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Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú na Argentina

Foz do Iguaçu – Puerto Iguazú na Argentina

Após a visita à Hidrelétrica de Itaipu, voltamos ao hotel Mirante e rumamos à cidade vizinha chamada Puerto Iguazú. Hoje é dia 9 de março de 2020.  Em frente ao Doce Pão (confeitaria, restaurante e lanchonete), localizada à rua Tarobá, 992, descobrimos haver uma parada de ônibus em direção à Argentina.

Tarde

A companhia de ônibus Easy Bus nos leva às 12h40 e nos deixa no centro de Porto Iguaçu. Muitos estrangeiros também vão, mas descem na Aduana brasileira, ficam e pegam o próximo ônibus. Nós brasileiros descemos na Aduana argentina, o motorista pacientemente espera por todos carimbarem seus passaportes ou mostrarem suas identidades. Bom dizer que a CNH vale por um dia e a identidade tem que ter menos de 10 anos. Que motorista simpático, nome: Fabrício. Entra fiscalização no ônibus na fronteira a fim de evitar contrabando, por isso ele não deixou que duas pessoas viajassem com seus produtos, no caso, sapatos para vender do outro lado.

Fronteiras me atraem, seja de países seja de estados. Graças ao Fabrício, fizemos um city tour de graça dentro do Easy Bus. Como toda cidade argentina, é limpa e ajeitada. Estamos a 18 km da área das Cataratas do Iguaçu. A população é de aproximadamente 70 mil habitantes.

No centro, gostamos de um restaurante e entramos, estávamos mortos de fome. Eis o Kokue Green Bar, situado à av. Brasil, 17. Escolhemos o menu turístico: entrada, prato principal e sobremesa ou café. Eu paguei 450 pesos e o Carlos 590. O meu foi abacaxi com queijo e presunto, e frango (pollo) grelhado com molho de mostarda e batatas fritas, já o Carlos ficou com a empanada de carne e o famoso bife de chorizo.

O tratamento dado pelo gerente Sérgio foi de primeira, já havia morado em São Paulo. Percebe-se que o argentino em geral ama os brasileiros e haja papo. Interessante dizer que falam castelhano como os espanhóis, bem diferente da capital federal. A conversa rendeu tanto que ganhamos sorvete de doce de leite de cortesia. Temos sorte! Obrigada, Sérgio!

As lojas estavam fechadas por conta da sesta, tradição bem típica do país hermano (cuja origem vem da Espanha). O sol estava intenso e não tivemos muitas opções de lojas, logo entramos em uma vizinha do restaurante: La Vinoteca de Don Jorge (av. Brasil, 21). Surpreendente com uma ótima coleção de vinhos. Saímos do local com umas boas botellas de vino. Detalhe: o brasileiro pode comprar 12 litros de vinho ou azeite, aproximadamente umas três caixas e não pode caracterizar como revenda.

A Wikipédia nos conta que o clima na região é quente e úmido, algo comum na selva. O calor é sufocante entre dezembro e março.

Pegamos o ônibus de volta às 15h na mesma parada, descemos na rodoviária em Foz do Iguaçu e fomos para o hotel, uma vez que voltaríamos às 18h para o passeio By Night Internacional – Argentina em Puerto Iguazú de novo. Ai é gostar de uma aventura…

Noite

Pela CVC vamos com o guia Anderson ao mesmo lugar, só que desta vez com o grupo. Pagamos R$55,00 por pessoa. O passeio noturno tem duração de três horas. Demos os passaportes para ele fazer o trâmite aduaneiro, mais fácil, porém mais demorado. A fiscalização argentina é mais rígida que a brasileira. Ainda bem que só demoraram 15 minutos os trâmites.

A ponte que liga o Brasil à Argentina se chama da Fraternidade (ou Ponte Internacional Tancredo Neves) e une as rodovias RN 12 e a nossa BR-469. O rio Iguaçu passa debaixo dela. Mais 10 km e se vê o rio Paraná cruzando. Perto há uma Gendarmeria, ou seja, Polícia Nacional argentina.

Chegamos a Puerto Iguazú no distrito de Misionese o guia nos leva a uma loja para degustação de queijos, azeitonas, molhos e doces de leite, tudo muito gostoso. Saímos e fomos conhecer a afamada feirinha artesanal. Assim como a cidade, é simples, mas oferece quantidade de queijos, azeitonas, embutidos, salames, azeites, vinhos, alfajores, doces de leite, comidas, enfim, produtos típicos da Argentina. Vimos muitas lojas convidativas também perto da feira. Na cidade há um cassino no hotel Grand Casino Resort Spa & Casino e museus que não tivemos tempo de explorar.

Para jantar: empanadas, como sempre, com suco de pêssego natural no restaurante Balcão. Não saímos ali do centrinho.  Outros turistas fazem esse percurso para jantar, existem muitas opções de restaurantes. Vale lembrar que as iguarias como o cordeiro patagônico e o bife de chorizo são carros chefes. Voltamos às 10h20 bem satisfeitos. Eu amo a atmosfera de uma cidade argentina. Valeu a pena.

Em breve as Catataras del Iguazú…

Foz do Iguaçu – Hidrelétrica de Itaipu – Segunda Parte

Foz do Iguaçu – Hidrelétrica do Iguaçu – Segunda Parte

Hoje é dia 9 de março de 2020 e continuamos no passeio da Usina de Itaipu com o guia Adilson da CVC/Natural Travel.

A escolha deste local para a hidrelétrica se baseou na parte geográfica ideal e também no volume do rio Paraná ser menor nesta localidade. O motivo foi a demanda do sudeste do nosso país.

Há fábricas de gelo em escama nos dois países, porque o gelo colocado junto com o concreto evita rachá-lo. 

Depois de muito aprender, há uma parada no famoso mirante com banheiros e bebedouros. Ali tiramos fotos da usina e escutamos um funcionário indicado para o grupo: o sr. Antônio, de Santa Catarina. Deu-nos muitas informações relevantes. Ele se aposentou em 2010, começou a trabalhar no começo da construção em 1975 e atualmente participa do projeto Resgate da Memória Viva. Juntamente com mais sete aposentados, dentre eles, um cearense, falam sobre a construção com os turistas e mostram sua experiência. Comentou que havia muitos nordestinos funcionários à época, eram uns 80%.

De acordo com o sr. Antônio, no local do mirante havia um cânion do rio Paraná entre os dois países com 60 m de profundidade. Foram três anos para transferir o rio e escavar 156 m de profundidade e 2 km de extensão. A rocha era dinamitada três vezes ao dia. A água tinha 90 m de profundidade. A barragem de entroncamento teve rochas dinamitadas de 60 m de profundidade. O leito original foi seco para a construção da barragem. Para isso, foi necessária a construção de um desvio para o rio Paraná, finalizado em 20 de outubro de 1978. A barragem tem 196 m de altura e em 1982 ocorreu o término da sua construção. Logo, houve o represamento do rio Paraná, interessante que o meio do rio está no Brasil e a outra metade no Paraguai.

