Marrocos colorido-chegada a Marrakech-dia 1

Marrocos colorido-chegada a Marrakech-dia 1

Hoje é domingo, dia 3 de novembro de 2024 e lá vamos o Carlos e eu para uma nova jornada, desta vez, para pisar em solo africano pela primeira vez. O país escolhido foi o Marrocos, que estava na lista, uma vez que minha mãe sempre falou tão bem da beleza do país. Ainda fala encantada de Fez. Vamos por excursão da CVC (do shopping Del Paseo-Fortaleza) de uma semana. O avião da TAP parte de Fortaleza às 23h15 e às 9h20, hora local, aterrissamos em Lisboa, Portugal. O jantar foi muito bom e assisti a dois filmes, o avião enorme. Já o café da manhã foi simples, um pão frio com presunto e queijo e um suco de laranja da marca COMPAL, a mesma do suco de pêssego que amo.

Segunda, dia 4 de novembro de 2024. Chegada a Lisboa, entramos na fila de controle de passaportes, mas erramos, era mais simples, bastava ir para o outro lado, para a fila dos voos de conexão ou “de ligação”, como se diz em Portugal. Sempre acho o aeroporto de Lisboa gigante. Aliás, não está dando conta de tantos viajantes. A ideia era passar logo e tomar um café para acordar.

Ali mesmo na seção dos voos de conexão, há várias opções para café. No quiosque perto do portão 45, comi, enfim um muffin de chocolate por €4,50 euros. Sonhava fazia tempo. Tinha creme de chocolate dentro com pouco açúcar, que delícia! O café expresso por €1,90 e vamos já se acostumando com a moeda.

Como o voo para Marrakech seria às 13h20, teríamos que almoçar antes. A decisão foi por algo leve, um consome de legumes no First Class Café, por €4,60. Muito bom, por sinal. Estava chovendo em Lisboa, um clima agradável, uns 20° C. Levamos casaco. O turista hoje tem que se precaver com roupas para frio e calor.

Entramos no voo Portugalia/TAP Lisboa-Marrakech e achei interessante algo, só servem água, vendem sanduíches e bebidas. Um espanto! Afinal, é um voo para outro continente.

Ao chegarmos a Marrakech às 15h55, outro clima, bem mais quente. A gente se depara com uma fila enorme para o controle de passaportes. Entra para falar com os oficiais uniformizados em cada guichê só uma pessoa. Incrível a quantidade de turistas. A policial (todos são) muito simpática, pergunta a profissão, aí digo que sou teacher (professora) e que o Carlos atrás de mim é head teacher (diretor de escola (pública)). Ela gostou. Antes, eu havia perguntado se ela falava inglês, porque lá todos falam francês e árabe (uma mistura de árabe com francês, segundo eles). Sim, responde. Anotam um número no nosso passaporte, significa que cada turista é numerado e carimbam (amo carimbos de países visitados). Passamos ainda pelo RAIO X das bagagens, e lá fora do aeroporto o transfer nos esperava. Nome do motorista da van? Tarik. Sempre importante a acolhida, nos faz apreciar o país na entrada. E mais inglês e espanhol. Detalhe: só nós dois na van. Todos dizem You´re welcome (seja bem-vinda/o). O aeroporto tem uma arquitetura arrojada.

O Tarik me coloca em contato via celular com o guia que me explica o horário do jantar no hotel das 19h30 às 22 h. No dia seguinte, saída para Fez de ônibus às 8 h, ou seja, vamos acordar às 6h30 para estar no café às 7 h. Excursão é assim mesmo. Estávamos bem cansados, queríamos dormir um pouquinho mais.

Os táxis têm uma cor dependendo da cidade. Em Marrakech são amarelos. O guia nos conta que o rei é jovem e mais liberal do que em outros países muçulmanos. Nome? Mohammed ben Youssef el-Alaoui ou Maomé VI. Fez já foi a capital do país e tem a universidade mais antiga do mundo: Al-Qarawiyyin ou Karaouine, datada de 859 d. C.. Marrakech é turística, a capital é Rabat. Os prédios são baixos, até 5 andares, já amei. E mais adiante vemos a cadeia montanhosa do Atlas. A principal língua falada é o árabe, mas se fala francês, inglês, espanhol e outras. O Tarik nos deu duas garrafas de água mineral, muito agradável isso.

Segundo a Wikipédia, Marrakech é uma cidade do centro sudoeste do Marrocos, situada no sopé da cordilheira do Atlas. A moeda é Dirham ou DH. Conhecida como a “cidade vermelha”, “pérola do sul” ou “porta do sul”.

Toda cidade marroquina tem uma cor, é um país colorido. Realmente, é muito destacada a cidade vermelha (a gente achou meio ocre ou rosa escuro, deve ser o sol intenso e o calor que desbotam as cores).

O fuso horário é 1 hora a mais do que Lisboa e 4 a mais do que o Brasil.

Estamos no hotel. De primeira, já fenomenal, poucos andares, com vários ambientes, espalhado, lindo, das Arábias! Com uma piscina enorme, tentadora, mas não levamos roupa de banho e nem teríamos muito tempo, na verdade. Os espaços são grandes do hotel, o quarto também. Nome? Palm Plaza Marrakech Hotel & Spa. Na Avenue du 7éme Art, 40000. O hotel é todo róseo, como dizem, vermelho, da cor da cidade. O quarto espaçoso dá gosto. Oferecem água mineral para os dois de graça. Atitude simpática. Chuveiro ótimo, só cuidado com a banheira que é alta e perigosa. Para sair, só na acrobacia.

Vamos para a refeição, que fome! Quantas opções de comida e sobremesas, fiquei estupefata. Hotel 5 estrelas no Marrocos é outra coisa. O refeitório é gigante e atraente. Vamos da pizza à comida marroquina. Aliás, capricham nos temperos, há de se levar remédios pra problemas intestinais. O filme Amores Solitários da Netflix me ajudou a lembrar. Continuamos com a comida… tomate à provençal, paella, saladas diversas, sucos deliciosos de beterraba e cenoura, nunca senti gosto tão apurado, drinques e água. Uau! Que sobremesas magníficas! Aqui começa o “engordol”. Depois do lauto jantar, fomos dar uma caminhada em frente ao hotel e descobrimos uma loja marroquina, cujo vendedor se chamava Karim. Solícito e se virou no inglês. Loja de lembrancinhas e produtos do Marrocos, como roupas, túnicas e muito mais. Al Mazar Artisanat. Comprei logo uma agenda estilo marroquina para os meus apontamentos para o blog por 50 Dihan e uma bata branca por 100 DH. Não é caro. R$1,00 equivale a 1,73 Dirham marroquino. Trocamos 50 euros no próprio hotel, maravilha. Recebemos 520 DH.

No próximo dia, começa a aventura via estradas do país em direção a Fez. Animação não falta. Topam iniciar as descobertas?

2 comentários em “Marrocos colorido-chegada a Marrakech-dia 1

  1. Gostei do relato no que concerne à experiência sensorial proporcionada pela gastronomia local. Senti-me transportada para um universo de sabores. Doces à base de mel… hmmm! As imagens das comidas são de dar água na boca.

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    1. Querida Helga,
      Realmente, as sobremesas do Marrocos são suaves, gostam muito de um doce tipo pastelão com casquinha fina, recheado de creme e com coberturas diversas. O coberto com amendoim em pedaço, comemos no jantar Fantasia Chez Ali, um evento com gastronomia e performances de cavaleiros berberes em Marrakech. Inesquecível. Obrigada pelo seu comentário, prima, sempre presente. Grande abraço.

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