e 24 mil na zona rural.

Os romanos chegam em 3 a. C. O edifício Quatripórtico dos teatros. Corredor, com colunas e tetos. Arquibancadas. Zona dos teatros. Em 2 a. C. foi erigido. O foyer dos teatros, mas mudou de função. 17 anos antes da explosão do Vesúvio, houve um terremoto que abalou toda a área do golfo de Nápoles. As pessoas achavam que era uma montanha fértil, não imaginavam que fosse um vulcão e nem o perigo iminente. Na verdade, estava acordando por meio dos tremores de terra que destruíram o quartel dos gladiadores. Eram escravos e ficavam presos nas celas. Era um teatro. Os arqueólogos encontraram armas ali, hoje estão expostas em Nápoles. A estrutura que vemos é original, mas houve reconstruções modernas. Tijolos usados na época. Anfiteatro com degraus para espetáculos exclusivos. Os romanos criaram a numeração dos assentos.

Via Stabiana, a segunda avenida mais importante de Pompeia. Dividia a cidade em norte e sul. Cruza perpendicularmente a Via da Abundância, formando o coração da zona comercial da cidade. Tinha sete portas. Rua na pedra, três pedras grandes eram as faixas de pedestres. O Google.com destaca a estrutura romana: a rua mostra claramente as calçadas elevadas, as pedras de travessia para pedestres e as guias de pedra que facilitavam o tráfego de carroças. A guia prossegue: as cidades sujas eram limpas. Chovia e os moradores passavam pela faixa de pedestres na altura das calçadas. Ela mostra as marcas das carroças em que os escravos subiam a ladeira, a colina. A pedra retinha a água. Os romanos eram engenheiros. Lojas, casas, edifícios públicos. Entrada com uma porta com tora de madeira. Restaurantes tinham um balcão para a venda de comida rápida e vinho, com braseiro. Comiam durante o dia. Iluminação ruim, o jantar era a principal refeição em casa. Os ricos tinham casas com dois pisos (domus), eram maiores e tinham escravos. Os pobres moravam apertados no primeiro andar, as construções não existem mais. Pão era para ricos e pobres, as padarias faziam farinha com seus moinhos. Totalizavam 36 padarias. O pão era muito comido.

A avenida, Via da Abundância, cortava a cidade leste/oeste. Segundo o Google.com, era a mais importante e central de Pompeia. Funcionava como principal artéria comercial e urbana, conectando o Fórum (centro político) à parte leste da cidade, passando por diversas casas aristocráticas, lojas e termas. Que lugar surpreendente, era enorme. Seriam necessário mais dias para conhecer o parque arqueológico.

Termas Stabiane-Pompeia-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

As termas eram limpas, espaços públicos e privados. As casas ricas tinham termas particulares. Termas Stabiane. O Google.com nos conta que são um dos complexos termais mais bem preservados, com decorações e afrescos originais. A guia Patrícia continua a informar: forno, calor pelos buracos nas paredes, parede dupla, piso duplo que esquentava a terma. Havia o calidário (lugar da água quente), frigidário (água fria) e o tepidário (banho morno). O sistema de estrutura dupla é ainda usado na Europa. As termas eram um espaço social para reuniões, como clubes. Havia um espaço enorme e ginásio. Vestiário com serviço de massagem.

Interessante notar que prostíbulos populares eram legalizados. Existiam em bares e casas também. O local era marcado com a figura de um órgão sexual masculino em cima da porta. Diga-se de passagem que significava prosperidade. Tríapo era o deus da fertilidade na mitologia grega e romana, e associado à agricultura e virilidade masculina. Eis o Lupanar, localizado no Regio VII do parque arqueológico. No bordel antigo, havia camas e pinturas eróticas nas paredes. Os marinheiros chegavam à cidade e seguiam as setas para o local. De acordo com o site http://www.tudosobrenapoles.com, é um dos pontos que mais chama a atenção dos visitantes. Também acrescenta que o valor do serviço oferecido no local é impactante, pois equivalia uma hora com uma “lupa” (como era conhecida a prostituta) a uma taça de vinho.

Nosso grupo está na Via da Abundância no momento. Vemos uma fonte de água com chifre e frutas. Nós caminhando e olhando para baixo, afinal as ruas são de pedras. Quanto maior o fórum, mais importante era a cidade. Fórum de circulação de pedestres com blocos obstruindo os carros. O mesmo site informa que era o coração da cidade e o centro da vida política, social e religiosa. Havia um grande mercado de peixes, um edifício de administração pública, e templos religiosos. No centro da cidade a imagem de Júpiter.

