Jornada no Rio Grande do Norte – Galinhos e suas atrações

Jornada no Rio Grande do Norte – Galinhos e suas atrações

Hoje é dia 20 de outubro de 2021. Manhã. O café da manhã na pousada Oásis à beira rio foi robusto: frutas tropicais diversas como manga, goiaba, mamão e outras, banana frita com canela, sucos, tapioca, ovos, doces, sanduíches, creme de abacate, canjica, bolos, pães, panqueca, ufa! Perfeito e tudo com pouco açúcar. Embalados por um cenário do rio Aratuá, um show poético com os barcos nos presenteando com um dia iluminado. Aliás, a temperatura era 30° C, mas a sensação térmica de 34º C e só era 9 h.

A origem do nome “galinhos” surgiu espontaneamente pelos nativos devido a terem sido encontrados com facilidade os peixes-galos na região, tais peixes eram comumente menores que o normal, logo a região ficou nomeada como Galinhos. A região produz sal, algodão e sisal. 95% do sal marinho nacional é produzido no Rio Grande do Norte, boa parte dele em Galinhos (baseada no blog http://www.marazulreceptivo.com.br).

A manhã será para passeio de barco. A infraestrutura de barcos e passeios é boa. O escolhido se chama Fortaleza do comandante Zezo e do marinheiro Cleiton. Nossos companheiros de percurso aquático o casal do Rio de Janeiro Luciene e Ramón. O papo foi bom até porque a Luciene já havia morado em Fortaleza. Os locais a serem visitados: a Ilha das Cobras, as salinas, a Praia do Capim, e finalizando com um almoço em Galos.

Começamos com a Ilha das Cobras. Vimos um manguezal limpo com algarobas, garças azuis e uma trilha isolada. Camarões, caranguejos, peixes como tainhas (encontradas em Santa Catarina também), carapebas e outros. Ali é um berçário de ostras, peixes e crustáceos, que riqueza. Vale a pena conhecer e valorizar os manguezais.

São quatro rios que cruzam a região, o Aratuá é um deles. Chegamos à salina Diamante Branco. Parece uma geleira, incrível. Lembrei do Perito Moreno da Patagônia argentina, logicamente em menor grau. Várias empresas estrangeiras estão presentes na prospecção do sal marinho. O Cleiton mostrou a pepita de sal que se lava com água salgada. No final da Ilha das Cobras, se situa o Rio do Furado que dá mais peixes e é mais fundo.

Seguimos o passeio passando de barco pelas Dunas do Capim e seu parque eólico, além do seu manguezal. Interessante dizer que as dunas são móveis. Os bugres andam por cima da duna, é uma aventura, com certeza. Vimos patos pretos que só comem 800 g de camarão por dia e submergem por meia hora. Ali perto, no rio tomamos banho, bastante refrescante! De acordo com a Wikipédia, na Praia do Capim, a alta salinidade proporciona uma flutuação incomum (é comparado com o Mar Morto que banha Israel, Cisjordânia e Jordânia).

O almoço foi em Galos, outro povoado. O restaurante da Irene tinha comida boa e variada, estilo buffet, R$35,00 por pessoa. O papo com os cariocas foi estimulante. De lá de volta ao barco, passamos pelas Dunas do André. O barco deixou o casal carioca no estacionamento Pratagil, já que iam embora e nós continuamos a jornada rumo a Galinhos…

À tarde a ideia foi outro passeio com o Hiago, de charrete com seu cavalo Flashback, desta vez em direção às Dunas do André. O visual do mangue no sopé da duna é imperdível. Mais, o contraste do pôr do sol saindo do rio Aratuá torna o momento mágico. Fazer esses passeios de charrete é exótico demais. O vento intenso em cima da duna é intenso.

Digno de nota afirmar que Galinhos tem associações de charretes, bugres e barcos. O Hiago acabou os estudos fundamental e médio em Galinhos. Os professores vêm de Macau-RN.

Galinhos: vida pacata, peculiar, tranquila, todos se conhecem e se ajudam. Há muitos estrangeiros com casas de veraneio na península. A própria pousada em que ficamos é de uma. Um local do tipo “tem que visitar”. Que a cidade/vila não mude tanto como ocorreu com Canoa Quebrada e Jericoacoara no Ceará, aquelas vilas bucólicas cresceram de modo a perderem muito do charme, eis a minha opinião.

Jantar: a costumeira pizza marguerita, com o nosso espumante francês Veuve Calendrin Brut Rosé no restaurante Porto Bistrô da pousada Oásis (rua Beira-Rio, s/n). Os pratos transados com figuras de gatos, e as mesas diferentes umas das outras formaram um conjunto gracioso. Fomos atendidos pelo garçom Anderson e aqui mandamos um abraço para a Lorraine da pousada. As pessoas são atenciosas e curtem uma conversa agradável. A água do rio batendo perto da gente e nós bebendo espumante, um espetáculo.

Galinhos, lugar encantado! Partiremos no dia seguinte para o Ceará rumo a uma praia querida nossa: a Redonda em Icapuí.

6 comentários em “Jornada no Rio Grande do Norte – Galinhos e suas atrações

  1. Me vi novamente no barco Fortaleza em Galinhos. Foi um passeio maravilhoso e em excelente companhia. Um bjão da carioca com coração cearense 😘

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