Paixão por Buenos Aires-2022-Passeio de ônibus turístico hop-on/hop-off-quarto dia-parte 1

Paixão por Buenos Aires-2022-Passeio de ônibus turístico hop-on/hop-off-quarto dia-parte 1

Hoje é dia 25 de outubro de 2022, dia de passear de ônibus, do tipo que gosto, típico para turista. Subimos e descemos nas paradas, escutamos em português as explicações, usando o fone de ouvido.

Pegamos o ônibus perto do Teatro Colón, em frente ao Superior Tribunal de Justiça, pagamos 7 mil pesos por 48 h (uns R$130,00 hoje) e a parada ocorria a cada 20 minutos. A taxa foi paga pelo celular, depois a funcionária veio checar o QR CODE e nos dar um recibo (não pode perder, pois a cada retorno ao ônibus tem que mostrar). Estamos na linha amarela do Buenos Aires Bus.

Vamos lá. Parada 1: Teatro Colón. Começamos às 11h30 pelo Palácio da Legislatura de 1931, passamos pela Catedral de onde Jorge Bergoglio saiu para ser o primeiro papa latino-americano. Lá estão os restos mortais do herói nacional Gal. San Martin e do Soldado Desconhecido. O metrô é de 1913, a cidade é uma mistura de Paris e Madri com seus cafés, praças, vida noturna.

Parada 2: Avenida de Mayo. Os cafés da Avenida de Maio foram pontos de intelectuais. Situada no bairro de Montserrat foi o primeiro bulevar da cidade, é a mais antiga e famosa avenida. O Café Tortoni, lugar icônico, é de 1858 e funciona no mesmo lugar desde 1880. A estátua de Dom Quixote na av. 9 de Julho foi presente da comunidade espanhola.

Parada 3: Praça do Congresso. Foi cancelada por causa de uma manifestação. Basílica N. Sra. do Rosário e o Mosteiro de São Domingos. A fundação de Buenos Aires foi em 1536 pela primeira vez, em 1580 foi a segunda e definitiva. Monumento a Perón. A Fundação Evita Perón, criada por ela, cuidava de causas femininas (como o voto) e de classes menos favorecidas. Av. Paseo Colón. Prédio da Faculdade de Engenharia. Antes era para ser a Fundação Evita, mas ela morreu antes da inauguração.

Passamos pelo El Viejo Almacén, onde há shows de tango autêntico. Foi onde assisti ao meu primeiro show de tango em Buenos Aires, inesquecível. Tango: patrimônio cultural pela UNESCO. Vejo prédios baixos de estilo francês, muitos sem garagem, cidade toda limpa o que mostra a educação do povo.

Parada 4: Paseo de la Historieta. As crianças amam. Trata-se de estátuas de personagens das principais tirinhas da história argentina, por exemplo: Mafalda, Isidorito, Patoruzito etc. espalhados pelos bairros de Montserrat, San Telmo e Puerto Madero. Percurso a pé autoguiado que passa por murais e cerca de vinte personagens feitas de epóxi e fibra de vidro. O da Mafalda em San Telmo faz o maior sucesso, tem fila para fotos. Algo original, divertido e colorido. Em Puerto Madero, existe o Museu do Humor, local onde termina o trajeto.

Parada 5: San Telmo. Praça Dorrego, Museu de Arte Moderna de Buenos Aires de 2012. De 1973 a 1983, 10 anos de período da ditadura argentina mostrado no Centro de Detenção, todo escuro para mostrar a tristeza e o luto. Cúpula bizantina da igreja ortodoxa russa do séc. XVII, a primeira da América do Sul. As avenidas largas do final do séc. XIX.

Parada 6: La Bombonera, casa do time Boca Juniors. O estádio em azul e dourado, sua marca registrada. O estádio do rival River Plate fica em Belgrano. O clássico River × Boca deve ser visto antes de morrer. Muitas lojas ao redor da Bombonera. Os imigrantes vieram morar no bairro quando chegavam, famílias viviam juntas. Os cortiços pipocaram. Região portuária, usavam madeira e zinco, encontrados no porto, para construir casas. O bairro tem cores mil, bonito de se ver. Hoje, artistas moram no local. Passamos pelo Complexo Maestro Quinquela Martín: museu de suas obras e de outros artistas, escola primária e teatro. Foi ele que pintou La Boca e a tornou conhecida pelas suas cores.

Parada 7: Bairro la Boca/Caminito. Primeira no mundo. Paisagem urbana artística. Autor de tango Caminito. Onde nasceu o tango, mistura de várias culturas, um verdadeiro resultado da imigração no país. Casas de zinco, as mais antigas. Avenida Regimento dos Patrícios, onde havia carnavais, e manifestações operárias devido à quantidade de fábricas que lá existiam. Foram fechadas, hoje são moradias. O regimento citado defendeu o país contra invasões inglesas e na guerra da independência.

Parada 8: Parque Lezama. Museu Histórico Nacional. Av. Caseros, com cafés, sorveterias, restaurantes. Café Bar Britânico, emblemático, frequentado por intelectuais no passado. Av. Brasil.

Parada 9: Ponte da Mulher. Porto Madero. Parque Micaela Bastidas, enorme. Cais 3-Ponte da Mulher, cujo arquiteto foi Santiago Calatrava, representa um casal dançando tango. Primeira obra dele na América do Sul. É espanhol. Dali se visita a corveta Uruguai. Parque Mulheres Argentinas. A mulher é protagonista da região, ruas com nomes de mulheres destacadas. O Porto Madero é residencial, oferece uma gama variada de gastronomia, escritórios, distrito jovem. De todas as obras na cidade o engenheiro e arquiteto sempre são mencionados. O sol está forte. O bairro tem arranha-céus, porém os afrancesados são os mais belos, na minha opinião.

Parada 10: Reserva Ecológica Costanera Sur. 350 hectares. O projeto foi abandonado para obras e em 1936 foi estabelecida a reserva. 340 espécies de animais, pequenos mamíferos, pássaros, répteis. Espaços para piqueniques visualizando o Rio da Prata, que faz limite com o Uruguai. Descoberto por volta de 1512 por um navegador português João de Lisboa. Em 1516 chegou lá outro navegador português ou castelhano João Dias de Solis, conhecido como o “descobridor” deste rio tão importante.

Parada 11: Galerias Pacífico. Peatonal (área de pedestres) Florida. Aqui trocamos de ônibus para não ficarmos parados. O ar-condicionado estava melhor no segundo ônibus.

Continuaremos nosso passeio de ônibus turístico em breve.

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