Vemos o Templo de Apolo, situado nos arredores do fórum. Dedicado ao deus Sol. O site www.tudosobrenapoles.com adiciona o Orto dei Fuggiaschi ou Jardim dos Fugitivos, onde se encontram cadáveres petrificados dos antigos habitantes da cidade que não foram capazes de escapar do Vesúvio. O Teatro Grande, construído no séc. II a. C., tinha capacidade para mais de 5 mil pessoas e era o lugar de diversão preferido dos moradores. A Casa del Fauno, conhecida como a casa com uma pequena escultura de uma de suas fontes, ainda se conserva como uma das mais luxuosas de Pompeia. O site faz um comentário digno de nota: você fará uma viagem no tempo ao passar por ruas de paralelepípedos que antigamente eram cheias de vida e que depois da tragédia foram sepultadas pelas cinzas e presas em uma imobilidade eterna que as conservaria até o final dos tempos. A cidade é Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO desde 1997.

Conforme o site https://brasilescola.uol.com.br, registros datam atividades vulcânicas do Vesúvio entre 1631 e 1944, sendo a última erupção em 1944. Atualmente, permanece adormecido, porém pode sim, voltar à atividade, por isso a cidade é monitorada pelo governo.

No Antiquarium, moldes de corpos-Pompeia-Itália-foto tirada por Mônica D. Furtado

As lavas expelidas pelo vulcão eram de cinza, pedra-pomes e pedrinhas, leve, poroso, quente, depois que esfria, cola. Fica a capa de material vulcânico. Um século depois, em 1860, o arqueólogo cria uma técnica para entender a capa. Santuário de Vênus, deusa do amor, foi destruído no terremoto antes. Deusa padroeira. No museu Antiquarium, os moldes dos corpos. Passamos por loja, mesa com objetos encontrados e a mesa de sacrifício de animais com presentes de ex-votos pelas graças recebidas. Incrível. Vemos mais escavações. As visitas vão de 1 h a 5 h. ou mais. A nossa guia local trabalha há 10 anos no lugar, nos diz que a Pompeia nova tem 700 mil habitantes.

O site https://brasilescola.uol.com.br nos ensina que a erupção com cerca de 4 km³ de cinzas e rochas enterrou a cidade e aproximadamente 2 mil pessoas sucumbiram sob várias camadas piroclásticas (conjunto de gás quente, material vulcânico, cinzas e fragmentos de rochas). A cinza se espalhou por Pompeia, petrificando-a e conservando os corpos. Os moradores que não foram desintegrados pelo calor proveniente do vulcão morreram em decorrência dos gases tóxicos, além de serem cobertos por uma nuvem de sílica e óxido de cálcio. Essas substâncias, ao interagirem com o vapor de água do ar em meio ao calor, formaram uma espécie de cimento (de caráter bem rígido), que envolveu o corpo das pessoas. Esse cimento preservou os corpos de muitos habitantes, marcando o momento em que morreram.

Pompeia impressionante. Prosseguiremos com Nápoles.

Bela Itália-Sicília-Palermo-dia 7

Bela Itália-Sicília-Palermo-dia 7

Hoje é dia 11 de outubro de 2025. Estávamos em Monreale, agora descemos a Palermo às 10h40. De acordo com o folder da Europamundo, a capital siciliana é uma cidade cheia de contrastes com histórias dos árabes, normandos e do esplendor barroco. Estamos com a guia Alessandra no momento.

Vemos a Porta Nova. Teremos momentos para compras, segundo a nossa guia Sabrina, bom lugar para fazer isso, pois os preços são mais em conta. Veremos a Catedral de Palermo, mais bonita por fora do que a de Monreale. Do séc. XII, ambas, de família real normanda. O exterior é espetacular, seu interior foi reformado no séc. XIX e seguiu o estilo neoclássico, mais sóbrio e simples. Mudou o aspecto por dentro.

A capela de santa Rosália, padroeira da cidade, tem seus restos mortais em uma urna de prata. O carro da santa ao lado, usado para a procissão e relicário. Ela vinha de família nobre, rica, aparentada da família real normanda. Estamos falando do séc. XII. Ela nasceu em Agrigento, deixou sua riqueza para se dedicar a Deus e entrou no convento de clausura. Cuidava dos enfermos, foi venerada ainda em vida. Na última parte de sua existência, viveu como eremita em uma gruta no monte Pellegrino, a 430 m. de altura. Quando morreu, foi declarada santa pela população. A Sicília já deu à Itália algumas santas: Rosália e Olívia de Palermo, Ágata de Catânia, e Lúcia de Siracusa.

