Fortaleza nos anos 90/2000

Fortaleza nos anos 90/2000

Estamos refletindo aqui a época do ex-prefeito Juraci Magalhães, por ser o momento da criação das seis Regionais. O ex-prefeito teve dois mandatos de 1990 a 1993 e depois de 1997 a 2004. As Regionais foram fruto do segundo mandato, em 1997. A inspiração veio de Belo Horizonte. A primeira inaugurada foi a Regional 2. A loucura foi ter colocado todas para funcionar ao mesmo tempo a toque de caixa. O ideal é que fosse uma a funcionar, que se observasse, se corrigisse e só depois colocasse a funcionar as outras.

Vigilância Sanitária

Era eficiente, responsável pela saúde pública. Fiscalizavam, multavam, faziam advertências. Hoje, em plena praia de Iracema, região nobre, já entrando na nova Beira Mar funcionam carroças de comida e bebida alcoólica aparentando não ter um controle municipal. Poderiam ser mais vistosas, cuidadas e bonitas. Em algumas fazem a batata frita e jogam o óleo no chão. Pode?

Fiscalização de obras

O dr. Juraci (era médico) visitava obras da prefeitura segunda feira pela manhã e dava até incertas aos domingos. Uma vez foi ao hospital IJF (Instituto José Frota), recém-inaugurado, em um domingo de madrugada vindo de uma festa de casamento. Chegou, checou, cumprimentou o corpo médico, servidores e pacientes. Hoje? Não vejo prefeitos circulando na cidade de ônibus, na praia, no centro. Seria muito bom verem a realidade longe de seus carros oficias.

Limpeza

A cidade era mais limpa, com fiscalização mais intensa. Hoje? Lixões pela cidade. As pessoas sujam, mas cadê as Regionais? Ninguém observa? Os moradores não acham ruim? Onde há um terreno vazio ou uma casa que foi comprada por uma construtora, ali vira um depósito de lixo. Não há multas ou fiscalização e fica por isso mesmo. Interessante que as cidades interioranas são limpas e dão gosto, então por que a capital é assim? E agora estamos pagando a taxa do lixo, quero ver como fica. Muitos habitantes não ajudam, contratam catadores com carrinhos, dão um dinheirinho e eles colocam as podas de árvores, de material de construção em terrenos baldios ou em esquinas. Na rua Antônio Augusto, as sobras dos restaurantes perto vão para a esquina da rua Padre Climério. Local? Cerca da av. Monsenhor Tabosa. Pode?

A prefeitura não profissionaliza os catadores, como se fez em Curitiba-Paraná à época do então prefeito Jaime Lerner. Lá, eles tinham luvas, botas, e fardas ecológicas. Ganhavam café da manhã, só pegavam reciclado e depositavam nas ilhas de lixo reciclável. Outra coisa boa de Curitiba: os Faróis do Saber, bibliotecas nos bairros com acessos a computadores. Isso no ano de 2002.

A minha sugestão é conscientizar a população com uma campanha exitosa como a do Sujismundo do passado. Por que o sr. prefeito não convoca a população para ajudá-lo? Chamar padres católicos e pastores de igrejas evangélicas a fim de trabalhar a educação ao lixo, a separação do lixo orgânico do reciclável, a limpeza de praias etc com suas congregações. Isso seria um início.

Falta de árvores

Em junho de 2023, estávamos fritando de tanto calor. E as árvores? Prefeitos vão e vêm, mas a falta de uma consciência ecológica continua, infelizmente.

Há tanto a fazer… Fortaleza tem tanto potencial, escutei isso de um turista americano nos anos 90, encantado com as possibilidades existentes na cidade.

Em suma, gostaria de uma prefeitura com um planejamento exequível, pé no chão, como plantar árvores e incentivar a população a cuidar da cidade como se fosse a sua casa. Para mim, limpeza é básica. A nossa Fortaleza merece.

OBS.: Este artigo teve como base a experiência extensa de Carlos Alencar Lima como diretor de escolas públicas e Chefe de Distrito de Educação da Regional 2.

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