Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Veneza – parte 3

Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Veneza – parte 3

Dia 27 de dezembro de 2010: o Max, Elisandra, o Carlos e eu vamos a Veneza com o carro do pai do Max. São 3 h de viagem Firenze-Veneza. Colocamos gasolina (16,10 EUR- euros) e pagamos pedágio (16,20 EUR) no caminho.

Passamos pelos Alpeninos (mais de 700 m de altura) com cidades de bonecas, cobertas de neve. Os pinheiros também se revestem de branco. No meio da viagem, paramos em um desses locais enormes que existem nos EUA e Europa com banheiros, vendas de lembrancinhas, lanches, cafés e do lado de fora, posto de gasolina. Acho fantástico.

Antes de chegar a Veneza, em Tessera, deixamos o carro em um estacionamento chamado Pesco Parking e pegamos um ônibus (5D) em direção a Veneza. Lembrando que lá não anda carro. Chegamos, nos perdemos nas ruelas, mas alcançamos o hotel: Orion (San Marco, Spadaria 700/A). Muito bem localizado, gostei. Pequeno, com escadas, no 4° andar. Detalhe: o Max pensou em tudo antes e fez reservas no hotel e restaurantes.

Almoçamos no restaurante Ostaria a la Campana na Calle del Fabri, 4720, San Marco, na rua paralela à rua do Relógio. Bom, barato e familiar.

Estava muito frio, demos umas voltinhas e à noite fomos a uma ópera e concerto em Campo San Salvador, Rialto por 25 EUR: As Quatro Estações de Vivaldi. Chama-se Scuola Grande di San Teodoro e o endereço é San Marco, 4810. A sala de espetáculos tem cadeiras azuis no mesmo nível por preços diferentes. O local é lindo, bem cuidado, delicado, com pinturas no teto, um sonho. O lugar se chama I Musici Veneziani. Os cantores e orquestra usam roupas do séc. XVIII. Ficava me beliscando de tanto encantamento.

De lá fomos jantar sopa no mesmo restaurante do almoço. Que cidade deslumbrante!

Dia 28 de dezembro: um momento muito esperado, o passeio de gôndola. Pena que o dia estava nublado. 55 minutos de pura emoção, tendo o Nicolo a guiar-nos pelos canais de Veneza. Pagamos 70 euros, é bom pechinchar, pois o preço mesmo é 80 euros.

Lembram do casal de ingleses legais que nos deram tíquetes para o vaporetto em Florença? Pois usamos o táxi aquático a fim de passear pela lagoa do Mar Adriático, mas não conhecemos as ilhas de Murano e Burano, não daria tempo, infelizmente. São mais de cem pequenas ilhas. Os ingleses nos pouparam 13 EUR, aliás, pegamos o vaporetto na Praça de São Marcos e lá descemos de volta, foi um passeio completo. Amamos a sensação de estar entre gente da terra, afinal é o transporte deles.

O Max descobria restaurantes incríveis. Para o almoço era um pequeno e escondido, nem peguei o nome, uma pena. Os pratos de bacalhau e massas com peixes e moluscos a lá Veneza eram demais. A massa era escura, bem diferente. Pagamos 28 EUR (o casal).

Após o almoço, visitamos a Basílica de San Marco na Piazza San Marco, um fenômeno bizantino com chão e teto espetaculares por 2 EUR. Segundo a Wikipédia, é a mais famosa das igrejas de Veneza. Trata-se da arquidiocese católica romana desde 1807. Fica ao lado do Palácio Ducal. O site www.infoescola.com e a Wikipédia acrescentam que originalmente deveria ser uma extensão do Palácio Ducal com parte do espaço privativo ao Doge, o Duque de Veneza. Sua construção começou em 828 e foi concluída em 832, tendo a função de abrigar os restos mortais atribuídos ao evangelista Marcos. Porém sofreu um incêndio durante uma rebelião em 976. A basílica atual teve sua construção iniciada em 1063, no que viria a ser a base do atual edifício. Sempre foi o centro da vida pública e religiosa da cidade, somado ao Palácio Ducal. Em termos de estilos arquitetônicos, é uma combinação de artes bizantina, gótica, renascentista, maneirista e barroca.

Já o Palazzo Ducale é outra relíquia da cidade com o museu e pátio fenomenais por 12 EUR. A Wikipédia informa que o Palácio Ducal também é conhecido como Palácio do Doge, símbolo de Veneza e obra-prima do gótico veneziano. Foi construído entre 1309 e 1424, sendo a antiga sede do Doge de Veneza e da magistratura veneziana. Por sinal, doge significa chefe ou primeiro magistrado eleito das antigas repúblicas marítimas italianas, nomeadamente, Gênova e Veneza. A entrada monumental do palácio é chamada de Porta della Carta e foi erigida em estilo gótico florido por Giovanni Bon e Batolomeo Bon. Entramos no pátio por essa porta.

À noite concerto no mesmo lugar da noite anterior: I Musici Veneziani, desta vez uma Ópera Concerto, Barroco e Ópera. Os músicos, sopranos e tenores vestidos a caráter, a gente se sentiu no século XVIII. Escutamos empolgados, em dois atos, partes das óperas, como La Traviata de Verdi, Dom Pasquale de Donizetti, Don Giovanni de Mozart, Tosca de Puccini etc. Um show de sensações. Amei! Foram uns 25 EUR muito bem aproveitados.

Dia 29 de dezembro: saída de Veneza. Fomos a pé com as malas naquele frio até a estação ferroviária onde pegamos o ônibus até Tessera, local onde estava o carro no Pesco Parking. O carro estava congelado. Vamos rumo a Verona. Veneza ficou com o gosto de quero muito mais…

2 comentários em “Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Veneza – parte 3

  1. Viagem de sonho,Mônica!
    Amo estes detalhes.Revivo a que fiz para Veneza e assisti a este espetáculo de músicos e cantores,vestidos com roupas de época,encantador!
    Continue!muito bom mesmo!

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