Viaje Slow

VIAJE SLOW

Ana Carolina Tavares

Você já parou para pensar que cada lugar visitado é como uma página escrita no seu diário da vida?

Já parou para refletir que o seu ritmo influencia diretamente nas suas vivências e lembranças?

Se você optar por quantidade, ou seja, o maior número de cidades/países possíveis por viagem, pode ser que veja muita coisa sim, é uma forma de viajar que preza pela economia de tempo. A questão é que quando fazemos isso, corremos o risco de não SENTIR. As memórias afetivas dificilmente poderão ser descritas nas páginas do seu diário da vida. Mas, tenho uma boa notícia. Existe uma outra forma de viajar.

Essa maneira de flanar pelo mundo nos permite utilizar nossa presença por inteiro. Nos permite usar os nossos 5 sentidos. Nos faz, mesmo depois de muitos anos da viagem, recordar intensamente tudo aquilo que vivemos ali. Uma música que faz arrepiar, um cheiro que invade nossa memória, uma foto que nos deixa emocionados..

Viajar é estar presente no aqui-e-agora, é a porçãozinha mágica. Viajar fazendo coisas que têm a ver com a sua singularidade. Levar seus hobbies e sua subjetividade na mala. Sim, é permitido e você não pagará multa por excesso, eu garanto. Permitir-se não ser cópia de ninguém, indo para determinadas atrações que não te interessam, só porque todo mundo vai. Livre-se disso, você vai tirar um peso enorme das suas costas. Vou explicar: Se você ama salsa ou tango e não se interessa por ver todas as estátuas da cidade, sinta-se livre para fazer uma aula de dança na beira do Rio Sena (por exemplo). Será uma experiência única ser VOCÊ. É um verdadeiro ato revolucionário não fazer o que todos fazem se você não tem vontade.

Viaje slow, viva esse momento com a sua singularidade e ele será divertido, desestressante e inesquecível. 💓

P.S. A autora Ana Carolina Tavares é psicóloga, viajante e escritora. Colabora no meu blog com sua escrita leve e refrescante. A você, Carol, o meu agradecimento.

Psicóloga CRP11/ 08796

Instagram: autoamor_feminino

6 comentários em “Viaje Slow

  1. Dear Monica,
    Interessante como a
    experiência única de ser VOCÊ é percebida como “um verdadeiro ato revolucionário”. Vivemos tempos sombrios quando as pessoas comportam-se como em rebanhos e ‘compram’ modismos . Fazem o que todos fazem. Seja uma dancinha ridícula para ser postada no Instagram pois todos estão fazendo o mesmo. Seja viajar para as Maldivas pois é ‘in’ renovar os votos de casamento num cenário idílico mas o q importa mesmo são as fotos e os ‘likes’ a serem conquistados.

    Gostei de ler sobre o que penso. Sejamos revolucionários!

    Obrigada pela generosidade em acolher e compartilhar escritos de amigos em seu blog. Delícia de texto!
    Abraços para a Carol e para você também.

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    1. Querida Josi,
      Que comentário mais “in”. É isso mesmo, sejamos únicas na nossa maneira de ser, inigualável somos. Ser slow é ter tempo para fazer as atividades com qualidade, é ter tempo de olhar as estrelas, nada mais revolucionário, como você diz. Estou sempre aberta a artigos que devem ser partilhados. Topa? Grande abraço e obrigada.

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  2. Dear Mônica,
    Totalmente slow eu sou! 😊
    Escuto as estrelas e dou piscadelas de volta;, emociono-me com o por do sol diário e agradeço. Enfim, é prazeroso viver e ‘ser slow’ – uma decisão madura de vida.
    Sejamos ímpares!
    Abraço grande.

    PS: Ah! Topo sim.

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