O rio Paraná nasce na confluência dos rios Paranaíba e Grande na região de divisa entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, segundo o site www.suapesquisa.com; e o rio Iguaçu no limite de Curitiba com São José dos Pinhais, liga a Serra do Mar ao extremo oeste do estado do Paraná em Foz do Iguaçu, de acordo com http://www.extraguarapuava.com.br.

O turismo é muito importante na região e um dos pilares da missão da Itaipu Binacional. A usina é um atrativo a mais. Digno de nota mencionar que, conforme o site itaipu.com.br, a empresa atua na promoção da atividade turística como forma de estimular o desenvolvimento da região de fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Trabalha com ações socioambientais, espaços educativos, protege a flora e a fauna e cuida da água. Vale a pena citar o Ecomuseu e o Refúgio Biológico Bela Vista.

O Ecomuseu engloba vestígios arqueológicos de mais de 200 sítios, entre pré-cerâmicos e cerâmicos, acervo botânico de mais de 900 espécies, acervo zoológico, coleção etnográfica e geológica etc. Já o Refúgio Biológico Bela Vista é referência em conservação de fauna e flora especialmente para outras empresas do setor elétrico. Ocupa uma área de 1780 hectares. Faz parte o Zoológico Roberto Ribas com 172 animais de 50 espécies. Conta com o mais bem sucedido programa de reprodução de harpias e também tem sucesso na reprodução de onças pintadas. Em 27 de junho de 2020 completou 35 anos de história. Detalhe: a Wikipédia ressalta que a harpia se chama também “gavião-real” e se trata da mais pesada e uma das maiores aves de rapina do mundo, com envergadura de 2,5 m e peso de até 12 k.

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Muro colorido do lado de fora da Usina de Itaipu-foto tirada por Mônica D. Furtado

Achei fascinante o passeio, tanta riqueza me surpreendeu. Tudo muito organizado e eficiente. O grupo então se separa, de lá uns vão fazer compras no Paraguai e outros, como nós, vão para o hotel.

Em breve um pulinho em Puerto Iguazú na Argentina.

 

Foz do Iguaçu – Hidrelétrica de Itaipu – Primeira Parte

Foz do Iguaçu – Hidrelétrica de Itaipu – Primeira Parte

Hoje é segunda-feira, dia 9 de março de 2020. A manhã está destinada à Itaipu, a maior usina do mundo em geração de energia limpa e renovável do planeta, sem poluentes. O guia se chama Adilson. O valor cobrado foi R$42,00 integral e meia R$21,00. Professores e estudantes da ativa pagam meia se apresentarem comprovação (para os mestres: contracheque). Na entrada há caixas rápidos de bancos.

Na entrada vemos um filme sobre a fundação da hidrelétrica. Temos 15 minutos para comprar os tíquetes, ver a lojinha e ir ao banheiro. Recebemos os tíquetes de volta do guia e nos dirigimos ao ônibus. Faremos um tour externo dentro da usina com parada no mirante.

Do ônibus admiramos um lago logo na entrada com capivaras. O Canal da Piracema estava com pouca água, lembrando que a seca na região estava longa. O canal com leito do rio Paraná tem corredeiras com peixes, monitorados por Itaipu. O Projeto Piracema ganhou um prêmio pelo maior peixe.

Segundo o site www.itaipu.gov.br, o Canal da Piracema foi inaugurado em dezembro de 2002. O sistema de 10,3 km de extensão funciona como um corredor ecológico, permitindo que os peixes migradores superem os 120 km de desnível médio da barragem de Itaipu e alcancem as áreas de reprodução na planície do Alto Rio Paraná e Parque Nacional de Ilha Grande.

40 mil funcionários construíram a hidrelétrica. Itaipu fez a infraestrutura para as pessoas que vieram trabalhar na usina de dois países: Brasil e Paraguai. Eram vinte e sete toneladas de alimentos servidos nos refeitórios com a construção acontecendo 24 horas por dia.

O vertedouro da hidrelétrica escoa o excesso de água. Estão reformando no momento. Este local é o cartão postal da usina. Pena estar tão seco no momento. Os números impressionam: 62 milhões de água por segundo; 14 comportas de 300 toneladas cada. Detalhe: a Usina Hidrelétrica de Baixo Iguaçu, construída no trecho final do rio Iguaçu, está diminuindo o volume das Cataratas do Iguaçu.

As árvores do local foram plantadas pelos funcionários aposentados e pelos políticos presidentes. A rocha escavada, de basalto e rocha ferro, para criar o canal de desvio foi feita em três anos (1975 a 1978) 24 h por dia: 3 mil quilos por m³. Usaram 80% na contenção do rio Paraná; 20% trituraram e utilizaram no concreto. Tudo é dividido entre Brasil e Paraguai (50% cada). Estamos no lado brasileiro.

Passando por uma linha imaginária chegamos ao lado paraguaio. Interessante dizer que se trata de um país dentro de outro país, parece com o Vaticano e seu aparato de segurança. Em caso de guerra, Itaipu fecha. A avenida em que estamos está a 144 m acima do nível do mar, já a barragem está a 196 m.

O Brasil utiliza 50% da energia e o Paraguai somente 10%, o restante o país vizinho vende ao Brasil. Como sobra, a energia é barata lá. No Brasil a ELETROFURNAS faz a distribuição, no Paraguai a empresa ANDE (Administración Nacional de Electricidad). De acordo com o site itaipu.com.br, são 20 unidades geradoras (de 700 MW-megawatt cada) e 14.000 MW de potência instalada. Itaipu fornece cerca de 11,3% de energia consumida no Brasil e 88,1% do consumo paraguaio. A palavra “energia” vem do grego “enérgeia” que significa “força em ação”.

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Maquetes da Usina de Itaipu em exposição na entrada do complexo-foto tirada por Mônica D. Furtado

O mesmo site diz que a construção foi resultado de intensas negociações entre o Brasil e Paraguai iniciadas na década de 1960. Algumas datas ficaram na história: a assinatura do Tratado de Itaipu pelos presidentes Emílio Garrastazu Médici (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai) datou de 26 de abril de 1973, instrumento legal para o aproveitamento do potencial hidráulico do rio Paraná; em 17 de maio de 1974 foi constituída a empresa Itaipu Binacional, para construir e gerenciar a usina, as primeiras máquinas chegaram ao canteiro de obras ainda nesse ano; em 21 de maio de 2007 foram inauguradas as duas últimas unidades geradoras (U9A e U18A); e em 31 de dezembro de 2016 Itaipu atingiu o recorde mundial de geração anual de energia com 103,1 milhões de MWh. O site infoescola.com adiciona que a usina foi inaugurada oficialmente em 5 de novembro de 1982 pelos presidentes João Figueiredo (Brasil) e Alfredo Stroessner (Paraguai) ao abrir as 14 comportas do vertedouro.

Fizeram financiamento de 20 bilhões de dólares à época para a construção de Itaipu. Há sempre um diretor brasileiro e um paraguaio na condução da usina. Em 2023 se encerra o boleto bancário. Quem sabe nossa energia fique mais barata?