Em 1647, a peste bubônica chega a Palermo pelos barcos infestados de ratos. Difundiu-se rapidamente e muita gente pereceu. Procissões eram feitas para pedir milagres. A guia nos conta que um dia um homem, caçador na montanha, teve uma visão com Rosália e ela pediu que ele pegasse seus restos mortais na cova e os levassem à cidade para uma procissão. Fizeram a primeira e em 3 dias a peste desapareceu e as pessoas se curaram. Eis a única padroeira de Palermo. A cada 15 de junho, dia do descobrimento das relíquias, a santa é celebrada, mas a procissão ocorre no dia anterior, com o carro representando um barco, já que a peste chegou pelo mar, com a santa em cima. Triunfo da santa sobre a peste. No evento há músicas e espetáculos, a noite é costeira. Por duas horas fogos de artifícios são lançados no mar.

A cova no monte virou o santuário de santa Rosália, construído em 1625. Os peregrinos sobem a pé para pedir milagres, proteção contra enfermidades e levam oferendas em prata e partes do corpo enfermo. Nas paredes e ao redor, existem oferendas pessoais. Em 4 de setembro, dia do seu falecimento, ou em qualquer outro dia do mês, há peregrinação, já que era uma santa peregrina.

Hora de continuar nosso percurso. No ônibus recolhemos uma contribuição para a guia Sabrina, o que é de praxe em excursões. Ela mereceu.

Prédios antigos com sacadas, muitas árvores. Depois da visita à catedral, teremos tempo livre. Porta Nova. Palácio do Governo. Palácio Real ou dos Normandos, sede da Assembleia Regional da Sicília. Com a sua capela Palatina. Diz a guia Alessandra que Carlos V, o Sacro Imperador Romano e Arquiduque da Áustria, derrotou os árabes em Túnis em 1535. 852.768 mil habitantes em Palermo. Depois da Porta Nova, se chega a mais antiga rua: Vittorio Emanuele. Palácio Episcopal ao lado da Catedral de Palermo. Sempre aglomerações, a guia lembra para tomar cuidado com pickpockets (batedores de carteira).

Chegamos à Catedral, o Duomo de Palermo. É incrível. O carro de santa Rosália, neste ano não tiveram dinheiro para fazer grandes modificações nele. A catedral é enorme, sem palavras para descrevê-la, parece um castelo árabe. Na verdade, era uma catedral que virou mesquita e depois voltou a ser catedral, sendo que a construção de como a vemos hoje é do séc. XII. O pórtico estilo gótico-catalão, a cúpula do início do séc. XVIII, neoclássica, a reformaram porque era antiga e queriam que fosse um estilo mais elegante e sensível diferente do exterior. Sete séculos entre o interior e exterior da catedral. Na primeira coluna do pórtico, uma parte do Corão em árabe. Dentro a capela de santa Rosália em prata. Sua imagem, tendo na cabeça uma coroa de rosas. Seu restos mortais estão lá.

Multidão, como sempre. No chão, um relógio astronômico, com os signos do zodíaco, algo considerado profano. O sol entra pelo buraco e indica o signo correto. Era moda nas catedrais italianas de antigamente, se vê na de Bolonha.

O beato Giuseppe Puglisi, morto pela máfia, tem uma capela de mármore rosa. Foi assassinado, porque salvava as crianças da máfia. Em 2013, beatificado pelo papa Francisco. Vemos também quatro tumbas de reis e rainha: Rogério II, Frederico II, Constança II e Henrique VI (imperador do Sacro Império). À época era o reinado das Duas Sicílias: Campanha e Sicília. A guia Alessandra foi embora, assim como três argentinos simpáticos.

Às 13 h entramos no ônibus para o centro. Tempo livre de umas 4 horas para passear. A pedonal é boa para caminhadas. Na livraria Paulinas, comprei um santinho de santa Rosália. No calçadão, restaurantes, bistrôs, lojas, feirinha, lavanderia. Enorme a avenida. Pedimos por ali um café americano e fizemos compras no A´ Putia Sicula, com um pátio dentro e outras lojas. Para aproveitar os banheiros. O táxi tuk tuk Piaggio laranja, uma graça. Maravilha de rua. Vemos motocarrozzetta, divertido. Aquele tipo de veículo com três rodas, uma moto acoplada em um cubículo para um passageiro.

