Paracuru – Ceará – primeira parte

Paracuru – Ceará – primeira parte

Hoje é sexta-feira, dia 20 de novembro de 2020, e o destino deste final de semana é o município de Paracuru. O Carlos e eu saímos de Fortaleza pela av. Leste Oeste rumo à CE-085 ou Sol Poente, caminho Jericoacoara, litoral oeste, às 13h30. Paracuru se situa aproximadamente a 96 km da capital do Ceará. Seguimos a Sol Poente e prestamos atenção à entrada da cidade. Na Polícia Rodoviária Estadual se vira à direita, a via está em restauração, por sinal.  

Chegamos ao hotel Vento Brasil (rua Ormezinda Sampaio, 240) e pediram logo para pagarmos a segunda diária. A primeira foi paga antes. O hotel é bem localizado, perto do centrinho e da praia Ronco do Mar. A diária de R$195,00 para um quarto standard achei cara, uma vez que é um quarto simples, meio escondido e sem poder abrir as janelas, pelo bem da privacidade. A salvação é o ar-condicionado, uma vez que estava bem quente: 31°C. Percebo tudo bem mais caro em termos de hospedagem no litoral. Gostei do hotel de qualquer modo. Na próxima vez, ficaremos em um quarto melhor. A dica foi do irmão e cunhada do Carlos, Marcos e Iracema. Obrigada!

Assim que chegamos, já saímos para passear pelos arredores. Em frente ao estacionamento do hotel existe um sítio/fazenda chamado Teto da Praia, com coqueiros, galinhas, vacas, tudo tão interiorano. O aroma é outro. Há um calçadão com cerâmica imitando o de Copacabana no Rio de Janeiro na praia Ronco do Mar. A praia é uma delícia: barracas na praia, bares no calçadão, jangadas, pescadores, pousadas etc.

Vemos muitos olhos d´água no Ronco do Mar, além de cajueiros, mangueiras, castanholas e redes para deitar. As pessoas vão lá pegar mangas para se refestelar, passamos por um pai e filho estrangeiros demonstrando uma felicidade única ao carregar as frutas. Muito peculiar. Tudo ajeitado, com casas lindas pelo caminho, estamos na av. Beira Mar. A areia da praia oferece abrigo a famílias e casais de namorados.

Ainda existe prospecção de petróleo. Vimos uma draga e o terminal. Na praia à tardinha há moradores jogando bola; uma enseada verdejante que parece a da praia da Taíba, mas em menor escala. No local existe um restaurante chamado Fórmula 1 ao lado da Colônia de Pescadores de Paracuru. O entardecer é gostoso e o mar verde e azul imenso. Ali é a praia da Munguba.

Gostei de ter mirado uma pessoa coletando lixo na praia que, aliás, é relativamente limpa. Detalhe: aonde vou estou sempre fazendo o mesmo. Não consigo imaginar um peixe comendo garrafa de plástico. Tenho alma ecológica.

O Carlos relembrou o famoso carnaval de Paracuru nos anos 1970/80. A cidade lotada de foliões, uma bagunça efusiva, um carnaval com mela-mela à tardinha e à noite a presença no clube no centrinho em frente à Praça da Matriz. Esse clube não existe mais, foi desapropriado para dar lugar a uma praça com descida para a praia. O farol branco e laranja de hoje é só enfeite. No local há um bar/restaurante Hot Grill.

Nossa caminhada está boa para os joelhos, pois como choveu a areia está compacta e plana. Escutamos reggae na barraca de locação de pranchas e aulas de surfe. A praia Ronco do Mar é o lugar dos surfistas.

Paracuru é uma novidade bastante agradável. Sinto-me tocada pelo seu charme.  

À noite “vamos” na velha e boa pizza marguerita com Coca-Cola. Cerca do hotel se encontra a pizzaria Paiol, a mais antiga do município. Depois mais passeio a pé. O centrinho me lembrou do Crato no Cariri, a Igreja Matriz, as praças e ao redor casas antigas, bistrôs, lanchonetes, restaurantes etc. Lá está a pizzaria Moral, o Burguer & Pizza, o Cactus Paracuru e a Casa Curu (restaurante transado).

No centrinho se situa a Praça Francisco Batista Azevedo onde existe a Biblioteca Pública Municipal com o busto do mesmo em homenagem ao seu centenário 1908-2008.  Na frente está a igreja N. Sra. dos Remédios (a Igreja Matriz), com a imagem da Nossa Senhora fora da igreja na Praça da Matriz.

Ali perto na rua Profa. Maria Luiza Saboia se localiza um bistrô especial de tão fofo, com mesas, cadeiras, quadros feitos de mosaicos. A proprietária é também a artista plástica: Conceição. Ela prepara as comidas e quem serve é seu marido Otto (alemão). Eis o Mosaico Bistrô. Seu cardápio vai de caldos a hambúrgueres de soja, beterraba e carne de caju, bem natureba. Gostei.

Continuaremos em breve…

4 comentários em “Paracuru – Ceará – primeira parte

  1. Linda Paracuru,suas enseadas proporcionam banhos de mar tranquilos(ótimo para quem não sabe nadar rsrsrs..). Dá próxima vez, vou conhecer o bistrô Mosaico.

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