A barragem tem três divisões: terra, rocha e concreto. A água de infiltração foi imaginada pelos engenheiros. Eram vários, por sinal, mas o principal era indiano. Eram 100 mil funcionários no início, hoje três mil (brasileiros e paraguaios). O reservatório, que se situa do lado esquerdo, produz energia e é fixado com entroncamento. Vai até Guaíra no Brasil, onde existiam as Sete Quedas de Guaíra que hoje estão no fundo do reservatório. A extensão é de 4 mil km no nosso país. O site itaipu.com.br nos conta que o lago de Itaipu começou a ser formado em 13 de outubro de 1982. Em 14 dias estava cheio, tendo uma área inundada de 1350 km². Em maio de 1984 começou a gerar energia. Já a venda de energia iniciou em 1° de março de 1985 (infoescola.com).

O site infoescola.com nos reporta que houve uma operação (Mymba Kuera, “pega-bicho” em tupi-guarani) com o objetivo de salvar os animais que viviam na área inundada. Mais de 36 mil foram salvos. Os moradores da área receberam indenização e deixaram suas propriedades. Com a inundação, as Sete Quedas (ou Salto Guaíra), até então, a maior cachoeira do mundo em volume de água desapareceu. A cidade é uma das que recebe royalties de Itaipu. Aliás, “itaipu” significa “a pedra que canta” em tupi-guarani.

O site itaipu.com.br esclarece que Itaipu paga royalties pelo aproveitamento dos recursos hídricos pertencentes aos dois países. No Brasil, beneficia 16 municípios: 15 no Paraná e um em Mato Grosso do Sul.

Prosseguiremos em breve com mais Hidrelétrica de Iguaçu.

Foz do Iguaçu – Cataratas do Iguaçu e Hotel das Cataratas – Segunda Parte

Foz do Iguaçu – Cataratas do Iguaçu e Hotel das Cataratas – Segunda Parte

Parna do Iguaçu
Parna do Iguaçu-Foz do Iguaçu-foto tirada por Mônica D. Furtado

Hoje é dia 8 de março de 2020. Prosseguimos no Parque Nacional do Iguaçu, aproveitando a beleza das Cataratas do Iguaçu. São 250 mil hectares de floresta subtropical e fauna protegida. Desde 2002 o Parque Nacional do Iguaçu é um dos sítios geológicos brasileiros. Uma riqueza!

Segundo o site wikiparques.org, “Iguaçu” significa “água grande” em indígena-guarani.  A área abriga grande quantidade de sítios arqueológicos e é uma das maiores reservas florestais da América do Sul, sendo que apenas a parte onde ficam as Cataratas está liberada à visitação. A unidade possui a maior remanescente da floresta Atlântica. As Cataratas estão localizadas no extremo oeste do Paraná, na bacia hidrográfica do rio Iguaçu, a 17 km do centro de Foz do Iguaçu.

O mesmo site continua nos explicando que o rio Iguaçu percorre 18 km antes de juntar-se ao rio Paraná. Os saltos têm nomes próprios como Floriano, Deodoro, Benjamin Constant, sendo o mais famoso a Garganta do Diabo. São 19 saltos principais, cinco deles do lado brasileiro e os demais do lado argentino. A disposição dos saltos no lado argentino e voltados para o Brasil proporciona a melhor vista. Outras atrações são as trilhas no parque, por exemplo: trilhas do Poço Preto e das Bananeiras. Interessante dizer que as rochas do Parna (Parque Nacional) do Iguaçu se originaram de processos vulcânicos – chamado vulcanismo de fendas que ocorreu na região aproximadamente de 165 a 120 milhões de anos.

A respeito da história da região. O wikiparques.org esclarece que historicamente ali foi cenário das missões jesuíticas para a catequese dos tupis-guaranis, posteriormente os bandeirantes paulistas expulsaram os jesuítas espanhóis, permanecendo assim sob o domínio de Portugal.

A Wikipédia nos conta que no ano de 1542, o espanhol Alvar Nuñez, nomeado governador do Paraguai, seguia viagem rumo à cidade de Assunção, quando se deparou com a grandiosidade das Cataratas do Iguaçu. Ele foi o primeiro europeu a conhecer a região, onde na época viviam apenas os índios tupis-guaranis. Foi no ano de 1876 que o engenheiro André Rebouças fez a primeira proposta ao Imperador D. Pedro II sobre a criação do Parque Nacional. Em 1916, Santos Dumont, ao conhecer as Cataratas do rio Iguaçu, ficou tão impressionado com a sua beleza que pressionou com o seu prestígio o então governador do Paraná Afonso Camargo, para que ali fosse criado um parque nacional. O local que era então propriedade particular foi declarado local de interesse público. Em 1930, foi ampliada a área desapropriada em 1916, para criar o Parque Nacional do Iguaçu.

O Parque Nacional do Iguaçu foi efetivamente criado em 10 de janeiro de 1939 pelo então Presidente da República Getúlio Vargas. Em 1º de dezembro de 1981, por assinatura do presidente João Figueiredo, a área do parque teve um acréscimo, sendo então fixados novos limites.

Quase ao término do passeio, fomos almoçar na lanchonete: empanadas, saladas e peras. Nada mais prático. Após isso, estava na hora de ir embora.

Voltando ao assunto do Hotel das Cataratas, no caminho da ida à entrada do parque propriamente dito, mas já dentro do espaço, passamos pelo magnífico Belmond Hotel das Cataratas e adentramos. O site www.jws.com.br nos diz que foi inaugurado pelo presidente brasileiro Juscelino Kubitscheck e pelo presidente paraguaio, o ditador Alfredo Stroessner em 1958. Parabéns ao arquiteto mineiro Ângelo Murgel que o projetou para se misturar com a natureza e permitir o nascimento de um estilo arquitetônico brasileiro entre o rural, o natural e o moderno (http://www.iguassu.com.br).

Sua cor é rosa pastel e branco, e oferece acesso exclusivo ao Parque Nacional. O site www.hoteliernews.com.br acrescenta que sua construção teve início em 1939 e a conclusão das obras ocorreu dez anos depois. Era operado desde a fundação pela Tropical Hotel & Resorts, bandeira hoteleira da antiga VARIG e que também tinha permissão para geri-lo. Em 2007, nova licitação foi realizada com a vitória da Orient Express, que investiu pesado em sua remodelação. Em 2018, foi o primeiro sul-americano a ganhar cinco estrelas no prestigiado Forbes Travel Circle. Uau! Que hotel! Lindo de morrer. Não é a toa que a diária custa a partir de R$1.753,00.

No fim do passeio, estávamos enfadados de calor e sol intenso (32°C) e com as pernas tremendo de fadiga, uma vez que a trilha é árdua. Valeu demais, faria tudo de novo, acreditem. Vi ciclovias no parque ao lado das árvores da Mata Atlântica. Fiquei em êxtase com tanta exuberância e orgulhosa de existir no Brasil uma das sete Maravilhas do Mundo. Entramos em outro ônibus e viemos com o guia de atendimento Sérgio (empresa Natural Travel/CVC).

