Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Roma – parte 1

Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Roma

O Carlos e eu viajamos de Fortaleza a Lisboa via TAP dia 18 de dezembro de 2010 e essa viagem ficou no nosso coração. O voo atrasou umas 3h em Fortaleza, e era madrugada. Dia 19 de dezembro fizemos Lisboa-Roma às 18h55, com mais um atraso de 1 hora. O planejamento foi Roma, Florença, Veneza, de volta a Florença e depois Roma. Nosso retorno foi 4 de janeiro de 2011. E o convite foi da colega e amiga de trabalho Elisandra e de seu marido italiano (de Florença) Massimiliano Barbieri. Até hoje nos beliscamos sem acreditar que tivemos essa oportunidade única na vida de passar as festas natalinas com uma família italiana. Foi fan-tás-ti-co, para dizer o mínimo. Eternamente agradecidos aos companheiros de aventuras Elis e Max.

O engraçado foi recordar a nossa chegada no aeroporto Fiumicino ou Leonardo da Vinci em Roma depois das 23h. Saímos do avião seguindo um senhor português, pois achávamos que ele sabia o caminho dentro do aeroporto enorme. Não é que nos perdemos do restante dos passageiros e ficamos dando voltas lá dentro? Ainda bem que nós três encontramos um guarda legal que nos indicou o caminho correto, retornamos por onde viemos e alcançamos a nossa esteira da bagagem. Ufa! Chegamos ao hotel pela 1h da madrugada exaustos, fomos de van com umas 6 pessoas e uns 40 minutos até o hotel por 15 euros à época.

A gente se hospedou no hotel Luciani, 2 estrelas (Via Milazzo, 8 – Marsala, com café da manhã) em Roma, via Booking.com. Infelizmente, por não ter elevador, subir as escadas com as malas não foi fácil. Gostamos muito, simples, pessoal simpático, com o dono presente, e perto da estação ferroviária Termini, ou seja, bem localizado com muitas opções de restaurantes nos arredores. Só não é aconselhável sair à noite, no máximo ir passear na estação de trem. Nós amamos fazer isso, há muito movimento e shopping center dentro. As lojas são um delírio.

De dia passeamos pela cidade. À época eu ainda tirava foto do carro Smart, porque não existia aqui no Brasil e sempre considerei um fofo.

Iniciemos Roma. Dia 20 de dezembro, começamos os passeios obrigatórios. Era inverno, logo escurecia cedo. Passeamos à tarde, a manhã foi para repor as energias. O Foro Romano e o Coliseu por fora. O almoço muito bom: pasta com salmão e vinho. Como se come bem, não há massa como a da Itália. Tivemos dificuldade com o nome das ruas e encontramos pelo caminho pessoas sem paciência e simpatia para nos dar informações. Sentimos a falta de uma maior sinalização para os turistas. Pena não falar italiano, o inglês nem sempre foi o suficiente no país. Percebi que os vendedores de lembrancinhas pra turistas do lado de fora das atrações realmente não gostam de dar informações, reclamam.

Dia 21 de dezembro: o Coliseu por dentro, a Bocca della Verità (a Boca da Verdade, aquela na qual colocamos a mão dentro, “sem medo porque estamos dizendo a verdade” e tiramos foto) na Basílica Santa Maria In Cosmedin, o parque da Vila Borghese, a Piazza del Papolo, a Piazza di Spagna, a Via del Corso (fabulosa para compras), a praça Vittorio Emanuele e as Termas de Caracalla (Via delle Termi di Caracalla, 52). As termas valem a pena, trata-se de um lugar com um bom astral e poucos turistas. Segundo a Wikipédia, também chamadas Termas Antoninas, era o segundo maior complexo de banhos públicos de Roma, provavelmente construídas entre 211/212 d. C. e 216/217 d. C., durante o reinado dos imperadores Sétimo Severo e Caracala. O local permaneceu em uso até 530 d. C., quando foi abandonado e se arruinou. O Coliseu ou Anfiteatro Flaviano é oval e situado no centro de Roma. A maior atração turística da cidade é localizada na Piazza del Colosseo, 1.

Dia 22 de dezembro: O Vaticano, a Basílica de São Pedro, o Museu do Vaticano com a sua magnífica Capela Sistina. Lá estão os afrescos do Juízo Final de Michelângelo. Eis um lugar que nunca esqueceremos. Só o Vaticano é um passeio de um dia todo. O jantar foi de sopa de verduras no Al Nuovo Fagionetto com vinho da casa especial (rua Via Filippo Turati, 21) para os lados da estação Termini.

Dia 23 de dezembro: passeio pela Fontana di Trevi, Templo de Adriano, Pantheon (Basílica Santa Maria Ad Martyres), e Piazza Navona, com uma feira de Natal encantadora. Ali almoçamos spaguetti a pomodoro e basil com vinho em um restaurante, nos deleitando com um cenário tão mundialmente conhecido. A esplendorosa Embaixada do Brasil fica nessa praça. A Wikipédia informa que o Panteão é tipo um templo romano e tem planta circular com um pórtico de grandes colunas coríntias de granito. Foi construído em 125 d. C. Tem sido utilizado como uma igreja, oficialmente Santa Maria dei Martiri, desde o séc. VII. Localiza-se à Piazza della Rotonda.

À tarde inventamos de conhecer o lugar onde os papas têm a sua residência de férias: o Castelo Gandolfo, escolhido pelo papa Urbano VIII, chefe da Igreja Católica de 1623 a 1644. Foi uma jornada diferente de meio dia. Pegamos o metrô até a estação final da linha A (laranja), depois descemos e fomos ao terminal do Cotral (ônibus) para o Castelo Gandolfo. Chegamos, conhecemos um pouco do local, não entramos no Palácio Pontifício, ou na Igreja de São Tomás de Villanova, ou no Antiquarium da Villa Barbieri. Planejamos mal, decididamente, era pouco tempo para conhecer uma das aldeias mais bonitas do país. A região do lago Albano é muito agradável.

Os italianos que trabalhavam perto da parada de ônibus nos ajudaram com informações, pois estávamos na parada errada. Ficamos lá “mofando” até que percebemos que estávamos no lugar equivocado, e já estava começando a escurecer. Consertamos o prumo e voltamos bem. O congestionamento foi intenso no retorno. Gostei de ter visto a região do vinho Frascati, a comuna de Frascati, a 25 km de Roma, na região do Lazio. Amo esse vinho branco, refrescante e de aroma floral.

Dia 24 de dezembro: partimos do hotel e pegamos o trem Freccia Rosa em direção a Florença na Estação Termini.

Continuaremos nossa jornada em breve…

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