Chegamos ao Teatro Massimo usando um mapa. Debaixo do teatro, a Via Macheda à esquerda. Bares, restaurantes, lojas baratas. Mercado do Capo, melhor frequentar esse. O outro Ballazzon tem pickpockets, de acordo com a Sabrina. Comer, passear, de olhos abertos. Com multidão não se brinca. Á esquerda, Via Ruggero com suas lojas de marcas. Na frente, o Teatro Massimo, onde foi gravada a cena do Padrinho, quando a filha morre, no filme icônico O Poderoso Chefão/The Godfather.

Outro teatro, Politeama. Andamos até os Quatro Cantos, lugar obrigatório, uma vez que são quatro prédios barrocos da época de D. Philippo III. A rua é uma festa. Na Via Maqueda, 253, cheia de gente passando no calçadão, escolhemos o Maqueda Bistrot para se deliciar com uma pasta carbonara e uma com molho de tomate e berinjela, e um chope, mais limoncello (liquor). Rua para compras com muitas opções de lembrancinhas. Cannolo/cassata siciliana, doces típicos. Muita mulheres “de idade” viajando juntas. As estampas coloridas nas roupas de limões sicilianos são demais. Provamos o granite siciliano de morango. €3 (euros). Granite: gelo e sorvete. Leve. Pouco açúcar. Gostei, refrescante, falta provar a cassata.

A gente atravessa a rua e estamos na Via Ruggero (Rogério) com lojas mais conhecidas, como Zara, Calzedonia, Sisley, H&M. A nossa guia Sabrina ganhou uma boneca a “cara dela” e a nomeou de “Sabrina” e juntamente com o boneco Mário e um apito são usados para chamar a nossa atenção. Uma figura! Saímos às 17h30 para pegar o ferry no porto e pernoitar ao som das águas do Mediterrâneo, estamos partindo para Nápoles. Zarpa às 20 h. As embarcações marítimas, como a nossa, são modernas, grandes e com todas as comodidades: bares, restaurantes, salas de festa, lojas, enfim, um espetáculo.

Prosseguiremos em breve.

Bela Itália-Sicília-Palermo e Monreale-dias 6 e 7

Bela Itália-Sicília-Palermo e Monreale-dias 6 e 7

Hoje é dia 10 de outubro de 2025. Saímos de Erice e vamos rumo a Palermo, capital da Sicília. Estamos no ônibus com o grupo da Europamundo, com a guia Sabrina e motorista Alberto.

Nas placas nas estradas não aparecem a distância entre as cidades, como no Brasil. Estamos passando na região de Isola delle Femmine, arredores de Palermo. A guia nos conta sobre o golpe cruel para o Estado que combatia o crime organizado em 23 de maio de 1992, quando uma explosão potente nesta mesma estrada que vai ao aeroporto de Palermo, atingiu o juiz anti-máfia Giovanni Falcone, sua esposa e 3 pessoas da sua escolta. No km 5 uma carga imensa de explosivos provocou um buraco de 1 m de profundidade. Falcone era símbolo da luta contra a Cosa Nostra. A máfia estava inserida nas altas esferas do governo. Cem mafiosos haviam sido condenados. O juiz voltava de uma viagem de final de semana a Roma pelo aeroporto Fiumicino em um avião repleto de políticos. Não sabia que estava em perigo, saiu do aeroporto de Palermo em carros.

O aeroporto de Palermo se chama Punta Raisi, ou hoje, oficialmente, Falcone-Borsellino. Um carro os segue na lateral, quando o carro de Falcone diminui a velocidade, a 8 minutos, km 5 da A-29, há um cruzamento. Na casa branca na montanha ao lado, o botão da explosão foi apertado. Ele não morreu, se golpeou no asfalto. Os da frente morreram na hora. Foi ao hospital e morreu pelas feridas no crânio. A detonação foi terrível, acionada por controle remoto. A Wikipédia acrescenta que foi uma carga de 1000 kg de TNT, previamente colocada no túnel de drenagem sob a rodovia. O italiano não quer a máfia. Aos funerais compareceram personalidades importantes e imagens das viúvas dos guarda-costas apareceram na tela. Passamos por dois obeliscos, um de cada lado da estrada, em homenagem aos mortos.