Chegamos ao hotel Mirante e para almoço, como era domingo, não tivemos muitas opções perto do hotel. Estava quase tudo fechado, menos o supermercado e as churrascarias com rodízio ou a lá carte. Isso nos pegou de surpresa. Decidimos, então, pelo a lá carte da Churrascaria do Gaúcho. Aconselho a salada Igreja, polenta e isca de tilápia. Delícia! Não como carne vermelha há anos, então está explicado o peixe. A diversão das famílias de Foz é almoçar nas churrascarias aos domingos, pelo que observei. O dono do restaurante foi muito gentil, assim como os seus funcionários. Ele nos disse que conhecia o nordeste e rindo, nos contou que no estado nordestino em que havia trabalhado era chamado de “chef”, mas que era mesmo “assador”.

Para jantar próximo do hotel? Uma marguerita com coca cola na Pizza Perini (av. JK, 1110). Não havia muitas escolhas de lugares, na verdade.

Próximo passeio? Usina Hidrelétrica de Itaipu.

 

 

Foz do Iguaçu – Cataratas do Iguaçu – Primeira Parte

Foz do Iguaçu – Cataratas do Iguaçu – Primeira Parte

Hoje é dia 8 de março de 2020. O clima estava fresquinho ao acordarmos, mas vai esquentar muito ao longo do dia. Estamos na baixa estação e eu impressionada com tantos turistas na cidade. O café da manhã do hotel Mirante foi muito bom: frutas, iogurtes, bolos, pães, café, enfim maravilhosamente sortido.

Começaremos o passeio tão esperado às Cataratas do Iguaçu. Entramos no ônibus Conforto Iguaçu, levando repelente, protetor solar, tênis e roupas confortáveis. Fomos avisados pela CVC. O guia se chama Odirlei e o motorista Nelson. Somos 45 passageiros. A volta para o hotel será às 13h30.

Antes passamos na enorme loja Artesanato e Chocolate Caseiro. Vendem quantidades de pedras, joias, árvores da felicidade, lembrancinhas mil e chocolates. Um mundo lá dentro. Loja obrigatória para visitantes.

No caminho, vemos em exposição o antigo avião Sucatinha da Presidência da República, aposentado em 2010. Foram 2.500 horas de voo. Trata-se de um parque de exposições com aviões não mais usados, como da VASP; jipes do Exército etc perto do Parque das Aves. Um entusiasta controla o local e cobra ingresso. As crianças de escola pública visitam o lugar com gosto.

Ao chegarmos ao Parque das Cataratas, descemos do ônibus e vamos a pé até a entrada, mas antes damos uma olhada no Hotel das Cataratas, entramos, tiramos fotos e ficamos encantados. Dissertarei mais sobre este hotel no próximo capítulo.

No parque são 11 km até as quedas. Há o passeio de barco Macuco Safári e a trilha, a pessoa escolhe ou um ou os dois. Para esse passeio, os aventureiros entram em uma jardineira, veem a flora (existe o palmito-juçara em extinção, 10 anos para dar um fruto, é colhido e morre) e fauna locais (borboletas coloridas, quatis, macacos e aves), fazem mais 800 m de caminhada e encontram uma lanchonete com armários. Ao chegarem ao Salto Macuco, embarcam em lanchas infláveis com dois motores e 225 cavalos de encontro à cachoeira pelo rio Iguaçu até chegar pertinho das Cataratas, sendo os últimos metros de passeio “molhado ou seco”, capas de chuvas são necessárias se “molhado”. O valor é de R$246,00, crianças e idosos pagam a metade. Quem foi, AMOU!

A época é de seca, então sabemos que as Cataratas não seriam as mesmas, embora sempre impactantes. O guia nos explica que o rio Iguaçu nasce na Serra do Mar e passa por Curitiba, segue para as Cataratas, além de por seis usinas hidrelétricas. Já o rio Paraná recebe água de vários rios vindos de São Paulo. Ambos se encontram na Tríplice Fronteira onde se situa o Marco das Três Fronteiras (Brasil, Paraguai e Argentina).

Na entrada do Parque das Cataratas, as filas são imensas, mas organizadas: uma para dinheiro ou cartão, outra para autoatendimento (só cartão) e por aí vai. Paguei R$43,00. Segundo o guia, desse dinheiro R$2,00 vão para o Fundo Iguaçu que cuida do desenvolvimento do nome no mundo; R$11,00 para as Cataratas S.A.; e R$30,00 para o Governo Federal. São 27 parques nacionais no Brasil e deles: 8 dão lucro e 19, não.

São mais de 275 quedas d´água de até 80 m de altura. A visão é inesquecível, aí está um lugar para se conhecer “antes de morrer”, pois é Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO desde 1986. Abriga as famosas cataratas e também um santuário ecológico da fauna e flora silvestres. Fazemos uma caminhada boa para observar os saltos, a vegetação e animais locais como os quatis. Detalhe: cuidado com eles, primeiro são ladrões de comida e podem machucar, pois suas garras são afiadas, da mesma forma transmitem “raiva”. São atraídos pelo barulho de plástico. Comem de tudo. É tirar fotos e se distanciar. A mais formidável queda d´água é a Garganta do Diabo com vista panorâmica. No restaurante Porto Canoas há um elevador panorâmico de onde se observa o salto espetacular de outro ângulo.

O parque é controlado pela Empresa Cataratas S.A. desde o ano 2000 como concessão, e quem protege o local é o Batalhão da PM Ambiental do Paraná. Tal empresa controla também o Marco das Três Fronteiras em Foz, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro e a ilha de Fernando de Noronha em Pernambuco. No parque existe uma escola que foi transformada em “escola-parque”, oferecendo aulas a crianças das redondezas sobre ecologia. Afinal, é de criança que se começa o amor e respeito à natureza. Fazem campanha pela limpeza e divisão do lixo no parque.

A respeito da fauna: é habitat de veados, cotias, capivaras, onças pintadas (eram 30 e controladas pelo Projeto Carnívoros; com a pandemia de coronavírus deste ano estão crescendo em número), mais uma infinidade de animais. Quanta riqueza da Mata Atlântica. De acordo com o guia Odirlei, a onça somente come o que mata. Se não aguentar, rola por cima e deixa o cheiro dela na carniça, aí nenhum outro animal se candidata a chegar perto e se meter com ela.

O parque é belo. A trilha vai sempre contra o fluxo de água. Seguimos sempre à direita, andamos pela passarela, vimos vários mirantes e nos aproximamos da catarata. Mesmo seca, é um deslumbre. Estivemos no mirante/espaço Porto Canoas, encontramos várias lojas e opções de alimentação: boas horas de caminhada e 45 minutos para comer.  Preparem-se para o calor e para caminhar muito. Quem vai fazer o passeio do Macuco Safári, desce na entrada do Macuco e paga ali.

