Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Carnaval em Maceió-2023-Passeio a São Miguel dos Milagres-quarto dia

Hoje é dia 20 de fevereiro de 2023, o passeio de hoje é em direção ao litoral norte, na AL101 Norte, só duplicada no início, no rumo de Sonho Verde, São Miguel dos Milagres, Maragogi e Porto de Galinhas em Pernambuco. Vamos conhecer a praia de São Miguel dos Milagres e fazer passeio de bugre pela cidade.

Mas antes falarei sobre o café da manhã do hotel Acqua Inn. Dentre tantas iguarias, macaxeira cozida e bolo de tapioca. Amo! Saímos correndo, pois o ônibus da WS/CVC nos pagou às 6h45 para mais um dia de lindas praias. Detalhe: tudo muito organizado.

Fico observando a orla de Maceió. Há placas dizendo: “a praia e nossa, o lixo é seu”. Algo básico, mas que deve ser dito. Lá estão os garis limpando a praia às 7 h da manhã. As paradas de ônibus são de madeira, bem ajeitadas.

O litoral é todo coqueiral. Belo. A guia Andréa é a mais completa dos guias em informações. O motorista é o Rinaldo. Interessante que todos os guias agradecem a Deus e falam na graça de estarmos vivos.

Passamos por Jacarecica, praia de mar aberto sem a barreira natural de arrecifes. O nome Jacarecica significa “o melhor pedaço do jacaré”. Vemos um calçadão novo, casas simples, prédios da década de 80. Chácaras fechadas para um lado com área verde, condomínios fechados para o lado da orla. A casa do notório PC Farias é avistada. A praia de Guaxuma, área nobre, ainda vai crescer muito. O SESC Guaxuma se situa no local. Os pescadores vão para alto-mar, há comércio, condomínios fechados na praia da Garça Torta, lá existem piscinas naturais. A região é tranquila. Os guias usam uns termos coloquiais que não conhecia, por exemplo: “passa a régua”, ou seja, pára o assunto.

Continuamos por Riacho Doce, onde o escritor José Lins do Rego se inspirou para escrever sua obra Riacho Doce, publicada em 1939. Terra de manguezais, fazem bolo de macaxeira, os pescadores vão para alto-mar. Praia de Pratagy que significa “nas águas da tainha”, o resort Pratagy Beach promete, do tipo all-inclusive; praia da Sereia, onde há a estátua da Sereia do mesmo pernambucano que esculpiu a estátua de Iracema aqui em Fortaleza: José Corbiniano Lins. Na barreira de corais há de se cuidar, pois existe um buraco onde alguns já se afogaram. Os nativos bebem muita cachaça Pitu, o uísque deles.

Ali, no povoado de Pescaria estão manguezais e há a coleta do caranguejo. O rio do mesmo nome tem cor barrenta, escura, o mar entra no rio e alimenta os manguezais. Mais nomes: Maragogi quer dizer “rio dos maracujás” na língua indígena e Aracaju “cajueiro dos papagaios”. Sempre aprendendo.

O afamado Hibiscus Beach Club se localiza na praia de Ipioca, distrito de Floriano Peixoto. A Costa dos Corais vai até Tamandaré em Pernambuco. Outro hotel mencionado foi Salinas de Maceió e o Ipioca Resort está em construção. A região é um paraíso.

Antes de São Miguel, cruzamos Passo de Camaragibe com uma estátua de Padre Cícero na praça. Nesta localidade nasceu Aurélio Buarque de Holanda, formado em Recife-Pernambuco, é dicionarista mor da língua portuguesa, nosso orgulho. Passo era o rio usado por quem vinha da Capitania de Pernambuco, já que Alagoas fazia parte. Na entrada da rodovia que dá para Passo de Camaragibe, há a estátua de um dicionário com a foto de seu autor. Bonita homenagem. A região é de fazendas e usinas. Tudo verde, terra úmida e abençoada. Gado e cavalos mil. Houve alagamento na região em 2022.

Enfim, chegamos a São Miguel dos Milagres. A guia já nos conta a lenda local: um pescador doente encontrou uma imagem de São Miguel e se curou. Logo, o santo foi lavado na fonte de água pura da cidade. A fonte é visitada e a capela de São Miguel na gruta ao lado também. As casinhas são coloridas, baixinhas, do mesmo estilo, o lugar é de paz e tranquilidade. Os terrenos estão encarecendo, muitas construções a caminho, lastimo que muitos coqueiros irão embora.

