Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Roma – última parte

Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Roma – última parte

Dia 02 de janeiro de 2011: Partida para Roma de Florença. O trem é rapidíssimo. Esperamos pela informação da plataforma no binário (painel) da estação.

O Carlos e eu chegamos a Roma e fomos nos hospedar no mesmo hotel da nossa chegada: Luciani (Via Milazzo, 8), duas estrelas, perto da estação ferroviária Termini. Decidimos fazer um city tour no ônibus Vermelho Linea Rossa, daqueles para turistas. Por 10 EUR, foram duas horas de percurso sem descer. O almoço foi salada e minestrone, e o jantar, sanduíche de atum.

Dia 03 de janeiro de 2011: Dia para ser bem aproveitado, pois era o último. Fomos a pé até o Coliseu ou Anfiteatro Flaviano, cuja construção ocorreu de 68 a 79 a. C. Entramos desta vez. Dizer que é imperdível se torna redundante. Conforme o site www.todamateria.com., é um dos símbolos da cidade italiana. Com três andares, depois foi adicionado outro, possui 45 m de altura e foi erigido com concreto e areia. A Wikipédia acrescenta que poderia abrigar 50 a 80 mil espectadores. O edifício era usado para combates de gladiadores e espetáculos públicos, como simulação de batalhas marítimas e caças de animais selvagens. Aconselho ver o filme Gladiador com o ator Russell Crowe, do ano 2000.

Visitamos a Basílica de Santa Francisca (Francesca em italiano) Romana que guarda as relíquias da santa na cripta, lá também está sepultado o papa Gregório IX. Segundo a Wikipédia, foi fundada no séc. IX e é uma das poucas basílicas românicas de Roma.

Andamos até o Circo Máximo, criado pelos antigos reis etruscos de Roma. Interessante contar que um italiano quis nos passar a perna antes de chegarmos no local. Parou o carro e queria nos vender jaquetas de couro a todo o custo, insistiu muito, mas nos livramos dele. Cheirava à enganação. Pensamos o óbvio: até em Roma!!! Voltemos ao Circus Maximus (latim). O filme Ben Hur, de 1959 com Charlton Heston, mostra como era uma corrida de biga do século II a. C. De acordo com o site www.infoescola.com,, era o lugar utilizado para entretenimento na Roma Antiga, isto é, a arena era palco para jogos, festivais e corridas de bigas (carros de combate).

Detalhe: percebi que os vendedores ao redor das atrações turísticas não gostam de ajudar os turistas, ainda mais em outra língua. Não eram simpáticos, muito pelo contrário. Melhor ficar ligado nas placas e avisos.

Continuamos o passeio, agora pelo Fórum Romano e o Museu Palatino: 4 h de caminhada por 12 EUR. Interessante dizer que o ingresso do Fórum Romano está incluído no ingresso do Coliseu. O Museu Palatino é dedicado à preservação da rica história desta região da cidade.

Primeiro, a localização do Fórum Romano. A Wikipédia informa que se encontra no Monte Palatino, a mais central das sete colinas de Roma e uma das mais antigas da cidade. Tem uma elevação de 40 m acima do Fórum, para o qual tem vista em um dos seus lados. De outro, domina o vale ocupado pelo Circo Máximo. Na antiguidade era o melhor lugar para se viver, muitas pessoas importantes como o poeta Cátulo, o orador Cícero e imperadores romanos como Calígula, Tibério e Nero viveram nele.

O que significa “palatino”? O site www.dicio.com.br comenta que “dizia-se de um nobre encarregado de qualquer serviço no palácio de um soberano” (adjetivo).

O Fórum Romano, conforme a Wikipédia, foi durante séculos o centro da vida pública romana, o local de cerimônias triunfais e de eleições. Discursos públicos, processos criminais, confrontos com gladiadores e assuntos comerciais ocorriam no lugar. A mais conhecida estrada era a chamada Via Sacra que seguia desde o Capitólio até o Arco de Tito.

Fascinante a exposição dos Guerreiros de terracota ou Exército de terracota ou Guerreiros de Xian, que estava exposta nesse sítio histórico. Trata-se de uma coleção de esculturas de terracota representando os exércitos de Qin Shi Huang, o primeiro imperador da China. São 800 estátuas de soldados e generais de barro que foram encontrados em 1974 acidentalmente. Estavam a menos de 1 km da tumba do imperador mencionado anteriormente, conforme a Wikipédia. Essa mesma exposição eu visitei no parque Ibirapuera em São Paulo em 2003.

O almoço às 17h foi de pizza perto do hotel. Já o jantar foi uma lasanha vegetariana com abobrinha e um macarrão a carbonara para se despedir da bela Itália, país de antepassados nossos. Comida que ficou na memória e o lugar também, agradável e bonito. O restaurante? Sugiro o Mangrovia (Via Milazzo, 6a-6b). O garçom Giuseppe ficou encantado quando soube que éramos de Fortaleza-Ceará. E não é que ele visitava Fortaleza todos os anos? Por conta disso, o Carlos ganhou uma grappa (aguardente) após o jantar e eu um lemoncello (licor de limão) de brinde. Aliás, amo tomar essa bebida, é a cara da Itália. O garçom foi muito simpático. Temos sorte para essas coisas, o motivo deve ser porque gostamos de conversar com o povo. Para fazer a digestão, rumamos à Estação Termini para caminhar, lugar especial.

Dia 04 de janeiro de 2011: A taxa cobrada ao turista de 2 EUR por diária havia começado a partir de 01 de janeiro. A saída do ônibus até o aeroporto Fiumicino foi uma dica preciosa do hotel. Pega-se em frente à Estação Termini com horários certos. Eram 8 EUR por pessoa, uma maravilha.

Fim de viagem. Gratidão às pessoas maravilhosas que nos receberam de braços abertos a fim de termos um Natal e Ano Novo únicos nas nossas vidas.

2 comentários em “Memórias de um Natal e Ano Novo na Itália – Roma – última parte

  1. Dear Mônica,
    Obrigada pela viagem deliciosa! Gosto de passear com você e o Carlos. As dicas são ótimas e as peculiaridades vividas em Roma, descritas com bom humor.
    Jaqueta de couro? Por favor! Que desaforento! Que delícia a lasanha vegetariana – deu água na boca. E que encontro inusitado com o simpático Giuseppe!
    Good old times!
    Que logo possamos viajar para além mar!

    Abraço grande ao casal querido.
    With love,
    Josi

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