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Um pedacinho do Parque Nacional Iguaçu em Foz do Iguaçu-foto tirada por Mônica D. Furtado

Ainda há mais sobre as cataratas. Em breve…

 

Foz do Iguaçu – Chegada e Duty Free Shop Iguazú na Argentina

Foz do Iguaçu – Chegada e Duty Free Shop Iguazú na Argentina

Hoje é sábado, dia 7 de março de 2020, e o destino é a linda Foz do Iguaçu. Compramos o pacote na CVC do shopping Del Paseo com o nosso agente Dennis. A viagem foi puxada por ser de madrugada: Fortaleza-São Paulo-Foz pela LATAM. Ainda bem que deu tudo certo. Nem sonhávamos com a pandemia que chegaria em breve.

Do avião, vê-se Foz toda verde, um verde vivo, bonito. Muitas árvores a refrescar a cidade. O ônibus da CVC nos espera. O aeroporto é pequeno e organizado, estava em reforma. Recebemos a programação do funcionário (da Natural Travel) logo na chegada. Este pacote é considerado um dos melhores da companhia. Lembrando que Foz é querida dos estrangeiros, vemos de montão. O guia da chegada foi o Jair Machado, bem solícito, explicou as opções de passeios. Não falta o que fazer e em poucos dias não dá para participar de tudo. Não fizemos o passeio panorâmico que mostra o Marco das Três Fronteiras, o Templo Budista e a Mesquita Islâmica; não fomos ao Complexo Dreamland (filial do de Gramado), ao jantar com show latino e ao Paraguai. A respeito do Complexo Dreamland, compreende o Museu de Cera, o Vale dos Dinossauros, as Maravilhas do Mundo, o Ice Bar e mais muitas atrações: são 22. Foz do Iguaçu é lugar para retornar com saudades. Detalhe: pessoas com mais de 60 anos têm desconto nos parques no Brasil; para professor, tem que mostrar o contracheque (essa eu perdi, porque mesmo eu levaria o meu, né?).

O hotel Mirante, localizado no centro, é longe do aeroporto. O endereço é av. República Argentina, 672. A cidade é espalhada, tem avenidas largas, com uma parte plana e uma mais alta, limpa que dá gosto. Já cheguei com uma boa impressão. As calçadas são largas e boas para caminhar. Detalhe: são homogêneas e cuidadas com zelo. Quanto ao clima: de dia 34°C e à noite 24°C. 

O hotel é bem situado, perto de churrascarias, supermercado, cafeteria e confeitaria. Indico o café/restaurante/confeitaria Doce Pão na rua Tarobá, 992. As maravilhas de doces são tentadoras e o almoço simples e gostoso.

Que cidade mais apropriada para o turismo! A infraestrutura funciona bem com transporte, guias, agências etc. Elogiável.

Descobrimos o supermercado Muffato (fundador: José Carlos Muffato). Enorme, uma mistura de hipermercado Extra e Casas Freitas, fabuloso. A comida caseira no quilo valeu. Os preços são mais em conta do que em Fortaleza.

Como chegamos exaustos da noite mal dormida, decidimos somente sair às 18 h para o Duty Free Shop Iguazú argentino (Ruta Nacional, 12, km 1645, Paso de Frontera, Puerto Iguazú). São 16 km de distância. O ônibus até o local é gratuito para os turistas. O lugar parece uma grande loja de departamentos, fica do lado direito, antes da alfândega do país vizinho. A fronteira entre a Argentina e o Brasil é uma ponte sobre o rio Paraná: verde e amarelo: Brasil; e azul e branco: Argentina.

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Eu com a placa do Duty Free Shop em Puerto Iguazú-Argentina-foto tirada por Carlos Alencar

O Duty Free tem 10 mil m. de espaço e lá se compram chocolates, vinhos, uísques, perfumes, chás da Turquia, enfim, produtos importados. A seção de objetos decorativos da França e Inglaterra é linda. Cheio de gente e muito alegre o ambiente. Cada setor é bonito de se ver, o shopping é organizado por categorias e é uma das principais atrações turísticas de Foz. Recebemos um adesivo, colocamos todas as bolsas que levamos em uma sacola do Duty Free lacrado. Na saída se abre essa sacola no caixa. O passeio de compras dura duas horas. Meio corrido, mas ainda temos tempo de pedir umas empanadas argentinas no Restobar.  Lembrando que o limite de gasto é de US$300 (trezentos dólares). Fiquei muito longe disso, comprei chocolates e chás de limão e de maçã turcos para relembrar a bela Turquia.

Dia bem produtivo. Seguiremos com as Cataratas do Iguaçu em breve.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Praia das Fontes – Ceará -Brasil

Praia das Fontes – Ceará – Brasil

De volta ao passado… No dia 07 de junho de 2019 o Carlos e eu decidimos passar um final de semana no litoral leste do estado. Pegamos a CE-040 duplicada em frente ao parque do Cocó em Fortaleza-Ceará e seguimos até Fortim (uns 130 km) na localidade de Jardim de Baixo. Por indicação, fomos conhecer a pousada/restaurante do Raimundinho. Queríamos ficar na localidade, porém não era à beira-mar e sim, à margem do rio Jaguaribe. O lugar é bucólico e promissor de muita beleza e paz.

Nosso desejo era praia. Então, o jeito foi voltar pela CE-040 rumo a Fortaleza e entrar no município de Beberibe. Uma gracinha de cidade com bloquetes de cimento nas ruas. De lá, pegamos o caminho em direção à Praia das Fontes (ao lado da Praia do Morro Branco). Como o nome já vislumbra, a praia é conhecida por ter fontes pela praia. Infelizmente, percebemos que o mar estava destruindo as falésias e construções. Não respeitam a mãe natureza e ela reclama. A diferença de uns 15 anos atrás é gritante.

Ficamos no Hotel das Falésias à beira-mar com restaurante, piscina e decorado com motivos marítimos. Sempre foi um ícone. Só me espantei de cobrarem R$10,00 (dez reais) pelo aluguel de uma rede, um símbolo tão cearense, tomara que tenham mudado isso.  Detalhe: fiquei sem a rede só de mal…

Tomar vinho branco com fondue de queijo na varanda do quarto, regados pela brisa do mar à noite foi muito bom. Gostei da nossa ideia. O café da manhã com tapioca, queijo e presunto, dois tipos de bolo, frutas, café e leite é sempre um deleite.

O banho de mar com a água quente e a maré baixa foi refrescante. À tardinha a caminhada pelo lado direito saindo da escada do hotel. A geografia da praia é única.

Andamos por “crateras da lua”, vimos olhos d´água e grutas com água pura dentro, além de falésias coloridas que, aliás, achei parecidas com as montanhas de Salta no norte da Argentina, porém menores. Geografia de praia interessante essa.

No restaurante do hotel pedimos frango cubano com banana e abacaxi, e arroz a grega. Bem servido e os funcionários muito queridos. No hotel éramos os únicos hóspedes, mas durante o dia alunos de uma escola particular de Fortaleza estavam se divertindo. À noite, silêncio total, som do mar e dos grilos a nos encantar com a maravilha da natureza.