A máfia no passado se encarregava das cidades. Falcone era muito amigo de Paolo Borsellino, que estava com outras pessoas e também foi morto 52 dias depois. Borsellino sabia que estava marcado para morrer.

Eis a Palermo da Cosa Nostra, mas com pessoas de coração grande. Não se pode estacionar um ônibus sem pagar para a máfia, assim como quando os negócios são abertos, também pagam. A Polícia e o Estado não fazem nada, eis o sul da Itália, segundo nossa guia. As funerárias foram o primeiro negócio da máfia, são da mesma família de Nápoles. O caguete ou delator, eles chamam de “arrependido”. Antes não matavam crianças, mulheres e religiosos. Porém, tudo mudou quando mataram um padre (cura) de nome Giuseppe Puglisi (beatificado pela igreja Católica), aí desrespeitaram seu pacto. Perto do hotel, foto de Falcone e Borsellino.

A Wikipédia salienta que o juiz Falcone (Palermo, 1939-Isola delle Femmine, 1992) havia recebido prêmios no mundo todo pela sua imparcialidade, foi assassinado por Giovanni Brusca a mando do mafioso Salvatore Riina. A operação Mãos Limpas começou depois de sua morte. Já Paolo Borsellino era procurador e também estava engajado no combate à máfia.

Chegamos a Palermo. O hotel enorme perto da praia: San Paolo Palace. Jantar às 20 h. Café da manhã entre 7 e 9 h, sairemos às 9 h. O jantar foi de salada com queijo de búfala e tomate, o peixe muito bom. O grupo na mesa estava divertido e de bom papo com o Nilson, Glória, Juliana e outros. O visual da janela: barcos no mar. Lindo. Demos tchau pra nossa companheira de viagem Ana Maria e três argentinos legais. O hotel San Paolo Palace precisando de mais cuidados, uma vez que recebe muitos grupos de turistas. No mais, o chuveiro ótimo.

Dia 11 de outubro de 2025. Palermo. O pão do café da manhã delicioso. A farinha é diferente da do Brasil. Conversamos com a Maristela e Vilmar de Florianópolis-Santa Catarina. Pessoal legal. Os elevadores são poucos nos hotéis, o grupo vai se conhecendo aos poucos. Hotel lotado.

Vamos em direção a Monreale. Estaremos com a guia Alessandra e auriculares, como sempre. Saindo do hotel, a marina e suas palmeiras chamam a atenção. No ônibus, mais papo com a Roseli e Liliane, umas queridas. A cidade vai melhorando e se tornando muito agradável com árvores e prédios antigos. A impressão de entrada em Palermo não foi positiva.

O centro da cidade com seu “casco” antigo. Catedral de Palermo, zona comercial com lojas modernas. Vamos direto a Monreale, uma comuna (cidade), 10 km de Palermo, declarada Patrimônio da Humanidade (UNESCO) pelo seu conjunto arquitetônico. Tem prefeitura. Lá está a Catedral de Monreale, separada da de Palermo. Do séc. XII as duas. Quando os normandos, católicos, conquistaram a Sicília, erigiram as catedrais.

Dois irmãos queriam construir duas catedrais preciosas, a de Monreale, mais bonita por dentro e a de Palermo, por fora. Estamos em Monreale. Tribunal de Justiça, cidade antiga com muralha, única de proteção feita pelos fenícios. Aliás, Palermo foi fundada por eles, que eram comerciantes, então Palermo virou um dos mais importantes portos do mundo antigo em 8 a. C. Vemos onde passava a muralha, com a Porta Nova, onde estava a antiga. Praça Independência, rua mais larga que conecta Palermo a Monreale. Por aqui se pelearam Garibaldi e a dinastia real dos Bourbons.

Antes não havia nada, só a finca real dos reis normandos. Palácios foram edificados para se refrescarem dos calores sicilianos, era fora de Palermo, hoje é continuação. 764 m de altitude o monte Caputo.

A Wikipédia destaca que a lenda narra que certo dia Guilherme II (da Sicília) adormeceu sob uma árvore no campo e em sonho lhe apareceu a Virgem Maria que disse: “Neste lugar onde dormes está escondido o maior tesouro do mundo. Escava-o e com ele constrói um templo em minha homenagem”. Seguindo o mandado, ao acordar o rei ordenou que assim fosse feito e ali encontrou um tesouro de moedas de ouro, empregadas na construção do santuário. Para a decoração foram chamados mestres árabes, venezianos e bizantinos especializados na técnica do mosaico, cobrindo o abside (semicúpula hemisférica, típica bizantina cristã primitiva) e as paredes com painéis de excepcional valor artístico. A guia conta que ele gastou muito e desta forma começou a história da Virgem Maria.