Ficaremos no ponto de apoio pousada Recanto dos Milagres, com ficha. E devemos fazer a reserva do almoço antes de sair para a praia. A praia é plana, com manguezais do lado direito e esquerdo. A água é turva e a maré ideal para os passeios. Vamos por R$75,00 por pessoa fazer um passeio de jangada até a piscina natural. 1 h e 30 minutos de vida boa. Se quiser, usar o snorkel, pode. Nós preferimos não usar e ficar se deliciando com os peixinhos. Há muito movimento com barcos na praia, gente e música.

Vamos ao passeio de jangada. Vão até 8 pessoas. A praia tem água escura, mas em alto-mar se torna transparente. O mar verde fica raso nas piscinas naturais. O lugar é mais amplo do que o de Maragogi e tem menos gente. Bastante gostoso. Os peixinhos sargentinhos dão o colorido, a areia com pedrinhas é chatinha de andar, mas dá certo. Pode caminhar com chinelos. O sol, o mar, o calor, tudo tão tropical. Delícia. O local se torna mais privado, gostei.

Ao voltarmos já engatamos o passeio de bugre. Mais 1 h e 30 min., R$ 60,00 por pessoa. Atravessamos São Miguel com o bugreiro Gabriel e um casal do Rio de Janeiro (Orlando e Núbia, comerciantes). Aí ele começa contando a lenda com outro detalhe: o pescador tinha lepra e se cura com a imagem de Miguel Arcanjo. Quem nasce lá é milagrense. São 8 mil habitantes, a economia é baseada no comércio e turismo. Vemos a praça Nossa Senhora Mãe do Povo com a paróquia do mesmo nome. Mais prefeitura, centro administrativo, o bairro Povoado Porto da Rua. A cidade é bem espalhada.

Prosseguimos com a primeira parada: a visita à casa simples do casal sensação dona Hilda e o senhor Conconha. Casa de taipa com vendas. A d. Hilda está famosa, já saiu em revista de companhia aérea. Ela merece, abraça todo mundo, é uma figura doce. Tiramos fotos da casa, do coqueiral. Oferecem cafezinho, amam conversar. Lá o Carlos encontrou os biscoitos conhecidos de Maragogi e comprou. Recomendo.

O modo de vida dos nativos é descomplicado, todo mundo se conhece. Vejo umas pousadas atraentes pelo caminho: Corais dos Milagres, Brisa dos Milagres, e muitas outras.

Segunda parada: na fonte milagrosa e na gruta com a imagem de São Miguel ao lado das torneiras com a água curadora. Muita gente da cidade pega água lá. Tomamos água, com certeza e rezamos a São Miguel.

Terceira parada: no alto da cidade no Mirante do Cruzeiro. Existe uma árvore peroba branca de 300 anos no local. O visual vale a pena. É um marco histórico. Na descida passamos pela paróquia Nossa Senhora Mãe do Povo novamente, fundada entre os séculos XVII e XVIII, que está em reforma no momento. No alicerce foram usados corais do mar. Muitas lojas de artesanato ao redor. Passamos pelo distrito de Riacho, pela Capela dos Milagres, particular, e logo pela praia dos Marceneiros, pertencente a Camaragibe.

Retornamos após tirar umas fotos. Chegamos para o almoço na pousada/restaurante Recanto dos Milagres. Filé de peixe grelhado, servido com molho de manteiga, alcaparras, cogumelos e acompanhando arroz à grega e batatas souté por R$115,00. Muito bom. No restaurante conversamos com um casal de Passo Fundo-RS, deram mil dicas de Santa Catarina. Obrigada, Giovani e Elizete.

A cidade toda tem placas escritas Milagres, lojas, restaurantes, pousadas, uma graça. Passeio aprovado, papo bom, guia espetacular. No ônibus da WS, sacos de lixo em cada assento, gostei. Da próxima vez quero conhecer Sonho Verde onde está a afamada praia de Carro Quebrado. Dizem ter boa estrutura.

À noite jantar/lanche no supermercado Palato, pra variar. Em cada cidade, escolho um lugar como meu. Aí vai: crepioca de frango e muçarela, salada de frutas com iogurte e cereais, vou sentir falta. E café com leite, minha marca registrada, estava saudosa. Ainda há mais: no segundo andar há uma loja de casa e decoração de muito bom gosto e no terceiro andar o café/restaurante com muitas opções de entradas, pratos principais e sobremesas. Lugarzinho elegante.

Maceió irresistível! Apaixonante! Pena a viagem estar quase acabando…

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