O hotel tem um mirante na falésia que dá para o mar, olhando de cima, um espetáculo. Durante o dia, muito calor: 30° C. O banho de mar estava agitado no domingo de manhã, logo tomamos banho de fonte na praia.

Antes de ir embora fomos conhecer outro hotel que nos chamou a atenção: Bouganville Hotel, todo amarelo com chalés/quartos, um paraíso convidativo, com certeza. Uma lindeza.

Vale a pena um final de semana assim. Penso como estarão algumas das nossas praias cearenses no futuro com o mar atingindo a costa com tal poder de destruição. É de se preocupar. Enfim, retornamos descansados. A proximidade com um mar tão limpo e quente é qualidade de vida. Considero um luxo termos esta possibilidade no Ceará.

Jangadas na praia
Jangadas na Praia das Fontes-Beberibe-Ceará-foto tirada por Mônica D. Furtado

 

Turquia – Çanakkale no Estreito de Dardanelos

Turquia – Çanakkale no Estreito de Dardanelos

Hoje é dia 25 de outubro de 2019 e saímos de Troia rumo a Çanakkale (o “Ça” se diz  “tcha”). Chegamos ao hotel Parion somente para jantar e dormir. Aliás, muito bom o hotel com uma refeição noturna de respeito e repleto de turistas da Malásia. Notei ser comum nos hotéis a falta de barra de segurança nos banheiros.

No dia 26 de outubro de 2019 no nosso último dia de excursão, acordamos às 5 h da manhã, pois a saída para pegar o ferryboat do lado asiático e atravessar o mar de Mármara pelo Estreito de Dardanelos em direção à Europa estava marcado para as 7h. Istambul, estamos voltando… Impressionante a fila de ônibus. No transporte o jeito foi encarar o banheiro a la turca (sem vaso sanitário, uma trabalheira!). Acho bem intrigante Çanakkale ser na Ásia e o distrito de Çanakkale na Europa.

O Estreito de Dardanelos tem 64 km de comprimento e 6 km de largura. Impossível estar em um local tão conhecido da história e não falar na I Guerra Mundial. Segundo o livro da agência PortoSul (2009) de Porto Alegre-RS, o Estreito de Dardanelos corresponde à antiga Helesponto, que Xerxes fez transpor com suas tropas uma ponte de barcos antes de se confrontarem com Leônidas no desfiladeiro das Termópilas na Grécia (em 480 a. C.). Foi onde aconteceu também o “Inferno de Dardanelos” durante a I Guerra Mundial. Os turcos minaram o fundo do estreito, afundaram os barcos e mataram milhares de soldados aliados. Os que não morriam afogados guerreavam em terra. O lugar se tornou um mar de sangue. A cor vermelha da bandeira da Turquia representa o sangue derramado.

O site itinerariodeviagem.com acrescenta que 500 mil soldados turcos e Aliados (Austrália, Grã-Bretanha, França, Índia e Nova Zelândia) morreram no período 1915-1916. O site brasilescola.uol.com.br nos conta que a Batalha de Dardanelos, também conhecida como Campanha de Galípoli, teve como palco a península de Galípoli. Foi uma das campanhas mais custosas e trágicas da guerra. Do lado aliado, Winston Churchill, então Primeiro Lorde do Almirantado inglês; a resistência a essa invasão foi articulada pelos estrategistas Otto Liman von Sanders, da Alemanha, e Mustafá Kemal, do Império Turco-Otomano. A vitória foi dos últimos citados. O nosso guia nos diz que o navio dos turcos se chamava Agamenon e dos franceses, Aquiles, heróis da guerra de Troia.

Voltando ao ferryboat. Chegamos e seguimos viagem dentro do ônibus. São 312 km até Istambul. A primeira cidade na Turquia europeia é Eceabat. Lá se encontra o Memorial Mehmetcik que homenageia os filhos mortos da Turquia (Mehmetcik) e os aliados (Johnnies). O monumento se situa no distrito de Çanakkale no Parque Nacional de Galípoli histórico. No nosso percurso passamos por um cemitério da I Guerra Mundial em homenagem aos mortos.

Nosso percurso na Turquia foi de 2400 km. No fim da viagem passam um questionário de satisfação da Deluks Turizm ou Fineway Travel, ligados à agência Abreu. Gostei. Digno de nota mencionar que nos aproximamos bastante da Grécia em Kesan, são somente 20 km da  fronteira.

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Almoço no restaurante Rotana Istanbul-foto tirada por Mônica D. Furtado

A entrada em Istambul foi caótica, com engarrafamento por quilômetros. Depois a entrada no hotel foi demorada demais. No fim, procuramos um restaurante, estávamos exaustos e esfomeados. Era 15h20. Perto do Hilton encontramos o Rotana Istanbul (em Cumhuriyet Caddesi Harbiye Mahallesi, 52/D), aconselho. O frango ao molho de limão, arroz e batata frita estava delicioso, logo valeu, com pouco sal e muito pimentão. O turco gosta de pimenta em pó por fora. Havia gente fumando narguilé, nada mais característico do país.

O receptivo da Abreu para nos levar ao aeroporto de madrugada no outro dia foi perfeito. O aeroporto de Istambul é absolutamente enorme, fantástico e com um shopping divino. Em cada canto uma casa de câmbio e um quiosque de comida e muito controle de malas.

Enfim, o último artigo sobre a Turquia. Êta país para render tanto. Apesar de finalizar uma excursão dessas com dor nas costas, pernas e joelhos inchados, digo que VALEU demais. Que país mais maravilhoso, receptivo e caloroso. Amei! Saudações a todos da excursão e também ao nosso guia Ali e motorista Dogan.

Turquia – Troia

Turquia – Troia

Hoje é dia 25 de outubro de 2019 e de Pérgamo seguimos viagem de ônibus até Troia (uma hora aproximadamente). Mas antes almoçamos em Bergama (Pérgamo em turco) em um restaurante de festas para grandes grupos com comida em quantidade. Uma hora e meia depois fizemos uma parada técnica para banheiros e lanches no Özgün Molan. Lá estava o indefectível suco de romã (bom para o coração, dizem), além de café turco. Comprei enfim um picolé de iogurte e amora delicioso e um perfume de limão tradicional.

Estamos ao longo do mar Egeu com sol e calor. Vamos subindo a serra ainda repleta de florestas, estamos no monte Ida onde viveu um dos protagonistas da Guerra de Troia: Páris, de acordo com a mitologia grega.

A porta de entrada para a cidade de Troia é Çanakkale no Estreito de Dardanelos. A cidade antiga tem 3000 anos e em 1998 se tornou Patrimônio Mundial da UNESCO, conforme a Wikipédia.