Ao redor, se desenvolveu o vilarejo de Monreale. Os primeiros habitantes foram os que ergueram a catedral, eram árabes e bizantinos. Os normandos integravam os impérios em paz. Havia catedrais e igrejas, sendo que havia uma mescla de culturas na catedral. Árabes e normandos com religiões diferentes, eram muçulmanos e católicos ortodoxos e cristãos.

Estamos percorrendo a rua de ônibus. O entorno muda para verdejante. Escadas para subir ou táxis para Monreale. Vemos vendas de cebolas. Montanhas e verde. Vale Dourado, cheio de cítricos (limões) e quatro rios antigamente, hoje área verde onde muitas pessoas vivem com tranquilidade, era uma muralha natural o vale, com água e protegida. Depois da visita, sairemos às 10h40, pois haverá um casamento na catedral, decorada, às 11 h. Vemos edifícios por aqui.

Estamos a pé. Subida com esforço, na escada, várias vendas de lenços, bijuterias, lembrancinhas e muito mais. Vemos o símbolo da Sicília: de acordo com o site Descobrindo a Sicília, a Trinácria é uma cabeça de medusa com três pernas dobradas, importante para os sicilianos e usada como amuleto. No percurso, há três promontórios e três portas. Muito comum encontrar a cabeça da medusa, da mitologia grega, que transformava em pedra a quem a olhava nos olhos.

Catedral de Monreale, lotada. Segundo a Wikipédia, a catedral Santa Maria Nova, uma das mais importantes construções sacras da cultura normanda na Itália. Foi construída em 1174. É Patrimônio Mundial da UNESCO desde 2015 como parte do itinerário árabe-normando de Palermo. Tem uma porta preciosa, por fora, uma gravura original do século XVIII, gravada por Philibert-Louis Debucourt (1771-1801), que representa um grupo de caça na floresta intitulado “A Caçada”, feita a partir de uma pintura de Carle Vernet (1758-1836). Localizada na praça Guilherme II. Entrada com a estátua do rei e da Virgem Maria. Em estilo bizantino com ouro. Na capela-mor, a joia da arte árabe-normando: Cristo Pantocrator (Cristo Criador de Todas as Coisas), conforme o site www.historiadasartes.com, com a Virgem e o Menino, santos e anjos abaixo.

O órgão é digno de nota. O site http://www.wineinsicily.com destaca que foi construído pela firma Rufati, de Pádua, entre 1957 e 1967. São seis teclados com 61 teclas cada, 10 mil tubos de madeira e metal, subdivididos em três corpos sonoros; o console é, entre os que se movem, o mais largo do mundo, e existem 400 comandos ou paradas. Segundo a guia Alessandra, o som se distribui em diferentes lugares e acrescenta que três organistas são chamados para tocar em ocasiões de concertos. Vem organista do mundo todo, em bodas só usam um.

No chão, mármores do Egito usados nas tumbas dos faraós. Guilherme I, o pai do fundador, El Malo (O Mau), não gostava do povo. Guilherme II, El Bueno (O Bom). Morreu aos 36 anos. Não esperava morrer, a sua tumba foi feita pós-morte de mármore de carrara. A Virgem do Povo, do final de 1400, venerada. Uma capela dentro, no séc. XVII foi finalizada com mármores. Na frente à direita, o trono do rei, com escada para a sua coroação: “Sou rei por vontade divina”. Ao lado, o trono do bispo, mais simples que a do rei. Cenas do Novo Testamento: lava-pés, beijo de Judas, ressurreição de Cristo, são Pedro (em dourado) no trono. Pedro crucificado de cabeça para baixo, não quis morrer como Cristo.

Praça Via Emanuele. A descida pelas lojas e vendas. Compramos camisetas, chocolates, panos de prato. Preços módicos. Tudo colorido, chapéus, roupas, xales pashminas. Poucos banheiros públicos na vila: €1 (euro), pias com manivelas em todos os lugares na venda de frutas, no estacionamento, €2 (euros) o suco de laranja com sumo de limão. Delícia.

Continuaremos com Palermo.