Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Verona e Florença – parte 4

Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Verona e Florença – parte 4

Dia 29 de dezembro de 2010: Chegamos a Verona de carro, vindos de Veneza. Somos o Max, a Elis, o Carlos e eu. Cidade encantadora, parece uma cidade portuguesa com peatonal (área de pedestres). O carro foi estacionado e saímos passeando a pé. Conhecemos um pouco do centro histórico, havia uma feira por lá. Pagamos 2,50 EUR para entrar no Duomo ou catedral de Verona, e visitamos a casa (e também museu) mais famosa: a da Julieta (Via Cappello, 23), em estilo gótico do século XIV. Personagem do renomado Romeu e Julieta (Romeu Montecchio e Julieta Capuleto) de William Shakespeare (1564-1616): poeta, dramaturgo, tido como o maior escritor do idioma inglês e mais influente dramaturgo do mundo, segundo a Wikipédia.

As paredes da entrada da casa estão repletas de bilhetes de amor com os pedidos dos turistas que lá estiveram, havia lojas e uma árvore de Natal com mais desejos de amor. Interessante a existência da estátua da Julieta no pátio e diz a lenda que ao tocar no seio da estátua, se tem sorte no casamento. Na casa mesmo não entramos por falta de tempo, mas testemunhamos a presença da famosa sacada de pedra na casa onde Julieta em uma das cenas mais conhecidas do livro, declamava seu amor por Romeu. A Wikipédia nos esclarece que a dita tragédia foi escrita entre 1591 e 1595 sobre dois adolescentes cuja morte acaba unindo suas famílias, outrora em pé de guerra.

Partimos em clima leve, rumo a Florença.

Dia 30 de dezembro de 2010: Visita ao Palazzo ou Palácio Pitti. A Wikipédia esclarece que é um grande palácio renascentista, no passado residência urbana de Luca Pitti, um banqueiro florentino. Foi comprado em 1539 pela Família Médici para servir de residência oficial dos Grandes Duques da Toscânia. Trata-se de um museu público, uma das maiores galerias de arte de Florença.

Vimos a amostra de Caravaggio (Michelangelo Merisi, 1571-1610), pintor italiano, o mais revolucionário artista do barroco. Também a exposição de Caravageschi ou Caravagismo, ou seja, uma corrente seguidora do barroco que ocorreu principalmente no séc. XVI, artistas que se inspiraram em Caravaggio, de acordo com a mesma fonte anterior. No palácio, da mesma forma, vimos salas de apartamentos repletos de obras, com tetos pintados da mitologia romana.

Também visitamos a Basilica Santa Croce ou Santa Cruz, onde estão enterrados Galileo Galilei, Maquiavel, Michelangelo, Rossini e outros. Fenomenal a principal igreja franciscana em Florença. Localiza-se na Piazza di Santa Croce. Andança pelo centro histórico, incluindo a Ponte Vecchio ou Ponte Velha, com suas joalherias espetaculares. Me arrependi de não ter comprado um anel, as joias são delicadas, únicas. No site www.tudosobreflorenca.com, aprendemos que se trata da ponte mais antiga da Europa, de 1345. É o símbolo do romantismo que inunda toda a cidade. Nos séculos XV e XVI, suas casas foram ocupadas por açougueiros, mas quando a corte se mudou para o Palácio Pitti, Fernando I mandou fechar os comércios pelo cheiro desagradável. Desde então, as lojas foram ocupadas por joalheiros e ourives. Ali perto, descobrimos um mercado de couros e artesanatos finos, bolsas incríveis, tudo requintado.

Dia 31 de dezembro de 2010: Palazzo Vecchio ou Palácio Velho, situado na Praça Senhoria (Piazza della Signoria). Atualmente é a sede da prefeitura e no seu interior existe um museu que expõe obras de Michelangelo Buonarroti, Giorgio Vasari e outros.

Almoço de minestrone, uma delicia. A Wikipédia afirma que a sopa italiana é composta por uma variedade de legumes cortados, quase sempre, arroz ou macarrão. Os ingredientes mais usados são tomate, feijão, cebola, cenoura, aipo e batata. Não existe uma receita específica, pode ser feita com quaisquer legumes que estejam em época. O site www.panelinha.com.br diz que a receita leva “os legumes que você tem na geladeira.”

Compras pelas ruas. Sorvetes maravilhosos de chocolate Ferrero Rocher. À noite banquete no apartamento dos pais do Max, juntamente com a Elis, Max e tios Luigi e Monica. Tomamos um vinho Brunello di Montalcino, safra especial (nos beliscamos, pois é caríssimo no Brasil). Mais uma noite inesquecível, nem quisemos sair na noite de Ano Novo, afinal estava muito frio e o ambiente caseiro era tudo de bom. Viva o sr. Gianni Fattoli e a sra. Grazia, pais do Max, que nos acolheram tão bem, assim como os tios e Max e Elis.

Dia 01 de janeiro de 2011: Passeio pelo centro histórico, o Duomo estava fechado. Na Piazza della Repubblica havia uma exposição de carros antigos, pequenos e até uma Ferrari. A praça tem formato retangular e um arco imponente. O carrossel mais famoso da cidade se encontra lá e ao seu redor existem vários cafés e restaurantes, conforme o site Guia de Destinos.

O almoço foi novamente no Babbo (pai) e na Mamma (mãe). Sempre passamos bem. Conhecemos depois a Basilica della Santissima Anunziata ou Basílica da Santíssima Anunciada com missa, bela. Localizada no centro histórico, foi fundada em 1250. O site travel.sygic.com coloca que esta igreja do séc. XIII possui um interior deslumbrante e um teto dourado que remonta ao séc. XVII. Também exibe afrescos do sec. XVI e uma pintura de N. Sra. conhecida como “Anunciação da Virgem Maria”, situado perto da entrada. Repare no altar-mor decorado com uma tela de Giorgio Vasari.

Conhecemos o mirante da Piazzale Michelangelo, com uma vista panorâmica esplêndida da cidade e do rio Arno. Estamos no bairro Oltrarno, a parte mais alta de Florença, nas suas colinas. Não poderia faltar a árvore de Natal tradicional. O cenário dá um toque mágico ao novo ano. Lá na praça grande (piazzale) havia uma venda de artesanatos e bolsas. O site florence-museum.com acrescenta que no centro da praça está uma das três cópias de Davi de Michelangelo existentes na cidade, cópia tal feita em bronze em 1873. A respeito da praça, foi construída por Giuseppe Poggi, arquiteto florentino nos fins do séc. XIX. É dedicada ao grande artista renascentista Michelangelo e ao lado da cópia de Davi estão quatro alegorias das Capelas dos Médici de San Lorenzo.

Impossível não sair encantada com a elegância de Florença. Continuaremos com Roma nos nossos últimos dias na Itália.

6 comentários em “Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Verona e Florença – parte 4

  1. Mônica!Você conseguiu me levar ,novamente,para uma das cidades mais lindas do mundo!Amei o texto,sempre bem fundamentado,e explicativo.Visitar um país,pelas mãos de um nativo é maravilhoso,pois se vê, tb com o coração Parabéns!tá cada vez melhor.

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    1. Querida amiga Ana,
      Obrigada pelo seu comentário. Concordo, viajar por um país pelas mãos de um nativo é sempre um passeio mais completo e interessante. Por isso gosto de ser guiada e informada por eles. Você é minha leitora cativa. Grande abraço caloroso.

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