Pela dificuldade de relacionamento da Turquia com a Grécia desde a Primeira Guerra Mundial, o nosso guia Ali diz não ter lição da guerra em escolas no país. Quem escreveu sobre a guerra de Troia foi o poeta Homero em VII, VIII a. C. em sua obra épica Ilíada, mas somente sobre o último mês da guerra, que durou 10 anos, pelo motivo de não saber como havia sido. Lembrando que Esparta se situa na Grécia do outro lado do mar Egeu e Troia na Turquia. Pelo visto, as relações difíceis são bem antigas…

No site superabril.com.br, sabe-se que no poema Ilíada, escrito provavelmente em VIII a. C., Homero narrou uma grande guerra entre gregos e troianos, em um ponto estratégico que separa o Mediterrâneo do mar Negro.

Nosso guia Ali esclarece que a estratégia de guerra foi genial, já que Troia era circundada por muralhas, então dão de presente um cavalo de madeira enorme. De lá à noite saem os soldados que matam todos e queimam a cidade. Por isso se diz na Turquia: “Nem grego nem presente de grego”.

A Wikipédia nos conta que segundo a mitologia grega houve um casamento forçado entre os deuses no Olimpo: Peleu e Tétis (futuros pais de Aquiles), porém a deusa da discórdia Éris não foi convidada. Era filha dos deuses Zeus e Hera, contudo fora desprezada pela mãe por não ter beleza. Mandou um presente de uma maçã de ouro onde escreveu “a mais linda do mundo”. A inteligente Atena, a mulher de Zeus Hera e a deusa da beleza Afrodite estavam na disputa. O rei de Troia Príamo foi escolhido por Zeus para resolver a contenda, mas por estar velho, passou a responsabilidade ao seu filho Páris. Ele decide por Afrodite que havia prometido dar-lhe Helena, a mulher mais bonita do mundo. Páris, já comentado anteriormente, era um cuidador de ovelhas e príncipe. Está selada a discórdia, assim ele atraiu a ira de Hera e Atena e condenou sua cidade Troia.

Na lenda ou história real, Páris conhece Helena (esposa de Menelau, rei lendário da Lacedemônia em Esparta) e ambos se apaixonam, ele a rapta e a leva para Troia. Eis o motivo da guerra. Os espartanos que chegam escondidos no cavalo guerreiam com Troia. Os heróis são Aquiles, Agamenon e Heitor. Páris lança uma flecha no calcanhar de Aquiles e o mata, porque ali era o ponto fraco dele, ele fora batizado pelo calcanhar. Lembrando que ele era semideus, quase imortal, não fosse seu calcanhar, era um guerreiro grego lendário o qual comandava seu próprio exército, considerado o mais belo, forte e corajoso. No cinema este personagem foi encenado por Brad Pitt. O filme Troia de 2004 também tem Eric Bana como Heitor, Orlando Bloom como Páris e Diane Kruger como Helena.

Na sinopse do filme, acrescentam que o irmão do rei de Esparta (Menelau, da Grécia), o rei Agamenon já havia derrotado todos os exércitos na Grécia, logo encontra o pretexto que faltava para declarar guerra à Troia (Turquia), o único reino que o impede de controlar o mar Egeu. Estamos em 1193 a. C.. A Wikipédia adiciona que a esperança do rei Príamo de Troia em vencer a guerra está nas mãos de seus filhos Heitor, que é um grande guerreiro e comanda o exército, e de Páris, o mais jovem. Da mesma forma contam com a forma estratégica como a cidade-estado foi construída, tendo suas muralhas quase intransponíveis para os adversários.

Falando na histórica Troya (em turco), o livro da agência PortoSul (2009) de Porto Alegre-RS nos conta que suas origens remontam à Idade do Bronze. A cidade ficava na colina de Hissarlik  e parecia uma imensa cebola, que era preciso desfolhar camada por camada. Cada era uma Troya diferente, com sucessivas civilizações, povos e cidades. Depois de averiguações sucessivas por Carl W. Blegen ficou confirmada a existência de nove níveis de urbanização de Troya. A cidade foi descoberta pelo alemão Heinrich Schliemann, motivado desde a infância pelas histórias de Homero. Ele foi caixeiro, náufrago, comerciante, aprendeu 14 idiomas e graças ao seu trabalho e sorte tornou-se muito rico e pode seguir seu sonho. Em 1868 iniciou sua busca e em 1871 encontrou a cidade, que infelizmente, por sua inexperiência em arqueologia, destruiu muitos vestígios. O sítio é coberto por escombros e restos de muralhas. No local foi construída uma réplica do que teria sido o cavalo de madeira que o astuto Ulisses, rei de Ítaca (na Grécia), mandara construir como esconderijo para seus soldados. Bom enfatizar que os reis de Esparta se uniram para guerrear Troia.

O cavalo do mito grego tinha em torno de 4 m de altura e 7 m de comprimento. Dentro dele cabiam sete soldados. Está localizado no sítio arqueológico de Troia em Çanakkale, na planície dos Dardanelos na costa noroeste da Turquia (Wikipédia).

Nosso guia Ali nos reporta que a riqueza descoberta em Troia está no museu Hermitage em St. Petersburgo na Rússia e em Atenas na Grécia, dizem que Heinrich “roubou” tudo. Só pelos idos de 1870 e 1880 foi que os turcos souberam o que era arqueologia. No passado o Império Otomano não conservava o que tinha. Que pena! Quanta riqueza! Em 1910 fizeram uma lei proibindo remover objetos (arqueológicos, históricos) do país e em 1999 saiu a lei em que obriga a devolução.

Andar pela passarela de madeira no sítio arqueológico é uma aula de história preciosa. Vemos os vestígios da cidade pequena, todavia importante, e das muralhas, tudo bem conservado. As placas explicativas em inglês ajudam muito. Havia templo e teatro para pequenos concertos, vemos as flechas da época no pequeno museu, além da réplica do cavalo de madeira, por sinal usado no filme Troia do diretor Wolfgang Peterson. Ter visto esquilos no local foi um prazer. Fiquei fascinada, vale a pena. Pensem em uma cidade que foi destruída nove vezes e reconstruída também nove vezes.

O site superabril.com.br nos conta que até o séc. XIX se achava que a cidade era ficção. Troia I, II e III, IV e V parecem ter abrigado prósperos comerciantes que se aproveitavam da ótima localização (de 2900 a. C. a 1870 a. C.). Troia VI, de 1870 a. C. a 1600 a. C., teria sido destruída por um terremoto. Troia VII, de 1250 a. C. a 1020 a. C., aparenta ser a da Ilíada, pois foram achados sinais de conflitos militares. Nas escavações encontraram rastros que batem com a suposta guerra com os gregos que teriam queimado a cidade após invadi-la. Construções com marcas de incêndio e ossadas humanas com pistas de morte violenta e vestígios de flechas estavam lá. Troia VIII, de 700 a. C. a 400 a. C., foi reocupada por colonos gregos, e Troia IX, de 85 a. C. a 400 d. C., era uma cidade romana cujos habitantes já vendiam suvenires do cavalo de Troia.

Nossa continuação será no Estreito de Dardanelos em Çanakkale. Enfim, nosso último artigo sobre a fenomenal e histórica Turquia.

 

 

Turquia – Pérgamo e Esculápio

Turquia – Pérgamo e centro de medicina Esculápio

Hoje é dia 25 de outubro de 2019. Saímos de Izmir de ônibus e fomos a Pérgamo, cidade rival de Éfeso no plano comercial e de Alexandria e Antioquia, no plano cultural, segundo o livro da agência PortoSul (2009) de Porto Alegre-RS. A Wikipédia nos conta que fica a 26 km da costa do mar Egeu em um promontório no lado norte do rio Caicos e a noroeste da moderna cidade de Bergama (Pérgamo). Era a antiga cidade grega rica e poderosa na Eólia. Desde 2014 é inscrita como Patrimônio Mundial da UNESCO.

O mesmo livro adiciona que lá foi inventado o pergaminho a partir do couro de carneiro, quando o Egito lhes interditou a venda do papiro. A história menciona Pérgamo desde o séc. IV a. C., mas existem achados arqueológicos que datam da Idade da Pedra. A biblioteca da cidade continha cerca de 200 mil rolos de pergaminho, que Marco Aurélio, apaixonado, presenteou à Cleópatra. Esses pergaminhos se perderam no grande incêndio da Biblioteca de Alexandria.

O nosso guia Ali esclarece que os homens de ciência em Pérgamo começam a escrever sobre pele de animais, eis o pergaminho e depois veio o papel. Primeiro se escreve com maiúsculas nos mosteiros e para pequenas escritas com as letras minúsculas. Interessante que o imperador Constantino pediu 50 bíblias sobre o pergaminho.

A cidade é ancestral. Era a Pergamon helenística de 2, 3 a. C. Fez parte do império macedônico de Alexandre Magno em 1 d. C. Com a morte dele, os generais ficaram com a direção da terra.

Uma lindeza a igreja de Pérgamo (Bergama em turco), uma das sete igrejas do Apocalipse. A Wikipédia nos informa que eram sete as igrejas primitivas do cristianismo: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sárdis, Filadélfia, e Laodiceia. São as Sete Congregações da Revelação, também conhecidas como as Sete Congregações da Ásia Menor, as congregações das cidades mais importantes da região do início do cristianismo mencionadas no livro do Apocalipse no Novo Testamento. Atualmente todas as ruínas destas antigas cidades se encontram na Turquia.

O blog old.aproximaviagem.pt nos descreve que os monumentos arquiteturais mais importantes do distrito onde foi inventado o pergaminho encontram-se na Acrópole. No local está situada a biblioteca, famosa pelos seus 200 mil manuscritos; os templos Atena e Trajano; o teatro mais vertical do mundo e a base do altar de Zeus, classificado entre as maravilhas artísticas do mundo. Digno de nota mencionar que as acrópoles gregas sempre se situam em uma montanha, isto é, na parte mais alta do terreno.

Visitamos o primeiro santuário da medicina mental chamado Esculápio. Na mitologia grega e romana, o deus da medicina e da cura. Trata-se de um complexo constituído por biblioteca, anfiteatro e escolas de medicina. Os vestígios gregos do centro do deus Esculapium encontrados são dos séc. 4 a. C. até 4 d. C. O cristianismo chega à região e fecha o culto a ele, mas não o centro de medicina. A Wikipédia relata que Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, se formou no santuário de Esculápio em Cós (ilha grega do Dodecaneso, a 4 km da costa de Bodrum na Turquia). Foi um dos deuses pagãos de maior sobrevida no cristianismo, em virtude de sua fama de bondade e compaixão.

De acordo com a Wikipédia, as versões mais correntes apontam Esculápio como filho do deus Apolo e da mortal Corônis. Teve dois filhos: Podalírio e Macaão. Seus templos e santuários atuavam como hospitais em uma vasta região da Europa, norte da África e Oriente Próximo. Foi um dos primeiros deuses gregos a serem assimilados pelos romanos.

O médico Galeno ali exerceu sua atividade até a morte e 210 d. C., foi o fundador da ciência farmacêutica. A Wikipédia adiciona que era o médico mais famoso do antigo Império Romano e era médico pessoal do imperador Marco Aurélio e trabalhou no local por muitos anos.

Diz-se em turco Asklepion; na mitologia romana: Esculápio. O livro da agência PortoSul (2009) de Porto Alegre-RS acrescenta que não admitiam velhos nem mulheres grávidas no centro. Foi o primeiro hospital psicoterápico que se tem notícias na História. O tratamento consistia em leituras, meditações, exercícios físicos, teatralizações, orações, jejuns, além de aplicações de unguentos e do emprego de ervas medicinais.

A Wikipédia nos informa que a cura era um processo que envolvia a transformação do corpo e do espírito. Instruções eram dadas em sonhos dos enfermos e era pré-requisito para a cura. O sonho era então relatado aos sacerdotes que interpretavam ou complementavam as instruções.  Houve relatos em que o deus Esculápio aparecia em sonhos contrariando a falta de fé do paciente.

Na localidade impressionante, andamos pela Via Tecta ou Caminho Sagrado que era uma rua colunada que leva ao santuário, era coberta no passado remoto e se vê escrito: “O Morto não entre neste lugar”. Os doentes chegavam de cavalo ou burro. Os “doutores” curavam problemas mentais, psicológicos. Havia o templo de Esculápio com uma biblioteca rica em livros de medicina, e teatro para enfermos com 3, 4 mil lugares. Diz uma lenda que a origem do antídoto foi descoberta no centro. Uma pessoa quase morta bebeu o antídoto das cobras, feita do vômito delas, se curou, logo a partir daí foram estudar e descobriram o antídoto.

Vimos colunas jônicas com sulcos profundos. Que sítio arqueológico incrível. Como era uma cidade helenística havia um teatro. E não podia faltar a homenagem ao deus grego Dionísio ou ao romano Baco, fundador do teatro e do espetáculo para festas. Escavaram a costa da colina e colocaram as pedras. Criaram um lugar circular: a orquestra, ou seja, o teatro primitivo dos gregos. O romano acrescenta a parte de trás, um muro para a acústica, por isso o nome teatro greco-romano. Cabiam de 40 a 50 mil pessoas no anfiteatro circular.

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Eis umas piscinas onde os enfermos tomavam banho no centro de medicina Esculápio em Pérgamo-Turquia-foto tirada por Mônica D. Furtado

Depois do espetáculo no teatro, os doentes tomavam banho de lama (perto das piscinas), depois de água normal nas piscinas, tomavam água e após isso, se dirigiam ao túnel. O túnel escuro com água dentro tinha doze aberturas com assistentes de Esculápio dizendo “Você vai se curar” onde os doentes caminhavam sem sapato. Saíam do túnel e passavam pelo lugar circular no meio onde se localizavam os dormitórios ou celas. Os assistentes faziam os remédios enquanto os enfermos dormiam. Somente saíam do centro, depois da “revelação”, ou seja, de como seria o tratamento. Os pacientes levavam os medicamentos ao partirem. Quantos dias ficavam, não se sabe.

Importante mencionar que devemos o conhecimento do Esculápio ao grego Aristides, pois o visitou e escreveu um livro.

Entramos no ônibus e em mais uma hora chegamos a Troia.